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Pânico coletivo

03.01.22

Volta e meia, somos surpreendidos com uma espécie de pânico coletivo.

Esta correria aos testes, nalguns casos "porque sim", faz-me lembrar o pânico gerado pela greve dos motoristas de combustível.

É uma espécie de stress emocional que vem abalar o normal funcionamento das nossas vidas.

 

Os dirigentes do país ordenaram "testar, testar, testar", instruindo as pessoas com o medo e alguns postos gratuitos. A população aderiu, mas como é habitual faltou o planeamento: não se garantiu pontos de testagem suficientes e, pior, não se reforçou a linha Saúde 24.

Vemos pessoas que se vão testar por medo e que não têm qualquer sintoma, tirando a vez a pessoas que contactaram infetados ou que estão sintomáticas. 

O pior vem a seguir: há um entupimento da linha Saúde 24 e esta não responde a casos não covid, bloqueando as urgências.

As restantes doenças e maleitas das pessoas ficam por tratar, sobretudo os que não podem aceder aos hospitais e clínicas privadas. Por aqui se vê uma das formas de como o covid pode aumentar as desigualdades sociais.

Mais uma falta de planeamento e de comunicação sempre a pensar nas eleições. Enquanto se fala no COVID, não se fala de outras coisas.

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publicado às 20:55


27 comentários

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De Sofia a 03.01.2022 às 21:34

Muitos dos testes são ocupados para ir a eventos, principalmente futebol. Á sexta-feira é uma loucura. Mais uma vez outras doenças, estão a ser deixadas para segundo plano. E quando forem vistas será tarde demais...
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De O ultimo fecha a porta a 09.01.2022 às 17:50

O problema acaba por ser exatamente esse. Há uma histeria.
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De cheia a 03.01.2022 às 21:47

Totalmente de acordo!
Um abraço
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De Pedro Coimbra a 04.01.2022 às 02:28

FELIZ ANO NOVO
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De Andy Bloig a 04.01.2022 às 11:30

95 em cada 100 testes é para acederem a eventos ou por "descargo de consciência".
Por isso, é nos restantes que existe alguma suspeita de poderem estar infectados. Pior é ver que milhares de testes são feitos, porque as pessoas viram numa rede social que um conhecido foi fazer o teste (para ir ao jantar de aniversário do manel naquele restaurante fixe) e deu positivo. Como estiveram a almoçar com essa pessoa, de madrugada já estão à porta do centro de testagem para confirmar que não foram infectados...
O SNS24 tem o problema da grande maioria das chamadas serem para perguntar se aquele sintoma é de covid-19. Infelizmente, principalmente nas camadas mais jovens, surgiu a parte de anunciarem os sintomas de covid-19, mesmo que tenham uma ligeira dor de cabeça (que gera uma febre baixa, maioria dos termómetros nem a encontram), dizem ter dores musculares, irritação na garganta, irritação no nariz... que a matriz de rastreio diz poderem ser sintomas covid-19. Os laboratórios estão super lotados, fica tudo em pânico. Vão fazer o teste 3 dias depois, deu negativo, criticam que podiam estar infectados, pois o filho deu positivo, e que foi o atraso que deu negativo... 2 semanas depois, então já com dores e sintomas aparece o teste positivo, nessa altura já não se lembram das queixas que fizeram 10 dias antes.
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De Maribel Maia a 04.01.2022 às 11:44

Cada vez mais é necessário bom senso e não 'Maria vai com as outras'!
Beijinhos
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De Lobos disfarçados de cordeiros a 09.01.2022 às 19:41

E você não é também 'Maria vai com as outras'?
Além disso parece não querer aprender com alguns, já deve saber quase tudo!
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De José da Xã a 04.01.2022 às 12:57

Temo Último que o caso seja mais grave que isso.~
Pelo que tenho lido esta nova variante é mais fácil de se alastrar que as anteriores.
Depois se pretenderes ir a qualquer lado necessitas sempre de um teste negativo: um lar, um hospital, um evento cultural.
Ainda por cima os testes só são válidos por 48 horas...
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De O ultimo fecha a porta a 09.01.2022 às 17:29

A boa notícia e 5 dias depois do comentário, é que esta variante é bem mais ligeira que as anteriores. Parece estar a caminhar para uma gripe.
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De Luísa de Sousa a 04.01.2022 às 14:00

Concordo com tudo ... já estou a ficar farta destas situações de "pânico" provocadas!

Beijinhos
Feliz Dia
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De marta-omeucanto a 04.01.2022 às 18:28

No Natal, a minha filha esteve com o pai cerca de dia e meio.
Na segunda-feira seguinte, ele informa que fez um teste e está positivo.
Disse à minha filha que, como não tinha sintomas, e estava em casa, não havia perigo de contagiar ninguém, e para esperar mais uns dias, para então fazer o teste. Percebi que as marcações nas farmácias, por conta da quadra natalícia, eram para esquecer, por isso comprei um e fez em casa. Negativo.
Este fim de semana, comprei dois testes no supermercado, para ter em casa, para o caso de vir a ser necessário. O meu marido já queria fazer um, só naquela!
Disse-lhe logo, se não tens nada, e não vais para lado nenhum, qual o interesse?
Enfim...
Acho que deveria haver prioridades nos testes e, em todas as outras situações, as pessoas que tivessem paciência.
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De O ultimo fecha a porta a 09.01.2022 às 17:12

Não vale a pena panicar. Há um comunicação muito difusa, a incitar ao medo e ao exagero.
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De Di a 04.01.2022 às 22:07

Os hospitais estão caóticos ..
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De João Silva a 05.01.2022 às 08:02

O problema da questão está mesmo neste ordenar sem tino. Quem lidera, tem de ter formação e sensibilidade para lidar com este tipo de gestões de emoções. Enfim. E sim, tudo isto desencadeia uma espécie de stress coletivo mas também esconde interesses comerciais.
Agora parece que virou moda fixa ter COVID (porque se sabe que esta variante é menos mortal)... Santa paciência!
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De O ultimo fecha a porta a 06.01.2022 às 19:54

Há muita falta de comunicação. No início havia quase uma discriminação de quem teve covid. Hoje está-se a banalizar.

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