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Como as coisas mudam

17.01.20

educação.PNG

Há uns anos atrás havia excesso de professores. 

Lembro-me da longa lista de docentes à espera de colocação. Havia demasiada oferta para pouca procura.

 

Uns anos depois, em 2019, há falta de docentes nalgumas disciplinas.

Não há procura para tanta oferta. Quantos e quantos professores foram forçados a mudar de profissão?

 

Dizem os entendidos que é preciso atrair jovens para a carreira docente.  

 

Claro, que existem jovens que gostam de ensinar e se revêm nessa profissão e ainda bem que os há.

Já o disse várias vezes no blog sobre as razões pelas quais não me atrai a carreira docente, tais como a falta de autoridade dos professores, a instabilidade das colocações (existe? Não existe? Onde?), um sindicato com causas discutíveis, etc. Enquanto isso não mudar, não haverá grandes adesões.

 

P.S.: O ministério aborda a possibilidade dos docentes ensinarem disciplinas fora da sua área de formação, fornecendo-lhe formação gratuita. O ensino quer-se de qualidade, é um facto. Mas para grandes males, grandes remédios. Concordo com a medida, desde que seja a dada a devida formação às pessoas que vão leccionar. 

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publicado às 18:30


1 comentário

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De Andy Bloig a 18.01.2020 às 15:19

A formação é só para as áreas paralelas aos cursos superiores, via ensino. Por exemplo: alguém que tirou uma licenciatura de línguas, não pode dar nada, além de Português até ao 9 ano (no público, no privado o nível 4-5 permitem dar Francês, Inglês e as outras línguas, que tenham feito na licenciatura, até ao 12). Com a alteração, voltamos ao pré-2004. Em que basta fazer o nível 5, mesmo que seja numa instituição externa/privada, para poderem dar aulas (até ao 9). O Inglês é uma confusão, pois o nível exigido não é possível de tirar cá em Portugal, exige que passem 6 a 12 meses na Inglaterra ou EUA (naqueles institutos privados, qualquer licenciado numa das áreas de línguas, faz o curso cá e vai passar 6 meses a Inglaterra, obtendo o nível necessário para dar aulas... há é o lado que também tem muito mercado, noutras áreas).
Em Geografia, há mais de 20 anos que há problemas. Os cursos de ciências não tem via de ensino. O curso de História Natural permitia dar Geografia, entretanto quiseram que existisse uma área de ensino de ciências naturais, no mestrado, a maioria dos cursos nunca chegam a abrir por falta de alunos.
O pior é mesmo a Informática. Exigem o Mestrado de uma das áreas de Engenharia Informática... ora já são poucos os que terminam essa área, onde existe um mercado gigantesco e muito (MUITO!!!!) bem pago. Quem é que se interessa em ir aturar miúdos birrentos para ganhar 1/10 do que pode ganhar em freelancer ou numa equipa de manutenção informática e/ou a desenvolver sistemas?
O mesmo se passa com as disciplinas de Saúde, que eram habituais no 9 e 12 ano, como opção, onde eram jovens médicos que davam aulas, antes de obterem a colocação definitiva.
Até na Educação Física, o mercado dos ginásios e PT, captura muita gente, deixando poucos para o ensino público.
A área de ensino que está "apinhada" é a do ensino primário. Nessa é que são formados, anualmente, 2 a 5 vezes mais pessoas do que existem lugares nas escolas (públicas e privadas). Nesse sim a colocação é complicada e mais de 60% dos candidatos não é colocado (ou não aceita as colocações).

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