Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Prematuridade

22.11.18

No dia 17 de Novembro foi o dia da prematuridade.

Confesso só soube depois de ver o post da Gorduchita.

baby-2717347_960_720.jpg

 

 

Não tenho filhos, muito menos prematuros, mas é uma situação para a qual ganhei sensibilidade depois de conhecer e ouvir o relato de um colega de trabalho.

 

No caso dele, foram os dois filhos gémeos que nasceram muito prematuros ( penso 7 meses). Relatava o pai que as idas à maternidade eram a pior sensação que uma pessoa pode ter. Sem saber se os filhos estão vivos, se estão mortos, se quando não estão no mesmo sítio da última vez o que lhes aconteceu.

A somar, a frieza do pessoal médico, que não querem alimentar expetativas juntos pais.

A mulher, mãe das crianças, entrou em depressão nesse período devido à angustia que sentiu e demorou muito a recuperar, celebrando cada dia de vida uma vitória.

 

Hoje, ambos são autistas.

Penso que é daquelas coisas que só depois de passarmos por elas ou ouvirmos um relato de um pai/mãe que passaram por isso, é que damos valor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:35

A robotização assustadora

13.11.18

 Confesso que fico assustado coma evolução da robotização. Aquilo que poderia ser bom, tornar os processos mais eficientes, pode tornar-se o inverso: destrutivo, totalitário e sem sentimentos.

Será que é esse o futuro que queremos?

Será que queremos robots a fazer tudo e mais alguma coisa?

 

E o mercado de trabalho? Qual o seu futuro?

A tecnologia está a avançar muito rápido. Conseguiremos ir a tempo e teremos a capacidade de nos adaptar?

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:42

Caminhos de Fátima

09.10.18

fatima.PNG

No feriado, 5 de Outubro, na EN 109 Figueira da Foz - Aveiro, vinham muitos peregrinos que estavam a fazer o percurso para Fátima a pé.

 

Ao passar por eles, apercebi-me do perigo que correm. 

Uma insegurança gritante a todos os níveis!

Na berma da estrada, sem passeios, a levarem com o CO2, pó e provocações de camiões e automóveis.Além do risco de serem atropelados.

Já que querem criar uma taxa turística em Fátima, porque não criar melhor condições para os caminhantes? 

 

E isso não exclusivo de Ourém, mas sim de todos os concelhos do país. Pensar-se como um todo e um das maiores pontos de atração em Portugal que é Fátima. Quando vamos a Espanha e vemos os caminhos de Santiago, porque não criar os "Caminhos de Fátima". Nunca fiz essa peregrinação, mas como está, não está bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:10

As violações são todas iguais?

08.10.18

barbed-wire-508050_960_720.jpg

Uma violação é um crime hediondo.

 

Nestes últimos dias dois casos públicos:

i) o de Cristiano Ronaldo

Famoso, rico, vem ser acusado 9 anos depois de violação, silenciamento ... Sublinho 9 anos depois.

 

ii) o da rapariga da noite do Porto

Estava embriagada, foi violada assumidamente por dois seguranças. O tribunal desculpou-os e classificação de "sedução mútua".

 

Não conheço nenhum dos casos. Não estava lá para ver e julgar. Isso cabe à Justiça e à Polícia.


Mas critico uma coisa: meio mundo fala deste caso do Cristiano Ronaldo que já foi há imensos anos (será inocente vir agora à berlinda?), mas não vejo muita revolta com a decisão absurda do tribunal do porto em desculpabilizar os violadores de uma rapariga embriagada.

Como diz o AndyBlog - o mundo está louco? Só pode. Porque há tantos posts sobre uma coisa e quase nada sobre a outra? 


Questões que nos deviam fazer refletir sobre a importância que damos às coisas ... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:01

A estupidez das praxes académicas

02.10.18

Todos os anos é a mesma coisa e nada muda.

 

Todos os anos vêm as queixas em que adultos coagem outros adultos a fazer figuras humilhantes com sequelas físicas e psicológicas. É um bullying que toda a gente sabe que existe mas todos parecem querer ignorar.

A história que é "consentido" não é totalmente verdade, porque as ameaças, o tom inquisitório e as represálias seguem-se.

