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A família política (parte II)

por O ultimo fecha a porta, em 27.12.16

Low_coat_A_-_Tacho_2.jpg

Depois de Carlos César (ver aqui e aqui), mais um dirigente político é denunciado na imprensa pelas ligações familiares associadas a cargos políticos e às benesses que têm decorrentes desses cargos.

 

Mais uma vez o "Zé" paga os aumentos salariais e os cargos políticos.

Esta promiscuidade familiar e política vem prejudicar mais uma vez a confiança que os portugueses podem ter na política e nos políticos.

Curiosamente nesta Câmara, muito se criticou os arranjos de cargos do antigo presidente que era de outro partido.

Já Eça de Queirós há mais de cem anos dizia uma frase que envolvia palavrões e moscas, que é bem presente.

 

Nota: Esta situação foi denunciada possivelmente pela oposição aos jornais. Além desta, devem existir muitas mais em todos os partidos, mas que não são públicas.

 

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publicado às 10:09


22 comentários

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De Robinson Kanes a 27.12.2016 às 11:33

Depende de nós mudarmos o estado das coisas. Mas o que fazemos realmente?
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 13:38

Não é fácil é mudarmos este status quo infeliz. A mim, comum português, resta-me condenar esta dança de cadeiras. :(
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De Cláudia a 27.12.2016 às 12:06

Só acho mal os grandes ordenados e muitas vezes pessoas não qualificadas, mas vou dar o meu exemplo, acho que é óbvio, se eu abrisse uma empresa, quem ajudaria primeiro seriam os meus familiares e amigos.
Estive para avançar com um projecto e tinha já quase toda a família com os seus cargos.
Claro que não ia pagar era 3mil€ a todos.

Infelizmente o que se passa com a nossa política é isso. Grandes ordenados e ninguém a fazer nada.
Ao menos que se mexessem. Que parassem de andar a encher os bolsos e a fazer de tudo uma grande falcatrua.

Beijocas
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 13:41

É diferente o que dizes. Uma coisa é o setor privado e empregas quem queres.
Tens liberdade para isso, pagas o que queres às pessoas que queres.
O que está em causa aqui são instituições públicas pagas com o dinheiro dos nossos impostos. Aí é que está a discussão.
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De a mãe dos PP's a 27.12.2016 às 12:46

A política é um trem de cozinha... há tachos e panelas no enxoval da família!
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 13:42

Excelente comparação! :)
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De Papagaio Giló a 27.12.2016 às 14:45

O cancro do costume... à boa maneira
latina.
O problema do post é que a ilustração deveria ser uma panela de pressão bem maior... Não um tachinho!
Pap...
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 22:40

lolol Uma história, um tacho. Deve haver aí tachos de pressão muito maiores. Estão a chegar as eleições autárquicas e histórias destas é o que não vai faltar nos próximos meses.
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De Maria Mocha a 27.12.2016 às 15:00

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De Andy Bloig a 27.12.2016 às 18:07

A ideia de tudo ser por concurso público porque é mais transparente, foi uma das maiores mentiras que foram ditas por um governante nos últimos 2000 anos. Abrindo o Diário da República, ir vendo os concursos públicos para os cargos públicos, é fácil encontrar coisas que não existe forma de explicar. Desde um funcionário administrativo que o critério de eliminação é ter um curso de culinária de uma certa instituição, até ao ter um curso superior tirado numa determinada universidade e que tenha frequentado 2 ou 3 disciplinas específicas. Muitos desses concursos gastam cerca de 5000 euros para serem publicados e publicitados, quando o cargo é para 1 pessoa já selecionada. Outros, o júri(normalmente entre 3 a 7 pessoas) recebe entre 100 a 160 euros, por dia, para entrevistar e validar os documentos apresentados pelos candidatos. Acabando por escolher o Dr. que é amigo do chefe do departamento do lado.
Isso não acontece só no governo. Em 2013 existiu um problema com o site do IEFP, que revelou toda a ficha de oferta de emprego entregue pelas empresas. 94% das ofertas de trabalhos disponibilizadas tinham obrigações secundárias, nalguns casos até incluíam o nome da pessoa que seria aceite, para beneficiarem dos subsídios de emprego ao máximo do disponível por lei.
Existem muitos cargos que é preciso ter alguém que já seja conhecido do "director geral", depois existem é os outros que são os "jobs for the boys" onde entram por terem o cartão partidário ou serem familiares ou amigos dos amigos.

