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Os mais fortes e os mais fracos

03.12.21

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O jogo Belenenses SAD- Benfica é paradigmático do estado em que país está e de como a vida é. Não me vou debruçar sobre táticas nem cores clubísticas, vou ver o jogo de outra forma.

 

Numa competição profissional de uma industria que movimenta milhões, entram 9 contra 11. Os 9 eram da equipa mais fraca contra os 11 da equipa mais forte.

- Naturalmente que o mais forte goleou o mais fraco. Apela-se muito ao fair play, criam-se cartões brancos, mas na hora da verdade, o mais forte não quer saber disso. Quer é ganhar a todo o custo. E assim foi.

- O regulador, a Liga, que é quem organiza o campeonato permitiu que isso acontecesse. 

- Num jogo de passa culpas tão típico em Portugal, ninguém as assume. Morre sempre solteira. É assim em Portugal, sobretudo quando beneficia os mais poderosos. O jogo realizou-se inexplicavelmente e mesmo assim ninguém faz o correto: anular o jogo.

- Pelos vistos não há ainda um protocolo definido um ano e meio depois para casos de COVID num plantel. Os presidentes foram tão exímios em manter uma luta conjunta com direito a almoço de leitão na Bairrada com as televisões chamadas ao restaurante e o mais importante que é definir regras, não o fizeram.

- Os jogadores não estão isentos de culpa. A partir do momento em que sobem ao relvado e aceitam jogar estão a compactuar com esta injustiça. Não é profissionalismo, é cobardia.

 

E assim,  continua tudo na mesma. Os mais fortes a calcar os mais fracos e não se passa nada.

Tudo errado aqui.

Por fim uma nota para um disparate que ouvi. Um dos paineleiros do costume, na CNN Portugal (pouco ou nada mudou face à TVI 24 - muito futebol só com triquisses) disse que chamar este episódio, página "negra" do futebol português era racista!!!! Está tudo louco? E branquamento de capitais é insulto aos caucasianos? 

Eu bem digo que viemos piores da pandemia.

 

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publicado às 17:02


2 comentários

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De João Silva a 04.12.2021 às 06:00

Concordo contigo em tudo o que disseste menos na parte da cobardia dos.jogadores. Eles são a mercadoria, são a parte mais importante do jogo mas a menos importante do ponto de vista do negócio. São transacionável. Não fazendo deles coitadinhos, até porque vivem numa bolha privilegiada em relação ao resto, muitos não ganham milhões, muito longe disso. Família todos temos e muitos não recebem ordenados meses a fio. Além de uma eventual recusa parcial (só de uma das equipas, por exemplo) poder ser prejudicial para a evolução de cada um e depois acabam nos distritais. Acho que há cobardes neste caso, mas não me parece que sejam os jogadores, honestamente.
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De O ultimo fecha a porta a 04.12.2021 às 18:21

é um ponto de vista perfeitamente válido!

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