Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O último fecha a porta

O último fecha a porta

Praxes noturnas

Esta cena passou-se hoje.

 

21h 17m, frio, com uma chuva "molha tolos", numa passadeira à minha frente, passa um grupo de jovens de praxe.

 

Os caloiros vão com os olhos vendados, uns atrás dos outros, guiados por uns "doutores".

 

O que fazem estes miúdos, num dia invernoso, à noite, sujeitos a adoecer à chuva? É verdade que se está no inicio do 2º semestre e não há muita coisa para estudar, mas não há nada mais interessante para fazer?

 

 

Recolha do lixo

Hoje falamos no trabalho sobre recolha do lixo, pois vivo dois cenários diferentes: MB Garbage truck.jpg

  • na cidade onde vivo não há contentores do lixo. O camião passa à 2ª, 4ª e 6ª feira e o povo tem de deixar os saquinhos ao pé a porta
  • na freguesia dos meus pais (e onde sempre vivi) existem contentores a 50 metros de casa.

 

Quando mudei para cá e ativei o serviço da água, perguntei na Câmara se não faria sentido haver contentores do lixo. A Senhora muito espantada pergunta-me: "já viu o conforto que é deixar o lixo à porta de casa sem ter que se deslocar?"

 

Ora bem, vamos lá ver, é cómodo nesse sentido, mas para mim que não estava habituado é mais incómodo deixar o lixo a marinar no apartamento o fim de semana todo porque não tenho onde o deixar. É mais incómodo, nos dias pares da semana, ter um monte de sacos à porta do prédio. É mais incómodo ter a vizinhança a controlar se deito um ou dois sacos no monte.

 

E pelos vossos lados também há estes problema?

Pesadelo na cozinha: as atitudes

O programa de ontem não me deixou indiferente. É impossível!

 

O retrato de uma cozinha que não é limpa há quatro anos e de uma sertã completamente nojenta faz arrepiar. Se estas cenas se passam em restaurantes que dão a cara, dou por mim a imaginar o que já devem ter visto os inspetores da ASAE. Coitados, não conseguem ir a tudo, mas sem dúvida que a sua função é muito importante.

 

 

Nos dois primeiros episódios reparei em três coisas nos comportamentos das pessoas:

 

- os patrões

o típico português que muitas vezes critico no blog do Robbinson. Desleixado, queixinhas, desenrasca e muito sovina. As queixas são unânimes: os patrões não querem pagar horas extras para limpar os espaços. Um clássico: o cliente não vê (logo pode-se adiar), joga-se com as baixas probabilidades de ter uma inspeção da ASAE e que chora cinco Euros para pagar uma hora extra. Mas se for preciso gastam dezenas de milhares no Mercedes, BMW ou no Porsche. Quando estoura, lá se vêm pedir a ajuda da "Troika".

 

- os empregados

Nos dois casos, aproveitaram a fraqueza do patrão para se queixarem da sua forretice. O chef criticou e muito bem: não cuidam dos restaurantes, não têm brio por não ser seu e não se sentirem suficientemente remunerados para tal. A pergunta fatal foi "Você daria de comer aos seus filhos destes tachos?. "Não" "Então porque me serviu deles".

 

- Parte pedagógica

As situações reais são repugnáveis, mas por restaurantes que tiveram a coragem de dar a cara. Este programa alerta para a necessidade do consumidor ser mais crítico e os outros restauradores melhorarem as suas condições da salubridade. Isso é bom!

Quando percebi que tinha mudar de emprego

Março de 2015

 

Faz dois anos em que tive tomar uma decisão difícil: lutar por uma promoção ou procurar outro emprego.

 

Durante cinco anos trabalhei numa multinacional e éramos dois os melhores avaliados e em melhor posição para a subida dentro de um ano e meio a manager. Um tinha claramente a ambição de subir. Eu era mais comedido, por várias razões: além de gostar mais do que fazia na minha posição, olhava para cima e não revia. Ser manager implicava trabalhar muito mais horas, não ter vida própria, baixo reconhecimento acima e ser mais agressivo na luta pelos recursos e por clientes. Por brio e porque gostava, sempre fui competente e bem avalidado.

