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Os professores deram-me uma boa notícia

14.11.17

Quando oiço os sindicatos e os professores a contestar apenas o congelamento de carreiras, folgo em saber que:

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- apenas após a queda do Partido Comunista nas eleições, as queixas tenham dado sinal de vida

- nas escolas já não há agressões contra docentes,

- nas escolas já não há faltas de respeito na relação com os alunos,

- nas escolas os programas estão finalmente ajustados à carga letiva,

- nas escolas jánão há pais a agredir e insultar professores por acharem que os seus filhos são uns santos,

- nas escolas portuguesas já não há bullying de alunos sem educação em casa contra docentes.

 

Acho a reinvidicação da estabilidade das colocações mais do que justa. O atual modelo não faz sentido. 

 

Ao almoço, ouvi uma deputada muito preocupada e crítica com os previlégios retirados pela troika. Será só esse o problema dos professores? Será que se está à espera que apareça outro vídeo chocante como o "do telemovel já" para esta problemática vir à tona outra vez? Ou será que para a atividade politica e sindical só interessam alguns problemas?

 

P.S.: Fala-se muito do jantar da websummit no Panteão Nacional, tendo enverdade na promiscuidade política, esvaziando-se o cerne da questão. SObre a seca que está a fetar o Interior do país, ninguém fala. Ah, pois não dá buzz nem votos.

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publicado às 17:30


48 comentários

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De cheia a 14.11.2017 às 17:45

Até à aprovação final do orçamento, os sindicatos e profissionais influentes vão pressionar para verem as suas reivindicações aceites. Os problemas estruturais não têm quem os defenda!
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 21:15

a palavra "estruturais" que referiste é fundamental no meu ponto de vista. Apesar do problema das colocações ser importante, penso que existem outras questões igualmente importantes.
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De P. P. a 15.11.2017 às 02:16

Exatamente!
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De Robinson Kanes a 14.11.2017 às 18:05

Os professores ao longo dos anos foram uma das classes mais privilegiadas do país... Nega esta afirmação, e perdoem-me a presunção, é negar a realidade. E sempre que se retiram privilégios, o que é que acontece?

Eu acrescentaria que muitos dos que se manifestam, fazem-nos porque os sindicatos incitam ao ódio.

Eu procuraria saber é porque muitos professores (talvez até aqueles que nem se manifestam) com anos e anos de carreira não conseguem colocação e outros que mal chegaram conseguem?

Eu procuraria saber porque é que dentro dessa classe, existem professores de primeira e professores de segunda?

Eu procuraria saber porque é que alguém abaixo dos 30 e já no quadro, sai desse mesmo quadro, vai dois anos sem ocupação para a Alemanha e quando se chateia com aquilo (porque lá se trabalha), tem novamente colocação quase à porta de casa no primeiro ano e finalmente à porta de casa no segundo. A ajudar... Essa pessoa, colocada em Setembro e com a gravidez à vista, mete baixa em Novembro e já sabemos o que é que vai provocar.

Eu procuraria saber porque é que existem professores que trabalham em part-time e recebem o salário de full-time.

Eu procuraria saber porque é que muitos professores, durante 3 meses (fora outras paragens) recebem um salário completo para ir uma vez por semana (uma manhã ou uma tarde) à escola.

Eu procuraria saber porque é que muitos professores revoltados com as más condições, trabalham meio-dia e acumulam com outras actividades.

Eu procuraria saber porque é que temos de pagar os delegados e os dirigentes sindicais?

Eu procuraria saber porque é que tantos professores sem colocação ou com péssimas condições nem sempre têm voz e são tapados por um sistema já viciado por alguns dinossauros?

Eu procuraria saber porque é que se continuam a formar fornadas de professores completamente inúteis para as necessidades do país.

E tanta coisa eu procuraria saber...

