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As mudanças no trabalho pós crise

13.09.18

Li uma notícia muito interessante sobre o retrato do mercado de trabalho antes e depois da crise.

Genericamente:

- Maior peso das mulheres

- Mais peso dos trabalhadores qualificados

- Envelhecimento dos trabalhadores

- Mais trabalhadores por conta de outrem

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Se me surpreende? Nada

 

Com a crise, sobretudo em Lisboa, Porto, Braga e Fundão, houve um fenómeno invulgar.

Chegaram muitas empresas internacionais que trouxeram para Portugal os seus centros tecnológicos e de serviços partilhados, procurando pessoas licenciadas (sobretudo nas áreas da engenharia e da economia). Vêm atraídas pela versatilidade em línguas dos portugueses, pela qualidade da formação académica e salários mais baixos face a outros países. O meu atual emprego insere-se neste lote.

 

Com o aumento da independência, igualdade de oportunidades e haver menos homens na área financeira, o peso das mulheres aumenta, ainda que não em posição de  chefias.

 

Por outro lado, estas empresas procuram trabalhadores já com alguma experiência de modo a que, na fase de implementação de projeto, seja mais eficiente e existe uma geração mais velha de licenciados que não houve no passado

 

Outra razão que na minha opinião justifica este envelhecimento do trabalhador é outra, que já ouvi de várias pessoas: a geração de licenciados pós crise, que já foi educado no mundo da Playstation, Facebook e Youtubbers, não é (geralmente) muito comprometida com o trabalho.

Como não passou pelo crise, dizem que não dá valor às oportunidades e não querem saber. Já tinha escrito sobre isso há dias.

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publicado às 18:51

Desabafo

04.09.18

O meu novo manager é amigo pessoal da minha colega de trabalho, ex- chefe dela e foi ele quem a recomendou para as suas atuais funções.

Ela está na firma há 5 anos, eu há 8 meses.

Hoje, o meu ex-manager que me contratou alertou-me que me teria de exceder ao nível das competências para evitar o desiquilibrio da balança...

 

Terei motivos para ficar preocupado? 

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publicado às 18:18

Descontos no IRS

29.08.18

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Uma pessoa ausenta-se das notícias e mal chega fica a saber que vai ser concedido um desconto de 50% de IRS a emigrantes. Só por acaso, é o imposto que leva a maior fatia do meu salário.

 

Em primeiro lugar vai ser preciso definir muito bem quem são esses "emigrantes"

 

Em segundo lugar, vai ser necessário definir as circunstâncias da emigração: a pessoa esteve inscrita no Centro de Emprego? Ou a pessoa emigrou porque recebeu uma proposta de trabalho aliciante do estrangeiro e despediu-se?

 

Em terceiro lugar, e quem ficou por cá, a pagar a sobretaxa de IRS?

Quem ficou com menos 50% do subsídio de Natal?

Quem ouviu o adjetivo de "piegas"? 

 

Em quarto lugar, será que esses emigrantes  querem voltar? Um país dominado pela corrupção e fraude, como se viu esta semana com as manobras de Pedrogão, com o silêncio do poder político? Um país com uma dívida externa muito elevada com sérias reservas quanto à sua sustentabilidade? Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado? Um país com mantém as elevadas desigualdades sociais? Um país que ainda assim tem muita coisa boa, com riqueza cultural e muito fofinho.

 

Não me parece justo para quem ficou no país, ou porque teve a sorte de manter o seu emprego, ou porque não quis abandonar o país, ou porque não arranjou melhor lá fora.

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publicado às 18:38

Histórias de vida

01.08.18

No grupo que foi comigo ao Gerês no domingo, conheci uma rapariga da minha idade, mas com um percurso profissional muito diferente do meu, mas muito cru.

 

Dizia-me ela que tirou a licenciatura em Comunicação e o mestrado em assessoria empresarial.

O problema foi arranjar emprego digno na área dela: ou ofereciam estágios não remunerados, ou o salário mínimo por longas jornadas de trabalho. Acrescentou que na área dela, o factor "cunha" era determinante.

[lembrei-me de imediato de uma cara bonita que é apresentadora do Porto Canal, mas tem formação em Direito e o pai é um conceituado advogado do Porto].

 

Atualmente estava a trabalhar numa loja de shopping e era o melhor que arranjava. Um trabalho digno, relativamente bem remunerado para o que é e para a pressão e responsabilidade que tem.

 

Apesar de ter estudado 5 anos, não tinha expectativa de arranjar trabalho na área.

Disse ainda que na loja dela, a gerente só contrata pessoas licenciadas, mesmo sabendo que possa ser temporário, mas a experiência diz que essas pessoas levam o trabalho mais a sério.

 

Dou por mim a pensar na sorte que tenho e que tive em trabalhar sempre na minha área, sem recorrer ao factor "c".

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publicado às 19:12

Num dia, 4 olhares sobre o Trabalhador

02.05.18

Ontem celebrou-se o dia do trabalhador.

À tarde, fui dar uma volta à beira mar e chamou-me a atenção um homem que se encontrava a trabalhar na construção de um prédio em frente ao mar. Enquanto isso, muitos andavam a correr, a passear e a apanhar sol. Nas televisões, outros manifestavam-se pelos seus direitos nas principais praças. Curioso, três perspectivas sobre o feriado do trabalhador.

