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Meu querido mês de Agosto

por O ultimo fecha a porta, em 16.08.17

Esté é o mês onde os nossos emigrantes voltam às aldeias e cidades portuguesas para reencontrar amigos e famílias. 

 

Vulgarmente apelidados de "Avec's", a parler francais para aqui e para acolá (mas quando a coisa não corre bem, lá vem o car**** e o fod****), bons carros e a fazer inveja a muitos que cá ficaram, são muitas vezes caricaturados.

Trazem vida, juventude e sobretudo dinheiro para gastar na pequena economia local amorfa.

 

Porém, não é só da Suíça e da França que chegam emigrantes. Desde a crise e o tempo do Governo de Passos Coelho, existe um novo tipo de emigrantes. Muito mais literados e empurrados pelo desemprego jovem e por oportunidades chorudas em multinacionais.

Pois bem, acho que toda a gente conhece ou tem alguém que conhece um amigo que seja enfermeiro em Inglaterra ou trabalhe lá ou na Alemanha.

 

Continua a ser alguém com saudades da terra, que traz dinheiro para gastar, mas com uma diferença. O emigrante jovem e literado vem para matar saudades e não para exibir a mala, o vestido, o carro e speak english em tudo quanto é lado.

 

 

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publicado às 19:40

A piada dos incêndios e de todos os que têm de o enfrentar

por O ultimo fecha a porta, em 12.08.17

Na 6ª feira, a A3 foi cortada ao fim da tarde. É Agosto, há menos gente na estrada, mas muita gente a cumprir as suas últimas horas de trabalho.

 

Três focos de incêndio junto das principais vias de acesso ao Porto, às 18h30m:

  • um levou ao corte da A3 entre Santo Tirso e a Maia
  • outro a deflagrar entre a Maia e o Porto, mesmo junto à A3
  • outro a deflagrar na EN 14 que é precisamente a alternativa à A3

 

É muita coincidência e por isso expliquem-me a piada de:

  • ver as pessoas desesperadas a ver os bens e o seu ganha-pão a desaparecer em minutos
  • colocar em perigo os habitantes das casas e empresas mais próximas
  • ver o céu todo escuro e irrespirável
  • ver as pessoas em peregrinação e em desespero na estrada a tentar chegar ao destino e como se não bastasse ter de ir pelas nacionais, plantar lá um fogo para a tornar intransitável
  • dar trabalho, desgaste e colocar em perigo a bombeiros
  • jogar o gato e o rato com a PJ e gozar com a ineficácia do sistema judicial

 

A sério?! Não percebo o que passa de mentes distorcidas para lixar a vida aos outros...

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publicado às 18:51

O vídeo da inclusão no concerto solidário

por O ultimo fecha a porta, em 02.07.17

Encontrei o vídeo no youtube da Raquel tavares e da tradução da linguagem gestual da Senhora da RTP (que falei aqui).

 

Tenho de dar os meus parabéns porque captou a minha atenção no canto inferior direito e transmitiu uma energia incrível.

Dou por mim a imaginar o que sentem os destinatários daquela tradução. Um surdo até pode perceber a letra da canção, mas não faz ideia se a música é divertida ou é uma balada.

 

Deve ser bem diferente vibrar e imaginar os sons da música, ver uma pessoa sorridente, divertida e deixar-se contagiar pela energia da canção. A Senhora deu-se ao trabalho de simular gestualmente uma bateria, a guitarra, etc.

 

Dou os meus parabéns à Senhora da RTP  que me fez refletir e nos alertou para esta necessidade de inclusão de todos.

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publicado às 10:34

A imposição da liderança por mulheres

por O ultimo fecha a porta, em 26.06.17

É sensívelmente 10% o número de mulheres que estão na adminstração de empresas cotadas. E fora destas, apenas 29%. Os números são gritantes!

