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Já critiquei várias vezes e não me canso de critica: a CP parou no tempo ao nível de avanço tecnológico, pois obriga o cliente a comprar um cartão todos os anos, os bilhetes urbanos só podem adquiridos nas "máquinas" que estão muitas vezes avariadas e nem fatura com NIF emite. Em pleno 2025, a app não permite compra de bilhetes. Por outro lado, a CP está constantemente em greve, não permitindo previsibilidade ao cliente ao nível do serviço.
Porém, chamou-me a atenção o índice de pontualidade oficial da empresa: apenas 65% em média dos comboios chegam a horas. É inacreditável e isso espelha bem a cultura portuguesa e porque não saíamos da cepa torta enquanto país e ao nível de produtividade.
O escândalo é ainda maior quando se olha para os comboios de longo curso: apenas 40% dos comboios é pontual. Isto é chocante! Como pode um serviço público, do qual somos accionistas (orgulhosamente como um líder partidário frisava), gerar um serviço tão incompetente?
Quando estudava, andei anos de comboio. Sou um entusiasta desse meio de transporte, só lamento que funcione tão mal no nosso país.
Claro que vêm as desculpas como as obras, o excesso de greves, etc. mas se queremos ser melhores, termos melhores salários, o Estado tem que dar o exemplo. Não me admira nada que o Governo queiram mexer nos serviços mínimos de greve porque aceitar esta incompetência, é perpetuá-la.
Fonte oficial da CP: aqui

A Mulher do Dragão Vermelho é o primeiro livro que leio de José Rodrigues dos Santos.
Superou as minhas expetativas.
A narrativa acaba por ser um pouco pesada.
A história, que de ficcionada tem pouco, leva-nos à China, ao Partido Comunista chinês e à forma como se posicionam na geopolítica global. A personagem principal pertence a uma das minorias existentes na China. Lemos o crescimento da personagem e é exposto de uma forma clara ao leitor como a China e o seu partido estão a potenciar-se no Mundo. Quais os meios que usa, quais as estratégias mais ou menos subtis que utiliza, como age para neutralizar os inimigos e qual o controlo que usa sobre a população.
É descrita com clareza a perseguição, censura, tortura e campos de concentração a quem ousa contrariar o regime. Mostra igualmente quão avançada está a tecnologia no controlo da população e de como ajudam os regimes ditatoriais a controlarem a população para se perpetuarem no poder. Chegamos a um ponto em JRS no spõe a refletir sobre como o Globo se está a organizar e tem um quê de teoria de conspiração.
Durante a leitura, lembrei-me várias vezes das notícias que fomos ouvindo durante o covid, das privatizações que o Governo de Passos Coelho fez a empresas públicas chinesas (e quais os interesses por trás) e do livro 1984 de George Orwell. Parece que afinal a distopia não está assim tão distante.
Quando damos palco a partidos extremistas nas eleições portuguesas, talvez fosse útil perceber quais as consequências quando estes ascendem ao poder.
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