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De Maria Araújo a 14.11.2017 às 20:50

Os professores querem o descongelamento das carreiras e acredite que os que mais exigem são os que estão no topo.
Os sindicatos não querem saber da situação do país, querem fazer eco da voz e "poder" que têm para não ficarem esquecidos.
O que nos foi tirado no anterior governo está a ser dado com demasiada rapidez e facilidade neste governo. Quando tal quando tal caímos novamente no fosso e então é que vamos ver o que é pêra doce para nos levantarmos.


Perguntas muito pertinentes, algumas desconhecia talvez porque agora não esteja dentro do assunto, outras saiba que sim, que são verdade embora me custe a entender como diabo eles conseguem tais condições/ "benesses" como estas:

Eu procuraria saber porque é que existem professores que trabalham em part-time e recebem o salário de full-time.

Eu procuraria saber porque é que muitos professores, durante 3 meses (fora outras paragens) recebem um salário completo para ir uma vez por semana (uma manhã ou uma tarde) à escola.

Eu procuraria saber porque é que muitos professores revoltados com as más condições, trabalham meio-dia e acumulam com outras actividades.


Os sindicatos são necessários, mas já foram muito mais activos e menos partidários, mas nos últimos 15 anos, talvez, começaram a olhar para o seu umbigo, e os desta classe muito mais, vêem neste posto um lugar para nada fazerem mas defenderem os seus interesses e de alguns, no caso,profs sindicalizados e partidários.

Interessa às universidades manterem o curse de formação de professores que já devia estar em stand by há longos anos.

Quanto ao dono deste blog, foi bastante pertinente este seu post e faço minhas as suas palavras.
Os profs acabam por ser as vítimas dos sindicatos.




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De P. P. a 15.11.2017 às 02:26

Não posso deixar de destacar duas afirmações da M.ª Araújo que me parecem muito válidas:

Os professores querem o descongelamento das carreiras e acredite que os que mais exigem são os que estão no topo.


Os sindicatos não querem saber da situação do país, querem fazer eco da voz e "poder" que têm para não ficarem esquecidos.


Estou 100% de acordo com a 1.ª afirmação. Aqueles que, mesmo com 20 anos de serviço, estamos em escalões mais baixos, regra geral o 1.º ou o 2.º, vemos diferenças tão mínimas... Nunca chegaremos "ao topo"!
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De Maria Araújo a 15.11.2017 às 12:17

Sabe, PP?
Fui professora, sempre cumpri com as minhas obrigações, nunca desrespeitei ninguém, nunca aceitei falta de respeito de colegas e alunos, acho que era boa demais, segundo os meus alunos, nunca meti baixa mais de 20 dias nas minhas cirurgias que tive e que exigiam 30 dias ou mais ( tiróide e pólipos nasais), nunca meti baixa de 15 e mais dias para ir passear com o marido médico...
Desconhecia o que se passa com o descongelamento/ e recuperação das carreiras até ter lido alguma coisa e uma amiga minha com quase 30 anos de serviço me ter dito que os 9 anos que estamos "parados" na carreira não conta, isto é, começa na estaca zero, para quem está há tantos anos a trabalhar.
E digo-lhe que ela, uma excelente profissional, nunca falta, os atestados médicos que meteu foi este ano, 12 dias, penso eu, porque esteve com uma depressão.
Tudo isto para dizer que, felizmente, a maioria cumpre, trabalha, ajuda, educa, apoia, dá carinhos, faz papel de pai e mãe, leva para casa os problemas dos seus alunos, dorme preocupada...como eu vivi durante o tempo que trabalhei no ensino, em comparação com os que estão no topo, há excepções, como é óbvio, que venha a mim o reino e os outros que se danem.
Há muito egoísmo e falta de ética na nossa classe.
Quando vim embora, estava no que é o actual 4º escalão, vim muito penalizada, não só porque estava há 6 anos com o escalão congelado, mas por que todos tivemos grandes corte nos salários ( e nunca me queixei, acredite) e como o dinheiro não é tudo para mim e tive oportunidade de vir embora em 2013, porque trabalhei na empresa do meu pai antes de ir para o ensino, senti que era a minha oportunidade , estava a ficar saturada, não elo trabalho que nunca me matou, mas o ambiente, a pressão da sociedade, o comportamento agressivo de pais e alunos... enfim, tudo isso que o PP também aguenta.
Saí com um "salário" pequeno mas mesmo assim justo.
Hoje, as minhas amigas e colegas dizem que nem sonho o quão fiz bem vir embora. Há muita pressão.