 

Neste mês, fui colocado no projeto do meu peer uma semana. Um pesadelo! A pior semana dos últimos anos que tive.

Horários loucos, pressão absoluta e um desfile de egos. Na 6ª feira seguinte vem ele e diz-me: “o manager disse que o teu trabalho estava uma m**** e não estou a brincar. Disse que estava uma m****”. Diretamente, o chefe não me disse nada e na avaliação de Junho (a última) mantive o nível “muito bom” e com votos reforçados de excelentes perspetivas de subida...

 

Não sei se foi verdade ou mentira, mas aí percebi que a luta ia ser suja e que ou ia a ela ou desistia. Preferi desistir e dar outro rumo à minha vida. A sorte ajudou e dia 1 de Julho comecei noutro sítio.

 

O mundo do trabalho é lixado quando aparecem estas pessoas anormais, com um ego do tamanho do mundo passando por cima de tudo e de todos. Não me revejo nisso e se o futuro da empresa são essas pessoas, então não contem comigo. Em setembro de 2016, ele foi promovido.

 

Vem isto a propósito que vi uma foto dele no meu Facebook do meu antigo ginásio. Bendita a hora que saí de lá.

Montepio: onde já vimos este filme?

O que se passa com a banca portuguesa? Todos os seus vícios e promiscuidades estão a vir ao de cima...

 

Primeiro o BPP, depois BPN e BES, com o BCP e a CGD a baloiçar. Em todos estes bancos os problemas parecem comuns: créditos concedidos sem garantias a grandes projetos sem retorno assegurado. Muitos desses  visam preencher egos e clientelismo.

 

Veja- se as exigências que os bancos têm com qualquer cidadão comum que peça um crédito automóvel ou um crédito à habitação e veja-se os buracos da Prebuild, Ongoing, Herdades, Resorts, Finibanco's, etc...

 

No fim do dia, acabam por ser sempre os nossos impostos a pagar os caprichos de banqueiros que se preocupam só com o seu umbigo

Cenas de ginásio: os ocupas de máquinas

Hoje fiz uma avaliação física pela primeira vez no novo ginásio. Não costumo nem gosto de ir à sala de musculação. Porém, hoje teve mesmo de ser. Então presenciei uma das cenas mais comentadas da blogosfera: os ocupas das máquinas.

 

Quem são? É aquela malta que vai para o ginásio dar à língua, ocupa as máquinas e os outros que querem treinar que esperem!

Se querem falar, porque não fazem fora das máquinas?

 

Trelas, açaimes e dejetos

16864158_azNLM.jpegNa 5ª feira, durante a corrida ao fim do dia, assustamo-nos quando vimos um cão sem açaime a vir em direção a nós. O pobre do animal não fez mal nenhum, mas se o dono fosse mais cívico teria cumprido a lei que obriga os cães a andar de trela e açaime.

 

 

Alguém falou de uma regra que Viseu vai começar a impor no seu município: punições para quem tenha os cães sem trela, sem açaime e quem deixe os dejetos do cão na rua. Fiquei curioso e pesquisei: Mais info aqui. Esta medida deveria ser um exemplo a seguir e foi pouco divulgado (é Viseu, não é Lisboa ... o presidente não tem um espaço de opinião semanal na TVI 24).

 

Estas atitudes além de serem pouco cívicas, põem em causa a segurança e a higiene dos outros. Espero duas coisas:

   i) que não seja uma medida eleitoralista para inglês ver e depois na prática continue na mesma

   ii) que mais cidades sigam este exemplo e fiscalizem os donos imprudentes e badalhocos que andam por aí.

Agora inventaram os ecosexuais

Já havia os homo, os hetero, os metro, os lumber, agora inventaram os .. ecosexuais .

 

Reza a lenda que "engloba pessoas que tentam usar artigos eróticos mais sustentáveis, ou que gostam de nadar e fazer escalada nus. Por outro, há quem rebole na terra, enquanto tem um orgasmo, coberto de substrato vegetal.  O matrimónio é flexível: pode ser com a lua, com o mar, com o carvão, com a neve."

 

Juro-vos que não estou a competir a o Heterodoméstico na busca de notícias bizarras, mas cada maluco com a sua mania ...