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A semana de 4 dias

22.06.22

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Em 2022, pós pandemia, com uma guerra a rebentar e o mercado de trabalho em ebulição (até ver...), discute-se a semana de trabalho de 4 dias.

 

Ora, um dos problemas em Portugal e que ajuda a justificar os baixos salários é a reduzida produtividade. Se se vai reduzir a semana de trabalho em mais um dia, corre-se o risco de ficarmos menos competitivos, os salários não aumentarem (e atenção que o salário mínimo está cada vez mais próximo do salario médio) e haver uma fuga das empresas melhor pagadoras para outras paragens.

 

Há quem defenda que ao reduzir-se o nº dias de trabalho se torne mais produtivo nos outros dias, tornando-se neutral o efeito. Honestamente não acredito. Pode acontecer nos primeiros 2 ou 3 meses, mas depois a motivação inicial esvai-se.

Já vi uma empresa a dar a tarde 6ª feira se o trabalhador ficasse mais uma hora nos outros dias.

 

Já que se fala em trabalho, o presidente (CEO) da Tesla criticou fortemente o teletrabalho. Não podia estar em mais desacordo.

Há de tudo: quem se dê bem com o teletrabalho e seja produtivo, como há quem preguice e não interaja.

Acredito que como em tudo na vida, no meio está a virtude. Felizmente, na minha empresa pude optar pelo regime flexível.

Estes dias um anónimo comentava aqui no blog que "Os trabalhadores que ficam em casa são os mais bem pagos em Portugal porque criam valor e tem skills muito procuradas." Não é verdade, mas presunção e água benta cada um toma a que quer.

Tem coisas boas e coisas más. Falo por experiência própria: o teletrabalho tem vantagens como a conveniência e a poupança de tempo e dinheiro. Tem desvantagens como a falta de socialização e quebra do ambiente de equipa (sobretudo para quem está a começar). 

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publicado às 14:02


14 comentários

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De João Silva a 26.06.2022 às 07:31

Sou a favor do que melhore a produtividade e não fecho portas a nada. Acho que as coisas precisam é de ser bem estruturadas e, muitas vezes, não precisa de ser um estímulo financeiro a ditar leis. A ideia de mais tempo livre em família, por exemplo, ajuda, a meu ver, a mitigar a questão salarial. E não, o dinheiro não é tudo. Há 5 anos, saí de um sítio onde não ganhava mal para a função mas onde era extremamente infeliz (estive lá 7 anos). Até ter passado para trabalhador freelance, andei numa empresa onde ganhava muito menos do que na anterior, mas tinha fins de semana. Agora a questão do horário como freelancer, é ainda pior. Cria-se a falsa ideia de que se trabalha quando se quer e de que se é o próprio patrão. Não acho que seja assim. Mesmo nada. Sobretudo, em prestadores de serviços. Se queres ter trabalho, acabas por trabalhar o dobro ou o triplo do que fazias por conta de outrem e nem sempre o retorno é devidamente compensador (falar de impostos aqui é falar de quase metade do rendimento para o "galheiro"), crias é a ilusão de que podes gerir o teu tempo.
Quanto ao teletrabalho, acho mesmo que pode ser uma boa medida e uma forma de fazer com que os trabalhadores tenham uma maior proximidade com os seus familiares, por exemplo.
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De O ultimo fecha a porta a 27.06.2022 às 22:43

O balanço salário e felicidade é muito ténue e varia muito de pessoa para pessoa. Há pessoas que só vêm euros à frente, outras preferem ganhar um bocadinho menos e serem felizes.

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