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De P. P. a 15.11.2017 às 12:34

Bem sei do que fala, Maria.
Bem sei.
A pressão é abismal, as limitações à nossa criatividade, o que temos de ouvir e calar, o que nos impedem de fazer pelos alunos... E quando uma turma precisa de mais tempo para trabalhar o tema A, mas não podemos porque os colegas "andam em frente", temos que estar a lecionar as matérias em simultâneo e... o programa, sempre o programa. É horrível!!!
De ordenado, embora agora seja o "homem da casa" pouco me importa. Embora, algo que não seja tido em conta, são as nossas despesas duplicadas. Sim, onde é que conseguimos um quarto por um preço aceitável de forma a podermos ter alguma dedução no IRS? Com o quarto vem a eletricidade, a água, a comida...
Mas o desgaste...
Toda aquela papelada de suma hipocrisia, para não dizer outra coisa, aquelas reuniões infindáveis onde falamos de documentos e não de alunos... E já estive numa escola, em que parte significativa do trabalho de secretaria era executada pelos... DT, que quando com sorte, tinham a ajuda dos secretários; sorte essa, registe-se que sempre tive.
Abraço, Maria.
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 22:37

Questões muito pertinentes e tal como a Maria Araújo também desconhecia alguns dos meandros nas colocações e as formas de "passar à frente" .

Quanto ao part-time, aconteceu no meu 5º e 6º ano a diretora de turma pedir para os alunos avisarem-na quando os pais lá fossem para estar na escola, na hora que era obrigada a lá estar para o atendimento aos encarregados de educação.
Porém, não oiço ninguém falar na indisciplina nas esoclas, mas penso que mal surja o um video de violência nas redes sociais, vai cair logo o carmo e a trindade. Porém , os partidos e os sindicatos vivem mais de greves.
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De P. P. a 15.11.2017 às 02:21

Somente discordo de ti nestas referências, por desconhecimento de causa.

- Eu procuraria saber porque é que existem professores que trabalham em part-time e recebem o salário de full-time.

- Eu procuraria saber porque é que muitos professores, durante 3 meses (fora outras paragens) recebem um salário completo para ir uma vez por semana (uma manhã ou uma tarde) à escola. (A este respeito escrevi adiante)

- Eu procuraria saber porque é que muitos professores revoltados com as más condições, trabalham meio-dia e acumulam com outras actividades.

- Eu procuraria saber porque é que temos de pagar os delegados e os dirigentes sindicais? (Eu creio que quem os paga somos nós os sindicalizados, mas não tenho a certeza. Contudo, seja que cargo for relacionado com a educação, a prática é essencial. Delegados, dirigentes, professores integrados nas escolas... têm que ter, pelo menos 2 anos de prática letiva, entre o exercício de funções conducentes a devaneios).
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De Maria a 14.11.2017 às 20:15

Na minha opinião os sindicatos são instigadores destas greves por interesse próprio. Quem adere (e não estou a questionar o direito à greve) na minha opinião nem sabe os motivos da mesma... apenas aproveita para "descansar"
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 20:54

Deve haver de tudo, mas esta greve só surge depois do PCP descer nas eleições. Interessante, não?

