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Mummydaddy blogs ou mummydaddy business?

04.01.17

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Sigo apenas um daddy/mummy blog business no meu Facebook pessoal. Na rede de blogs do Sapo, costumo visitar alguns blogs de mães que partilham peripécias e algumas fotos, mas privacidade e reserva q.b. e não se enquadram nesta crítica.

 

Nessa tal página, mais ou menos, um em cada 5 posts tem um link para páginas de marcas: ou do vestido, ou dos sapatos, ou dos brinquedos, ou do cabaz de produtos biológicos, ou disto, ou daquilo. Todos os dias há um post com a cara da criança e meloso.

 

Mas tanto exagero, leva-me a questionar:

   - pode o crescimento de uma criança servir de negócio?

   - esta mercantilização dos filhos é éticamente aceitável?

   - faz sentido colocar uma foto de corpo inteiro de uma criança e colocar 5 links, um para cada peça de roupa?

   - faz sentido colocar vídeos com um agradecimento a um espaço de animação infantil com o link (claro)?

   - faz sentido mostrar fotos diárias de uma criança numa página aberta a todo tipo de pessoas, mesmo até às mais maldosas?  

   - faz sentido esta exposição da criança?

   - até que ponto se usam os filhos para a vaidade e promoção social?

Cada um é livre de postar o que quiser dos filhos. Vê quem quer, mas também critica quem discorda.

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publicado às 22:07


3 comentários

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De Andy Bloig a 04.01.2017 às 23:27

Neste mundo actual, para arranjar "patrocínios" já vale tudo.
Nas redes sociais, qualquer coisa serve. Seja alguém a esbardalhar-se e partir-se todo, uma gaja a "mostrar as curvas", uma figura "cómica", um animal a fazer uma coisa qualquer aparvalhada ou uma criança.
Desde que chame a atenção, ganha likes e os patrocínios oferecem coisas em troca dessa publicidade obtida.
E com o avolumar de pessoas que usa telemóveis (muito mais simples de controlar a forma como a pessoa vê a informação) isto ainda vai piorar mais. É o vale tudo por um like.
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De O ultimo fecha a porta a 04.01.2017 às 23:31

Vale mesmo tudo, até expor os próprios filhos nestas páginas de Facebook que são um negócio. Nessa página que sigo são várias as marcas que "patrocinam" a criança desde roupa, espaços de animação, berçários, peças de coração. Trata-se de uma criança. O que tu dizes é bem real: o sucesso destas crianças é pelo nº de likes e como diz o Hetero Doméstico pela "perfeição" que lhe está associada. Não têm birras, nem amuam, pois se o fizeram as marcas já podem não estar interessadas.
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De Andy Bloig a 04.01.2017 às 23:37

As redes sociais tem dessas coisas. As crianças já são como um produto. Muitos dos vídeos que te mostram, podem já ter sido gravados há 1 mês, porque o que tentaram fazer ontem, a criança fez birra e não apareceu bem.
Isto tudo é reflexo da falta de pensamento que as pessoas andam a ter. Querem obter dividendos dê lá por onde der. Já que a criança tem custos, há que a aproveitar como mercadoria para reduzir as custas.
Muitas crianças nascidas nos últimos 7 anos, vão ter de passar por coisas que nenhum de nós teve de passar. Nem quero imaginar o que acontece quando uma dessas crianças chegar aos 15-16 anos, estar com os amigos e alguém descobrir um vídeo dele/a todo produzido para uma publicidade.

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