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Não aprendemos nada com a crise

por O ultimo fecha a porta, em 07.08.17

Seg of rich  poor.jpgAo ler a notícia que os portugueses se andam a esticar no crédito ao consumo fica a pensar se aprendemos alguma coisa a crise?

 

Percebo que as pesssoas necessitem de investir em bens de consumo mais caros precisamente porque não os puderam comprar na crise (como carros ou eletrodomésticos), mas a pergunta mantém-se: não estaremos a viver acima das nossas possibilidades?

 

 

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publicado às 19:40

O Joker vai acabar (alguém já tinha previsto)

por O ultimo fecha a porta, em 31.07.17

Quando li a notícia que o Joker ia acabar, lembrei-me que quando criaram o M1lhão, critiquei a sobreposição de dois jogos semelahntes e que sendo um opcional e o outro obrigatório, dificilmente poderiam coexistir.

 

Pois bem, 9 meses depois, verifiquei que tinha razão.

Capturar.PNG

 

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publicado às 19:11

A minha relação com a CGD

por O ultimo fecha a porta, em 24.07.17

Quando entrei na faculdade, abri conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD), naquela conta-estudante mascarada no cartão de estudante.

 

Por várias razões, quando comecei a trabalhar, não dei essa conta para receber o ordenado e passados três meses encerrei a conta.

Os motivos foram vários:

- demorei mais de um ano e meio a receber o cartão de estudante, andando com um cartão provisório, por erro administrativo e após mais de 3 reclamações

- filas excessivas que me faziam perder imenso tempo na agência

- funcionários incompetentes e que não se esforçam nada para fazer o trabalho bem feito, mas antes despachar as pessoas

- falta de privacidade nas agências

- baixas taxas de juro para as poucas poupanças

Não me arrependi!

 

Hoje de manhã, ao ouvir na rádio o aumento das comissões para os pensionistas, fiquei chocado. Sendo que muita gente trabalha com a CGD e sendo o banco preferencial, não faz qualquer sentido aumentar agora as comissões. O argumento da concorrência não faz muito sentido, pelo facto do banco ser público e pelo impacto em muitas pessoas, em particular as mais pobres. Há um aspeto social que o banco de todos nós tem de ter em conta.

Agora, o argumento do equilíbrio das contas do banco é quase um caso de polícia. Os administradores que concederam crédito ao desbarato por interesses políticos e pessoais, sem garantias reais, não têm qualquer penalização, e o "Zé" é que apaga a fatura da má gestão.

 

Não faz sentido num país que se considera desenvolvido!

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publicado às 21:58

Poupa-se pouco?

por O ultimo fecha a porta, em 27.06.17

Ao longo de 2017, as notícias/estudos apontam que a taxa de poupança tem diminuído atingindo minimos históricos. Ou seja, os portugueses gastam mais o seu dinheiro, em termos de %.

 

Porém, é preciso ver uma coisa muito importante: a forma como os valores são obtidos.

 

Possivelmente com a informação bancária, por variação dos depósitos e aplicações de particulares e empresas.

 

Com tanto escandalo bancário no nosso país, a redução das taxas de juro dos depósitios e as comissões cada vez mais absurdas e elevadas, é natural que as pessoas confiem menos nos bancos e deixem de depositar lá o seu dinheiro, preferindo gastá-lo ou tê-lo debaixo do colchão. A juntar a isto, o sentimento da desanuvio que a sociedade tem sentido.

 

Ora é precisamente este dinheiro que não é depositado que pode não ser contabilizado, enviesandos os números.

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publicado às 19:33

O sovinismo da banca

por O ultimo fecha a porta, em 18.04.17

Hoje fui ver qual a taxa de juro da conta poupança que o Banco me oferece:

tx juro.PNG

Estão a ver bem. O banco oferece-me 0,01% de Taxa Anual Nominal Bruta. Agora fazendo as contas para o juro mensal/ trimestral, que me caíra na conta, estão a ver a miséria que é.

Que incentivo temos para colocaras nossas poupanças numa banca frágil, envolta em escândalos de corrupção, dificuldades financeiras, egos pessoais, quando a recompensa é uma taxa tão sovina como esta? Ainda por cima, 28% vai logo para o Estado.

Obviamente que nenhum.

 

Acho que muitas pessoas estão "escaldadas" com a crise e não acredito que tenham deixado de poupar. A forma como as estatisticas são calculadas é que influencia as conclusões, pois muita gente deixou de pôr o dinheiro no Banco e é natural que o valor dos depósitos e outros "indicadores" baixem. Com estas taxas miseráveis, o destino ou é o colchão, a poupança do Estado ou o consumo.

 

Já que falamos em Banca, é um abuso completo o valor obsceno de comissões, taxas e taxinhas que são cobradas pelas coisas mais simples (e que não dão despesa nenhum ao Banco) que o cliente peça ou usufrua. 

Já estamos a entrar num ponto em que estamos quase a pagar para ter o dinheiro no Banco. E o que recebemos em troca? Instabilidade, insegurança, ameças contantes de "aumento de capital", taxinhas exageradas e notícias de corrupção. 

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publicado às 22:17

Autoestradas fantasmas

por O ultimo fecha a porta, em 27.03.17

Hoje vim pela A7, uma das autoestradas fantasmas em Portugal.oooo.jpg

 

Daquelas que estão sempre sem carros porque os custos com portagens são extremamente elevados e que são a última alternativas às estradas nacionais.

 

Daquelas que foram construídas em nome da "coesão territorial" e que deram a ganhar a construtoras, a proprietários expropriados e a egos políticos e pessoais.

 

Daquelas cuja Nação se endividou para as pagar (agora e no futuro) e agigantam a nossa dívida pública e que não servem os reais propósitos, tal o valor das portagens.