Mas já viste como não existem mais problemas a afetar a actividade dos professores?
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De P. P. a 15.11.2017 às 02:29

Ainda não entendi a relação greve/PCP...
Admito não prestar atenção aos boletins sindicais, mas no decorrer do ano letivo anterior já se falava em greve, caso o governo não cumprisse o prometido.
PCP?
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De Maria a 15.11.2017 às 08:43

Concordo contigo, sem dúvida
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De Maria Araújo a 14.11.2017 às 20:55

Não acredito que a maioria aproveite para descansar. Uma greve desestabiliza o trabalho e as aulas.
É isso, sim, são instigados, mas em qualquer profissão.
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De P. P. a 15.11.2017 às 02:15

Sem dúvida, Maria.
O cumprimento dos programas logo fica comprometido, as marcações das fichas de avaliação, de entrega, etc., etc. Embora, concorde com a 1.ª Maria no que diz respeito ao papel dos Sindicatos.
A atual situação já devia ter sido resolvida há muito. Mas fazem o que lhes convém. Pouco me importa se for ou não aumentado. Preferia nunca ter passado pelo cancro dos pais, Alzheimer da avó e tantas outras coisas. Agora, reduzirem-nos anos de serviço a zero...

Convém referir que existem professores que às 21.30-22h ainda estão na escola. Não foram uma nem duas, nem dez que tal aconteceu entre mim e as minhas duas colegas de matemática, na procura de estratégias para aplicar os novos programas, na elaboração de testes de raiz, matrizes e materiais que antecedem e sucedem a avaliação sumativa.

3 meses de férias... Só se for para quem não tiver exames para corrigir e vigiar. Entretanto, preparam-se materiais para o ano letivo que se segue, uma vez que há sempre formulários em mudança, etc, etc.

Enfim, começo a ler muitas opiniões infundamentadas. Há que saber o que se passa. De facto, por exemplo, também considero que existem professores de 1.ª e de 2.ª. Até na atribuição das turmas.
Alguns "conceitos" que li são-me completamente desconhecidos, talvez por as minhas escolas terem muitos alunos com dificuldades e eu andar sempre a par da ed especial e apoios. Não sou a favor de quem dá aulas e explicações aos seus alunos ou outros da escola. Salvo situações pontuais. Defendo que as "explicações" devem ser apoios prestados na Escola, dando igualdade de oportunidade a todos. E eis-me a questionar: então e os professores que dão mais horas letivas do que as contempladas no seu horário? Não, não são beneficiados na avaliação. Infelizmente, nos nossos dias, as escolas são empresas e vence o melhor "lambe botas".
Importa referir que os professores sempre foram avaliados. De diferentes maneiras, no decorrer dos anos.

Existem dúvidas do Robinson que são também minhas:

"Eu procuraria saber é porque muitos professores (talvez até aqueles que nem se manifestam) com anos e anos de carreira não conseguem colocação e outros que mal chegaram conseguem?

Eu procuraria saber porque é que dentro dessa classe, existem professores de primeira e professores de segunda?"

Já me referi a 2.ª questão. Para a 1.ª sirvo de exemplo. Nunca fiquei perto de casa, a não ser com a mobilidade conferida pelas doenças dos familiares. Isto há 4 anos. E como prof de 2.ª sou sempre atirado para o 1.ºCEB, que nem é o grupo onde sou efetivo. Adiante... Em 20 anos, sempre estive colocado a mais de 100km de casa. Todavia, vá-se lá entender, sobretudo na 1.ª escola onde efetivei, encontrei colegas colocados tão perto de casa, mais novos... Ah, quando somos dos quadros de escola não podemos recorrer a determinadas formas lícitas (???) para ficar numa escola. Atendendo à situação mais recente, que gerou greves por parte dos QZP que ficaram colocados longe de casa... Talvez não os tenha entendido porque quando passei de contratado a QZP sujeitei-me a ficar colocado em qualquer escola de uma determinada zona. Por sorte, e isso sim tem algo de significativo, antes estas envolviam 1 a 2 distritos, ao contrário do que acontece atualmente. Eu também me enganei no código da escola, efetivei ainda mais longe do que onde estava e tenho de aguentar.

