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Haverá cada vez menos blogs?

19.11.20

P7091120 - blog.JPG

Foto do AgitÁgueda - da minha autoria

Neste recolher obrigatório, fiz um exercício para confirmar as minhas impressões. Fui analisar a data do último post de alguns blogs dos "Sapos de ano" de 2019. Confirmei a minha suspeita. Cerca de metade não têm um único post nos últimos três meses, havendo até alguns inacessíveis (marcados como "privados").

 

Há vários meses que noto que há cada vez menos blogs ativos em comparação com 2015 quando criei o meu. É normal haver um vai-vem entre novos e desistentes, mas sinto mais "vai" do que "vem". 

Da comunidade Sapo, noto que os blogs mais ativos já foram criados há algum tempo. 

 

Ter um blog é um hobby mas dá trabalho.

Nem sempre há tema ou ideias para escrever uma coisa de jeito.  Temos de refletir no que vamos publicar. O próximo processo de edição implica vários links e etapas até ao "Publicar". Por outro lado, o feedback não é muito mensurável.

 

No lado oposto, crescem como cogumelos as páginas de Instagram (o facebook já é old school porque também implica escrever). É muito mais fácil e trend postar uma fotografia, contabilizar os seguidores, ver quantos e quem viu a story e sobretudo é mais fácil de comentar e reagir.

 

É com pena que vejo cada vez menos pessoas a escrever, a dedicar-se a textos, a exprimir ideias e a perpetuar nos motores de pesquisa os seus posts. Privilegia-se o fácil e o imediato. Os blogs são um espaço gratuito de livre exposição de pensamentos, troca de comentários, sem pressão de "likes" ou "seguidores". 

A Andreia disse há uns tempos que um blog e uma rede social não são substituíveis. Podem ser complementares, mas com objetivos diferentes, sobretudo para quem é um hobby. Continuo a concordar 100%.

 

Para concluir insisto na ideia para a equipa SAPO: podia haver nos nossos blogs, como existe no blogspot, a possibilidade de um feed dos nossos favoritos no blog e que inclua as várias plataformas (sapo, blogspot, wordpress...). Ajudaria a criar mais dinâmica do que as "leituras" que são exclusivas para o sapo e implicam carregar em mais um link. Fica a ideia!

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publicado às 14:40


3 comentários

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De Maria Araújo a 19.11.2020 às 20:52

Eu continuo a gostar de blogues, de ler e, sempre que posso, comentar.. Já de escrever nem sempre tenho assunto, ou se tenho, e não ligo o pc, acabo por desistir e/ou já não tem interesse, ou esqueci.
E se ando por cá ( várias foram as vezes que estive para apagar o blogue, ou passar a privado para ficar comigo para a vida toda e poder ler o que escrevi lá para trás),é porque sei que me arrependeria, então escreva ou não, mantenho-o ,embora seja um blogue pouco lido e visitado. Também já me preocupei com o número de comentários ou visitas, agora não me afecta.
Há uns anos, uma amiga soube por alguém que tinha um blogue, foi espreitar ( de quando em vez aparece, nunca comenta, diz-mo pessoalmente) disse-me que escrevo o que sou, como me conhece, da simplicidade das minhas coisas.
Foram as suas palavras o suficiente para deixar-me ficar.
Quanto ao instagram, uso-o apenas para fotografia e um ou outro comentário.
O FB, praticamente não uso.
Em relação ao seu, Último, acho que é uma pessoa que escreve bem, é objectivo e assertivo, escreve com simplicidade, como eu gosto...tal como a Marta Segão.
Uma boa noite.

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De O ultimo fecha a porta a 19.11.2020 às 21:17

Concordo plenamente. Os blogs acabam por ser uma espécie de diário onde expomos desabafos, partilhas e alegrias. Talvez devido a esta quebra de interação, a pressão não existe, o que nos dá simultaneamente mais espaço para sermos nós "próprios".
O blog da Maria é um exemplo de um blog de "gente real", onde a simplicidade, originalidade e realismo o tornam muito agradável de visitar e comentar. A propósito gosto muito das suas fotos da praia da Apúlia, sendo que nunca lá fui
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De Maria Araújo a 19.11.2020 às 22:24

Obrigada, Último.
Apúlia não fica muito longe de Famalicão.
As praias estão mais pequenas, mudaram muito nos últimos 30 anos, mas para lá dos Moinhos, vale a pena passear pela zona pedonal junto a estes, e na direcção de Ofir, fazer todo o pinhal a pé.
Ou fazer a beira-mar até Ofir, na maré baixa, e regressar ao ponto de partida, pelo pinhal.
Olhe que iria gostar.

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