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Os impostos a queimar gordura

11.10.18

Esta manhã ouvi nas notícias um estudo que alertava para o crescimento da obesidade em Portugal e o excesso de peso está a aumentar nos portugueses e ... defendia que o Estado devia comparticipar medicamentos para essa doença.

 

Arregalei os ouvidos!!!

 

Há dias critiquei no blog que vi num café uma pessoa bastante gorda a beber uma garrafa de 33 cl de Coca Cola e comer pizza. Nos comentários, algumas pessoas defenderam a liberdade de escolha e não viam problema.

E agora, que querem que os nossos impostos subsidiem medicamentos para mau comportamento alimentar?

 

Não acho isso justo.

Porque razão, eu que bebo água e evito açucares e pagos os meus impostos, tenho que pagar os erros alimentares do vizinho.?

Porque razão tenho de pagar pela preguiça dos outros em levantar o rabo do sofá a comer batatas fritas em vez de irem exercitar?

 

Pior, algumas vezes as mesmas pessoas que se queixam que não têm dinheiro para ir ao ginásio são as mesmas que já o têm para comprar CocaCola e pizzas congeladas.

As mesmas que não sabem (ou não querem saber) de atividades desportivas das Câmaras Municipais são as mesmas que já sabem o local dos icedtea nos supermercados.

A mim, isto revolta-me.

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publicado às 23:06


28 comentários

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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 23:28

"Porque razão, eu que bebo água e evito açucares e pagos os meus impostos, tenho que pagar os erros alimentares do vizinho.?"

E porque razão se tiveres uma doença porque cometes alguma "falha" também têm de te pagar os tratamentos? :-)

"Pior, algumas vezes as mesmas pessoas que se queixam que não têm dinheiro para ir ao ginásio são as mesmas que já o têm para comprar CocaCola e pizzas congeladas."

Chama-se liberdade de escolha...
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De O ultimo fecha a porta a 11.10.2018 às 23:30

Quem tem uma "falha" ganha 1 kg, não fica obeso nem doente. São falhas continuadas (a menos que seja doença mesmo, aí já é diferente).

Uma liberdade de escolha que não devem ser os meus impostos a pagar ... Já pago subsidios aos partidos politicos para ter liberdade de escolha :)

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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 23:41

Uma coisa é a opinião que tenho disso, outra é proibir as pessoas de pecarem :-)
(fala alguém que não se privava de nada, mas também não engordava - apesar de tudo lá anda na linha)

Lembra-te que também fazes uso de muita coisa que alguém paga... :-)

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De O ultimo fecha a porta a 11.10.2018 às 23:45

as pessoas podem "pecar" mas não posso ser eu a pagar a sua preguiça e comodidade de comerem o que quiserem continuamente e não arcar com as consequências.

Indiretamente, como contribuinte de IRS, IVA e SS e taxas e taxinhas já pagamos muita coisa :)
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De Pedro Coimbra a 12.10.2018 às 03:12

Quando é um problema de saúde, ou se encaminha para isso, não vejo problema.
Quando é apenas mau comportamento alimentar é que já não faz sentido.
Bjs
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De Cláudia a 12.10.2018 às 08:18

Percebo onde queres chegar e não deves de estar a falar quando os motivos de não emagrecerem são mesmo de saúde, mas isto é tudo muito relativo.

Lá está, também acho mal muita coisa, mas cada um sabe de si.
Não consigo, neste caso, falar deste assunto. Acho-o bastante sensível.

Beijocas
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De Andy Bloig a 12.10.2018 às 08:36

A razão para isso, podias ter lido o artigo antes de fazeres o post...
Estão a referir-se à subida do imposto sobre o açúcar nas bebidas. Segundo um grupo cívico (dos 173000 que surgiram nestes últimos 3 anos, mais de 100 vezes os 20 anos anteriores somados) se o governo cobra impostos sobre o açúcar nas bebidas e tem em estudo o imposto sobre o sal (que chumbou na assembleia), também devia comparticipar os medicamentos para a obesidade. Alguns nutricionistas aproveitaram para se promover nas rede sociais e chegou aos jornais e rádios.
Se bebes água, não pagas imposto sobre o açúcar. Se beberes licores e coca-cola pagas.
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De O ultimo fecha a porta a 12.10.2018 às 13:38

Ouvi a notícia na rádio e tive o cuidado de reparar que não fazia qualquer menção à taxa (penso que foi na Antena 1). referia apenas comparticipação do estado. Se houver a taxa, aí sim, faz todo o sentido.
Vou ler no fim de semana e se concluir que a rádio noticiou de forma incompleta a situação farei um novo post com a errata.
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De Anónimo a 12.10.2018 às 14:20