 

Um estudo interessante pode ser lido aqui. Foi aprovada estes dias uma nova lei que as força a integrar 33% de mulheres na sua liderança. A lei é muito relevante quando se olha para os números e para a realidade.

 

A grande conclusão é que a mulher trabalhadora portuguesa é vista como boa executante, mas sem capacidade/vontade/reconhecimento de liderança. Acho estas conclusões graves, sobretudo quando já passaram 43 anos do de 25 de Abril e da liberalização do acesso à literacia por ambos os géneros.

 

Muitos debatem (em surdina, para não serem "mal intrepertados" se faz sentido uma lei impôr esta limitação de género.

 

Na minha opinião, sim. Faz todo o sentido.

Porque se nada for feito, nunca se sairá deste status quo de predomínio do sexo masculino na tomada de decisão. Continuará tudo na mesma e a sociedade não evolui. Considero que igualização de oportunidades, de acesso a salários mais elevados e oportunidades de carreira por todos faz parte da evolução da sociedade. Mesmo em empresas privadas, mas com responsabilidade com as do PSI-20. Na minha perspetiva existem condições para essa mudança.

 

Importa refletir também porque é que essa mudança não se deu até hoje.

Por um lado acho que existe um certo conservadorismo de quem manda, numa espécie de círculo vicioso homem nomeia homem (mentalidade).

Por outro lado, a dificuldade de discernimento na tomada de decisão. A mulher-líder tem mais tendência a se deixar levar-se por picardias pessoais ou pormenores, não conseguindo ter a frieza e esclarecimento necessário. Mas aqui, já se consegue contornar pela escolha dos perfis mais adequados.

Em terceiro lugar, a maternidade. Muitos accionistas receiam que o nascimento de um filho torne a profissional mais ausente ou com menos disponibilidade para a Empresa. Acho uma falsa questão - depende muito das condições, personalidades e da exigência que os cargos e as chefias impõem.

Em quarto, o chamado Teste de Bechdel.  Consiste em analisar se uma obra de ficção ou filme possui, pelo menos, duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Transportado para a realidade do trabalho e da liderança, será que o homem consegue isolar mais a componente afetiva ou amorosa do que as mulheres e ser mais racional e prático? Acho que sim, mas depende das personalidades.

 

Atualmente, apenas três mulheres se destacam, mas duas delas já nasceram viradas para a lua: Paula Amorim (Galp) e Claudia Azevedo (Sonae). Isabel Vaz (Luz Saúde) é a exceção.

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publicado às 19:06

Recolha do lixo

por O ultimo fecha a porta, em 21.03.17

Hoje falamos no trabalho sobre recolha do lixo, pois vivo dois cenários diferentes: MB Garbage truck.jpg

  • na cidade onde vivo não há contentores do lixo. O camião passa à 2ª, 4ª e 6ª feira e o povo tem de deixar os saquinhos ao pé a porta
  • na freguesia dos meus pais (e onde sempre vivi) existem contentores a 50 metros de casa.

 

Quando mudei para cá e ativei o serviço da água, perguntei na Câmara se não faria sentido haver contentores do lixo. A Senhora muito espantada pergunta-me: "já viu o conforto que é deixar o lixo à porta de casa sem ter que se deslocar?"

 

Ora bem, vamos lá ver, é cómodo nesse sentido, mas para mim que não estava habituado é mais incómodo deixar o lixo a marinar no apartamento o fim de semana todo porque não tenho onde o deixar. É mais incómodo, nos dias pares da semana, ter um monte de sacos à porta do prédio. É mais incómodo ter a vizinhança a controlar se deito um ou dois sacos no monte.

 

E pelos vossos lados também há estes problema?

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publicado às 21:53

O mundo do trabalho é perfeito e eu não sabia

por O ultimo fecha a porta, em 27.02.17

HATw.jpg

 Enquanto que hoje só se fala momento Humberto Bernardo no Óscares, vou falar de coisas mais sérias. Apareceu-me uma notícia "PATROCINADA" no Facebook.

