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A ditadura da imagem

12.04.21

mudança.jpeg

Há uns meses, um actor da minha idade, chamado Ângelo Rodrigues,  foi parar a uma cama de hospital e com o sério risco de ficar paralítico devido à toma de testosterona por questões de imagem - ficar com o corpo musculado.

 

Esta semana um novo caso em que a ditadura da imagem leva às pessoas a entraram por caminhos esquisitos.

O que vale uma capa da MenHealth?

 

Um cantor, já por si bastante magro, submete-se a uma "mudança de visual" para fazer uma capa de revista masculina, passando por isto: 

 "Estava de rastos. Nem conseguia subir estas escadas. Na fase final, houve uma grande restrição e só podia comer pescada e brócolos, pouco mais do que isso. É algo normal para se fazer uma capa com mais definição de corpo. Vai-se perdendo energia, porque não se está a comer hidratos, não se estão a repor esses níveis. " 

A coisa chega ao cúmulo de a namorada vir para a imprensa queixar-se da falta de apetite sexual do cantor.

 

Cada um é livre de fazer o que quiser, mas esta ditadura do músculos, do body building, da pressão mediática e da ânsia de ser capa de uma revista masculina, leva a sacrifícios que não fazem sentido. Para quê?

 

Há hábitos saudáveis, métricas de massa gorda, proporção de peso e altura que devem ser respeitadas por questões de saúde e bem-estar. Mas quando já se é magro e se passa por extremos para ser capa de revista, algo vai mal que na pessoa que aceita estas medidas, quer em quem as propõe.

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publicado às 13:47


1 comentário

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De Nala a 12.04.2021 às 18:17

É de facto estranho este comportamento e se o "compreendo" (com uns grandes entre-aspas) num desportista ou num modelo não compreendo o interesse disso num cantor.Nem é bonito de se ver nem coisa que o valha.

E depois é toda a hipocrisia que lhe está associada. Recentemente também uma atriz bastante conhecida aparece em bikini com um corpão invejável e que poucas mulheres o conseguiram ter numa capa de revista cujo tema era: "Aceitação do corpo". Juro que dei uma gargalhada e perguntei ao meu marido se ele achava a combinação estranha.

E o mais estranho é que este exagero leva a outro. O do culto da obesidade. Há marcas de roupa que já estão a fazer campanhas altamente agressivas sobre "sê como quiseres" com recursos a modelos plus-size e pessoas a sentirem-se maltratadas pelos profissionais de saúde porque lhes foi dito que tinha de perder peso.

Sou uma fã incondicional do "body positive" sem exageros onde cada um mais do que ligar ao corpo deve ligar à sua saúde. Porque a roupa para gente mais magrinha ou mais pesadinha (e eu própria sou mais para o rechonchudinho em relação aos "padrões de modelo") pode ser bonita de qualquer forma mas o estar em boa saúde física e mental não tem preço.

Beijinhos Último

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