Relativamente à calendarização da greve. Algumas medidas tem vindo a ser tomadas. Excessivamente pacíficas, em meu entender. Os sindicatos começaram por namorar muito com o atual ME. Agora, estamos no tempo limite para fazer algo. Limite, reforço!

Qualquer dúvida, ao invés de atirarem calúnias e difamações aos professores, perguntem como é que funciona. Sobretudo os professores de 2.ª não gostam de ser humilhados em praça pública.

Quanto à seca, esta não é uma realidade somente do interior do país. E é um tema bem sensível. Assim como o da crescente poluição nas suas diferentes vertentes.
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De HD a 14.11.2017 às 20:28

Veiculam-se sempre as noticias convenientes sobre esta questão... :\
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 20:50

Alguém dizia que a vida pública é cada vez condicionada pelas redes sociais e concordo.
Se vier um vídeo triste de agressões a alunos a um professor, que não deve ser tão incomum, cai logo o carmo e a trindade.
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De HD a 14.11.2017 às 20:56

Isso sim e voltamos logo ao circulo vicioso dos media... -.-
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De Marta Elle a 14.11.2017 às 20:29

As carreiras estão congeladas há anos. Claro que os professores têm outras batalhas que gostariam de vencer, mas a do descongelamento da carreira é mais simples.
Que pode o Governo fazer se as pessoas não educam os filhos em casa ?
Queres um exemplo ? Havia uma família cujos pais eram toxicodependentes. Tinham mais que fazer que mandar os três filhos à escola.
O pai estacionava carros na zona do Colombo e, às tantas da madrugada, completamente pedrado, telefonava para casa e o filho mais velho, um miúdo talvez com uns 10 anos ia ter com ele e lá o ajudava a chegar a casa.
A escola soube disto e informou o tribunal.
Os pais compraram roupa e sapatos novos, tomaram banho e apareceram no tribunal, a fazerem-se de santinhos e a dizerem que era tudo falso. E ainda ameaçaram os professores.
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 20:46

Queres apostar como se vier um vídeo triste de agressões a alunos a professor, que não deve ser tão incomum, cai logo o carmo e a trindade. Alguém dizia que a vida pública é cada vez condicionada pelas redes sociais e concordo.
Além disso, porque se esperou que o PCP descesse nas autárquicas para vires as greves?
Questões que me levam a refletir...
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De P. P. a 15.11.2017 às 01:38

Já passei por situação semelhante, com outra colega, quando denunciamos um esquema entre drogas e prostituição infantil. Por pouco, não fomos agredidos à saída do tribunal. Felizmente, os alunos gostavam de nós. Mas tivemos muito medo. A assistente social, por exemplo, ficou com o carro todo destruído, num ato de vandalismo.
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De Marta Elle a 15.11.2017 às 10:51

Essas pessoas nitidamente não gostam dos filhos e mereciam ser presas para o resto da vida.
Ainda ontem na tv se falava de Agostinho Caridade, um homem que se fez passar por padre e se apropriou de bens da igreja. Fiquei chocada por saber que foi condenado a uma pena de prisão de 14 anos porque, geralmente, os pedófilos levam penas suspensas de 3 ou 4 anos.
Dá-se mais importância aos bens materiais que à vida humana. As crianças vítimas de abusos ficam com a vida destruída.
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De P. P. a 15.11.2017 às 11:03

De que maneira. :(
Vidas destruídas... para sempre!
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De Carlos a 14.11.2017 às 21:23

Realmente, apelas aqui a uma análise mais profunda da questão!
São tantos os problemas afectos à actividade de professor que eles apenas pensam no que mais lhes importa!
Mas a verdade é que são muitas mais as reivindicações que deveriam ser feitas!
Grande abraço.
(Postei hoje a 2ª e última parte d'A Chama lá no meu cantinho!)
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 22:48

Vou la espreitar :)
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De Cláudia a 14.11.2017 às 22:05

Em relação aos professores, é certo que há problemas "mais graves" para serem tratados, mas tenho bem de perto uma professora e não é nada agradável hoje estares aqui e amanhã do nada teres que ir para ali porque não tiveste colocação =/

