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A perpetuação do preconceito

04.02.23

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Nos últimos dias cruzei-me com duas stories patrocinadas no Instagram que não gostei e explico porquê.

 

A primeira era de um shopping que publicitava uma marca de calças ganga portuguesa com loja nas suas instalações. A modelo correspondia a todos os estereótipos: loira, alta muito magra, com o rabo empinado virado para a foto.

A segunda era um do ginásio que convidava o utilizador a juntar-se à "tribo". O modelo de meia idade (vá lá!) correspondia aos estereótipos: morenaço e todo musculado.

 

Não gostei do facto de ambos os anúncios nos apresentarem, como perfeitos, corpos que não representam o português comum e nem o 100% saudável nem recomendável.

 

No caso das modelos, visto por muitas jovens o passaporte para a fama e para as novelas, quantas vezes vemos denúncias de pessoas que sofreram bulímia, anorexia e complexos por não atingirem o que consideram corpos perfeitos? Quantas têm uma alimentação pouco saudável para não engordar? Passam por privações alimentares? A marca portuguesa e shopping poderiam ter escolhido alguém mais "comum" e não tão magro.

 

No caso do ginásio, para atingir os corpos musculados, vemos (por ex. nas redes sociais) muitas pessoas a tomar e a promover empresas de suplementos cuja eficácia e necessidade é muito questionável. A maioria das pessoas que vai para os ginásios não ambiciona ser "musculada" nem o objetivo dos ginásios deveria ser para musculados. Deveria ser antes para atrair mais pessoas para o exercício físico e uma melhor saúde (aliás esse é o argumento para chorarem por apoios e incentivos fiscais - Portugal tem das taxas mais baixas da União Europeia de praticantes de desporto e estes anúncios contribuem precisamente para essa desmotivação).

 

As empresas são livres de escolherem quem quiserem, bem como eu também sou livre de não me identificar com as mensagens.

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publicado às 18:52

Arrepiar caminho

02.02.23

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Hoje acabei de poupar 70 €/ano.

Fui fechar a conta no segundo banco onde tenho aberta. Venceu-se um depósito a prazo antigo, zerei e resolvi fechar a mesma. 

Os juros mal cobriam as comissões (que aumentarão +10 € em 2023) e por isso agora só tenho conta num banco.

 

Já não ia ao balcão há algum tempo. Agora, tem uma rececionista à porta onde regista a nossa entrada. Disse ao que vinha, pediu-me o NIF e para aguardar nuns sofás todos bonitinhos. Talvez pelo assunto ser o encerramento de conta, esperei, esperei e esperei. Não chamavam o meu nome. Com o balcão quase vazio, ao fim de 30 minutos (na minha hora de almoço), reclamei.

O colega que estava ao lado chamou-me logo e ali na receção (sem qualquer isolamento) em 5 minutos encerrou a conta. Fiquei sem perceber porque não me atendeu antes se estava livre ... Quer dizer até percebo.  Quando concluiu comigo, outra senhora também reclamou e também estava para encerrar a conta. Só hoje foram dois...

 

Não sendo a conta do dia-a-dia, com as comissões é apenas para perder dinheiro.

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publicado às 18:33

As promessas do emprego jovem

31.01.23

Li que algumas empresas assinaram um pacto relativo ao emprego jovem. Basicamente duas mensagens: contratar mais jovens e integração nos quadros. 

Teorias e palavras bonitas, há muitas, mas é preciso concretizar...

 

Comecei a trabalhar numa empresa de referência em auditoria, já o disse, onde 90% dos trabalhadores tinham menos de 30 anos. Recorrentemente, vejo essa empresas e outras concorrentes lançarem comunicados para os jornais económicos anunciando que vão contratar centenas de pessoas por ano. Não pagavam mal para recém licenciados e as funções eram boas. O problema era a qualidade do trabalho: péssimos horários, muitas horas extra não pagas (escondidas pelo subsídio de "isenção do horário" - o meu salário/hora real era muito abaixo do mínimo - eu fiz a conta), muita pressão e um péssimo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Por essa razão, ninguém lá pára. 

 

Nessa mesma altura, o primeiro ministro de Portugal escorraçou os jovens licenciados para a emigração. E muitos assim o fizeram. Hoje pagamos a fatura sem médicos, sem enfermeiros e com o nosso investimento em formação a ir para outros países.

 

Mais do que promessas e de integração nos quadros, aquilo que se pede são melhores salários e melhores condições de trabalho, menos precários, horários decentes e um sistema tributário mais justo. Não só com jovens mas com os "adultos". Um partido denunciou a tirania do sistema fiscal na campanha das eleições legislativas que comia os aumentos salariais em IRS. Para distribuir milhões aos administradores da TAP há dinheiro, mas para dar mais 20 ou 30 € líquidos ao trabalhador, já não há orçamento.

 

Na lista das empresas signatárias, surpreendeu-me ver a RTP, quando a maior queixa que fazem é a da precariedade dos seus jornalistas. Ora, é um contrasenso, um dos piores empregadores vir assinar promessas dessas, quando não deveria mais que cumprir a sua obrigação ética.

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publicado às 08:45

Falta de luz e de vergonha

28.01.23

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Este Governo parece uma loucura. Cada tiro cada melro. A cada dia que passa, uma nova polémica, sempre à volta do mesmo. 

Discute-se muitas vezes a legalidade das ações, quando se devia discutir ética e falta de vergonha.

 

Olhando à volta, vemos os partidos da oposição com os mesmos problemas e ocupados com férias no México. Efetivamente parece que falta uma luz.

