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Respirar fundo

por O ultimo fecha a porta, em 13.01.18

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 Os ultimos dias da última semana foram alucinantes.

 

Foram os ultimos na Empresa onde estive nos últimos dois anos e meios e preocupei-me em deixar tudo pronto das minhas áreas para o fecho de 2017, para a auditoria e para o meu substituto. Para trás fica o conhecimento, o know-how mas sobretudo as pessoas. Saí a bem, o que para mim era extremamente importante e ficarei com saudades de alguma coisas, outras nem tanto.

Esta adrenalina de sentimentos mistos e trabalho à noite explicam a minha ausência nos últimos dias.

 

2ª feira começa um novo desafio. Espero que corra tão bem como o que agora terminou.

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publicado às 18:08

Recuperação de fábricas abandonadas

por O ultimo fecha a porta, em 21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42

Este anúncio é (mesmo) do IEFP

por O ultimo fecha a porta, em 26.09.17

Ontem fui ao supermercado e estavam a distribuir um jornal regional. Houve um anúncio nos classificados que chamou a atenção.

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O IEFP pagou para publicar vários "anúncios" de emprego. Várias questões me assaltam:

 

- Faz sentido o IEFP (organismo público) pagar a jornal (organismo privado), com os meus impostos, um anúncio para vários empregos?

- Será inocente um anúncio destes na véspera de eleições autárquicas?

- Será que existe tanto défice de oferta que não haja ninguém para empregado de mesa?

Não estamos propriamente com desemprego zero para não se encontrar ninguém nesta zona para estas vagas que justifique um anúncio, pago, num jornal?

- O que será um "ajudante familiar"?

- Todas estas profissões exigem pouca literacia. Algumas são mais técnicas (costureiras, por exemplo), mas para nenhuma é necessário licenciatura... A ideia que tenho é que os empregadores recorrem mais ao IEFP para profissões menos qualificadas, onde há mais desempregados e onde conseguem mais apoios. Mas ainda assim não percebo a necessidade de pôr (e pagar) um anúncio no jornal.

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publicado às 19:54

Hoje também trabalhei

por O ultimo fecha a porta, em 14.08.17

Fui dos poucos que hoje esteve na Empresa e ao ler este post revi-me perfeitamente.

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Que dia tão calmo e tão eficiente.

Sem ninguém a desconcentrar, limpei pendentes, fiz tudo o que planeei, saí à hora certa e não apanhei ponta de trânsito (para compensar o suplício de 6ª feira).

 

Podia ser sempre sim :)

 

P.S. Há dias partilhei uma notícia positiva sobre a política que o Lidl vai implementgar relativamente ao bem-estar e qualidade das galinhas que põem os ovos que comercializa. Este fim de semana li outra que diz que as grandes cadeias multinacionais estrangeiras a operar em Portugal na distribuição vão impôr as mesmas regras aos seus produtores.

No entanto, o que seria bom, já teve logo os empresários a queixarem-se que podem ter que repercurtir os custos do investimento no consumidor final. No fundo, a alimentação humana e qualidade do produto vendido não passa de um número. 

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publicado às 23:15

As cusquices maldosas no trabalho

por O ultimo fecha a porta, em 19.07.17

Venho divagar sobre mais uma situação do ser humano.

 

Quando os nossos colegas de trabalho, a quem não reportamos e a quem cometemos o "erro" de nos queixar de um colega, vão levar as nossas queixas à Diretora de área por maldade e cusquice, como é que se reage?

 

Ainda por cima no âmbito de tarefas para as quais a pessoa em nada sai afetada e para os quais achamos que não tem relevância para levar a um nível tão alto da hierarquia, quem são os outros para tomar as nossas dores?

 

Não acho isso correto.

Se a pessoa que se queixou não se sentiu suficientemente prejudicada para levar a situação às altas instâncias, por que o fazem os outros que não têm nada a haver?

 

Depois, vem o mau ambiente de trabalho, as picardias e quem fica mal visto como o delator?

Mas atenção: acho que quando é grave, é necessário pôr os pontos "i"s para não nos comprometermos, mas cabe a cada um avaliar essa gravidade nos difernetes momentos do tempo.

 

Lição: Com os erros, aprendemos até onde podemos ir e o que e a quem contar.

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publicado às 19:02

A imposição da liderança por mulheres

por O ultimo fecha a porta, em 26.06.17

É sensívelmente 10% o número de mulheres que estão na adminstração de empresas cotadas. E fora destas, apenas 29%. Os números são gritantes!

 

Um estudo interessante pode ser lido aqui. Foi aprovada estes dias uma nova lei que as força a integrar 33% de mulheres na sua liderança. A lei é muito relevante quando se olha para os números e para a realidade.

 

A grande conclusão é que a mulher trabalhadora portuguesa é vista como boa executante, mas sem capacidade/vontade/reconhecimento de liderança. Acho estas conclusões graves, sobretudo quando já passaram 43 anos do de 25 de Abril e da liberalização do acesso à literacia por ambos os géneros.

