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O novo Governo

22.10.19

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Formar um governo não deve ser tarefa fácil. As posições são demasiado importantes e poderosas para não serem devidamente ponderadas. Muitos egos para gerir.

 

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida empresarial, pode tender a ceder aos interesses dos privados sem acautelar o público.

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida política, tende a dar azo à troca de favores políticos ("tachos") e desconhece as dificuldades do dia-a-dia dos agentes económicos.

 

Isto a propósito da nomeação do novo governo de Portugal.  As mesmas caras, muita família envolvida (mesmo assim, um dos ministros pareceu ter ficado ofendido pela sua esposa não ter continuado no governo?!), e muitos jotas sem grande sensibilidade. 

 

Quando o atual ministro da economia tomou posse, critiquei o facto de uma equipa de economistas do Norte, ter sido trocada por advogados de Lisboa. O peso partidário pesou sobre o terreno. Uma das secretárias de estado demitidas (ou forçada a demitir) é das pessoas com melhor conhece o tecido empresarial.

 

Acho que falta esta sensibilidade na escolha do governo. Outras escolhas infelizes são pessoas suspeitas de negócios menos claros nas suas autarquias ou miúdos da Jota (e promovidos pela imprensa como TSF) que celebra contratos com empresas de exploração de lítio com contornos possivelmente ilegais.

 

Nem tudo é mau. Há mais mulheres no Governo. Não há "a esposa" de outro ministro do aparelho partidário, mas há a filha do "ex ministro". E isso levanta a questão: chega a ministra pela competência e conhecimento ou por ser "Vieira da Silva"?

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publicado às 18:59

Do fim de semana

21.10.19

Este sábado foi muito chuvoso por estes lados, sendo quase impossível sair de casa.

Ver as imagens das inundações, foi constrangedor e espero que os estragos sejam reduzidos.

 

À tarde, fui ao Museu dos Bombeiros Voluntários de Valadares. Um espaço no quartel, que permite preservar o património da corporação. Como dizia uma rábula dos Gato Fedorente há alguns anos, só nos lembramos dos bombeiros quando estamos aflitos e eles só recebem telefonemas com más notícias ou aflições.

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O domingo de manhã apresentou-se soalheiro e excelente para dar uma volta à beira mar. Fui até ao Senhor da Pedra, onde participei numa corrida. A capela lá está com a sua singularidade!

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P.S.: Se quiserem descobrir mais um bocadinho sobre mim, podem consultar este texto nos Sapos do Ano.

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publicado às 18:47

Turistando pela Itália - Roma

17.10.19

Visitei Roma em dois dias.

Dediquei um dia à parte este da cidade (Panteão, Coliseu e Trastevere) e outro dia ao Vaticano e Praça Navona.

 

A chegada do aeroporto à cidade foi efetuada pelos shuttles que existem. Se se comprar na internet (comprei na hora pelo telemóvel) fica mais barato. 

Descemos da estação central dos comboios em direção à Praça de Espanha. A escadaria é majestosa e desde este ano que as pessoas não se podem sentar lá. Tem polícia e muitos vendedores ambulantes. Entramos na Igreja cimeira e descemos a escadas.

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Seguimos em direção ao Panteão. Pelas ruas da cidades não faltam restaurantes de pizzas, massas e gelatarias.Para todos os gostos, preços e feitios. Optamos por fazer o percurso pelas ruas com menos lojas, mas com mais autenticidade. Foi uma boa escolha! Permitiu-nos conhecer um pouco melhor a arquitetura e ambiente romano.

 

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Chegado ao panteão, cuja entrada é gratuita, estavam lá os vendedores a vender lenços para cobrir os ombros. A arquitetura do Panteão surpreende pelo orifício no tecto. Está a céu aberto e as engenharia diz que não chove lá dentro, tal o arranjo.

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Seguimos em direcção ao Coliseu passando pelo majestoso edifício em homenagem a Vítor Emanuel II. Não subimos lá cima, mas a imponência do edifício é qualquer coisa.

