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Crises

13.10.21

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Diz-se que a minha geração, os "Millenials" é das gerações mais recentes a passar por duas crises: a Troika e a do Covid 19.

Contextos e consequências diferentes, onde cada um sente à sua maneira.

 

Na crise da Troika tive a sorte de ter começado a trabalhar 6 meses antes e onde aprendemos da pior maneira a segurar o emprego. Não se falava na saúde mental da geração à rasca, onde a palavra precariedade laboral era a que melhor se aplicava. 

Quem tinha um emprego, tinha de o aguentar pois para onde quer que olhássemos, víamos/conhecíamos alguém a procurar emprego, despedido, ou qualificado mas com salário baixo e instável. Outros, por sua vez, tiveram que emigrar, numa fuga de talentos inacreditável (sobretudo na área da enfermagem e para Angola). 4 longos anos até o mercado melhorar (2011-2015).

 

Veio a bonança, com muitas empresas multinacionais a instalarem-se em Portugal, sobretudo na área financeira e na informática. Muitas vagas de emprego, muita rotação de trabalho e um bom estado de espírito da sociedade em geral.

 

No ano passado, vivemos a crise do covid. Uma crise mais mental que financeira. Vimo-nos privados das nossas liberdades. De repente, fomos forçados a ficar em casa sabe-se lá em que condições, a fazer filas no supermercado, a justificar a polícias na rua porque estávamos no exterior e a fazer das nossas salas/quartos, escritórios. Perdemos o contacto social e passamos a viver num pânico de contágio constante, muito também imposto pelas medidas restritivas e pelos anúncios diários do nº de mortes.

 

Hoje, na minha opinião saímos mais fracos destas crises. 

Quem estava fraco, aniquilou-se nas crises. Quem estava forte, aguentou-se. Isto aplica-se às empresas, à nossa vida social, familiar e emocional.

 

Saímos mais egoístas, mais radicais, com muitos aproveitamentos políticos pelo meio.

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publicado às 18:45


14 comentários

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De Zé Onofre a 13.10.2021 às 19:27

Boa tarde

1º- Peço desculpa pela minha ignorância.
2º- O que quer dizer "Millenials"?
3º - Nunca passou pela vossa cabeça os das gerações "à rasca" e Millenials", unirem-se, empregados mal pagos e os desempregados, para enfrentar um patronato e um regime económico-financeiro que vos esmaga e humilha?
4º - Poderia falar de Spartacus que preferiu morrer livre do que viver escravo. Falo-vos antes de Catarina de Gusmão, rainha e esposa de D. João IV que, segundo a a lenda ou facto histórico, disse a seu marido e futuro rei - Mais vale ser Rainha uma hora, do que duquesa toda a vida. -
Se de algum modo o ofendi com as minhas palavras creia que não foi intencionalmente. Se o fiz desde já peço desculpa
Zé Onofre
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De O ultimo fecha a porta a 14.10.2021 às 22:03

Não ofende nada, ora não fosse isto um espaço aberto e com ideias construtivas. A nossa geração é muito competitiva. Vejo pela geração dos meus pais que passou pela tropa. Para o bem ou para o mal, parece-me que foi um exercício de fortalecimento de laços e entre ajuda, fomentada pela estadia militar.
A minha geração vive na escalada de ser melhor que o outro ou que o vizinho. Os rankings, os prémios de desempenho nos empregos a isso levam.
Noto essa falta de solidariedade.
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De Tintinaine a 13.10.2021 às 23:55

Muito bem analisado, só posso estar de acordo!
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De Pedro Coimbra a 14.10.2021 às 09:40

Se começarmos a recuar, e nem é preciso muito, há tantas crises para analisar.
Com todas devemos aprender.
Com poucas aprendemos realmente.
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De Claudia a 14.10.2021 às 10:26

Eu infelizmente fiquei desempregada durante esse tempo. Foi horrível.
Nem quero pensar nisso.

Já nesta crise do Covid, vá lá que a empresa manteve-se. Mas já era instável muito antes do Covid.

Mas sim, desisti de pensar que as pessoas vinham melhor.

Beijocas
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De Ricardo Santos a 14.10.2021 às 18:16

Saímos precisamente, a pensar, que afinal a sociedade que construímos não vai por bom caminho :(( !
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De Di a 14.10.2021 às 21:36

Mais egoístas sem dúvida, é horrível!
Melhores dias virão.
Beijinhos
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De O ultimo fecha a porta a 14.10.2021 às 21:45

espero que sim, mas sinceramente ...
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De Di a 14.10.2021 às 21:45

Não me parece
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De cheia a 14.10.2021 às 22:57

Acho que as novas gerações têm-sido muito penalizadas pela falta de emprego, mas têm na educação, uma ferramenta para brilharem, nem que seja no estrangeiro.
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De Andy Bloig a 15.10.2021 às 11:00

A crise de 1997-2002 foi tão ou muito pior do que foi a de 2007-2013. A grande diferença foi que era uma altura que as empresas estavam capitalizadas. Agora estamos a ficar num ponto parecido com 2007, onde as empresas descapitalizam-se e num assopro, ficam sem nada.
É a mesma coisa que se passa com a ANTRAM e outras associações rodoviárias... quando os combustíveis estão baixos, aumentam os lucros, investem em carros de luxo (para os dirigentes) e quando o combustível sobe, anunciam 500% de despedimentos, já sem falar de manifestações "de 80000 milhões de pessoas que vão obrigar o governo a cair". (Seria um estudo interessante perceber porque é que os negacionistas lideram isto.)
A pandemia aumentou aquilo que já existia... os encontros laborais é que sofreram muitos danos e as empresas viram formas de poupar muitíssimo dinheiro, ao enviarem os trabalhadores para teletrabalho. Algumas empresas pouparam 30% dos custos mensais! Entretanto apoiam a descida do salários mínimo e passagem da TSU, total, para os salários... ao mesmo tempo que defendem a redução "de 80% a 95% nos impostos e taxas".
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De O ultimo fecha a porta a 17.10.2021 às 18:06

Não conheci a crise 97-02 - era uma criança.
Existe uma prática enraízada num patronato português de investir em carros de luxo, deixando os funcionários com salários baixos. Julgo que num estudo concluiu-se que a zona em portugal com maior concertação de Ferraris era no Marco de Canavezes. Mas não é de todo o concelho maior riqueza.
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De Maria do Mundo a 15.10.2021 às 18:10

Absolutamente de acordo. E eu fui daquelas idotas que achavam que íamos sair mais fortes. Do primeiro confinamento saí mais tranquila. Do segundo saí virada do avesso.
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De João Silva a 17.10.2021 às 07:20

É, não saímos bem das duas. Desta, de facto, parece-me que ficámos irremediavelmente à toa. Por outro lado, tudo é muito recente e ainda é cedo para perceber quais as consequências efetivas e definitivas disto.

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