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Dr ou Dra

18.12.18

Lembram-se de há três meses ter desabafado aqui da minha mudança de chefia?

Que o meu novo chefe era amigo pessoal da minha colega e que já se comentava a sua falta de imparcialidade futura...

 

Ora bem, ele vai sair da empresa e levou-a consigo. Assim, no espaço de um ano vou ter a quarta chefia e ficarei o elemento mais experiente da equipa com 11 meses de empresa. A malta que saiu, fui para novos "shared services" e já tinham mais de 6 anos de casa. 

Agora que fiquei obrigado incumbido de organizar a prenda de despedida dela, aderi ao MBWay e muita gente transferiu por essa via.

 

Mas reparei que a maioria dos meus colegas tem o "DR" ou "DRA" no nome da transferência?

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Vocês também têm?

Será que neste país de "Doutores e Engenheiros" faz jeito ter o título na conta bancária?

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publicado às 18:30

O protesto de 21/Dezembro

17.12.18

Quando houve a manifestação anti-Troika se não estou em erro, num sábado em 15/Set/2012, imensa gente aderiu. Muitos deslocaram-se à Avenida dos Aliados e mostraram o seu desencanto. Tudo calmo, ordeiro e com uma razão para ali estar.

Se alguma coisa mudou, não. Mas também não houve anarquismo.

 

Em França, nas últimas semanas, houve manifestações violentas, num ambiente anárquico e selvagem e o poder político cedeu. Um precedente grave, mas havia uma medida concreta a justificar a revolta da população.

Em Portugal, começaram logo a surgir as montagens e comparações. Quem elaborou os gráficos, mostrou o que se convém. Comparam-se salários, preços de combustíveis (cuja escolha da foto não é clara: data da foto, o tipo de gasolineiras escolhidas - a BP/Galp tem preços muito superiores às marcas de supermercado...), mas não se compara o resto. As notícias, em busca do click bait, escolhem títulos incendiários e desenquadrados.

 

Para 6ª feira, dia 21, vai-se contestar alguma medida concreta? Vai-se pedir a demissão de alguém?

 

A resposta é não.

 

Vai-se protestar por protestar. 

Sem um fim, sem um objetivo e uma manifestação só faz sentido se houver razão de ser. Não é o caso.

Portugal tem muitos problemas, mas será que quem vai para a frente com o colete vestido quer de facto uma Justiça mais célere? Uma Saúde mais universal e com melhor capacidade de resposta? Ou quer apenas dar porrada e pregar rasteiras à polícia como alguns selvagem e anarquistas em França?

 

Não sei o que se pretende ao certo com este manifesto, as reais intenções de quem o organiza? Sei que na 6ª feira vou trabalhar e me vou ver lixado para fazer as viagens.

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publicado às 18:32

Ambiente de Natal

16.12.18

O Natal está quase a chegar e vou acompanhar a malta da blogosfera e partilhar algumas fotos cá de casa 

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Há embrulhos e ambrulhos, mas este não resisto em partilhar. Está fofo de mais!

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publicado às 15:21

A formação de Access

13.12.18

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No último mês, tive a formação pós laboral de Access.

Frequentei num centro de formação 100% financiado e não tive que pagar nada.

 

Impressões:

- Achei que valeu a pena. Fiquei um bocado desconfiado quando vi que era gratuita (ninguém dá nada a ninguém...) e financiada com fundos públicos. Mas não tinha motivos para isso.

Um formador muito competente, com conhecimentos reais de base de dados, com exemplos concretos que tem no dia a dia, muito competente e despachado. Duvido que sejam todos assim, mas deste não tenho qualquer razão de queixa.

 

- O formador pediu para fazermos um teste escrito para este ter evidência da nossa caligrafia em caso de auditoria em como deu a formação.

 

- O pessoal que vai para a formação consultar o net banco já falei aqui.

 

- A maioria das pessoas que lá estava eram homens, dos 40 para cima e contabilistas. No casos dos 20, estava eu e mais dois. Não sei o que faziam, mas quando me precisavam de pedir alguma coisa saíam-se como: "Ó jovem" várias vezes, "Ó rapaz" e no último dia "Ó maior". "Ó maior"?! 

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publicado às 18:41

Bora fazer do Último o primeiro!

12.12.18

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Era caricato se o Último fosse o primeiro.

Com este nome ter chegado aos cinco primeiros já é ótimo e por isso agradeço a todos os que nomearam.

Sendo este um blog com coisas e coisitas do dia a dia, partilhas e opiniões é com orgulho que estou nesta "short list".
Por isso bora lá fazer do Último o Primeiro.

 

Faltam apenas três dias para terminar a votação para os Sapos do Ano.

O Último é um dos nomeados para a categoria "Opinião".

 

Se deixou para a última e antes que porta feche (não resisto à piada ), vote. Participe até dia 15/Dez!