 

Muitos debatem (em surdina, para não serem "mal intrepertados" se faz sentido uma lei impôr esta limitação de género.

 

Na minha opinião, sim. Faz todo o sentido.

Porque se nada for feito, nunca se sairá deste status quo de predomínio do sexo masculino na tomada de decisão. Continuará tudo na mesma e a sociedade não evolui. Considero que igualização de oportunidades, de acesso a salários mais elevados e oportunidades de carreira por todos faz parte da evolução da sociedade. Mesmo em empresas privadas, mas com responsabilidade com as do PSI-20. Na minha perspetiva existem condições para essa mudança.

 

Importa refletir também porque é que essa mudança não se deu até hoje.

Por um lado acho que existe um certo conservadorismo de quem manda, numa espécie de círculo vicioso homem nomeia homem (mentalidade).

Por outro lado, a dificuldade de discernimento na tomada de decisão. A mulher-líder tem mais tendência a se deixar levar-se por picardias pessoais ou pormenores, não conseguindo ter a frieza e esclarecimento necessário. Mas aqui, já se consegue contornar pela escolha dos perfis mais adequados.

Em terceiro lugar, a maternidade. Muitos accionistas receiam que o nascimento de um filho torne a profissional mais ausente ou com menos disponibilidade para a Empresa. Acho uma falsa questão - depende muito das condições, personalidades e da exigência que os cargos e as chefias impõem.

Em quarto, o chamado Teste de Bechdel.  Consiste em analisar se uma obra de ficção ou filme possui, pelo menos, duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Transportado para a realidade do trabalho e da liderança, será que o homem consegue isolar mais a componente afetiva ou amorosa do que as mulheres e ser mais racional e prático? Acho que sim, mas depende das personalidades.

 

Atualmente, apenas três mulheres se destacam, mas duas delas já nasceram viradas para a lua: Paula Amorim (Galp) e Claudia Azevedo (Sonae). Isabel Vaz (Luz Saúde) é a exceção.

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publicado às 19:06

A importância de com quem nós trabalhamos

por O ultimo fecha a porta, em 07.06.17

Há quem diga que o nosso percurso profissional de uma pessoa depende mais das pesoas com quem trabalha do que o talento.

 

Uma pessoa pode ser muito boa tecnicamente, versátil, briosa e cumpridora das suas obrigações profissionais, mas se "acima" calha uma pessoa ressabiada ou que não nos valoriza, não serve de muito. Ou se estamos numa chefia intermédia e a "equipa" não revê em nós autoridade, faz-nos a vida num inferno. O mesmo se aplica aos "peers".

 

ALém dos ressabiados, existem aqueles que nos vêm como uma ameaça e não facilitam nem o ambiente nem a aprendizagem.

 

Acho cada vez mais que o nosso sucesso profissional numa organização depende em grande medida das pessoas com quem nos cruzamos.

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publicado às 21:50

Era uma vez uma entrevista

por O ultimo fecha a porta, em 31.05.17

Estava a ler a experiência do Robbinson sobre uma entrevista de emprego e lembrei-me da primeira que tive.

 

Porto, Maio de 2008

 

Estava no meu 2º de licenciatura e surgiu na Bolsa de Emprego um anúncio para um estágio de Verão num prestigiado Banco.

A entrevista estava marcada para as 15h, mas mal cheguei vi que ia ser entrevistado com mais 4 pessoas e que o "grupo" das 14h e das 14h30m ainda estava à espera do dr. X [não me lembro do nome do fulano]. Fomos encaminhados para uma outra sala e a entrevista em grupo só começou às 17h10m. 

 

O homem chega, pede desculpa secamente, olha para a plateia parando nas raparigas. Como era o único rapaz, não captei a atenção.

 

Apenas fez três perguntas a cada um:

     - "Apresente-se num minuto"

     - "Onde espera estar daqui a 5 anos"

     - "Convença-me a contratá-lo em 1 minuto"

5 pessoas * 3 minutos = 15 minutos de entrevista.

Pelo meio, num misto de arrogância e gozo, tentava entalar o candidato. A uma das moças do meu grupo perguntou: "e já agora, sabe-me dizer quantos pelo um gato?"

 

Confesso que quando ouvi esta pergunta até corei e não fui a mim. Que disparate de pergunta! Podem-me dizer que é para avaliar como a pessoa reage perante situações inesperadas, mas acho essa atitude o maior disparate. Se ainda perguntasse o que é a EURIBOR e a relação entre spread e risco faria mais sentido. Ou se conversasse mais tempo com a pessoa, já a conheceria melhor.

 

Como é óbvio com a minha inexperiência não fiquei. Mais tarde, soube que três alunos ficaram cujos pais são abastados financeiramente (provavelmente bons clientes desse). Um deles, segundo dizem, gaguejou por todos os lados e foi um zero na entrevista.

 

Ou seja, já estava tudo combinado. Fizeram perder o meu tempo e o deles!!

 

 

 

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publicado às 21:48


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