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De lá, fomos ao coliseu pela extensa avenida que já conhecia de ver em blogs e televisão, pois é onde o Papa faz a Via Sacra todos os anos na Páscoa. De um lado e do outro existem as ruínas da Roma antiga. Longos metros quadrados bem no centro de Roma que se vêm da avenida e cujos guias na internet ajudam a explicar. 

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Chegados ao Coliseu, não compramos bilhete, As recomendações eram das que não valia a pena comprar e que era mais bonito por fora do que por dentro. Apesar das obras do Metro circundantes, consegue-se dar a volta 360º. Imrpessionante a sua dimensão física e histórica. Se pensarmos na sua antiguidade (e quantas pessoas terão morrido na sua construção), ficamos surpresos. 

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Para encerrar o dia fomos ao pitoresco bairro de Trastevere. Fica perto do coliseu, sendo necessário atravessar o rio. Um bairro com muitos restaurantes e bares que embora tradicional, parece um pouco descaracterizado. E assim terminamos o 1º dia.

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O dia seguinte ficou dedicado ao Vaticano. Fomos de metro e viemos a pé.

Compramos o bilhete do Museu do Vaticano com antecedência. Foi o único museu que visitamos (nem tínhamos tempo para mais) e ainda foi caro. Marcamos para as 9h30. Chegamos 15 minutos antes e entramos sem qualquer problema ou filas. O Museu é bonito, grande vale a pena ser visitado. Lá é possível observar alguma da riqueza da Igreja Católica (dá claramente a sensação que a seleção das peças expostas é filtrada para não ferir suscetibilidades), a sua história, obras de arte e existem dois espaços que ficam na memória. Um é o corredor dos mapas. O teto é dourado, criando uma sensação incrível. Sentimo-os pequenos (em tamanho e em luxo).

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O outro é a Capela Sistina. Com o audioguia fiquei a saber que é lá que se escolhem os papas. Uma sala com as pinturas de Miguel Ângelo. Alguns seguranças na sala impedem de tirar fotos e implicam com os ombros a descoberto. Quanto aos calções dos senhores, ninguém implica. É preciso saber gerir o tempo porque se uma pessoa ouve tudo do audioguia precisa de uma semana :

 

Depois fomos à Basílica. Aí a fila durou cerca de 50 minutos até se entrar no edificio. Mas é incrível como até num local sagrado, há chicos espertos que passam os outros na fila! Na Basílica, os tectos e altares são muito ricos e preenchidos.

 

 

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Com o dia praticamente passado, viemos a pé até ao centro. Passamos pelo Castelo e encontramos a Praça Navona. Uma praça ampla, com arquitetura invulgar e muitos artistas de rua.

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(castelo)

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Falta ainda a fonte de Trevi (de dia e de noite).

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P.S.: Escolher meados de Setembro foi uma excelente opção. Mais fresco, com menos confusão e mais barato. Roma faz-se bem a pé, mas não tem muitas sombras.

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publicado às 16:49

Futebol, perdões e falta de racionalidade

16.10.19

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Um clube de futebol (ou SAD para ser mais rigoroso) obteve um perdão de 95 milhões de euros da sua dívida por parte de dois bancos. Um é Millennium BCP que é livre de fazer o que quiser. O outro é o Novo Banco e aqui está o problema.

 

Os contribuintes portugueses já tiveram que pagar muitas das manhosices do antigo BES e agora, em 2019, vão ter de "pagar" mais uns milhões para o futebol neste banco. Não faz sentido! Está errado!

 

Por várias razões:

(i) o clube não está acabado. Labora, vai fazendo o seus jogos e se não tem dinheiro agora, então que se aguarde ou que se canalize as verbas astronómicas da venda de jogadores para pagar a dívida (ou VMOC's);

Em vez de se investir tanto, que se invista menos e se pague o que se deve!

