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As eleições legislativas de 2022

31.01.22

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Já muito foi dito e escrito, mas aqui vai a minha visão das eleições.

 

- Voto antecipado

Uma excelente medida que permite às pessoas votar noutro local e noutra data. Se virmos, não fica assim tão dispendioso e facilita a vida às pessoas. Porém, não percebi porque razão nas autárquicas pode-se votar até às 20h e desta vez não.

 

- Sondagens

Mais uma vez falharam. Já tinha acontecido na CM Lisboa e agora tudo ao lado. O povo é quem decide. Nota positiva para a abstenção que diminuiu.

 

- O PS venceu com maioria absoluta.

Por esta não esperava. Creio que mais do que mérito da António Costa, é demérito do PSD. Em geral, acho que foi um prémio pela gestão da pandemia e o medo que se repetisse a coligação dos Açores levaram as pessoas a optar pelo PS. Da extrema esquerda, pouco de novo se esperava a nãos er instabilidade.

 

- Rui Rio vítima da sua incoerência

A escolha de Suzana Garcia, o apoio à candidata de Freixo de Espada à Cinta, o autoritarismo e sobretudo a coligação dos Açores tornam Rui Rio muito imprevisível. Não saberia o que contar desse candidato. Esse medo fez com que muita gente evitasse votar nele. 

 

- O Chega

O Chega conquistou mais 300.000 votos. É assustador olhar para o currículo e para as polémicas dos deputados eleitos. Um saco de gatos com um em particular. Será que os ribatejanos que votaram e elegeram Pedro Frazão sabem o que ele fez a uma deputada na Assembleia da República? Sobretudo as mulheres? 

Descobri ontem no Google: Pedro Frazão colocou um papel com a palavra "Desco[lo]nizar" com o "lo" escondido na porta de uma deputada e ainda partilhou isto nas redes sociais. Porque será que Ventura escolhe este tipo de preconceituosos para estarem consigo? Muitos milhares foram na cantiga do Chega e infelizmente algo me diz que ainda vamos ouvir falar muito destes deputados e não pelas melhores razões. Além disso não podemos esquercer que tem negacionistas e extremistas de direita nas suas fileiras.

 

- CDU

Já critiquei nas europeias e critico agora. O tempo passa e nada muda. O CDU está velho, imóvel no passado, decadente e sem inovação. Já esperava perdesse pois a população está mais velha e estes eleitores têm mais receio do vírus. Porque não se renova?

 

- O Livre elegeu Rui Tavares fruto do bom desempenho dos debates. Inês Sousa Real também se mantém no Parlamento. O Bloco leva uma abada fruto da irresponsabilidade do chumbo do orçamento. Então Catarina Martins rejeita o orçamento provocando eleições para na última semana de campanha já abrir a porta ao diálogo. Uma esquizofrenia inacreditável. A Iniciativa Liberal cresceu com bons quadros e que prometem uma nova visão à política.

 

- Chicão

O Chicão destruiu o partido e agora sai de mansinho. As suas ideias diluíram-se na sua imaturidade e no seu estilo horrível de debate com Ventura e Inês Real. Detestei ver aquela luta de galos. Com António Costa esteve bem, mas o seu valor acrescentado esbateu-se no meio de tanta polémica. Ainda assim, fará falta ao Parlamento.

Se é o fim do CDS - não, não é. Depende das pessoas que o liderem e das suas ideias.

 

Agora veremos como Costa se comporta com a maioria absoluta e sem debates quinzenais. Cá estaremos para acompanhar.

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publicado às 22:02


1 comentário

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De Andy Bloig a 01.02.2022 às 11:56

A maioria era uma real possibilidade. Nas ruas era fácil de ver que os "indecisos" (aqueles que saltitam de um lado para o outro, conforme o vento e que decidem as eleições) estavam com medo de ver o PSD-Chega-IL no governo. Depois do que se passou nas autárquicas, no Porto (com toda a vice-presidência do PSD a irem a almoços e jantares, com o Rui Moreira, negociarem a coligação e o Rui Rio a criticar o candidato... e os seus vice-presidentes, sem saber das centenas de reuniões que já tinham existido), nos Açores (na mesma noite, o PSD convidou o Chega para negociarem), esses ficaram divididos entre o protesto (Chega) e o votarem no PS, além do desplante de colocar candidatos de 19 anos, à frente de pessoas que já demonstraram utilidade na vida política (o de Portalegre prometeu muito, ficando bem longe do objectivo). Quase a mesma situação dos eleitores dos partidos de esquerda...
Muito cuidado com o Iniciativa Liberal... são muito mais perigosos que os malucos do Chega. As promessas de 90000 milhões de euros de benefícios, para empresas, tem de ser pagas de algum lado... o IL queria uma taxa única de IVA em 35%, a coberto de reduzir/acabar com o ISP, IA e privatizar a Segurança social. Quando começou a campanha, ficou só a promessa de reduzir impostos, de doar milhões ás empresas, o IRS fixo em 15% (com contas falsificadas, pois seriam 6400 milhões de perdas e não os 2000 milhões que o Cotrim referia... ou não iriam existir isenções e todos pagariam 15%, quer ganhassem 300 euros quer ganhassem 9000 milhões, ainda tentei enviar a questão para 3 jornalistas, era proibido mexer na cortina). Muitos eleitores, do PSD e do PS, votaram neles a pensar nessas grandiosas borlas. Até Rui Rio se lembrou de desenterrar o programa de ajudas à agricultura (que o IL sugeriu, numa reunião com a CAP, logo após o chumbo do orçamento), igual aos de Cavaco Silva no final dos anos 80... que deram para adquirir mais de 500000 jipes e carros de luxo, com os subsídios de modernização da agricultura, então aquela "aquisição de veículos eléctricos para substituir os de combustão", sem referir veículos de trabalho agrícola, seria engraçado ver agricultores a comprar carros eléctricos de 200000 euros, recebendo o subsídio para modernizar os meios agrícolas.

O CDS cavou a própria sepultura. As ideias de um "estudante", funcionam nas festas académicas, quando passa para a vida real, não servem para nada. Ainda pior que os principais financiadores, passaram-se para o Chega e IL. Com os resultados, o novo líder terá muitas pontes para reparar, até ter um caminho para andar.

Um dos deputados do Chega (eleito por Braga) deve estar, por estes dias, no tribunal a pagar multas e coimas (quase 100000 euros, sem contar com juros), omitiu essa informação na candidatura, graças a um recurso para o Constitucional, de crimes fiscais, e precisa de ter os processos encerrados, para poder tomar posse. Os outros é tudo importações do PSD, CDS e de movimentos extremistas, que já tiveram cargos nalguma coisa, anteriormente. Ver se não se repete os Açores, em que boa parte do grupo parlamentar se torna independente antes do final do ano civil, alguns juntando-se ao PSD (não podem passar o lugar para outro partido).

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