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Os fundos para a economia e o seu destino

30.04.20

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Nesta crise em que grande parte da economia parou, conseguimos perceber a multiplicidade de setores económicos que existem e que são afetados. Nesta crise tudo parou inesperadamente, menos as obrigações salariais.

Paragens na produção também as há no Verão em que muitas empresas aproveitam para as manutenções anuais. Porém conseguem orçamentar, planeando a paragem, os custos e as vendas.

 

Muitos negócios têm de se reinventar e diria modernizar.

O "online", a reconversão da estrutura produtiva em máscaras (no caso do têxtil) e a aposta na flexibilidade e na logística parecem ser soluções. Porém para uma economia dependente das exportações, vai ter que haver ajustamento para a procura interna e de novos materiais.

 

Vemos muitas lojas a aderir ao comércio online, muitas delas às três pancadas, com o setor dos transportes e comércio a somarem queixas de atrasos e encomendas canceladas devido ao aumento do serviço e falta de suporte informático.

 

Vou falar da hotelaria e restauração.

Nos últimos anos, passar uma noite num hotel português tem sido um desafio devido aos preços elevadíssimos. Os alojamentos locais que nasceram como cogumelos, vão sofrer também menos procura. Quem não quiser esperar, vai pôr para arrendamento e espera-se a preços mais justos.

Nos últimos anos,  almoçar/jantar num restaurante numa zona mais turística (ex. baixa do Porto) é um roubo. Pela quantidade e qualidade da comida, os preços estão inflacionados. Se a isto somarmos o facto de que os turistas não pedem faturas com NIF, as margens nalguns estabelecimentos têm sido brutais.

Agora, sem turistas e com esta pausa inesperada, vai haver dificuldades, sim, mas também vai ser uma oportunidade para os nossos empresários descerem à "Terra" e praticarem preços mais razoáveis e compatíveis com o nível de vida dos portugueses. 

 

A União Europeia continua a revelar alguma falta de solidariedade, mas ainda nem todos perceberam que temos de estar juntos. As economias estão interligadas e uma paragem sem precedentes, exige medidas sem precedentes. A Alemanha da Sra Markle está a ser a grande impulsionadora  deste novo pacote que poderá chegar.

Mas atenção, mais importante que os zeros que as empresas vão receber, é mais importante o escrutínio da sua aplicação, não vá ser destinado à empresa de consultoria do amigo. A prioridade devem ser os salários, até porque se estes faltarem virá a pobreza, miséria, assaltos e desordem social.

 

PS: Hoje de manhã, quando fui à horta da minha avó, fui à pastelaria lá ao pé comprar um pão de Deus (que diga-se custa 0,70€ e grande muito bom),, estavam à venda nas antigas mesas de serviço artigos de mercearia. É assim que os espaços têm que se reinventar. As pessoas vão comprar pão e levam algo que lhes falta e a pastelaria fatura mais alguma coisa.

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publicado às 21:06


17 comentários

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De omeumaiorsonho a 30.04.2020 às 22:31

Eu trabalho em Hotelaria e tenho consciência das dificuldades que vamos passar
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De O ultimo fecha a porta a 01.05.2020 às 17:32

Acho que vai ser preciso ter calma e resiliência até o medo abrandar. No Verão acredito que haja muito turismo cá dentro.
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De Mena Almeida a 30.04.2020 às 22:55

Concordo com o que dizes, mas e quanto aos restaurantes, como se diz, só lá vai quem quer e pode e se não forem, claro que baixam os preços. Quanto aos salários, se uma empresa não vende, como paga os salários? é complicado.
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De O ultimo fecha a porta a 01.05.2020 às 17:25

Muito mesmo. Tem de recorrer à ajuda do estado. fomos todos apanhados com as calças na mão.
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De cheia a 01.05.2020 às 06:43

A solidariedade está um pouco arredada, porque , muitas vezes, é mal aproveitada.