A taxa sobre o açúcar nas bebidas já está em vigor deste o ano passado.
Andam a dizer que vai abarcar mais bebidas, no próximo ano, e aquele grupo veio reclamar que se aumentam a taxa, que passem o valor para "ajudar" os que já são obesos. É algo que os nutricionistas pediram, várias vezes.
Só que, a nível médico, as obesidades clínicas, tem soluções sem aquele tipo de medicamentos. Os outros já são compartipados (como é o caso da tiróide).
Na rádio só dão o título do jornal.
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De O ultimo fecha a porta a 13.10.2018 às 12:07

Andy,
Fiz a minha pesquisa e confirmo que não é feita qualquer referência à taxa.

Ouvi na Antena 1, mas no site da RTP tem a notícia da ... Agência Lusa
https://www.rtp.pt/noticias/pais/sociedade-contra-obesidade-pede-medicamentos-comparticipados_n1104077
Fui ao site oficial da SPEO e também não faz qq referência à taxa:
http://www.speo-obesidade.pt/CDA/IMPnoticias.aspx
Aliás, é estranho a própria publicação da SPEO citar a sua própria presidente. Enfim ...

Portanto o meu texto continua correto e a notícia não omite qualquer subsidio via cobrança de taxa. Portanto, a SPEO defende que sejamos todos a pagar pelos medicamentos da obesidade, quando o que vemos nos cafés e restaurantes é o contrário do que eles escrevem.

Sim, é verdade, já se cobra nalgumas bebidas. Mas faltam as bolachas...
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De Ana a 12.10.2018 às 08:38

Eu estou isenta desse imposto, a não ser que os meus 52kilos mal pesados sejam considerados obesidade...

O que inventam para roubar dinheiro...
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De T. a 12.10.2018 às 10:16

Concordo absolutamente contigo. Eu também tento ter uma vida saudável, pratico exercício físico quase todos os dias e é uma barbaridade termos que pagar por causa dos outros. Mas também não seria a primeira vez que subsidiamos os erros dos outros.... Já nada me espanta neste país.
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De Marta Elle a 12.10.2018 às 11:15

Não é bem assim.
Há casos em que, de facto, as pessoas são obesas porque têm maus hábitos alimentares. Foram educadas a comer mal e não têm capacidade para perceber que aquilo está errado, por isso não mudam. No entanto, quando confrontadas por um profissional de saúde e devidamente orientadas, podem mudar de hábitos com alguma força de vontade e emagrecer. Nestes casos não há uma doença, apenas maus hábitos.
Mas há casos de bulímia e aí é mais complicado.
Normalmente, associamos a bulímia àquelas pessoas que comem tudo o que lhes apetece e, no fim, induzem o vómito e/ou tomam laxantes. Porém, também se trata de bulímia quando as pessoas comem sem parar até se sentirem indispostas, não vomitando nem tomando laxantes de seguida. Como é óbvio estas pessoas têm tendência a engordar, a não ser que passem horas a fazer exercício físico.
O vício da comida é tão prejudicial quanto o do álcool ou da droga, apenas é um pouco melhor aceite pela sociedade.
Não concordo com o argumento que não têm dinheiro para ir ao ginásio. O exercício físico é grátis. Tu próprio corres e não gastas um tostão para o fazer, além de que há máquinas de exercício espalhadas pelas cidades.
Quanto à comparticipação para medicamentos para obesos não sei se deva rir, se deva chorar. Os jornalistas adoram escrever "notícias" sensacionalistas. Era ótimo que esses medicamentos existissem, mas não existem, e a prova de que não existem é que a obesidade continua a aumentar.
Existem alguns medicamentos nesse sentido, mas não resultam ou resultam com algumas pessoas, temporariamente, enquanto andam a tomá-los.
O único medicamento que resultava teve de ser retirado do mercado porque tinha um péssimo efeito secundário : as pessoas suicidavam-se.
O estado pode comparticipar à vontade os medicamentos contra a obesidade porque as pessoas vão tomá-los uma vez, e depois desistem.

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De O ultimo fecha a porta a 12.10.2018 às 13:46

É verdade o que escreves. Na Internet e blogs (por exemplo) já há muita informação, mas escasseiam nutricionistas. No entanto, na prática acontece o que descreves: as pessoas desistem. Muitas vezes por comodidade e pq o açucar sabe melhor que o sem açucar. Fanta sabe melhor que água. é o efeito do açucar no nosso cerebro. E as pessoas preferem não fazer esse esforço e depois queixarem-se.

