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A homília de domingo à noite

por O ultimo fecha a porta, em 22.11.17

Questão: Como é que um comentador televisivo ganha influência, audiência e probabilidades de ser candidato à presidência da república?

 

Resposta: Dando "notícias" exclusivas, dando inside information antecipadamente.

 

Este domingo, durante a "homília", lá veio o comentador informar que o Porto não iria ser escolhido para capital da Agência do Medicamento, cuja decisão oficial seria conhecida no dia seguinte.

 

- É razoável um comentador dar informação antes desta ser oficial em nome de audiência?

- É razoável um comentador ganhar influência e poder na opinião pública com "notícias" de outras instituições que ainda não são públicas?

 

Querem ver que dentro 8 anos vamos ter o comentador como candidato a Presidente da República?

É assim que se começa...

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publicado às 19:01

Os professores deram-me uma boa notícia

por O ultimo fecha a porta, em 14.11.17

Quando oiço os sindicatos e os professores a contestar apenas o congelamento de carreiras, folgo em saber que:

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- apenas após a queda do Partido Comunista nas eleições, as queixas tenham dado sinal de vida

- nas escolas já não há agressões contra docentes,

- nas escolas já não há faltas de respeito na relação com os alunos,

- nas escolas os programas estão finalmente ajustados à carga letiva,

- nas escolas jánão há pais a agredir e insultar professores por acharem que os seus filhos são uns santos,

- nas escolas portuguesas já não há bullying de alunos sem educação em casa contra docentes.

 

Acho a reinvidicação da estabilidade das colocações mais do que justa. O atual modelo não faz sentido. 

 

Ao almoço, ouvi uma deputada muito preocupada e crítica com os previlégios retirados pela troika. Será só esse o problema dos professores? Será que se está à espera que apareça outro vídeo chocante como o "do telemovel já" para esta problemática vir à tona outra vez? Ou será que para a atividade politica e sindical só interessam alguns problemas?

 

P.S.: Fala-se muito do jantar da websummit no Panteão Nacional, tendo enverdade na promiscuidade política, esvaziando-se o cerne da questão. SObre a seca que está a fetar o Interior do país, ninguém fala. Ah, pois não dá buzz nem votos.

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publicado às 17:30

Este anúncio é (mesmo) do IEFP

por O ultimo fecha a porta, em 26.09.17

Ontem fui ao supermercado e estavam a distribuir um jornal regional. Houve um anúncio nos classificados que chamou a atenção.

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O IEFP pagou para publicar vários "anúncios" de emprego. Várias questões me assaltam:

 

- Faz sentido o IEFP (organismo público) pagar a jornal (organismo privado), com os meus impostos, um anúncio para vários empregos?

- Será inocente um anúncio destes na véspera de eleições autárquicas?

- Será que existe tanto défice de oferta que não haja ninguém para empregado de mesa?

Não estamos propriamente com desemprego zero para não se encontrar ninguém nesta zona para estas vagas que justifique um anúncio, pago, num jornal?

- O que será um "ajudante familiar"?

- Todas estas profissões exigem pouca literacia. Algumas são mais técnicas (costureiras, por exemplo), mas para nenhuma é necessário licenciatura... A ideia que tenho é que os empregadores recorrem mais ao IEFP para profissões menos qualificadas, onde há mais desempregados e onde conseguem mais apoios. Mas ainda assim não percebo a necessidade de pôr (e pagar) um anúncio no jornal.

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publicado às 19:54

O provincianismo em torno de Madonna

por O ultimo fecha a porta, em 20.09.17

Fala-se da Madonna como se fosse a última coca cola do deserto.

 

Ontem, o noticiário da SIC fez uma longa reportagem, qual TV 7 Dias ou TV Mais, com os sítios onde Madonna já foi em Portugal, num estilo voyeurista e para encher minutos. As redes sociais, por sua vez, diabolizaram a cantora por ter os filhos a pisar a relva de um jardim nu. Este site do Jornal de Notícias e as suas fontes não identificadas até foi mais longe...

