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Espelho meu, espelho meu

04.07.22

espelho meu.jpg

Tive curiosidade e fui ouvir o podcast do Miguel Milhão.

Não pela sua opinião em relação ao aborto. Honestamente acho que ele é livre de ter a sua opinião, tal como eu tenho a minha. Achei exagerada a atitude de algumas pessoas quebraram acordos comerciais só porque o homem é a favor do aborto.

 

O que me levou então a querer ouvi-lo?

O facto de ter uma das mais bem sucedidas e internacionais empresas portuguesas com marca própria. Tive curiosidade em ouvir o que tinha para dizer porque admiro o crescimento da Prozis.

 

O resultado foi uma enorme desilusão.

A começar pelo nome brejeiro do podcast (ou monólogo). Que necessidade há em colocar palavrões no título?

Ao ouvi-lo parecia que estava a ouvir o tradicional patrão português: erros gramaticais, palavrões, sem contraditório e aquela desvalorização do que é português. Quando diz que não precisa de Portugal e que nos EUA é que é bom, para mim é arrogância.

 

A Prozis esteve sediada na Zona Franca da Madeira com um regime fiscal muito benéfico (não percebo como cumpriu os requisitos). Com sorte ainda tem elevados benefícios fiscais (Sifides, interioridade, primeiro emprego) e ao ter as suas fábricas cá ainda paga salários mais baixos do que se fosse na América. Além disso, tem pouca concorrência no país. Não gosto destas pessoas que quando sobem mais um pouco, desvalorizam o que a sustenta e as levou ao sucesso.

Engraçado que quando vamos ao Portal da Queixa, lemos que há clientes que se queixam de censura das reviews que fazem no site quando são críticas. Faz sentido com esta liderança.

 

Depois questiono-me como será reportar, ser liderado e reportar a uma pessoa assim? Discutir decisões com ela, propor alterações, ...

Fico triste com estes novos lideres. Uma geração com produtos diferenciados, com redes sociais, um manancial de informação, mas cuja mentalidade permanece nos anos 70.

 

Não sou cliente da Prozis, admiro o crescimento da empresa, mas fico triste com esta mentalidade tacanha.

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publicado às 21:10


21 comentários

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De cheia a 04.07.2022 às 21:55

Sem educação nada feito!
Boa semana!
Um abraço
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De Maria Araújo a 04.07.2022 às 22:30

Eu vi o vídeo, sinceramente, conhecia a Prozis de algum lado, mas relacionava com bebida fit porque me pareceu ter visto em algum lado.
Ora, quando vi esta polémica toda, fui ver quem era este ricaço e o que produtos produzia.
Li a história, que achei interessante, porque "sacrificou" um carro para iniciar o negócio, mas ouvindo as suas declarações, foi uma decepção, independentemente de ser contra o aborto, sobre o que disse sobre Portugal.
Agora , veio tapar o sol com a peneira, declarando que foi uma estratégia, que é mesmo assim.
Devia ter ficado quieto e calado, deixava serenar, até porque as vendas continuam a crescer, e não foi porque as vips ou influencers se afastassem que iam prejudicar o negócio.
E tem razão quando diz que está mentalidade é tacanha.
Enquanto houver essa atitude de patrão que só ele sabe como é, o que faz, e usa de arrogância, não evoluímos.
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De Andy Bloig a 05.07.2022 às 10:37