 

Não adianta vir pedir votos no dias das eleições quando vemos políticos arrogantes, envolvidos em corrupção e clientelismo, prontos a servirem-se dos fundos públicos para fins privados.

 

Na sombra, vai crescendo à boleia da falta de confiança e esperança, as extremas. A história já nos mostrou os seus perigos e como acaba. É uma solução ainda pior.

O livros "A quinta dos animais"/"Triunfo dos porcos" de George Orwell é a parábola perfeita para os riscos  que os salvadores da pátria podem trazer.

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publicado às 18:06

Micro ondas

26.01.23

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A Sofia a falar em pé de meia e ... no dia seguinte o micro ondas avaria...

Já tenho este há MUITOS anos, está todo amarelo. Já estava a contar que avariasse mais dia menos dia.

 

Têm alguma recomendação (ou não recomendação) de marcas? Preciso de o substituir e queria conselhos.

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publicado às 18:40

Preços loucos

24.01.23

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Esta semana, andei a pesquisar, com 8 meses e meio de antecedência alguns hotéis para dar um giro no nosso país no fim de Agosto, quando tenho férias.

Fico chocado com os preços pedido pelos nossos hotéis e com esta antecedência.

Os nossos hoteleiros andam loucos, com preços absurdos para o bolso do português comum. Na pandemia souberam apelar ao turismo interno, mas se já no ano passado me queixei, este ano queixo-me outra vez (e estamos em Janeiro).

Procurei  inclusivamente fora do Algarve.

Se esta ganância significasse melhores salários para os funcionários, ainda havia uma razão, mas nem isso...

 

PS: A Vodafone anunciou por email que vai aumentar os tarifários em 7,8%. Será que vai aumentar os salários dos funcionários nesse montante igualmente? Seria bom...

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publicado às 18:17

Resolução para 2023

22.01.23

Uma das minhas resoluções para 2023 é diminuir as corridas.

Sim, é o contrário do expectável. 

 

Tem-me aparecido uma dorzita no pé direito e só me aparece quando corro com mais regularidade e em contínuo. Como não quero prejudicar a minha saúde, decidi para mim mesmo abrandar muito significativamente este exercício. Correr com dor, não!

 

Então, só irei correr em eventos pontuais e gratuitos, onde é muito mais fácil gerir o esforço pois para-se mais vezes para tirar fotos.

Assim, este fim de semana voltamos ao Alet(g)ria trail pelas encosta do Rio Douro, no Olival (junto ao Centro de Treinos do FCPorto).

Ficam algumas fotos

Este mês, não mexo mais nas sapatilhas.

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publicado às 20:05

Do fim de semana - um roteiro pelo Porto

20.01.23

Neste fim de semana, recebi finalmente a prenda de Natal do meus pais. À semelhança dos anos anteriores, optou-se pelos saldo para se conseguir preços mais baixos.

Assim, fomos ao Porto. 

E claro que é sempre pretexto para tirar fotos. Deixamos o carro do lado de Gaia e fomos a pé.

Atravessamos a Ponte D. Luís a pé.

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Ainda do lado de Gaia, colocaram no Jardim do Morro o nome da cidade no novo branding do município convidando ao telemovel em riste:

Optamos por ir almoçar a um dos restaurantes tradicionais da francesinha, na rua do Coliseu.

De seguida fomos comprar a prenda na Rua de Santa Catarina e fomos visitar o renovado Mercado do Bolhão. Quem o viu e quem o vê. A cor exterior pela discrição e singelidade. No interior, muito arrumado, limpo, confortável, protegido da chuva e do frio, mas com as bancas tradicionais. Um mercado "à séria".

Eis o aspeto interior do novo mercado

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No regresso, descemos a Sá da Bandeira e ao subir para a Ponte, fizemos um desvio à Sé do Porto.

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publicado às 18:56

Coisas que me irritam no ginásio

18.01.23

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Só quem anda no ginásio vai perceber esta reclamação... a malta que vai tomar banho, acaba o shampoo/gel de banho e ... deixa a embalagem no chuveiro!

 

Custa alguam coisa pegar nela e colocar no caixote do lixo e levar para colocar no ecoponto?

É deixar o trabalho para quem vem a seguir. Já dizia alguém:o último fecha a porta 

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publicado às 22:39

Que o Brasil nos ensine o que não queremos

14.01.23

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Foi com horror, estupefação e muito alerta que vi o que aconteceu no Brasil, depois do que já se tinha sucedido no Capitólio nos Estados Unidos.

Um grupo de selvagens, com a cumplicidade de alguns polícias, atacaram as instituições democráticas por não aceitaram a derrota eleitoral.

Um sinal muito preocupante e claríssimo do perigo que é levar a extrema direita ao poder (e depois retirá-la).

 

 São pela democracia para ganharem o poder, com um discurso contra os políticos, a corrupção, pelos valores. Mas depois... são isto, quando o povo percebe realmente quem eles são e os afasta democraticamente. Foi assim com Trump nos EUA, agora assim no Brasil.

 

Deixo mais dois comentários:

- com a crise de credibilidade do governo de António Costa, já vi um amigo a postar uma foto de Salazar a pedir o regresso da ditadura para acabar com a corrução e "mama" - expressão que o próprio usou - como se essa solução onde nada é escrutinadoe  não há liberdade de imprensa não piore ainda mais o cenário.

- é comum ver polícias difundir posts do Chega nas redes sociais. Estão no seu direito, mas noto um descontentamento e uma carência de atenção por parte do poder político na sua proteção. Têm razão nalgumas situações, na minha opinião. Hoje vimos no Brasil polícia a tirar selfies com os criminosos. Que sirva de muito aula para o nosso país e para o choradinho dos sindicatos.

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publicado às 20:46


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