(ii) é futebol, uma industria que movimenta muito dinheiro, com salários astronómicos e que assegura poucos postos de trabalho. Sustenta 20/30 jogadores e meia dúzia de agentes;

(iii) é o meu dinheiro que está a pagar quem vive e continua a viver acima das suas possibilidades. Se não tem dinheiro, não contrata jogadores a peso de ouro;

(iv) que garantias foram exigidas ao clube nos empréstimos concedidos? O comum cidadão tem que prestar mil e uma garantias/avais e penhores para uns milhares de euros. Neste clube são milhões que se "perdoa".

 

Quando a emoção supera a razão está tudo perdido. E o Sporting não devia estar acima de nenhum contribuinte para ter o perdão?

 

Ah, os que fizeram os vídeos a falar dos vestidos da Cristina Ferreira não falam? E os que gozaram com a Joacine também não falam? E os supervisores da ajuda aos bancos não intervêm? A quem convém este perdão? Quem ganha com isto?

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publicado às 18:35

Cartões da CP

15.10.19

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A CP criou um cartão para os comboios urbanos do Porto, o qual tem de ser carregado sempre que se compra uma viagem.

O principio é bom: reduz a burocracia, é escusado de andar com o papelinho do bilhete, passa-se no validador e desconta a viagem.

Custa 0,50 €.

Até aqui tudo bem!

 

O problema é que só tem a validade de um ano. Isso não faz sentido. Porque vou ter de comprar (mais) um (novo) cartão e pagar por ele, se o ainda tenho o anterior em bom estado? Não é pelos cinquenta cêntimos que fico mais pobre, é pelo conceito de desperdício de cartões.

Acredito que digam que é pelo refrescamento da base de dados, mas deveria permitir trocar o cartão antigo pelo novo sem custo para o consumidor.

 

Além disso, a CP não permite que nas máquinas automáticas se peça fatura com nº de contribuinte. Quem quiser, tem de ir a um site especifico, registar-se, inserir o nº do cartão e a hora da compra. Esta informação não vem escrita no recibo. Para quê complicar?

Em pleno 2019, em que a simplificação toma conta dos processos e no Metro de Lisboa já está funcional o NIF no fim da compra, a CP anda atrasada no tempo.

 

Ainda relativamente aos bilhetes, também me faz confusão que não se possa carregar o cartão online. Até para a própria CP seria bom e mitigaria a fraude de quem entra num apeadeiro sem máquina automática e viaja à borla. 

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publicado às 18:08

Do fim de semana

14.10.19

Depois de uma sexta complicada no trabalho, em que começo a achar que uma colega "pica-miolos" me que vencer pela cansaço e para a qual tenho cada vez paciência, no sábado fui até à beira mar.

 

Não estava frio, mas estava vento e o mar revolto a puxar chuva. 

Passei à estação da Granja tem uns belíssimos azulejos que merecem ser fotografados e partilhados. Espero que a infra estruturas de Portugal cuide bem deles.

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No domingo, fui com a malta a Ovar à Corrida do Azulejo. 

 

Quem anda nestas andanças já deve ter reparado, eu só me começo a aperceber agora. As corridas que estão cada vez mais na moda e são muito diferentes entre as organizadas por "amadores" e por "empresas". As primeiras são mais baratas, nas localidades mais pequenas e com muito mais ofertas aos finalistas. As grandes são caras e apenas oferecem água e uma t-shirt, que pode ser boa ou má.

 

Em Ovar, paguei apenas 8 € e é organizada pela AFIS (Atletas de FIm de Semana de Ovar) e vejam a quantidade de coisas que ofereceram no fim! Até um pão de ló ofereceram. A t-shirt é de boa qualidade e tudo bem organizado. Começo a achar que é cada vez mais de evitar as provas mais concorridas e das "gestoras de eventos".

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publicado às 18:54

A 30ª vítima

12.10.19

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Mais uma vítima mortal (noticiada) de violência doméstica.