AQUI

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publicado às 19:40

Serviços Partilhados, cada vez mais

11.12.18

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Ontem falei do You vs Doutor e por falar em trabalho e multinacionais, soube-se na semana passada que vem mais uma empresa instalar o seu centro de serviços partilhados no Grande Porto. É a chinesa COFCO.

 

Trata-se de trabalho qualificado (o que é bom) e são cada vez mais empresas a apostar no nosso país.

Razões: estabilidade social, boa formação académica, facilidade de falar línguas estrangeiras (inglês), experiências bem sucedidas e baixos salários.

 

Só nestes últimos 3/4 anos foram várias as multinacionais a reforçarem/implementarem o seu centro de serviços partilhados no Grande Porto. Assim de cabeça: Adidas (Maia), Infineon (Maia), Sodexo (Porto), Natixis (Porto), BNP Paribas (porto), Voltalia (Porto), Faurecia (Feira), HB Fuller (V Conde), Seg Automotive (V Conde), Blip (Porto), Jumia (Porto), Prozis (Maia), Farfetch (Lionesa) e Pentaplast (Lionesa). A Mercadona, Bosch e a Ecco penso que não transferiram os serviços partilhados para cá, apenas centros de investigação e de excelência. Se a estes somarmos os que já cá estavam como as várias Sonae, Nors, Salvador Caetano, NOS, Corticeira Amorim, SuperBock, Monta Engil, etc verificamos uma enorme pressão no emprego nas áreas da Informática, Engenharia e Economia/Gestão/Contabilidade. Como captar e reter o melhor talento?

 

Estas áreas estão a ser muito procuradas e já se começa a sentir uma melhoria dos salários. Nesta fase de implementação, existe a procura por pessoas com alguma experiência, que mudam com prémios salariais. Por outro lado, os recém licenciados/mestres, têm duas características em comum notadas por muita gente: (i) são ótimos no inglês mas (ii) muitos descomprometidos com o trabalho. São a geração pós crise. Eu e vários colegas e amigos já mudamos neste contexto.

 

Para terminar, alguém comentava que o trânsito está cada vez mais caótico no Porto e o facto destas empresas estarem a sair do centro é bom, mas por outro lado há uma rede muito deficiente de transportes públicos. O centro da Lionesa por exemplo, o melhor sucedido espaço de escritórios da região, não tem metro nem comboio. As duas pontes estão completamente lotadas em hora de ponta e é bom começar a pensar nisso.

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publicado às 19:06

You vs Tu vs Doutor(a)

10.12.18

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Nas duas empresas americanas onde já trabalhei, havia no escritório português uma relação muito informal entre as pessoas, tratando-se toda a gente por tu.

 

Na empresa portuguesa onde trabalhei, havia o "você" com algumas pessoas. Algumas com formação exatamente igual à minha.

 

Esta semana estive numa chamada com alguém destacado da empresa na Alemanha e na conversa em inglês, dei por mim a refletir que o "you" resolve muitos problemas.

 

Seja no trato, seja na conjugação verbal. Os ingleses não complicam não andam com o terceiro-mundismo do "você pode" nem o Doutor para cima e para baixo.

 

Quando trabalhei em Auditoria, lembro-me de estar numa empresa cotada na CMVM em que uma das pessoas mais trabalhadoras e competente da firma (com mestrado), tratava o seu chefe por "Doutor". Sim, colegas da mesma empresa com este disparate. A pessoa em causa tinha apenas a licenciatura, mas como teve alguns cargos públicos, notava-se que gostava dessa vassalagem... E isto não foi assim há tanto tempo atrás. Será que para respeitarmos uma chefia a temos que tratar por você? Por Doutor? Por Engenheiro? 

 

Entre desconhecidos ou com pessoas mais velhos, faz parte da nossa cultura a terceira pessoa, o você, mas no trabalho, entre peers, não faz sentido. A melhor coisa que os ingleses inventaram é o "You" :)

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publicado às 18:44

Turistando por São Miguel (Açores)

06.12.18

Retomando, finalmente, o meu roteiro pelos Açores.

Depois de Santa Maria, segui para a ilha de São Miguel, no Açores.

 

O primeiro impacto a começar no aeroporto e na viagem até à zona dos hotéis, na frente marítima de Ponta Delgada, é que é uma cidade muito mais desenvolvida que a vila do Porto.

 

Ponta Delgada é uma cidade normal: com (muitos) prédios, serviços e ruas pedonais, mas com a curiosidade de na zona da Baía serem praticamente só hotéis e restaurantes. Nessa mesma noite, num passeio na zona da marina a temperatura amena, estava muita gente na rua, nos restaurantes e bares.

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No dia seguinte, fomos aos principais pontos turísticos da ilha.

As ruas, à semelhança de Santa Maria estão em excelente estado (pelo menos nesses acessos).

