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E se o problema não é o, mas os Netos de Moura?

09.03.19

Ou é impressão minha ou quanto mais o juíz Neto de Moura mais fala, mais se enterra?

 

É que afinal a sua competência para aplicar a justiça para pior do que aquilo que pensávamos.

Nem sei o que mais condeno daquilo que disse este fim de semana a um jornal...

 

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Muito se critica, e muito bem, este juíz. É o alvo, mas será o único a pensar assim? Ou é só o que verbaliza este pensamento? Esses também não deveriam ser alvo da crítica?

 

Ontem comemorou-se o dia Internacional da Mulher mas também foi o dia em que mais uma foi assassinada pelo marido em Vieira do Minho, curiosamente numa altura em que os seus direitos estão a ser muito discutidos mais do que nunca. Urge falar sobre este tema.

 

Mas mais do que haver campanhas, palavrinhas bonitas, deveria haver decisões práticas.

A propósito, vários clubes de futebol assinalaram este dia nas redes sociais, mas quantos têm modalidades femininas? E nisso o meu FC Porto desiludo-me. Esperava mais do grande clube do Norte: nem futebol, nem noutra modalidade de massas aposta no feminino. 

 

Cartoon da autoria de Vasco Gargalo - A Setenço, extraído daqui

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publicado às 17:22

A violência doméstica depois do circo

05.03.19

Hoje, felizmente, muitos condenam os termos do acordão do juíz de Neto de Moura.

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Várias breves notas me ocorrem:

 

- trazer o tema da violência doméstica para ordem do dia é bom, mas o assunto é muito sério! Muito grave! Demasiado presente!

Utilizar o humor para falar destes flagelos é bom, mas não confundir com leviandade nem estupidez.

Já agora, muitos dos que riram no domingo com o "jogo" será que também não maltratam as suas parceiras?

 

- durante este circo, houve algum incentivo às denúncias ? Ou incentivo a que algum agressor pare de maltratar uma vítima? Não. E isso deixa-me triste. Está a dar circo, mas medidas práticas dissuasoras: zero!

 

- o estatuto de intocáveis dos juízes ficou muito beliscado. O seu trabalho deve ser julgado como o de qualquer outro profissional e a Justiça deve ser cega e laica.

 

- a violência doméstica não é só homem contra mulher. 

Pode ser mulher contra homem.

Pode ser filhos a bater em pais

Poder ser entre casais homossexuais

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publicado às 21:43

O paradoxo da Fenprof

03.03.19

Veio a público o caso de uma professora agredida por uma mãe junto a uma escola do Porto.

 

O caso cairá no esquecimento, mas não é caso único. Bem mais frequente do que o que possamos pensar, mas este veio a público. Muitos ficam no silêncio.

 

Se às agressões dos pais, somarmos a dos alunos, vemos um dos problemas reais dos professores.

À insubordinação e desrespeito dos alunos e pais, temos de somar a dificuldade em cumprir programas extensos, as condições físicas das escolas, o desafio das novas tecnologias, as colocações longínquas. 

Mas o que fez o sindicato? A Fenprof que tanto reclama com o Governo?

Fui ao site e vi isto: nem uma condenação!!!

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No Facebook idem.

 

Eis porque razão os professores são tão atacados: os seus sindicatos apenas olham para questões políticas e não para o que aflige a sociedade nem para os problemas reais da educação.

Prefere-se publicitar greves do que a emitir uma condenação pelo ato bárbaro cometida contra "uma dos seus". Está-se à espera de outro vídeo chocante do "dá-me o telemovel já!"?

 

Li ainda este artigo de opinião que partilho convosco.

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publicado às 18:01

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