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 - O operário da construção civil

O que mais esforço físico despende, o que menos ganha e o que menos reclama.

Não percebi porque estava a trabalhar no feriado, dado que era a construção de um prédio. Haverá pressa para o acabar a tempo do Verão?

Porém, uma coisa é certa, a ilegalidade na construção é mais do que muita. Seja na legalização dos trabalhadores (muitos deles vindos dos países de Leste ou de África), seja no incumprimento de direitos legais, seja nos baixos salários praticados. Geralmente com pouca escolaridade, sujeitam-se ao que já, faça chuva, faça sol e sem reclamações.

 

- Os reivindicativos - funcionários públicos

Legitimamente reclamam os seus direitos. Não correm o risco de serem despedidos e têm condições muitos benéficas face à maioria dos trabalhadores privados - ADSE, cumprimento de horários, per si, já reduzidos e sem necessidade de apresentar grandes resultados. Com desvantagem, estão sujeitos a serem ultrapasados pelo Sr./Sra "Cunha"

Agora que as eleições se aproximam e o PCP perdeu muitas Câmaras Municipais, voltaram as manifestações.

 

- Os trabalhadores por conta de outrem com filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar e descansar. Fazer greve? Não dá, porque senão são encostados e convidados a sair. Reclamar? Nos corredores ou de forma muito polite porque senão são encostados e convidados a sair. 

 

- Os trabalhadores por conta de outrem sem filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar, descansar e ir  ao Linkedin. Com a perfeita noção que não empregos para a vida, não estão com muita paciência para se sujeitar a abusos do empregador.

Outros, viciados em trabalho, aproveitam o dia para ... trabalhar.

 

Depois há os desempregados que têm de sujeitar ao que aparece e aos que se aproveitam dessa situação.

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publicado às 22:25

As ofertas de empresa nas consultoras

08.02.18

Li uma noticia sobre uma consultora que vai abrir um recrutamento de 200 pessoas, completando as 1.000 contratações nos último 4 anos.

 

Quem lê isto e não conhece o meio, fica muito satisfeito e pode até preferir esta empresa como fornecedora por ser gerado de emprego qualificado.

 

O que o jornal Eco (sempre o mesmo) não refere é quantas pessoas já saíram para terem entrado as 1.000... E mais, também não escreve sobre as razões (já não interessa para a notícia e que se aplicam a todas as empresas do género ...)

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publicado às 23:00

Respirar fundo

13.01.18

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 Os ultimos dias da última semana foram alucinantes.

 

Foram os ultimos na Empresa onde estive nos últimos dois anos e meios e preocupei-me em deixar tudo pronto das minhas áreas para o fecho de 2017, para a auditoria e para o meu substituto. Para trás fica o conhecimento, o know-how mas sobretudo as pessoas. Saí a bem, o que para mim era extremamente importante e ficarei com saudades de alguma coisas, outras nem tanto.

Esta adrenalina de sentimentos mistos e trabalho à noite explicam a minha ausência nos últimos dias.

 

2ª feira começa um novo desafio. Espero que corra tão bem como o que agora terminou.

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publicado às 18:08

Recuperação de fábricas abandonadas

21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42

Este anúncio é (mesmo) do IEFP

26.09.17

Ontem fui ao supermercado e estavam a distribuir um jornal regional. Houve um anúncio nos classificados que chamou a atenção.

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O IEFP pagou para publicar vários "anúncios" de emprego. Várias questões me assaltam:

 

- Faz sentido o IEFP (organismo público) pagar a jornal (organismo privado), com os meus impostos, um anúncio para vários empregos?

- Será inocente um anúncio destes na véspera de eleições autárquicas?

- Será que existe tanto défice de oferta que não haja ninguém para empregado de mesa?

Não estamos propriamente com desemprego zero para não se encontrar ninguém nesta zona para estas vagas que justifique um anúncio, pago, num jornal?

- O que será um "ajudante familiar"?

- Todas estas profissões exigem pouca literacia. Algumas são mais técnicas (costureiras, por exemplo), mas para nenhuma é necessário licenciatura... A ideia que tenho é que os empregadores recorrem mais ao IEFP para profissões menos qualificadas, onde há mais desempregados e onde conseguem mais apoios. Mas ainda assim não percebo a necessidade de pôr (e pagar) um anúncio no jornal.

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publicado às 19:54

Hoje também trabalhei

14.08.17

Fui dos poucos que hoje esteve na Empresa e ao ler este post revi-me perfeitamente.

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Que dia tão calmo e tão eficiente.

Sem ninguém a desconcentrar, limpei pendentes, fiz tudo o que planeei, saí à hora certa e não apanhei ponta de trânsito (para compensar o suplício de 6ª feira).

 

Podia ser sempre sim :)

 

P.S. Há dias partilhei uma notícia positiva sobre a política que o Lidl vai implementgar relativamente ao bem-estar e qualidade das galinhas que põem os ovos que comercializa. Este fim de semana li outra que diz que as grandes cadeias multinacionais estrangeiras a operar em Portugal na distribuição vão impôr as mesmas regras aos seus produtores.

No entanto, o que seria bom, já teve logo os empresários a queixarem-se que podem ter que repercurtir os custos do investimento no consumidor final. No fundo, a alimentação humana e qualidade do produto vendido não passa de um número. 

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publicado às 23:15


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