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Rarissimas será assim tão raro?

12.12.17

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Vi mais tarde no site a reportagem da TVI sobre os gastos da Raríssimas. Todos os adjetivos pejorativos são poucos para definir aquela fraude.

 

Surpreende o facto de:

- estarem envolvidos nas avenças secretários de Estado (que são quem financia a instituição e que deveriam estar em "exclusividade" no exercício de cargos públicos),

-a mulher do atual ministro que, por coincidência é precisamente, quem aprova os subsídios estatais

- nenhum dos envolvidos querer dar a cara para contradizer a reportagem e diz o povo que "quem cala consente"

- quantas mais instituições fazem ilegalidades semelhantes? Querem ver que agora choverão denúncias de atos semelhantes?

- a denúnica ser feita a um canal de televisão e não aos órgãos competentes (ah, choca com outros interesses).

 

Há umas semanas, olhei para as contas que são públicas da AMI, aquela instituição dirigida por um ex-candidato à Presidência da República. Pesquisem no site e reparem no património (imobiliário e de títulos) que a instituição financiada pelo Estado tem. Ou então reparem na semelhança de apelidos dos membros (remunerados) da direção.

 

Outro exemplo: os peditórios dos fieis à porta dos cemitérios para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Quantos milhões entraram nas ranhuras daquelas tombolas. Fui site da LPCC e não há qualquer informação das contas, nem receitas, nem património. 

 

Ora, se por várias vezes já o disse no blog que não costumo contribuir em peditórios, recolha de alimentos, nem nada do género, esta reportagem vem-me dar razão. O nosso maior contributo é ajudarmos o próximo sem intermediários ou instituições.

 

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publicado às 19:33


19 comentários

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De cheia a 12.12.2017 às 20:14

Estou totalmente de acordo contigo. Acho que estas instituições não deviam receber dinheiro público. As associações que fazem peditórios devem prestar contas, para que quem contribuí, saiba como foi gasto o dinheiro.
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De HD a 12.12.2017 às 20:22

Entregar diretamente aos responsáveis das instituições...
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De O ultimo fecha a porta a 12.12.2017 às 23:42

O melhor é ajudar diretamente quem precisa, sem intermediários. Nunca se sabe o destino do nosso dinheiro.
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De Carlos a 12.12.2017 às 20:38

Completamente!
Recuso-me veemente a ajudar estas instituições!São diversos os casos de que ouço falar onde as ajudas não chegam ou se apenas chegam pela metade!
Já agora, onde anda o dinheiro dos telefonemas em solidariedade com as vítimas dos incêndios? Já foram entregues?
Por mim acabou, recuso-me a ajudar!
Grande abraço.
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De O ultimo fecha a porta a 12.12.2017 às 23:35

Não sei, o meu não saiu da minha conta bancária. Ao ajudar que se ajuda pessoalmente, sem "intermediários".
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De Sérgio Ambrósio a 12.12.2017 às 21:16

Ora nem mais!
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De Robinson Kanes a 12.12.2017 às 21:55

Acho que é melhor nem passares nas minhas paragens...
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De O ultimo fecha a porta a 12.12.2017 às 23:29

Vou lá passar. A parte que referi da AMI foi sobre algo que falamos uma vez e fui ao site deles consultar o R&C
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De Robinson Kanes a 13.12.2017 às 10:07

Si, recordei-me ao ler o teu texto... Hoje estamos em sintonia.
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De P. P. a 12.12.2017 às 22:29

Continuarei a ajudar quando não tiver matéria prima, o que é pouco provável, uma vez que nas Escolas detetamos vários casos de carências.
Quem fizer uso indevido, que fique com esse peso na consciência.
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De O ultimo fecha a porta a 12.12.2017 às 23:11

Quando se ajuda diretamente ou se conhece o trabalho das instituições é mais fácil confiar.
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De Cláudia a 12.12.2017 às 22:36

O problema maior destas coisas, é que cada vez menos pessoas vão ajudar.
Cada vez se acredita menos e quem sofre é quem precisa de facto.

Beijocas
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De Magui Ferreira a 12.12.2017 às 23:17

Constrangedora a entrevista do secretário de estado que acabou por se demitir, mais valia ter estado caladinho .
Vamos ver como isto vai acabar ...
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De Diana a 12.12.2017 às 23:48

Felizmente, já se demitiu.
Estava a ver que tinha a lata de continuar a arrecadar mais dinheiro.
Pena é não lhe tirarem o que já levou a mais.
É por isso que fico de pé a trás no que toca a ajudar certas instituições.
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De Andy Bloig a 13.12.2017 às 09:05

Tens aí informações que são falsas:
O secretário de estado trabalhou para a associação antes de ir para o governo. (Era consultor num escritório de projectos ligados à área dos seguros de saúde e clínicas de saúde.);
A deputada foi na viagem no ano passado, assim como outros deputados do mesmo e de outros partidos (que se fazem virgens arrependidas), só que a jornalista nunca toca em assuntos sobre esses grupos de pessoas, por isso focou-se na deputada, aproveitando para afirmar que o ministro sabia do caso, pois enviaram uma carta (que a pessoa que enviou já não sabe dos registos que diz ter feito no envio da carta...);

Também faltou revelar na reportagem (para a jornalista proteger um partido político) que a associação já tinha nomeado um novo vice-presidente (actual deputado) e já tinha definido que iria receber 2750 euros de ordenado mensal, mais acesso a cartão de crédito, tendo sido nomeado a 28 de Novembro e iria tomar posse a 2 de Janeiro. (Depois da bronca e de um jornalista, de outro meio de comunicação, o ter contactado, diz que já não tem confiança para assumir o cargo.)

A reportagem revela os podres mas, escondeu muita informação que a jornalista quis apontar na direcção do governo e proteger outros (como Leonor Beleza e Graça Carvalho que estão registadas como as representantes máximas do conselho consultivo que aprova as contas da associação) que não lhe interessava tocar, algo muito habitual na Ana Leal e nas suas reportagens.
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De O ultimo fecha a porta a 13.12.2017 às 22:53

Quando escrevi este post, ainda não se sabia tantos pormenores desta coboiada.

Atacar a jornalista é sempre mais fácil quando as coisas não correm como se quer. Porém, a informação pode não ter-lhe chegado. Recorde-se que as fontes da informação foram ex-funcionários. Dou o beneficio da dúvida.
Quando a história vem a lume, é quando toda agente fala. é assim em tudo na vida. zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

A informação da TVI anda com muitas e anormais reportagens sobre a Altice e o atual diretor de informação é muito amigo de José Socrates e isso é visível no tempo de antena e horas dedicadas a entrevistas a josé sócrates. Ainda assim, esta história parece um tapete cheio de lixo debaixo que se vai descobrindo

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