Não percebo o que motiva uma pessoa a perder o seu tempo, a vestir um traje negro e a descarregar as suas frustrações e tiques autoritários perante os mais novos. Quando assim é, é estupidez.

 

Nem depois da tragédia do Meco, as praxes acabam. 

Não se pode confundir praxe com integração académica, nem praxe com violência!

 

Pormenores da UBI: "os alunos foram levados em bagageiras de carros, de cara tapada, e alvos de perguntas por parte dos praxantes. Se não acertassem nas respostas, tinham de baixar as calças para serem agredidos"

 

Pessoalmente nunca tive nenhuma má experiência, mas acho também que vivia bem sem ela.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:34

As mudanças no trabalho pós crise

13.09.18

Li uma notícia muito interessante sobre o retrato do mercado de trabalho antes e depois da crise.

Genericamente:

- Maior peso das mulheres

- Mais peso dos trabalhadores qualificados

- Envelhecimento dos trabalhadores

- Mais trabalhadores por conta de outrem

office-620817_960_720.jpg

Se me surpreende? Nada

 

Com a crise, sobretudo em Lisboa, Porto, Braga e Fundão, houve um fenómeno invulgar.

Chegaram muitas empresas internacionais que trouxeram para Portugal os seus centros tecnológicos e de serviços partilhados, procurando pessoas licenciadas (sobretudo nas áreas da engenharia e da economia). Vêm atraídas pela versatilidade em línguas dos portugueses, pela qualidade da formação académica e salários mais baixos face a outros países. O meu atual emprego insere-se neste lote.

 

Com o aumento da independência, igualdade de oportunidades e haver menos homens na área financeira, o peso das mulheres aumenta, ainda que não em posição de  chefias.

 

Por outro lado, estas empresas procuram trabalhadores já com alguma experiência de modo a que, na fase de implementação de projeto, seja mais eficiente e existe uma geração mais velha de licenciados que não houve no passado

 

Outra razão que na minha opinião justifica este envelhecimento do trabalhador é outra, que já ouvi de várias pessoas: a geração de licenciados pós crise, que já foi educado no mundo da Playstation, Facebook e Youtubbers, não é (geralmente) muito comprometida com o trabalho.

Como não passou pelo crise, dizem que não dá valor às oportunidades e não querem saber. Já tinha escrito sobre isso há dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:51

"Se acha a educação cara experimente a ignorância"

12.09.18

thought-2123970_960_720.jpg

Li esta frase no blog da Maribel e fiquei a pensar nela.

 

A educação é fundamental para uma sociedade crítica, informada e para se desenvolver.

É com pessoas cultas e com formação académica, que:

- se é valorizado no exterior (e por isso melhor remunerado e reputado)

- se consegue atrair investimento estrangeiro (veja-se a quantidade enorme de empresas com serviços partilhados e centros tecnológicos que vêm para Portugal)

- progredir socialmente 

- questionar quem nos governa e dirige os nossos destinos enquanto povo.

 

A questão da educação ser "cara" surge deixa o investimento passa a desperdício. Em que situações isso pode acontecer? Quando por exemplo:

- por razões políticas se cede a exigências de sindicatos de professores que são injustas perante outros trabalhadores

- quando a discussão deixa de ser os programas, as colocações longe de casa e a indisciplina nas escolas para ser a progressão na carreira

(isto vai ser falado novamente quando surgir outro vídeo de agressão a professores na net)

- se compram artigos de luxo e paga-se de cofres públicos valores inflacionados para salvar o construtor amigo que está em dificuldades.

- se fazem parcerias público privadas com colégios com contornos  pouco claros

 

Portanto, tudo isto para dizer que a educação é extremamente importante e merece a concentração de esforços no investimento de um país, mas as questões laterais e fraude podem levantar as questões dos mais pessimistas.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:11

O olhar e o assédio

03.09.18

Quando fui a Lisboa, no shopping Vasco da Gama circulava uma rapariga de calças brancas e push-up, maquilhada, jovem e bonita. Bastante atraente, em suma.

Era quase inevitável não reparar.

