Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Viver sozinho #4 - animais de estimação

por O ultimo fecha a porta, em 06.07.17

Foi das coisas que mais me custou: deixar de ver o meu cão todos os dias.

Agora só ao fim de semana.

40ffc404cc659539635712ce3366ee6a.png

 

Quando vim viver sozinho, decidi não adotar nenhum animal. Por vários motivos:

 

   i) o animal ficaria o dia todo sozinho em casa

   ii) vivo num apartamento. O animal teria de ficar dentro de casa fechado sem nada para fazer

   iii) o maior problema: se ao fim de semana cou a casa dos pais, quem tomaria conta dele? Ficaria dois dias sozinho? E nas férias, como iria ser? Pior, se o levasse para casa dos pais, como iria ser a relação com a "senhora" já existente?

   iv) esta situação é "até um dia". Não sei se daqui a 2 ou 6 ou 12 meses torna a mudar de emprego e tenho que mudar de cidade novamente, como fica o bicho?

 

Como acho que não conseguiria dar o amor, a atenção e o tratamento que um animal de estimação merece e quero dar, prefiro ser responsável e não ter nenhum. 

 

Mas lá que faz falta, faz. Ter alguém à nossa espera, que brinque, que encha de labidelas, foi das coisas que mais falta senti!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:46

Viver sozinho #3 - a ida às compras

por O ultimo fecha a porta, em 22.06.17

A ida às compras é daquelas coisas que não conseguimos fugir, pois temos que (sobre)viver. Nesta atividade mundana, notei imensas diferenças.

 

Antes de viver sozinho, só ia às compras para comprar algum produto especifico ou ia pela solução mais fácil:

"Mãe, compra-me isto por favor"

"Mãe, se fores ao supermercado, não te esqueças por favor de comprar aquilo"

Ou então lá vai uma sms:

"Mãezinha, podes-me comprar aqueloutro pf?"

Quando a mãe não comprava algo:

"Mãe, então não compraste aquilo?"

"Mãe, está a faltar isto"

"Mãe, não acredito que te esqueceste de comprar aqueloutro"

 

Depois de viver sozinho, a ida às compras é um tormento.

 

    i) A nossa cabeça não é uma máquina de gravação. Coitada da minha mãe! Se sozinho já são n coisas, imaginar uma casa com 4 pessoas e cada com os seus gostos é de loucos!!!

 

    ii) Serei só eu a colocar um post it na carteira para não me esquecer de alguma coisa? 

 

    iii) Serei só eu que me esqueço sempre de alguma coisa???? Pior, é estarmos a entrar do carro e lembrarmo-nos que falta "aquilo"! kkkkkk

 

    iv) Tenho a tendência para me lembrar do essencial (iogurtes, cereias e afins), mas quando sai algo fora do dia-a-dia (entenda-se detergente, guardanapos, etc) a probabilidade de me esquecer é elevadissima. 

O problema é quando o papel higiénico, mas esse deixo sempre de reserva 

 

    v) A escolha dos perecíveis

Sabem aquele momento em que o funcionário nos pergunta quer "flamengo" ou "limiano"? E nós não fazemos a mínima ideia do que costumamos comer? E quando chegamos à fruta? Como a escolher?

Pior, é perguntar à senhora do talho, qual a melhor forma de congelar bifes? 

 

    vi) Os preços e as promoções

Outro terror de um consumidor iniciante. O preço e a qualidade difere de supermercado para supermercado. Há o super-preço, há a promoção, há o desconto em talão, há o desconto em cartão, há ...

Serei só eu a chegar a ficar o horas a olhar para a vitrine a pensar: estes iogurtes são mais saudáveis e mais caros, mas aqueles são mais baratos. Mas a diferença é só 0,30 €. Qual deles levo? 

 

Mãe, queres vir fazer as compras por mim?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:12

Viver sozinho #2 - cozinhar arroz

por O ultimo fecha a porta, em 01.06.17

Até Agosto/15 nunca tinha cozinhado nem ligado o fogão.  Foi sempre a minha mãe a cozinhar ou a deixar a comida preparada. Quando tive que viver sozinho, surgiu a questão: como jantar? 

 

No primeiro ano, quem já passou por isto, sabe que há prioridades no investimento da nova casa. Como a cantina da nova empresa tem serviço de take away, os primeiros meses desenrrasquei-me assim.

Comprar tachos, base para quentes, panelas, grelhador, isto e mais aquilo ainda fica caro (já para não falar na Bimby), além dos ingredientes.

 

Farto de comer sempre comida de fora, num dia com paciência, comprei um tacho, arroz, azeite e sal. Mas cometi um erro: não vi a minha mãe a fazê-lo e acho que não vi os vídeos certos do YouTube. 

 

Receita da mãe:"Ferves a água, colocas o arroz (metade da proporção), água e sal e deixas cozer". Pensamento: parece simples, não é?

 

Não, não é!!!! A primeira vez que fiz arroz foi o maior pesadelo que possam imaginar !!! As dúvidas acumulam-se:

   - Qual tacho? Comprei o correto?

   - A água ferve com o lume em que tamanho?

   - O testo põe-se ou tira-se?

 

Quando ferve, começam mais dúvidas:

   - Qual a quantidade de azeite?

   - E o sal? O que é "q.b."????

   - É suposto mexer? Vai-se mexendo?

   - Mexe-se com um colher normal ou de pau?

 

Esclarecido com a mãe, ao fim de 5 minutos, com o tacho fechado, este começou a deitar fora e a minha testa a transpirar"  !!! Ligo à minha mãe e ela escandalizada pergunta-me:

 

     - Mãe: Então não reduziste o lume??????? 

     - Eu: Eu não ... é preciso reduzir? 

     - Mãe: Sinceramente, não acredito que estás a deixar no máximo!!!

 

Ultrapassado o drama, surgiu outro problema:

- Como saber que está pronto?

 

Ainda hoje, não atino com a quantidade de sal e quase desisti de fazer arroz. Já só faço massa. Pior, ainda me armo em fit e tento o arroz integral. Claro que ia deu m****. Juro que admiro quem saiba fazer arroz. Parece a coisa mais básica, mas não acho nada fácil.

 

P.S. O post das tarefas domésticas foi o mais comentado de 2017 e pelo feedback que recebi muitas pessoas reviram-se na minha "experiência". Assim, às 5ªs feiras, criei esta rubrica "Viver sozinho #" onde vou contar peripécias desta aventura.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:42

Viver sozinho #1 - Tarefas domésticas

por O ultimo fecha a porta, em 18.05.17

A Melhor amiga referiu num post sobre a desvalorização das tarefas domésticas pela sociedade de uma forma geral.

 

Vou falar da minha experiência. Enquanto vivia em casa dos meus pais, quer a estudar, quer no me400px-Broom_icon_svg.pngu antigo e primeiro emprego, era a minha mãe que:

 

- fazia a cama

- cozinhava

- limpava o pó

- lavava o chão, o casa de banho e companhia

- preparava o lanche

- fazias compras e planeava as refeições

- aspirava

- ... fazia todos os miminho para o menino

 

Quando vim viver sozinho, como já disse várias vezes no blog, porque mudei de emprego, verifiquei que essas "mordomias" acabaram. Se eu quero as coisas feitas, tenho de as fazer. Não aparecem feitas sozinhas. A necessidade assim o obriga.

Cheguei a partilhar aqui, a minha guerra com o cotão. Nestes dois anos que se completam em Agosto, é que tomei consciência que o trabalho doméstico é bem duro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:38


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Blogs Portugal