Recebi um alerta do Andy Blog que o estudo prevê aue a taxa sobre o açucar que querem implementar financie esses medicamentos.

Na noticia da rádio não fazia qualquer referência a taxa sobre o açúcar. Poderei ter sido enganado. Irei neste fds ler o estudo para ver se a notícia estava incompleta. Se assim for e se o estudo propunha uma taxa para financiar esses medicamentos, farei um novo post a corrigir a opinião manifestada neste.
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De Marta Elle a 12.10.2018 às 14:15

As pessoas desistem porque os medicamentos não resultam. Nem as cirurgias ao estômago resultam sempre porque o problema não está no estômago, está no cérebro.
A única cirurgia para perda de peso que resulta, sem qualquer dúvida, é feita ao cérebro e é muito complicada. Só para teres uma ideia, o doente tem de estar consciente com o cérebro à vista numa parte da operação.
Creio que em Portugal ainda não se faz essa operação.
Caso a taxa sobre os alimentos com açúcar sirva para comparticipar medicamentos que auxiliem na perda de peso parece-me bem.
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De O ultimo fecha a porta a 13.10.2018 às 12:22

Fiz a minha pesquisa e confirmo que não é feita qualquer referência à taxa.

Ouvi na Antena 1, mas no site da RTP tem a notícia da ... Agência Lusa
https://www.rtp.pt/noticias/pais/sociedade-contra-obesidade-pede-medicamentos-comparticipados_n1104077
Fui ao site oficial da SPEO e também não faz qq referência à taxa:
http://www.speo-obesidade.pt/CDA/IMPnoticias.aspx
Aliás, é estranho a própria publicação da SPEO citar a sua própria presidente. Enfim ...

Portanto o meu texto continua correto e a notícia não omite qualquer subsidio via cobrança de taxa. Portanto, a SPEO defende que sejamos todos a pagar pelos medicamentos da obesidade, quando o que vemos nos cafés e restaurantes é o contrário do que eles escrevem.
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De Jose da Xã a 12.10.2018 às 12:44

É os fumadores? E os toxicodependentes? Foram eles que escolheram e somos nós queremos de pagar por isso.
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De O ultimo fecha a porta a 12.10.2018 às 13:41

Excelente questão, mas as tabaqueiras pagam impostos extras, nomeadamente o Imposto sobre o Tabaco.

Como referi ao Andy Blog, na noticia da rádio não fazia qualquer referência a taxa sobre o açúcar.
Irei neste fds ler o estudo para ver se a notícia estava incompleta. Se assim for e se o estudo propunha uma taxa para financiar esses medicamentos, farei um novo post a corrigir a opinião manifestada neste.
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De O ultimo fecha a porta a 13.10.2018 às 12:22

Fiz a minha pesquisa e confirmo que não é feita qualquer referência à taxa.

Ouvi na Antena 1, mas no site da RTP tem a notícia da ... Agência Lusa
https://www.rtp.pt/noticias/pais/sociedade-contra-obesidade-pede-medicamentos-comparticipados_n1104077
Fui ao site oficial da SPEO e também não faz qq referência à taxa:
http://www.speo-obesidade.pt/CDA/IMPnoticias.aspx
Aliás, é estranho a própria publicação da SPEO citar a sua própria presidente. Enfim ...

Portanto o meu texto continua correto e a notícia não omite qualquer subsidio via cobrança de taxa. Portanto, a SPEO defende que sejamos todos a pagar pelos medicamentos da obesidade, quando o que vemos nos cafés e restaurantes é o contrário do que eles escrevem.
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De Lady a 12.10.2018 às 12:48

Percebo o teu ponto de vista, mas a gordura pode ser uma doença, muitas vezes do foro psicológico. Já é mau ser gordo e ainda ser discriminado.
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De O ultimo fecha a porta a 12.10.2018 às 13:42

Concordo e acho que essas situações deviam estar identificadas e penso que já são subsidiadas (por ex. as bandas gástricas).
Referia-me àquelas pessoas que não têm cuidado nenhum com a alimentação, usam e abusam de comida que faz mal à saúde, mas que se queixam que fazer desporto fica caro e preferem comprar batatas fritas e coca cola.
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De Pedro D. a 12.10.2018 às 16:07

Concordo com o post. Mas infelizmente tudo depende do comportamento de cada um. Tenho uma colega que está de dieta, mas me "mama" uma bola de berlim e um galão cheio de açucar ao pequeno almoço... faço ideia o que comeria se não tivesse de dieta.
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De O ultimo fecha a porta a 14.10.2018 às 18:28

lolol é sinal que escolhes bem o sítio onde comes e que é saboroso :)

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