 

A notícia chama-se " Como é trabalhar nas melhores empresas em Portugal?" Cativou a minha atenção.

 

O site escolheu as duas melhores empresas para trabalhar em Portugal eleitas por uma revista. Reparei que não há nenhuma crítica nem ponto de melhoria apontado aos Recursos Humanos daquelas duas multinacionais (Robinson, já viste que maravilha?). As declarações parecem escolhidas a dedo e expõem o melhor do mundo empresarial. Ora, será só o meu mundo que não é perfeito?  

 

Esta análise crítica fez-me reflectir sobre a dificuldade que uma empresa com má reputação pode ter em atrair talento. Uma empresa sem recursos talentosos, críticos e criativos não vai a lado nenhum.

 

Na área em que trabalho, há uma short list de departamentos em empresas que é a "evitar" (pelo menos no Norte). São empresas muito reputadas a nível nacional, mas a experiência de colegas anteriores é muito negativa, registando uma rotação assinalável, mesmo com um pacote salarial razoável.

Dizia-me uma amiga minha que, num desses departamentos críticos, no último ano passaram cinco pessoas altamente qualificadas em três postos e que não estavam a conseguir contratar, mesmo pagando acima da média. A razão é simples: os defeitos começam a ser falados em jantares e no passa a palavra. Quando se muda, quer-se mudar para melhor e não para pior. A imagem reputacional começa a ser extremamente importante.

 

Acho que não, sendo o conteúdo patrocinado no Facebook, a minha dúvida está praticamente desfeita. Já posso ir para o Carnaval. 

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publicado às 21:07

Maus tratos a idosos

por O ultimo fecha a porta, em 09.02.17

Nos últimos dias, foram várias as noticias que davam conta do "desmantelamento" de lares ilegais que surgem após queixas de violência

idosos.gif

doméstica.

 

Estas notícias são uma alerta para a sociedade!

A população está cada vez mais envelhecida e a verdade é que faltam respostas para esse problema. Pinar mais é uma delas. Mas brincadeiras à parte, por todo o lado se ouve que os lares das Santas Casas estão sobrelotados e escusado será dizer quem ganha prioridade na lista de acesso.

 

 

 

Eis alguns tópicos para reflexão:

- Negligência dos familiares

Os familiares, diretos ou indiretos, que deixam os idosos abandonados à sua sorte, mesmo em lares ilegais e sem controlar o seu bom-tratamento, podem ser considerados culpados? Faz sentido criar penas para essas pessoas?

Por outro lado, para quem tem de trabalhar e não tem outro remédio senão deixar alguém a cuidar dos pais, pode ser considerado negligente?

 

- Importância dos idosos

Ser idoso significa ser propenso a doenças, mas também sabedoria. Infelizmente muitos são vistos como um encosto. Temos tanto a aprender com eles ...

 

- O medo da denúncia

A violência doméstica é crime e os maus tratos não têm de ser necessariamente físicos. Estudos mostram que muitos idoso têm pena e sentimentalismo na hora da denúncia, prolongando por isso o inferno que quem toma conta deles transforma a sua vida.

 

- Papel do Estado e Santas Casas

É justo onerar o Estado no envelhecimento da população, porque fazemos descontos ao longo da nossa vida. Infelizmente, nem todos os idosos têm prioridade nos lares públicos que estão sobrelotados (e o factor ordem de chegada não é o primeiro critério). Com tanto dinheiro vindo das raspadinhas e afins, acho que é legitimo exigir às Santas Casas e ao Estado mais e melhores lares. A população está a envelhecer. É um facto. Se há falta de lares, construam-se lares e contrate-se pessoas com formação. A falta de verbas é o argumento mais fácil, mas os jogos da sorte são uma boa fonte (e nacional) de financiamento.

 

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publicado às 20:40


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