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Passadiços da Barrinha de Esmoriz (2021)

15.04.21

Este domingo regressei aos Passadiços da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos.

Estive lá em 2017 e voltei mas destas vez comecei e acabei pela entrada Norte (lado Espinho).

A vegetação estava alta e o nível da água em baixo, mas contínua a ser incrível ouvir o baralho dos bratáquios e aves da barrinha, com aquela sensação de paz que tanto precisamos.

Pelo caminho ainda conheci um novo trilho.

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publicado às 17:35

A ditadura da imagem

12.04.21

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Há uns meses, um actor da minha idade, chamado Ângelo Rodrigues,  foi parar a uma cama de hospital e com o sério risco de ficar paralítico devido à toma de testosterona por questões de imagem - ficar com o corpo musculado.

 

Esta semana um novo caso em que a ditadura da imagem leva às pessoas a entraram por caminhos esquisitos.

O que vale uma capa da MenHealth?

 

Um cantor, já por si bastante magro, submete-se a uma "mudança de visual" para fazer uma capa de revista masculina, passando por isto: 

 "Estava de rastos. Nem conseguia subir estas escadas. Na fase final, houve uma grande restrição e só podia comer pescada e brócolos, pouco mais do que isso. É algo normal para se fazer uma capa com mais definição de corpo. Vai-se perdendo energia, porque não se está a comer hidratos, não se estão a repor esses níveis. " 

A coisa chega ao cúmulo de a namorada vir para a imprensa queixar-se da falta de apetite sexual do cantor.

 

Cada um é livre de fazer o que quiser, mas esta ditadura do músculos, do body building, da pressão mediática e da ânsia de ser capa de uma revista masculina, leva a sacrifícios que não fazem sentido. Para quê?

 

Há hábitos saudáveis, métricas de massa gorda, proporção de peso e altura que devem ser respeitadas por questões de saúde e bem-estar. Mas quando já se é magro e se passa por extremos para ser capa de revista, algo vai mal que na pessoa que aceita estas medidas, quer em quem as propõe.

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publicado às 13:47

As gomas e o Marquês

09.04.21

Ponto prévio: Não gosto de Sócrates, pois uma pessoa que simula a compra dos seus próprios livros para aparecer no top de vendas das livrarias diz muito sobre a sua ética...

 

Sobre a avalanche de informação da Operação marquês na Justiça:

- Não é por ser uma pessoa do poder que tem de ter uma acusação direta, seja o José Sócrates ou Zé da Esquina. 

- É vergonhoso a justiça ser tão lenta que há crimes que escrevem (e que jeito que isso dá!!!)

- É contrasensual haver primeiro uma prisão e depois a pessoa ser ilibada (seja que pessoa for)

- A mesma justiça que ilibou pessoas do poder económico e político com base em prescrições é a mesma que multa em 200 Euros uma pessoa por comer gomas à porta do Grab and Go.

 

No fim do dia, ficou a imagem de uma Jutiça lenta, cheia de contradições e do lado do mais poderosos, ficando a sensação que os que têm poder safam-se sempre.

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publicado às 20:42

Entrevista de recrutamento

02.04.21

Nestas últimas semanas estive envolvido numa nova experiência profissional: fazer uma entrevista de recrutamento.

 

A passagem para o "outro lado", do recrutador, traz sentimentos diferentes.

Realizei apenas 3 entrevistas. Tive de conduzir e fazer a triagem para a última fase, com a minha chefia direta.

 

Os RH na minha empresa fazem o primeiro contacto e filtram logo os perfis que interessam.

À partida procurei  preprar-me bem para a entrevista, analisando cuidadosamente os CV's preparando uma lista de perguntas à priori com aquilo que achei importante saber. Nas três, pedi a alguém da equipa para estar comigo de modo a ter mais uma opinião e também me ajudar na triagem.

 

No início da entrevista, tive sempre o cuidado de agradecer a disponibilidade da pessoa em estar a presente e fazer um enquadramento da função e do estado do departamento o mais fidedigno possível. Apesar de serem pessoas mais novas nunca tratei por "tu", optei sempre o pelo nome próprio.