 

Que país é este que se preocupa com estas questões pequeninas e engrandece estes minutos da atenção mundial, quando:

- somam-se casos de nomeados políticos que tiram o curso por equivalências profissionais e resolvem o caso com demissões

- os grandes cargos da economia portuguesa são ocupados por convite a filhos ex- primeiros ministros

- fazem-se milhões de euros em donativos para vitimas de incêndios e ninguém presta contas, nem como são aplicados e que auditorias há ao que já foi aplicado

- se rouba armamento do exército do país e não se encontram culpados e nem se encontra o mesmo

- somam-se os casos de ataques de cães de raça perigosa e a legisalção preventiva  tarda a entrar em funcionamento

- como muito bem refere o Pedro, a falta de civismo dos outros não é condenada e se fecha os olhos. 

 

Será provincianismo? Hipocrisia?

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publicado às 14:58

Chamem-me egoísta

por O ultimo fecha a porta, em 06.09.17

Já o tinha dito noutros blogs na altura e digo-o abertamente: não contribuí com nenhum donativo para a tragédia dos incêndios.

 

Porquê?

Precisamente o que está a acontecer três meses depois: a falta de transparência dos donativos.

Ninguém sabe quanto dinheiro foi amealhado, ninguém sabe quanto há, quanto e em que foi aplicado, se foi a preços justos (ou se beneficiou a empresa de alguém), quais os fee's de gestão dos mesmos e muitas outras dúvidas.

Quando mexe em dinheiro é sempre muito obscuro, como se está a verificar.

 

Infelizmente não me arrependo. 

Não sou má pessoa, sou solidário e gosto de ajudar o próximo, mas prefiro ajudar no terreno ou sabendo a forma exata como o MEU dinheiro vai ser aplicado.

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publicado às 19:23

O cliente sai a ganhar?

por O ultimo fecha a porta, em 31.08.17

Nestas férias, fui ao Banco para ver se havia alguma maneira de ter isenção nas comissões de manutenção de conta que me queixei aqui (alguma eventual domiciliação de ordenado ...).

 

Perdi o meu tempo! Fui lá para poupar, mas tentarem-me vender mais produtos, que não preciso e com custos onde nunca iria sair a ganhar.

 

Vejam bem:

Custos

- A conta proposta inclui comissões de 4,25 €/mês (com a condição de ter o ordenado domiciliado)

- inclui um cartão de crédito com custos de 2 €/mês - que não preciso

(custo fixo mínimo de 4,25 +2 € + imposto de selo)

- Taxa de juro do crédito: nem percebi qual é no folheto que me deram, mas varia (?) entre 13,3% e 16,7%

 

E o que o oferece ao cliente:

- 9 cêntimos na Repsol

Ou seja, obriga-me a abastecer na Repsol se quiser "ganhar" com o cartão

- 2% da Via Verde

Ou seja, obriga-me a andar na auto estrada se quiser "ganhar" com o cartão e 2% são meros cêntimos, se atingir .

- 1% nas compras com o cartão de crédito

Não preciso de usar cartão de crédito e a maior parte dos custos que tenho estão por débito direto e a renda por transferência automática.

 

O bancário fez o seu trabalho. Respeito. Mas senti que me estavam a comer por lorpa.

 

Então, vou ao banco para poupar uns euros e este tenta-me arranjar ainda mais despesas, num produto cheio de limitações, complexo e que não preciso. Ele diz-me para olhar para os benefícios com os custos, mas eu efetivamente não vejo nenhum beneficio na conta, muito pelo contrário. Bem, agradeci o tempo que despendeu comigo e disse que ia pensar, mas prefiro pagar os 2 € do que esta cena marada.

Eu bem digo que não aprendemos nada a crise!

 

A Cláudia e a Mula referiram a existência de 2 bancos com isenção de despesas: o Ativo Bank e os CTT. Infelizmente vejo os CTT, como uma CGD versão 2 ao nível de relação com o cliente e preparação técnica de quem atende, o que não me agrada. Quanto ao Ativo Bank, parece uma boa alternativa para analisar.

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publicado às 19:17

Meu querido mês de Agosto

por O ultimo fecha a porta, em 16.08.17

Esté é o mês onde os nossos emigrantes voltam às aldeias e cidades portuguesas para reencontrar amigos e famílias. 