A empresa funciona bem por causa dos vários líderes regionais e da central de vendas.
O marketing funcionou muito bem, a partir de 2012. Com os "patrocínios" a influencers e alguns desportistas, a publicidade cresceu e a unidade da Póvoa do Lanhoso precisou de mais dinheiro investido. Foi aí que aproveitaram o desaparecimento de 5 marcas conhecidas, nos EUA, Brasil e Canadá, para chegarem ao ponto em que estão.
Uma das razões para poderem usar a offshore da Madeira (era conhecida como zona franca, actualmente zona de impostos reduzidos por autonomia) era o serem produtores de produtos dietéticos e suplementos desportivos. Como é considerada um área medicinal, podem usar para as negociações com o exterior. Desde 2013 que passaram a usar a Holanda e a Bélgica, como base europeia de tributação. Nos EUA, sediaram meia dúzia de empresas, no Delaware (onde se pagam 0,0000000005% de impostos e 0% de taxas federais), o que lhes permite vender e patrocinar, por toda a América, fazendo as empresas terem lucros volumosos e apresentarem, como prejuízos, os dividendos para fora do continente (perderam a Irlanda, que reduzia a zero o que pagavam, na Europa, agora pagam 4,5% usando a Bélgica, se fosse Portugal eram 17%). Esta é uma das razões para dizer o que diz... quase todo o lucro americano é para as algibeiras dos accionistas.
Por outro lado, a parte dos influencers começou a perder fulgor. Até lhe terá corrido bem, pois é uma razão para ir reduzindo o que oferecem, pela publicidade, podendo patrocinar outras formas (como desportos radicais) sem perder dinheiro. As que saltaram fora (diz terem sido 11, ontem um de marketing dizia 438 portugueses e meia dúzia de americanas) é poupança e o barulho criado dá publicidade... gratuita.
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De O ultimo fecha a porta a 05.07.2022 às 22:37

Continuo sem perceber como conseguiu "aprovação" para estar sediado na Zona Franca da Madeira se não gera emprego nem atividade física relevante na ilha (é na Povoa do Lanhoso/Esposende).
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De Andy Bloig a 07.07.2022 às 12:19

Desde que a empresa lá seja sediada e que tenha volume de negócios com mercados diferentes dos europeus, qualquer empresa pode operar na Madeira, ficando a pagar os impostos reduzidos (desde 2016 que deixou de haver isenção mas, são bem mais baixos que no continente). Não importa se lá criam postos de trabalho ou não. Desde que tenham lá a empresa e registem operações, entregam as declarações lá e estão legais (usando o CINM). Neste momento as regras que mais dá lucro é mesmo a distribuição de dividendos, que não pagam a taxa de 28%, desde que residam fora da UE e a isenção de despesas com registos notariais.
Se tiverem lá funcionários, a taxa da segurança social é de 6%, pago pelo funcionário e a empresa não paga a TSU, além de ser possível deduzir o valor total de funcionários das participadas. Se não tiverem, não usam esse benefício.
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De Anónimo a 13.07.2022 às 14:42

Tira-se um curso de fiscalidade da zona franca da madeira nas redes sociais e saem estas alarvidades. Para quem quiser saber a verdade,,,,,Artº 33 e 36-A do EBF, está lá tudo, basta saber ler, as duvidas já se sabe que podem ser esclarecidas no "fêici ou ínsta"
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De O ultimo fecha a porta a 14.07.2022 às 17:52

"alarvidade" é vir como anónimo criticar os post.
Não obrigo ninguém a vir aqui e perguntar não ofende. Continuo com as minhas dúvidas ...

Art 36 nº2
2 - As entidades referidas no número anterior que pretendam beneficiar do presente regime devem iniciar as suas atividades no prazo de seis meses, exceto quanto às atividades industriais ou de transportes marítimos e aéreos que devem iniciar as suas atividades no prazo de um ano, contado da data de licenciamento, devendo ainda observar um dos seguintes requisitos de elegibilidade:

a) Criação de um a cinco postos de trabalho, nos seis primeiros meses de atividade e realização de um investimento mínimo de (euro) 75 000 na aquisição de ativos fixos tangíveis ou intangíveis nos dois primeiros anos de atividade;

b) Criação de seis ou mais postos de trabalho, nos seis primeiros meses de atividade.
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De Sofia a 05.07.2022 às 11:02

A sério que foste ouvir? Devias ver o vídeo do humorista Ruben Branco. O Senhor Miguel é uma autêntica personagem. Ele tem direito a ter a sua opinião, devia ter expressa na página pessoal e não mandar à merda os portugueses. Foi o que fez por outras palavras.
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De O ultimo fecha a porta a 06.07.2022 às 22:01

