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Justiça e as redes sociais

06.11.17

Nos últimos dias 4 situações deram que falar na Justiça portuguesa:

justiça-cega.jpg

 

- O caso Carrilho

Condenação com pena suspensa de um homem que praticou violência doméstica sobre a sua esposa, expondo a vida privada alheia em praça publica. Esse homem só por acaso é um ex-ministro e só por acaso foi tratado por "Doutor" pelo juíz, enquanto a vitima foi tratada por "Barbara" e em tom recriminatório pelo juíz.

Se fosse o Zé bebedolas onde não tem onde cair morto sairia com pena suspensa?

Será que foi apenas considerado "culpado" para não ser criticado pelas associações feministas?

 

- O caso Neto de Moura

Onde a justificação para uma sentença quase infame para uma justiça cega e laica, apenas foi discutida depois do caso ter sido tornado público por um jornal e depois de uma petição nas redes sociais ter questionado a conduta do juíz.

 

- O caso dos incendiários reincidentes

São presos e logo a seguir saem em liberdade, causando um verdadeiro terrorismo. Se com o terrorismo islâmico move-se montanhas, porque razão se desvaloriza os crime incendiário que causou mais de 100 mortos oficiais.

Será que é preciso um vídeo em flagrante delito, para se pôr punições mais dissuadoras?

 

- O caso Urban

As imagens são chocantes, mas também me chocou o facto de já ter havido 32 queixas só nos últimos 4 meses.

Foi preciso haver um vídeo nas redes sociais para se tomar medidas. Isto é muito grave para a segurança portuguesa.

Levanta-me questões: porque não foi feito nada antes após 32 (!) denúncias? Haverá algum medo da Polícia? Conflitos de interesses? Era falta de provas? Porque foi preciso haver um vídeo nas redes sociais para se tomar medidas? Perante as denuncias no Google e Trip Advisor, o que foi feito pelas autoridades?

 

Muitas dúvidas, que me levam a crer que a nossa Justiça/Admnistração Interna estão a agir mais pelas redes sociais do que pela prevenção.

É preciso haver vídeos, petições e burburinho nos media para se tomar medidas?

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publicado às 18:34


13 comentários

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De cheia a 06.11.2017 às 19:13

Há muitas pessoas intocáveis
Que, só a opinião pública
Pode fazer com que sejam incomodadas
Mas, que nada garante que sejam julgadas
E, muito menos condenadas!
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De Robinson Kanes a 06.11.2017 às 21:24

"Muitas dúvidas, que me levam a crer que a nossa Justiça/Admnistração Interna estão a agir mais pelas redes sociais do que pela prevenção."

Bingo!

"Há muitas pessoas intocáveis
Que, só a opinião pública
Pode fazer com que sejam incomodadas
Mas, que nada garante que sejam julgadas
E, muito menos condenadas!"

Bingo x2
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De HD a 06.11.2017 às 20:39

Infelizmente sim, ou há projeção mediática... ou nem chega a ser falado :\
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De Carlos a 06.11.2017 às 20:48

Também hoje falo sobre isso!
Só fazem algo porque existem vídeos e afins!
É que todos nós sabemos que sempre houve abuso de poder por parte dos seguranças.
Só agora porque as redes sociais tem um papel difusor, à velocidade da luz, é que se tomam medidas para evitar a histeria geral!
É lamentável o ponto a que chegamos!
Abraço
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De Triptofano! a 06.11.2017 às 21:48

As redes sociais pelo menos servem para alguma coisa melhor do que colocar apenas gifs de rosas ou santinhos!
Mas não deveria ser preciso um caso tornar-se mediático para medidas serem tomadas - especialmente quando os casos são conhecidos pelas autoridades competentes, ou seja não se podem escudar atrás da desculpa do não sabiam por isso é que não fizeram nada!
Afinal que interesses é que movem o nosso país? Podemos confiar na justiça?
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De Magui Ferreira a 07.11.2017 às 10:28

Em relação à questão da discoteca, muitas empresas de segurança são uma autêntica máfia, que geram medo por todo o lado.
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De A rapariga do autocarro a 07.11.2017 às 10:58

Onde estiver um tlm a filmar terás justiça, novo mandamento....
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De O ultimo fecha a porta a 07.11.2017 às 21:18

Parece que sim. Funcionam como "provas" que despoletam tomadas de ação.
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De Manel da Rocha a 07.11.2017 às 11:01

Esquece as queixas nas redes sociais ou de viagens... 99% delas são falsas ou cópias de outros lados ou exageros de alguma situação (no caso dos ingleses, 100% das reclamações omitem que estavam perdidos de bêbados e tinha 30 garrafas que andaram a atirar ao ar para se divertirem).
Falta saber o que foram a 32 denúncias (37 este ano). Nestas coisas é muito palavra contra palavra. Um empurrão, por causa de palavrões ofensivos enquanto estavam bêbados, cria a queixa envolvendo 50 murros e 60 pontapés, sem conseguirem apresentar testemunhas ou marcas da agressão. O mesmo se passa quando vão entrar no espaço e são barrados por alguma coisa (umas bem outras mal, como foi o caso do Nelson Évora em 2014)... É daí que a maioria da queixas acaba arquivada, pois a testemunha disse uma coisa, o segurança diz outra, as outras pessoas não se lembram de ver nada, para além de gritos e palavrões.

O do Neto de Moura, foi infeliz na argumentação. Na pena cumpriu o que estava estipulado pelo código penal (algo que as feministas ignoraram PROPOSITADAMENTE, apagando a linha do acórdão onde era referido que o acusado pagou a indemnização antecipadamente). No do Carrilho, foi a própria Bárbara que se referiu a si própria só pelo nome. E, também, apresenta queixas baseadas em imagens publicadas na internet, sem qualquer possibilidade de datação, ou idas a médicos sem apresentar prova do que lá foi fazer. Dos incendiários, quem tem bons advogados podem ser apanhados 100 vezes a cada ano que ficam em liberdade ao cabo de 48 horas. Os que não tem, ficam detidos até ao julgamento sumário.
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De Gorduchita a 07.11.2017 às 16:10

Há infelizmente muito a resolver na nossa Justiça... assim como na nossa Educação e na nossa Saúde, três pilares essenciais de uma sociedade mas que, apesar disso, nunca conseguiram acordos interpartidários (com vista a uma maior durabilidade das medidas) para que as questões mais importantes se resolvessem.
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De O ultimo fecha a porta a 07.11.2017 às 21:13

Estranhamente estes ministros estão-se a aguentar no cargo. são das áreas mais "pereciveis".
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De umacartaforadobaralho a 07.11.2017 às 18:12

Infelizmente esta "Justiça" tem muito que se lhe diga... Nunca é tão justa assim...
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De Cláudia a 07.11.2017 às 22:09

O problema é mesmo esse... Havendo vídeos eles têm que fazer algo... enquanto que só as queixas dá para "esconder"...

Fiquei chocada com aquilo do Carrilho...

Beijocas

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