 

Ao longo das conversas, procurei não ser muito intrusivo na componente pessoal, indo mais pela parte técnica de modo a perceber se era o perfil que procurava. Apercebi-me também da importância das perguntas clichê das entrevistas mas que para determinados perfis fazia todo o sentido ("Quais os pontos fortes? Os pontos de melhoria? Como vê a mudança? Onde se imagina daqui a 5 anos?). As respostas a estas perguntas clássicas ajudam muito a definir se é o tipo de perfil que procuramos.

A pergunta sempre essencial foi o que leva a pessoa a mudar e que o motivou ao ler a descrição das funções. 

 

Porém, o maior sentimento que tive foi o da responsabilidade. No espaço de uma hora, tentar perceber o perfil e ter a responsabilidade de fazer uma escolha que terá consequências, que pode ser um bom ou um mau perfil, que pode ou não adequar-se à equipa e funções que temos.

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publicado às 18:07

Horta - 28 de Março

28.03.21

Comprei 5 morangueiras e fiz a improvisação abaixo.

Arranjei um daqueles saco do lixo pretos, fiz 5 buracos para encaixar a planta, pus terra e umas pedras à volta para não ir com o vento. Vamos lá ver como me estreio nas morangueiras.

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Comprei também 5 curgetes no horto.

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Acima tenho as favas que já têm flor e fruto e ao lado couve coração. Ali do lado direito estão 5 alhos. Plantei dentes que a minha mãe comprou para consumo no supermercado, atirei para a terra e nasceram.

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Aqui o alfobre de couves que plantei há uns meses com semente colhido por mim do ano passado:

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Partilho ainda mais duas coisas:

- um pézinho de alface que nasceu (deve ter sido semente do ano passado que caiu).

- um alecrim que pegou do ano passado e está com este bom aspeto.

 

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publicado às 19:02

Destes dias

26.03.21

- Os baloiços viraram uma das modas nos últimos anos.

O de Trevim ne Serra da Lousã deu o pontapé de saída.

Nestes dias, colocaram um baloiço na Serra de Negrelos, em Canelas, Vila Nova de Gaia.

Já lá fui visitá-lo:

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- Perto de casa, numa caminhada ao almoço deparei-me com esta praga:

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Resíduos de obras despejados num terreno baldio. A falta de civismo é gritante. Compreendo que é dificil fiscalizar e multar, mas deveria haver mais legislação e normas nas licenças camarárias às construções. 

 

- A hora ainda não mudou, mas o sunset à beira mar merece sempre uma boa fotografia:

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publicado às 18:35

A imagem de 2020 que não esqueço

24.03.21

Estes dias, com um colega de trabalho alemão e naquelas conversas de circunstãncia, falamos sobre ocovid, como estavam as coisas cá, lá e demos por nós a falar da imagem que mais nos chocou durante o último ano.

Curiosamente, não foi nem em Portugal, nem na Alemanha. Foi em Itália: os camiões militares em fila de trânsito a transportar cadáveres.

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Não faltam imagens na memória como o vídeo do hospital chinês construído num dia (dizem eles...), os cemitérios de terra no Brasil, as cidades vazias, a corrida ao papel higiénica e as expressões "chinese virus" ou "gripezinha".

 

Está a fazer um ano e temos as vacinas. A luz ao fundo do tunel, empalideceu-nos com a desconfiança sobre a Astrazeneca. Um ataque de pânico nas nossas autoridades de saúde, com diferentes comportamentos nos países. 

 

Eu vou ser sincero.... Não sou alarmista nem maria-vai-com-as-outras, porém, não havendo evidência suficiente dos riscos de um laboratório em particular, deve caber a cada um se quer tomar ou não. Dizem com razão que isso acontece noutros medicamentos. é um facto, mas daí a provocar a morte e sendo voluntário, faz pensar duas vezes.

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publicado às 14:27

Bem-vinda Primavera

22.03.21

No frenesim dos dias e da ansiedade do vírus, a natureza segue o seu caminho.

Começou a Primavera, uma das mais belas estações do ano. As cores, cheiros e sons com os dias maiores e mais quentes trazem uma outra animação aos nossos espíritos.