Tentei Sofia porque retiraram entretanto do youtube. Ouvi a rábula da Joana Marques. Estava editado naturalmente, mas ouvi o essencial. Sim, essa arrogância faz lembrar os emigrantes dos anos 60 e 70 do tempo dos nossos avós que se fartavam de rebaixar as suas origens. Não gosto disso nem deste tipo de patronato. Uma desilusão este empreendedor de uma geração que se espera mais educada e evoluída.
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De Sofia a 06.07.2022 às 22:09

Perdeu mais uma oportunidade de estar calado! Só se enterrou mais e depois tentou dizer que estava a brincar. Poupe as pessoas! Eu vejo a rubrica da Joana.
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De O ultimo fecha a porta a 06.07.2022 às 22:31

Eu acho-lhe piada por acaso!
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De Sofia a 06.07.2022 às 22:31

Eu também!
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De Luísa de Sousa a 05.07.2022 às 12:06

Passei ao lado da notícia/polémica das declarações do Miguel Milhão, exatamente por achar que todos temos direito à nossa opinião.
O que me deixou estupefata foi o facto de ele ser esse "arrogante" e com mentalidade tacanha, que não combina em nada com a marca Prozis (sou fã dos produtos).

Enfim ...

Beijinhos, Ùltimo
Feliz Dia
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De O ultimo fecha a porta a 06.07.2022 às 22:02

Não conheço os produtos. Desconfio um pouco dos "suplementos" e substituição de gordura e açúcar que usam nos seus produtos. Não sei se vendem gato por lebre.
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De Maribel Maia a 05.07.2022 às 19:03

Nos dias de hoje, o marketing faz milagres....
Beijinhos
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De O ultimo fecha a porta a 06.07.2022 às 22:02

Dizem que é marketing. Há sempre forma de contornar um descalabro.
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De João Silva a 06.07.2022 às 06:55

Ele tem legitimidade para ser contra o que quer que seja. O meu problema com ele é apenas a prepotência. Eu só ouvi trechos e chegou-se. Não me identifico com o seu negócio, mas nem é isso que conta aqui. Desde logo, ao fazer o comentário no LinkedIn, está a associar a marca/a empresa ao problema e às sua opinião. As coisas ficam assim associadas. Depois, aquele tom brejeiro, como referes, leva a crer que ele, de facto, precisa de Portugal e que, na verdade, não é tão dono do mundo como pensa. Esse é o meu problema com pessoas como ele. O tom e o discurso é tão ridículo que nem se justifica o alarido, porque toda a argumentação dele é oca. O discurso é vazio. Refuta-se facilmente.
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De Anónimo a 13.07.2022 às 14:55

Como se costuma dizer, as coisas têm a importância que lhes é dada. Infelizmente, por cá dá-se cada vez mais importância a temas e pessoas cujo interesse é no mínimo duvidoso. E neste caso assenta que nem uma luva, pois da última vez que vi, as leis dos estados unidos não vigoram por cá e vice versa, logo é como dizem os franciús,,,,chacun sa merde!
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De Marisa a 06.07.2022 às 08:50

Só um reparo, ele não é a favor, ele é contra o aborto.... é a favor da nova lei dos EUA....em que, como ele disse "os bebés por nascer voltaram a ter direitos"
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De José da Xã a 13.07.2022 às 21:02

Último,

as nossas universidades não ensinam pedagogia financeira. Ensinam muita coisa mas isso não!
A culpa em principio deve-se à evidência de que em Portugal não há uma politica de livre investimento. Resultado de vez em quando surgem estas abéculas armadas ao pingarelho e que são idiotas até ao intimo.
Não me preocupa se é a favor ou contra uma determinada lei. Preocupa-me que cresça nele uma anormal arrogância que poderá arrastar, um dia, centenas de trabalhadores para o desemprego.
Conheci alguns como ele... infelizmente!
Bom texto companheiro!
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De Claudia a 19.07.2022 às 09:49

Atenção que ele não é a favor do aborto, mas contra. Claro que tem a sua opinião, mas há maneiras de a dizer e acho que foi aí que pecou.

Mas como hoje em dia também toda a gente se ofende com tudo e tudo vira notícia...

E eu bem tentei ouvir, mas esquece, não consegui. Arrogância por todo o lado.

Beijocas

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