Em relação ao panteão, não tenhas mau feitio e adere à passagem de ano, no facebook, que vai lá haver =P

Beijocas
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 22:52

lol tb já vi :) acho que vou aderir!
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De Joana a 14.11.2017 às 22:21

Para ser sincera, quando se fala em greves e sindicatos, só me vem à cabeça os professores! Eu acredito que eles não têm uma vida facilitada, pois muitas vezes ficam a muitos km de casa, mas parece que o sindicato está constatemente a querer arranjar uma greve ou algo do género! Para ser sincera, sem querer ofender ninguém, visto que também não estou muito dentro do assunto, mas eu acho que os professores reclamam demais! Há muitas outros funcionários públicos que têm igualmente as carreiras congeladas, que trabalham imenso e não veem qualquer recompensa por parte do estado, que trabalham em edifícios e em condições completamente desadequadas ( e disto sei do que falo)! Eu acho que, por vezes, os professores chegam a parecer uns coitadinhos que são sempre os mais prejudicados, quando nem sempre é assim...
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 23:01

Penso que é uma opinião generalizada a avaliar pelos outros comentários e pela minha opinião tb. Basta ver o nº de horas reais que passam nas escolas (eu sei que alguns preparam as aulas em causa), mas ainda há uns anos quando se falou na avaliação dos professores, caiu o carmo e a trindade. Mas, bolas, a maioria dos funciona´rios do privado são avaliados são avaliados e podem ser despedidos. Se um professor não cumprir o programa escolar, não lhe acontece nada.

Porém, não oiço ninguém a falar da indisciplina nas escolas. Estar-se-á à espera das redes sociais?
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De P. P. a 15.11.2017 às 01:42

Quem disse que não nos acontece nada caso não cumpramos os programas?
Por que razão insisto que os programas estão desajustados aos níveis etários?
Desculpa, mas generalizar não fica bem.

Quanto a condições de trabalho vou dar como exemplo a minha sala PCA: projetor com luz verde, quadro de giz, paredes verdes escuro, uma só fila onde posso circular, PC que nem sempre funciona, nada de interativo...
Ah, e a distância, com 20 anos de funções e boa média: 170 a 210km de casa, em função do percurso que adotar.
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De O ultimo fecha a porta a 15.11.2017 às 21:29

Digo isso porque no meu 12º ano o professor de história apenas leccionou 50% do programa. Era um ecxcelente professor, mas em Junho tínhamos exame nacional.
O que lhe aconteceu? Nada
O que nos aconteceu? Tivemos que estudar sozinhos e as notas foram fracas.

Concordo contigo que não podemos generalizar. De facto os professores mais velhos têm uma vida e horários mais relaxados que os mais novos.
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De P. P. a 15.11.2017 às 22:48

Pois, mas atualmente tal não pode acontecer. E daí o erro da generalização.
Por acaso, também eu, no 12.º ano apenas tive matemática no 1.º período. A prof.ª estava grávida e nunca a substituíram, por interesses alheios a grande parte da comunidade. Escusado será dizer, que estudar para o exame de acesso não foi tarefa fácil, assim como fazer análise matemática.

Dou-te ainda o exemplo de uma turma, que me foi atribuída no 6.º ano dadas as dificuldades (acho que é para rir, pois entendi como castigo). Não sei como chegaram ao 6.º, mas 90% dos alunos não sabia ver as horas, denominar ângulos, deduzir a tabuada (pouco me importa que contem pelos dedos para lá chegarem). Apenas 6 alunos em 24, se não estou em erro, tinham positiva. E eu, fui obrigado a dar a matéria ao mesmo ritmo que os restantes, ainda que com outras estratégias e tipo de tarefas. Neste tipo de turma, não seria mais importante "parar", ensinar o que não sabiam do 1.ºCEB, e que era muito, e se necessário fosse, caso conseguíssemos transporte da CM e pais, dar-lhes aulas no período em que muitos dizem que estamos de férias?
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De O ultimo fecha a porta a 16.11.2017 às 23:06