Mas, desde que em 2014 terem nomeado com 24 anos de idade, um director de uma distrital da segurança social, tendo 20 anos de direitos retroactivos (felizmente, revogado por decisão judicial do supremo, há pouco mais de 3 meses atrás), já tudo é possível.
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 22:32

O que escreves vai de encontro aquilo que penso dos concursos públicos. A meritocracia é completamente secundada pela promiscuidade e troca de favores.

Há quem diga que para subir na vida basta estar numa "jota" e concluir uma licenciatura com 9,5 valores numa área qualquer.

O conhecimento que nos chega via media (que só publicam o que e para quem lhes convém) é uma infama parte da promiscuidade que por aí anda. Aliás, nota-se muitas vezes a relutância de muitos gestores do privado em trocar a gestão privada pela gestão pública (partidária).
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De Andy Bloig a 27.12.2016 às 22:44

Essa é uma das regras actuais que servem para todos:
Tirar uma licenciatura, fazer umas quantas disciplinas que não tenham nada a haver com o currículo necessário desse curso superior; inscrever-se e participar em acções das jotas para conhecer pessoas; oferecer-se como voluntário para encontros partidários onde pode falar com os orgãos vigentes.
Já há mais de 30 anos que muitos dos políticos ou que chegam a cargos públicos usam esse esquema.
No caso de mudar do privado para o público, o principal problema são as limitações que passam a existir. No privado alguém descobre um podre, é despedido no dia seguinte ou recebe um prémio de 1000 ordenados para ficar como cúmplice e não poder falar. No público, não dá para fazer isso.
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 22:49

No público no máximo fica-se 4 anos, depois leva-se um pontapé no rabo para vir um Jota.

Bem apontado essa de ser "voluntário" em ações partidárias. Lembro-me que nas últimas eleições legislativas, um grupo de jotas montou bancada por trás do candidato a PM para parecer muita gente e fazer barulho de modo a abafar uma manifestação. kkkkkk
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De Andy Bloig a 27.12.2016 às 22:54

É para isso que servem.
Nas universidades é costume terem "recrutamento" daqueles alunos que se mostram mais aos professores.
Chegam a assistentes, vão como voluntários para as acções das juventudes, conhecem os de cima. Se mostrarem capacidade de pressão sobre a audiência, ganham convites para outras reuniões... que abrem portas e janelas.
A maioria dos políticos, com menos de 50 anos na actualidade, subiram todos nesse sistema.
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De O ultimo fecha a porta a 28.12.2016 às 22:21

Acredito, talvez por desinteresse meu, não me apercebi disso no meu académico. Mas agora que falas nisso, o presidente da associação de estudantes na altura, era um "Jota" e agora está no Min. da Economia e tinha uma média banal. Está bem melhor na vida que a maioria dos melhores alunos.
Esse tipo de pessoas, mais interesseiras, não eram as que preferia para o circulo de amigos, nem para trabalhos, nem para nada.
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De cheia a 27.12.2016 às 19:37

A "porca " da política, sempre a alimentar a corrupção!
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 22:27

E isto é o que se sabe ...
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De HD a 27.12.2016 às 20:45

O tacho até brilha *_*
Louvo muito a tua capacidade de expor estas situações :)
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De O ultimo fecha a porta a 27.12.2016 às 22:25

Brilha e pelos vistos vistos é bem grande :)
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De HD a 27.12.2016 às 22:27

E tem mais asas do que o presenteado na foto ;p
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De Melhor Amiga Procura-se a 28.12.2016 às 18:03

O Eça sabia.......
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De O ultimo fecha a porta a 28.12.2016 às 22:02

... e nada mudou na política portuguesa :(

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