Partilho estas orquídeas do meu jardim fotografadas ontem:

 

 

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publicado às 18:07

O teletrabalho e a não legislação

20.03.21

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O teletrabalho tornou-se obrigatório há um ano.

 

Não foi uma opção, foi uma obrigação legislativa. Com maior ou menor dificuldade, tivemos que nos adaptar. Já o disse e repito, abdicava dele. O facto do local de trabalho ser exatamente o mesmo do de lazer gera-me desconforto e dificulta a dificuldade em desligar, aind apor cima de Inverno que anoitece mais cedo e temos menos sensibilidade.

É bom de vez e quando mas estar há doze meses nisto, não é nada bom.

 

Porém, apenas um ano depois ... é que os nossos partidos se lembraram de legislar e apenas um tem falado disso, o que atesta a (não) proximidade dos governantes e classe política dos problemas reais da população.

 

Vamos por partes:

- Uma das iniciativas em cima da mesa é a entidade patronal comparticipar algumas despesas fixas.

Da minha experiência pessoal, ao nível da conta da Internet não tive qualquer impacto. Pode estar um pouco mais lenta devido ao peso dos ficheiros, mas não tive qualquer custo adicional.

Ao nível da eletricidade, senti diferença em Janeiro. Foi a primeira vez em 32 anos que senti quão fria é a casa dos meus pais no Inverno. Naquelas duas semanas de vagas de frio, sempre em casa e sentado, ligar o aquecedor tornou-se inevitável. A conta no mês de Fevereiro foi mais elevada que o habitual e contribuí com o excesso no pagamento, claro.

É um facto: se estivesse na empresa não teria esse custo adicional.

E verdade seja dita, tirando esse mês, não é a tomada do portátil nem a luz ao fim do dia que fazem pagar mais.

 

- Direito/dificuldade em desligar

Tornou-se mais difícil. Senti isso mais no Inverno. A falta de rotina e de compromissos por estar tudo confinado, não ajuda.

 

- Por outro lado, há algumas poupança como o transportes (seja passes ou combustíveis). Ao nível de roupa, não tenho comprado nada. Em 2020 comprei duas peças e em 2021 nada. Ando a "romper" roupa velha e calças de fatos de treino.

 

- Uma das raínhas do comentário televisivo e avenças, lançou uma linguagem preconceituosa apelidando de "burguês" quem está em teletrabalho com uma teoria manhosa de pagar (ainda) mais impostos. O teletrabalho, repito, não é uma opção. É obrigação. Quem não cumprir pode ser multado. Se por um lado se poupa nalgumas coisas, gasta-se noutras. 

 

- Por fim, fala na dificuldade de estabelecer relações com os colegas de trabalho. Estamos mais isolados e perdem-se laços.

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publicado às 14:10

A fechar portas por aí - Porque eu posso

17.03.21

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O blog da Fátima faz anos e por isso a minha prenda é aceitar o desafio subordinado ao tema “Porque eu posso”, nome do seu cantinho.

 

A coisa que faço na vida porque eu posso é viajar.

Posso porque tenho saúde que me permita caminhar, posso porque poupo durante o ano para ter possibilidades económicas para ir, posso porque tenho gosto em conhecer locais novos, posso porque sei falar inglês e ter acesso à tecnologia para desenrrascar.

Assim, desde que comecei a trabalhar, praticamente todos os anos tenho feito uma viagem, seja dentro de Portugal, seja às ilhas, seja ao estrangeiro. Sabe-me bem andar de avião, fazer planos de viagem, locais a visitar, preços, investindo algum tempo a pesquisar. Até hoje, apenas conheci o continente europeu e as principais capitais europeias. Enquanto uma pessoa anda a fazer o roteiro, fotografar, admirar e conhecer não pensa em mais nada.

Em 2018 e 2020 de forma a maixmizar o tempo que tinha experimentei conhecer várias cidades na mesma viagem, usufruindo do comboio entre a cidade de partida e de chegada. Como sou poupado, procuro pesquisar e planear com antecedência para não gastar mais do que o necessário e ter margem para algum contratempo.

 

Assim, dou os parabéns à Fátima pelo blgo e pela inciativa com um beijinho grande.

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publicado às 07:30


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