Feliz 1º de Maio!
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De O ultimo fecha a porta a 01.05.2020 às 15:12

É sim e deveria ser mais fiscalizada, mas em economias tão abertas como a europeia e com o risco generalizado de pobreza, juntas as sociedades são mais fortes. Bom feriado!
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De Nala a 01.05.2020 às 08:32

Vai ser precisa muita capacidade de adaptação e imaginação... Mas acredito que sairam projetos muito bons daqui, em alguns casos.
Beijinhos
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De O ultimo fecha a porta a 01.05.2020 às 15:10

Acho que sim, como já houve na crise passada. As máscaras são um boa oportunidade (temporária) para a industria têxtil e calçado.
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De Robinson Kanes a 01.05.2020 às 09:33

Praticar preços altos não é crime se a isso estiver associado um produto de qualidade e responsável. Cometemos um erro fatal quando defendemos melhores salários mas depois uma política de baixos preços, por exemplo. Acontecem em Lisboa, Porto, Algarve e em todo o mundo onde chega o Turismo - aliás, o próprio turismo precisa de se reinventar e começar a oferecer qualidade a um preço justo - os aviões cheios de turistas com tostões para gastar mais tarde ou mais cedo tem consequências... Passou a ser cool dizer que se viaja muito, e vale tudo, mesmo ir num avião apinhado, ir para um hotel rasca e comer as sandes que vão na mala ou kebab a 1 euro. Essa parte nunca aparece nas fotos :-)

Em relação aos milhões... Já falei deles nas minhas bandas, especialmente os do turismo, onde andam? Se é que alguma vez andaram...
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De O ultimo fecha a porta a 01.05.2020 às 15:09

Entrou-se numa onda especulativa de preços em que só se pensava (ou ainda se pensa nos turistas). Quando fui a Lisboa em trabalho paguei 1 € de taxa turística, quando não turistei e fiz 200 metros a pé. Cheguei às 21h30 e regressei no comboio das 9h30 do dia seguinte.

Vou falar por mim. quando viajo não valorizo os hotéis nem os restaurantes. Como vou para visitar cidades, opto por hotéis mais baratos onde na verdade só durmo, troca de roupa e tomo banho. Os restaurantes procuro comer o típico de cada uma das cidades sem grandes gastos. São opções de cada um. Pagar mais não significa que os trabalhadores sejam melhores remunerados. Em Itália é um exemplo - a relação preço-qualidade é sempre inversamente proporcional. :(
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De Robinson Kanes a 03.05.2020 às 10:52

A taxa turística é paga em todas, ou quase todas, as cidades turísticas. E em Lisboa nem é a mais alta.

Pagar mais não significa que os trabalhadores tenham melhor remuneração, é um facto, mas para isso, dou o exemplo da China "vs" Europa.

Não concordo em relação a Itália... Podemos falar de Roma e até Veneza onde o turismo é a loucura, mas não coloco Itália nesse patamar, aliás, se há coisa que existe em Itália, por exemplo em relação à comida, é que os produtos são sempre frescos... Uma volta completa por Itália mostra que é um país onde a qualidade, muitas vezes merece o preço que pagamos.
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De Cláudia a 02.05.2020 às 17:06

Será que a nível de preços vai mesmo baixar? Tenho as minhas dúvidas...

Beijocas
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De O ultimo fecha a porta a 02.05.2020 às 21:54

Nos primeiros tempos acho que sim, se assim não for é que não têm mesmo ninguém!
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De José da Xã a 02.05.2020 às 17:19

Muitos empresários não percebem de finanças. Sabem que compram a 10 e têm de vender acima deste preço.
O lucro vai directamente para os bolsos olvidando problemas futuros (como estes).
Há uma iliteracia de gestão por parte da maioria dos empresários portugueses.
Talvez esta crise lhes abra os olhos para o futuro.
Veremos...
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De O ultimo fecha a porta a 02.05.2020 às 21:50

Vai haver de tudo nesta crise.
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De Maria Araújo a 04.05.2020 às 14:49

" mas também vai ser uma oportunidade para os nossos empresários descerem à "Terra" e praticarem preços mais razoáveis e compatíveis com o nível de vida dos portugueses. "
Todos temos de apostar no que é nosso, passarmos férias cá dentro, investir a sério no que produzimos e temos.
Lamento que a nível de vestuário e outros produtos sejam fabricados na China,porque a mão-de-obra por cá é mais cara,mas seria uma oportunidade regressarmos ao comércio local, ao fabrico em Portugal,isto é, devíamos depender menos do exterior.
Em relação aos produtos alimentares, tento comprar tudo o que é português.
Quanto ao AL ,sobretudo este, agora sem turistas, que invistam em preços mais acessíveis para os portugueses,porque há quem esteja interessado.
Uma boa semana.

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De O ultimo fecha a porta a 04.05.2020 às 21:58

Ultimamente tinha optado por comprar mais no comércio local. Acho que o caminho é por aí.

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