 

Passou por mim em frente a uma loja de telemoveis onde os três funcionários rapazes ficaram, tal como eu, a olhar para ela. Na brincadeira, juntou-se uma outra colega que lhes disse na brincadeira "Podiam ser mais discretos não?"

 

O que é que isso teve de mal?

Nenhum!

 

Niguém falou ou insultou a rapariga. Apenas olhou-se. Ela continuou na vida dela, eu a minha e os moços na loja a trabalhar.

 

Porém, depois fiquei a pensar na rapariga situação e lembrei-me que num programa recente da SIC "E se fosse consigo", equivaleram a assédio numa das situações filmadas, os homens olharem para o rabo da rapariga (minuto 26).

 

Ora a situação foi identica à que se passou no centro comercial e não houve maldade nenhuma! (nem minha nem dos outros três funcionários da loja) 

Daqui a pouco as pessoas não podem olhar umas para outras, que é logo assédio.

Um homem olha para o rabo de uma rapariga, é assédio.

Uma mulher olha para as calças de um homem, é assédio.

Um homem olha para o peito de uma mulher é assédio.

Uma mulher olha para os musculos de um homem é assédio.

 

Diciopédia diz que assédio sexual é "conjunto de atos ou comportamentos, por parte de alguém em posiçãoprivilegiada, que ameaçam sexualmente outra pessoa". Isso aconteceu? Claro que não.

Depende da situação, mas não podemos cair no exagero e ser mais papistas que o papa.

 

PS: Ao ouvir a reportagem da TVI sobre a possível fraude nos serviços municipais da ex-mulher, do presidente da Junta e desde e daquele ocorrem-me duas coisas:

i) fiz bem em não contribuir pois aconteceu o que temia
ii) no mínimo uma investigação criminal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:21

A juventude e a tropa

16.08.18

Este post vem na continuidade do post de ontem, onde descreveram as pessoas mais novas do grupo de corrida como "a última geração que brincou na rua".  No fim de semana da juventude, fala-se da reencarnação do serviço militar obrigatório (SMO).

Um tema (muito) polémico.

 

Se me perguntarem como descrevo a juventude de 2018, a primeira palavra que me surge é redes sociais. Enquanto uns se isolam atrás dos computadores, a ver séries, youtubbers, facebooks e Instagrams, outros aproveitam a vida, querendo viver as coisas antes do tempo.

 

No entanto, acho que há uma coisa que se tem vindo a perder ao longo dos anos: o respeito pelos outros e pelo próximo. Penso que os mais novos, não vêm autoridade nos pais, professores e nos mais velhos. Até que ponto não se está no extremo oposto ao de há uns anos atrás? Fará falta uma ida ao serviço militar para incutir valores que podem estar perdidos?

 

Até que ponto o SMO é necessário para formar melhores cidadãos? Olhando para a geração que agora está na faixa 30-40, são piores pessoas por não terem ido à tropa? Que impactos tem numa pessoa sem perfil "militar" ser chamada?

Pior, a palavra "militar" faz-me logo lembrar bullying, agressões verbais, psicológicas e físicas, coação e praxes violentas (nomeadamente no Colégio Militar)...

 

Enquanto escrevo este texto lembro-me deste vídeo:

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:40

Ser descartável

14.07.18

ng3277812.jpg

Há coisas que não nos deixam indiferentes e uma delas foi o facto de ser tornado público esta semana um idoso abandonado pela família nas urgências de um hospital público.

 

Não é de certeza absoluta caso único.

 

Este foi notícia, mas quantos mais haverá nesta situação?

Este é um problema social e que nos deixa refletir. Não sei se a família tem tempo e condições para o acolher e tratar dele, mas poderá haver pior sentimento do que nos sentirmos um empecilho que ninguém quer?

Secalhar a mesma família, mal a pessoa morra, salta logo para a herança.

 

Mas há o reverso da medalha: quantos idosos estão em casa dos filhos e são explorados financeiramente (usurpam-lhes a reforma) e quantos são mal tratados e espancados pelas famílias estúpidas e intolerantes. Não são denunciadas, mas existem. Por isso, no "deve e haver" nem sei o que será pior...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:10


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Blogs Portugal