Efetivamente tens a experiência prática desse desajustamento dos "programas" às necessidades reais dos alunos. Mas como pode um aluno chegar ao 6º ano sem saber as horas.
No meu tempos julgo os ângulos só se aprendiam no 6º ano.
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De P. P. a 17.11.2017 às 12:53

Não, os ângulos, já nos anos 80 faziam parte do 1.ºCEB.
Repara que podia ter sido teu professor :) Nos teus tempos, retomavam-se no 5.º ano, mas já tinham as noções.

O que se passa...
Alguns, para ficarem bem vistos na Escola, e como nos é pedido desde os tempos da M.ª de Lurdes Rodrigues, passam os alunos assim... Neste caso, recordo as mães pedirem-me para "não puxar pelos filhos porque não tinham capacidades". Para além de nunca o fazer (recuso-me), naquela altura, quem é que os levava a exame? Eu. Talvez por isso a turma que nunca fora minha tenha-me sido atribuída. É certo que consigo algum sucesso com turmas complicadas, mas que logo começam comigo de início e os pais pões de parte o "não são capazes".
Contudo, quem pensas que era predileto por parte da direção: eu ou quem não ensinou as horas e tantas outras coisas? Escusado será responder. Quando te preocupas com os alunos, tens conflitos com os pais. Não só neste tipo de turma. Lamento, mas não pretendo ser diferente. Daqui destaca-se um problema muito pouco falado: a tentativa de muitas direções em tornas os seus professores submissos, em nome de uma "escola bem vista". Dá €! Quem define as regras? Os que estiveram e estão no poder.
Motivador?
Pessoalmente, ao invés de aumento, prefiro estar no escalão correto, ficar perto de casa (nisso nem pensam... Aqueles que se esforçaram por uma nota, que fizeram um bom estágio e que integram os quadros de escola... esses podem estar a km de casa) e ter direito a uma reforma. Se o € fosse tudo...
Pelo exposto, fácil falar acerca de profs, com ideias transmitidas pelo media ou com ideias do que foram num passado, muitos dos que já estão reformados ou nos escalões que nunca alcançaremos. Não há como perguntar.
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De O ultimo fecha a porta a 21.11.2017 às 23:07

Verdade!

És capaz de ter razão, tenho ideia de no 2º ciclo ter falado de ângulos na disciplina de matematica, mas já lá vão uns 20 anos :)
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De Sweetener a 14.11.2017 às 22:31

Sobre os professores não vou falar porque sem informação precisa sobre o assunto, prefiro não opinar. Agora a questão do Panteão e da seca, tens toda a razão. Até já cheira mal a história de fazer uma festa ao pé dos mortos (não desvalorizando a questão de forma alguma!). É muito mais importante abordar esses temas do que a seca extrema. É triste ver que depois de ser o melhor sítio para se viver, Viseu volta às bocas do mundo por causa de uma desgraça que nos dá água até ao final do mês.
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De O ultimo fecha a porta a 14.11.2017 às 23:03

Como diz o Robbinson, enqt houver água a jorrar em Lisboa, está tudo bem!
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De P. P. a 15.11.2017 às 02:32

Muito sensata a tua postura!
Parabéns!
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De O ultimo fecha a porta a 16.11.2017 às 22:50

Estes dias o presidente da Câmara de Mangualde queixava-se dos custos elevados do abastecimento de água por cisternas.
Não vale falar sobre a hora e a duração de reportagem, pois não?

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De P. P. a 17.11.2017 às 12:55

Alguém disse o contrário?
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De Sweetener a 21.11.2017 às 01:00

Eu vi. Creio que nem 5 minutos esteve no ar, tal é a importância dada à situação...
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De Gorduchita a 15.11.2017 às 09:38

A malta centra-se muito nas "não questões", nos assuntos menos relevantes!

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