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Nos últimos dias (na realidade não é de agora), vi várias partilhas de declarações misóginas de podcasts, lives, vídeos e até de conferências de imprensa de futebol.
As partilhas são feitas para criticar e repugnar, acabando por difundir essas mesmas ideias. Não os partilho porque acho que essas mensagens não o merecem.
Os conteúdos são aberrantes. Num deles, o discurso machista vinha de um miúdo que lidera um grupo de extrema direita e quem tem vinte e poucos anos. Ou seja, pertence à geração covid e do tik tok, que se tornou adulto com as ascensão ao poder dos trumpistas e dos negacionistas durante a pandemia. Chocou-me a idade! Um miúdo pouco mais novo que eu! Como será a sua vida social?
Não me dei ao trabalho de ouvir o podcast nem de ver o nr de likes, mas acredito que haja muitos miúdos da idade dele que vão nesta cantiga.
Quando se fala em saúde mental ou da falta dela, são estas visões medievais que me preocupam. Como é que pleno 2025 ainda exista alguém que utilize o critério do género para classificar, qualificar ou (des)valorizar quem quer que seja. Significa que há cada vez mais a fazer num retrocesso do mundo que cada vez perde mais dignidade. Que falhamos na saúde mental e na educação.
A dignidade é um valor que devia estar presente em todos nós. Um valor que representa a integridade moral, a decência, a honra, a empatia, o respeito e o reconhecimentos entre outros valores.
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