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Conversas de ginásio

19.06.19

No ginásio, um senhor queixava-se que estava difícil arranjar subempreiteiros nas obras.

Dizia ele que há pouca oferta no mercado de trabalho. É difícil arranjar pessoas para trabalhar na construção. Os poucos que há, aparecem um ou dois dias, abandonando para outra onde o cliente paga mais.

 

Pensei para mim: se pagassem mais que o salário mínimo (quando pagam e declaram às Finanças e Segurança Social), talvez houvesse mais interessados...

É fácil queixar da falta de mão de obra para um trabalho tão físico, mas quando se fala em salários, ninguém houve os construtores. Isto quando sabemos que muitas das grandes construtoras faliram na crise depois de anos de muito esbanjamento em Ferraris, Porsches e lagostas nas melhores marisqueiras.

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publicado às 23:12


23 comentários

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De Pedro Coimbra a 20.06.2019 às 03:04

Em Macau tem que pedir por favor para fazerem pequenas reparações em casa.
Cobram uma fortuna e aparecem se e quando lhes apetece.
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De Cláudia a 20.06.2019 às 10:31

O problema é mesmo as condições que oferecem.
Não só nessas empresas mas em todo o lado e eu ando bem a ver...

Uma tristeza pegada.


Recebo mais por estar em casa do que ir trabalhar.

Beijocas
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De Luísa de Sousa a 20.06.2019 às 11:09

A construção civil é um trabalho muito duro, e requer uma grande energia e força física.
São muito mal pagas, muitas vezes sem condições de higiene e segurança, com um horário contínuo de mais de 8 horas, com muito pouco descanso!!!
E, quando recebem o salário a tempo e horas!!!!
Quem deseja um trabalho assim???
Beijinhos e Bom Feriado!
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De O ultimo fecha a porta a 20.06.2019 às 13:23

Efetivamente é mesmo isso que escreves. Naturalmente é pouco atrativo. Com a crise, os trabalhadores dessa industria tiveram que encontrar outras alternativas e agora não há mão de obra.
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De Andy Bloig a 20.06.2019 às 14:02

O principal problema é que pagam mal e o trabalho precisa de muita prática. Como não existem cursos universitários, tem ficado para 12 plano.
Um electricista dá jeito ter um curso superior de electricidade ou alguma engenharia tecnológica. Só que a parte que custa mais é o curso tecnológico onde a teoria vale pouco. O canalizador nem há cursos superiores, pois está dentro das áreas de engenharia... e vá lá um engenheiro, com o seu diploma, andar a assentar canos e manilhas.
No caso da construção directa (o "transporte de baldes de massa e assentar tijolos"), são serviços extra... para aí 9,99 em cada 10 trabalhadores dessas áreas não aparecem nas folhas de pagamentos (são mesmo 10 em 10, a não ser que exista uma fiscalização). Daí que recebem mal, chegam a fazer mais de 15 horas de trabalho diário (para 50 euros diários) e não é certo que fazem uma semana no mesmo sítio. Se aparecer outro que aceite o mesmo trabalho por 40 euros, é esse que lá fica até a obra estar terminada. O empreiteiro ou a empresa é que sacam os lucros e precisam de justificar os valores que saltam fora da empresa... um carro de luxo, umas viagens e despesas dos próprios, servem.
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De O ultimo fecha a porta a 20.06.2019 às 14:43


Efetivamente é mesmo isso que escreves. Por outro lado com a crise, os trabalhadores dessa industria tiveram que encontrar outras alternativas e agora não há mão de obra.
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De Sofia a 20.06.2019 às 16:19

Quando começou a crise, a maioria emigrou. Não, vão voltar com o ordenado ridículo que cá oferecem.
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De O ultimo fecha a porta a 20.06.2019 às 16:22

Ordenado quando há. Como diz o Andy, a maioria é tudo ilegal ou por valores debaixo da mesa e com condições de trabalho horríveis
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De Sofia a 20.06.2019 às 16:29

Por isso é que não querem voltar!
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De Magui Ferreira a 20.06.2019 às 16:39

Esse senhor e outros como ele ainda não perceberam que os trabalhadores têm que ser bem remunerados e que essa remuneração é um investimento a médio prazo.
É também do interesse do patrão que assim seja, para que os seus trabalhadores, trabalhem motivados e não tenham necessidade de procurar noutro lado quem lhes pague condignamente.
Se conseguirem manter os empregados, mais depressa estes adquirem experiência e conhecimento e todos ficam a ganhar, patrões, empregados e clientes.
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De HD a 20.06.2019 às 20:56

Claramente... mesmo por uma diferença mínima, os trabalhadores da construção civil nem pensam duas vezes em mudar para o vizinho!
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De O ultimo fecha a porta a 22.06.2019 às 19:25

para o pouco que ganham, uma pequena diferença pode justificar a mudança.
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De Andreia Morais a 20.06.2019 às 21:14

Pois, o problema é que muitos queixam-se, mas não apresentam o problema todo
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De Sarin a 20.06.2019 às 21:51

Nem todos recebem o ordenado mínimo, e mesmo bem pagos e com direitos respeitados, há sempre aqueles que preferem trabalhar sem compromisso.

Os pequenos empreiteiros acabam por ser mais preocupados com o cumprimento das regras, o que lhes diminui as margens.

Alguns, sim, são muito maus empregadores; mas já se encontram bons empregadores no sector - empregados, esses, escasseiam mesmo. Também por causa do que aqui disseram, a não valorização social do profissional, "do gajo das obras".
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De O ultimo fecha a porta a 22.06.2019 às 19:21

"Os pequenos empreiteiros acabam por ser mais preocupados com o cumprimento das regras" - não concordo. Praticam preços mais baixos por necessidade e porque escapam a muitas regras a começar pelo pagamentos das horas reais e impostos (de todo o tipo).
São pouquíssimos os que cumprem à risca as regras, até as regras técnicas da construção.
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De Sarin a 22.06.2019 às 21:37

Então terei a sorte de quase todos aqueles com quem lidei nos últimos 20 anos, a nível particular e a nível empresarial meu e de clientes, cumprirem ou estarem muito próximos de cumprir as regras. Talvez também porque fazia parte dos contratos, mas isso dirá mais dos clientes do que dos empreiteiros.
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De Peixe Frito a 21.06.2019 às 10:02

Estava a começar a ler e a pensar exactamente o que falas no segundo parágrafo.
É uma profissão muito exigente fisicamente, merece melhores condições de trabalho e salários. Naturalmente que muitas pessoas não se querem sujeitar a isso.
E sim, é verdade o que falas... depois da época que tiveram das vacas de obesidade mórbida resultando em muitos fechar de empresas por má gestão de capital - era tudo à patrão - o sector ficou um pouco "descredibilizado" quando falam de serem necessárias melhores condições e alguns não estão mesmo para proporcionar essas melhores condições a quem querem contractar.
Enfim, várias coisas a observar eheh
Muita beijocaaaa

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