 

Daquelas que são verdadeiros elefantes brancos, que servemPPP's geridas por construtoras, fundos de investimentos e afins.

 

 

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publicado às 22:28

Montepio: onde já vimos este filme?

por O ultimo fecha a porta, em 16.03.17

O que se passa com a banca portuguesa? Todos os seus vícios e promiscuidades estão a vir ao de cima...

 

Primeiro o BPP, depois BPN e BES, com o BCP e a CGD a baloiçar. Em todos estes bancos os problemas parecem comuns: créditos concedidos sem garantias a grandes projetos sem retorno assegurado. Muitos desses  visam preencher egos e clientelismo.

 

Veja- se as exigências que os bancos têm com qualquer cidadão comum que peça um crédito automóvel ou um crédito à habitação e veja-se os buracos da Prebuild, Ongoing, Herdades, Resorts, Finibanco's, etc...

 

No fim do dia, acabam por ser sempre os nossos impostos a pagar os caprichos de banqueiros que se preocupam só com o seu umbigo

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publicado às 22:17

Aumento do preço das telecomunicações

por O ultimo fecha a porta, em 16.11.16

Não tardou muito!

A loucura dos valores exorbitantes pagos aos clubes de futebol pela NOS e MEO ir-se-ia refletir no consumidor, mais cedo ou mais tarde.

Pensei que fosse nos subscritores da SportTV (apenas esses são beneficiados pelos serviços).

meo vodafone nos.png

Mas não. São todos.

 

A Vodafone foi a primeira a atualizar os pacotes base para 28,90 €, seguiu-se a MEO (ver aqui). A próxima é NOS.

 

 Não concordo! Porque tenho de pagar conteúdos exclusivos que não vejo?

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publicado às 22:33

A importância do WebSummit para Lisboa e para Portugal

por O ultimo fecha a porta, em 05.11.16

2ª feira começa um dos mais importantes eventos mundiais do mundo empresarial na área das novas tecnologias em Portugal.

 

web-summit-decoded-dublin-dublinglobe-com.jpg

Hoje li nas redes sociais insultos gratuitos e injustificados aos participantes do eventos. 

Tratava-se de uma página que alguém partilhou, daquelas em que ninguém dá cara, critica-se com palavrões para se ter mais impacto e mais likes. Estão a ver de que tipo de páginas estou a falar?

Pelo que percebi a revolta do autor era devido ao esforço do metro de Lisboa em prestar um serviço com mais carruagens durante o evento.

 

Pois bem, este evento assume uma importância, na minha perspectiva, muito grande, para Portugal e para a Lisboa:

 

i) Irão estar profissionais altamente qualificados

As pessoas que vêm cá têm uma elevada literacia e massa crítica. São dos melhores das áreas onde operam (engenharia, informática, marketing, logística, financeira, banca, etc.). Como tal, existe uma responsabilidade acrescida em passar a melhor imagem possível, não só com vista à potenciação de negócios futuros, bem como do turismo.

 

ii) Irão estar negócios de muitos milhões envolvidos

Participar neste evento significa não só potenciar um negócio, mas também o networking. Ter uma série de gurus e de empreendedores reunidos na mesma cidade em tão poucos dias propicia uma melhor rede de conhecimento.

 

iii) O papel das start-ups e dos empreendedores

Começamos a ouvir das start-ups durante a crise. É um novo nome para algo que sempre existiu: ter uma ideia de negócio, começar do zero e com os parceiros certos As empresas atuais têm uma componente tecnológica e global muito elevada e são lideradas pelos seus fundadores, a maioria muito jovens, que se viram impelidos pelo desemprego a iniciarem-se no seu próprio negócio. Correram atrás do sonho!

A maior parte dos empregos gerados por estas empresas são altamente qualificados e que dão uma pedrada no status quo do perfil conservador das hierarquias rígidas das empresas portuguesas. Previligiam a criatividade e a mobilidade dentro das estruturas.

 

iv) A necessidade de mostrar que Portugal sabe organizar eventos além de europeus de futebol

É sempre importante demonstrar que os transportes públicos cumpram os seus horários, tenham disponibilidade, não haja especulação de táxis e bares, que existe segurança nas nossas carteiras durante as viagens de elétrico, entre muitas outras coisas

 

Portanto, não percebo o porquê da critica. Se se faz um esforço para ser o melhor possível, critica-se. Se o serviço é mau critica-se na mesma. Que mentalidade...

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publicado às 11:41

Boas notícias: investimento

por O ultimo fecha a porta, em 20.10.16

industrie.jpgNos últimos dias, têm chegado boas notícias ao nível de investimento gerador de emprego e de capacidade produtivo.

 

Curiosamente são de 3 empresas no Norte do país: 

- Mercadona (de capitais espanhois, escolheu o Norte para se lançar em PT e vai concorrer com os gigantes portugueses da distribuição Sonae e Pingo Doce),

- Poligal (também espanhola, mas de carater industrial, e é uma das principais fabricantes europeias de filme de polipropileno - investiu 12,5 M€ em Arcos de Valdevez

TMG (de capitais portugueses, de Famalicão, fabrica componentes para automóveis e um investimento de 50kk numa parceria com a Mercedes).

 

Alguém dizia há dias, que o Norte trabalha e Lisboa gasta. Acho exagerado e presunçoso, mas a realidade recente caminha nesse sentido. Em Lisboa os nossos políticos estão preocupados como gastar dinheiro com buracos como BPN, Novo Banco, PPP's ruinosas e em criar taxas, taxinhas e sobretaxas. Do Norte, com os seus problemas, chegam boas notícias de investimentos privados que procuram capitalizar fundos europeus na geração de riqueza e de empregos.

 

 

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publicado às 22:34


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