No caminho para a Lagoa das Sete Cidades, o que mais chamou a atenção foram as hortênsias. A estrada está ladeada durante longos quilómetros por flores, que torna encantador o passeio. Consegue-se distinguir bem que se está a sair da zona urbana para a zona verdejante. Diga-se que é uma constante em toda a ilha.

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Já na Lagoa das Sete Cidades, o miradouro do Rei é ponto obrigatório.

A zona foi intervencionada recentemente, tendo um espaço bastante "acondicionado" para o turista tirar as fotos da praxe. A foto abaixo fala por si. De facto somos engolidos naquela cratera, tal a sua beleza e paz.

Lá em baixa na Lagoa, é possível fazer passeios de barco.

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Ao descer para atravessar a ponte passamos pela Lagoa Verde. As águas paradas deixam-na nesta cor.

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De seguida, fomos à plantação da ananases dos Açores que é gratuita. Tem estufas onde é possível visualizar os diferentes estados da produção do fruto, pois cada uma tem plantações em momentos diferentes do tempo, permitindo assim ver como é gerado e como cresce.

À tarde passamos pela famosa Caldeira Velha, cujo acesso se paga.

A água é quente e férrea, daí ter essa cor. O espaço é relativamente pequeno, tem balneários de apoio e vale a pena tomar banho (já que se paga ...). Neste jacuzzi natural, cuidado com a cor do fato de banho porque pode ficar inutilizável :)

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De seguida o caminho foi para Rabo de Peixe e Ribeira Grande. É impressionante como está desenhada esta cidade. Fica num alto. Um riacho bem fundo passa junto à Câmara Municipal, havendo jardins (muito cuidados) no vale. Muito engraçado. 

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De regresso a Ponta Delgada, passa-se por mais lagoas, vacas e a vista é deslumbrante.

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Nesta foto, é impressionante porque se consegue ver o mar de ambos os lados. Quando vemos esta beleza natural, ficamos desarmados.

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Já de regresso à cidade, na Marginal há esta escultura muito peculiar de uma baleia.

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À noite depois de jantar ainda tirei esta foto ao clássico arco de Ponta Delgada. É junto a ele e ruas circundantes que se concentram a maior parte das pessoas, dando muita vida noturna à cidade.

Em relação à gastronomia, confesso que fiquei um pouco desiludido. Os sabores são um pouco picantes e não existe um prato típico açoriano que se possa encontrar nos restaurantes.

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(Continua...)

Turistando por Santa Maria

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publicado às 19:49

O que vai acontecer ao BigBen?

04.12.18

Ouvi na formação que as escolas inglesas estão a substituir os relógios "normais" de ponteiros por relógios digitais porque as crianças não capazes de ler as horas.

 

Ficamos todos muito admirados, mas pelos vistos é verdade. Encontrei a notícia no The Telegraph.

Mr Trobe, a former headmaster, said that teachers want their students to feel as relaxed as possible during exams. Having a traditional clock in the room could be a cause of unnecessary stress, he added.

 

Estou sem reação

A minha pergunta é: o que vai acontecer ao Big Ben daqui a uns anos?

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P.S.: Macron cedeu no aumento dos impostos? Múltiplas leituras podem ser feitas. Uma é a de que o seu governo caía. A outra foi para amenizar os distúrbios que houve. Valerá a pena o anarquismo como forma de protesto?

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publicado às 22:55

Mais um alerta vindo de Espanha

03.12.18

Nas eleições da Andaluzia, mais um crescimento da extrema direita. Desta vez em Espanha, aqui ao lado.

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França, Itália, Polónia e Hungria foram os países que inauguraram a viragem à extrema direita.

 

 

As aulas de História mostraram como é que ela subiu ao poder na década de 30, como acabaram e as atrocidades cometidas.

 

Em Portugal, só este ano fomos surpreendidos por facadas nas instituições democráticas portuguesas:

 

- uma deputada a pintar as unhas no Parlamento

(não pediu desculpa nem justificou o contexto)

 

- um deputado com assinaturas falsas no parlamento

(a infractora acusou quem lhe questionou de virgem ofendida)

 

- um presidente de um partido promete uma "banhada de ética" mas tem como vice presidente alguém que foi acusado de comprar votos

(e mesmo assim mantém-se como seu braço direito)

 

- a líder da extrema esquerda perante uma notícia verdadeira do "Caso Robles" atacou o jornal que publicou a notícia

(a liberdade é só quando convém)

 

- um presidente da Câmara na localidade mais afetada pelos incêndios é suspeito de compadrio e encobrimento na atribuição de subsídios e tudo continua como se nada fosse.

 

É triste o caminho para onde a democracia portuguesa caminha.

E, ou muito me engano, se aparecer alguém com pose, imagem e retórica com ideias à Bolsonaro e à Trump, argumentos não lhe faltam. E é triste escrever este post. Porque o risco existe e há culpados. É triste pensar nisto.

[Excluo deste perfil o André Ventura - um adulto que parece uma criança mimada sem credibilidade]

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publicado às 23:40



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