A violência seja  contra mulheres, homens, idosos ou até contra animais é sempre condenável. As mortes sucedem-se.  Há as públicas e as que não sabemos.

 

Felizmente na minha família não existe nem existiu, quer do lado do meu pai, quer da minha mãe histórico de violência. Não vivo essa realidade, felizmente. Não tenho histórias para partilhar, mas o silêncio é o pior! Ou a indiferença!

E por isso nunca é demais denunciar, expor e chamar a atenção para este flagelo social.

 

Finge-se que não existe ou desculpa-se como o juiz Neto de Moura. Vá-se lá saber porquê. Estudos mostram que é transversal à sociedade: classes, regiões e idades. Indicam até que no namoro já começa a violência.

Porque não se legisla de forma mais assertiva? Não rende votos? Telhados de vidros na casa dos legisladores? 

 

Hoje um jornal anuncia novas medidas preventivas. Espero que sejam eficazes e não para inglês ver. Nunca vêm tarde e são urgentes.

 

Ontem foi mais uma mulher. Foi em Carrazeda de Ansiães. E se em vez de se perder tanto tempo a falar dos vestidos da Cristina Ferreira ou a fazer vídeos com a deputada gaga, se falasse mais deste tema? uma lei não muda mentalidades, mas ajuda!

 

PS: Sobre os incêndios de 2017, há dificuldades em encontrar réus por isto ou por aquilo. O crime compensou e vai continuar a compensar porque há impunidade. Defendo também que deve ser encontrado o verdadeiro culpado e não apenas um culpado para ser linchado na praça pública.

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publicado às 13:39

Desafio de ser professor

08.10.19

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Quem ouviu e quem ouve a situação dos professores fica admirado com a mudança de paradigma.

 

Nos anos 2000 quando andava na escola, um dos grandes desafios dos professores era a colocação. Muitos desempregados. Uns porque não tinham escola, outros eram colocados muito longe de casa, tendo que pagar para trabalhar. Quantos desistiram do seu sonho? O sonho de ensinar?

 

Hoje lê-se que a classe está envelhecida. Pudera ... Aos olhos da sociedade, os sindicatos apenas reclamam direitos e mais direitos, não se focando naquilo que os pais, alunos e os próprios professores sentem dificuldades. 

 

Já o disse e repito. Nunca equacionei optar pela via do ensino e as razões são várias:

-  agressões contra docentes de alunos e pais

-  faltas de respeito na relação com os alunos,

[diariamente há relatos e queixas, fora o que não se sabe]

- luta hercúlea contra os telemóveis

- nas escolas os programas continuam desajustados à carga letiva,

- o bullying de alunos sem educação em casa contra colegas e docentes,

- um sindicato que apenas reclama direitos e não olha para mais nada,

- o risco de colocações longínquas e ser passado por "cunhas"

- objetivos de carreira: quais são?

 

Quando só há um empregador, é muito mais complicado. Ser professor é algo que não considero e como eu muitos jovens.

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publicado às 20:42

Sobre as eleições

07.10.19

Ontem fui votar. Como sempre, respeitei o meu dever e direito cívico.

À hora que fui, achei mais gente nestas eleições do que nas europeias.

 

Não vou entrar em grandes análises, mas acho positivo entrarem novas pessoas e ideias no Parlamento. 

Sempre os mesmos não é bom e vicia. Haver maiorias que fazem o que querem também não é bom.

 

Sobre a abstenção, já o disse várias vezes. Não basta discursos bonitos, nem hashtags. É preciso mudar as acções para que as pessoas confiem na política. Mas semanalmente há sempre alguma notícia que mancha a credibilidade.

 

Agora vamos aguardar pelo futuro

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publicado às 20:37

Método de Hondt

05.10.19

Sabiam como eram eleitos os nossos deputados para o Parlamento e como se converte os votos em representação parlamentar.

É através do Método de Hondt.

 

Um cálculo matemático que desconhecia com exatidão como funcionava.

 

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publicado às 19:49


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