 

Vulgarmente apelidados de "Avec's", a parler francais para aqui e para acolá (mas quando a coisa não corre bem, lá vem o car**** e o fod****), bons carros e a fazer inveja a muitos que cá ficaram, são muitas vezes caricaturados.

Trazem vida, juventude e sobretudo dinheiro para gastar na pequena economia local amorfa.

 

Porém, não é só da Suíça e da França que chegam emigrantes. Desde a crise e o tempo do Governo de Passos Coelho, existe um novo tipo de emigrantes. Muito mais literados e empurrados pelo desemprego jovem e por oportunidades chorudas em multinacionais.

Pois bem, acho que toda a gente conhece ou tem alguém que conhece um amigo que seja enfermeiro em Inglaterra ou trabalhe lá ou na Alemanha.

 

Continua a ser alguém com saudades da terra, que traz dinheiro para gastar, mas com uma diferença. O emigrante jovem e literado vem para matar saudades e não para exibir a mala, o vestido, o carro e speak english em tudo quanto é lado.

 

 

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publicado às 19:40

A minha relação com a CGD

por O ultimo fecha a porta, em 24.07.17

Quando entrei na faculdade, abri conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD), naquela conta-estudante mascarada no cartão de estudante.

 

Por várias razões, quando comecei a trabalhar, não dei essa conta para receber o ordenado e passados três meses encerrei a conta.

Os motivos foram vários:

- demorei mais de um ano e meio a receber o cartão de estudante, andando com um cartão provisório, por erro administrativo e após mais de 3 reclamações

- filas excessivas que me faziam perder imenso tempo na agência

- funcionários incompetentes e que não se esforçam nada para fazer o trabalho bem feito, mas antes despachar as pessoas

- falta de privacidade nas agências

- baixas taxas de juro para as poucas poupanças

Não me arrependi!

 

Hoje de manhã, ao ouvir na rádio o aumento das comissões para os pensionistas, fiquei chocado. Sendo que muita gente trabalha com a CGD e sendo o banco preferencial, não faz qualquer sentido aumentar agora as comissões. O argumento da concorrência não faz muito sentido, pelo facto do banco ser público e pelo impacto em muitas pessoas, em particular as mais pobres. Há um aspeto social que o banco de todos nós tem de ter em conta.

Agora, o argumento do equilíbrio das contas do banco é quase um caso de polícia. Os administradores que concederam crédito ao desbarato por interesses políticos e pessoais, sem garantias reais, não têm qualquer penalização, e o "Zé" é que apaga a fatura da má gestão.

 

Não faz sentido num país que se considera desenvolvido!

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publicado às 21:58

Mobiliário como alimentação no E-Fatura

por O ultimo fecha a porta, em 12.07.17

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Estes dias jantei no Ikea, que além da vida de móveis e artigos de decoração, também tem um serviço de restaurante. Quando paguei, pedi fatura com nº de contribuinte. A entidade que emitiu a fatura é a mesma que fatura o mobiliário.

 

Ora no e-fatura, vai-me surgir para mapeá-la. Não havendo, mais restrições, uma pessoa pode mobilar a casa, considerar a fatura como "alimentação" e obter o benefício fiscal. O mesmo se aplica aos hipermercados.  Um cidadão pode lá comprar o que quiser e colocar como alimentação.

 

Não está correto!

 

Sempre que fisicamente separáveis, a entidade que fatura deveria ser diferente e ter CAE's (Código de Atividade Económica) diferentes de modo a diminuir a fraude na alocação do E-Fatura.

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publicado às 19:13

Estrangeirismos de chiquê

por O ultimo fecha a porta, em 05.07.17

Hoje,

 

Não é cabeleireira, é hair design

Não é pasteleiro, é cake design

Não é cozinheiro, é chef

...

 

As profissões evoluem, tornam-se mais abrangentes ao nível das classes sociais e da formação das pessoas. Por isso, os nomes também mudam.

É mais chique chamar "chef" a uma estrela Michelin do que cozinheiro. Ou criar uma página de Facebook: Fulana X - Hair design do que Fulana Y - Cabeleireiro?

 

Sinais de evolução ou preconceito?

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publicado às 20:02


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