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Ser descartável

14.07.18

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Há coisas que não nos deixam indiferentes e uma delas foi o facto de ser tornado público esta semana um idoso abandonado pela família nas urgências de um hospital público.

 

Não é de certeza absoluta caso único.

 

Este foi notícia, mas quantos mais haverá nesta situação?

Este é um problema social e que nos deixa refletir. Não sei se a família tem tempo e condições para o acolher e tratar dele, mas poderá haver pior sentimento do que nos sentirmos um empecilho que ninguém quer?

Secalhar a mesma família, mal a pessoa morra, salta logo para a herança.

 

Mas há o reverso da medalha: quantos idosos estão em casa dos filhos e são explorados financeiramente (usurpam-lhes a reforma) e quantos são mal tratados e espancados pelas famílias estúpidas e intolerantes. Não são denunciadas, mas existem. Por isso, no "deve e haver" nem sei o que será pior...

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publicado às 10:10


15 comentários

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De Robinson Kanes a 14.07.2018 às 17:46

Desculpa a frieza, mas esta notícia nem é notícia... Idosos abandonados no hospital é o prato do dia...
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De Cláudia a 14.07.2018 às 19:04

Eu não consigo tolerar isto.
Custou-me imenso ler o que escreveste.

Revolta-me mesmo!

Beijocas
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De cheia a 14.07.2018 às 19:45

Tocaste num problema, que a sociedade parece não querer falar. Como dizes não sabes qual pior: se ser abandonado ou maltratado. Mesmo os que são depositados nos lares, nem todos são devidamente tratados.
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De O ultimo fecha a porta a 17.07.2018 às 13:44

Infelizmente isso acontece. O desespero por uma solução leva a que as famílias queiram despachar os mais velhos, sem assegurar as reais condições.
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De Pedro D. a 15.07.2018 às 12:29

Infelizmente é uma situação que acontece mais vezes do que pensamos. A minha avó que faleceu aos 98 anos faz agora 30 anos, contava que antigamente iam deixar os velhos incapacitados na serra da Lousã para morrerem sozinhos e serem comidos pelos lobos... parece que continuamos no séc. XIX.
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De HD a 15.07.2018 às 19:56

Apesar de já haver mais cuidadores reconhecidos, muito há a fazer para inverter esta situação... :s
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De Maria Araújo a 15.07.2018 às 21:22

Infelizmente.
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De CB a 16.07.2018 às 12:09

Tocaste na ferida. Custa saber a realidade mas não podemos ignora-la.
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De Gorduchita a 16.07.2018 às 12:25

São ambas más, mas diria que maus tratos ultrapassa tudo!
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De Marta Elle a 16.07.2018 às 20:22

Hummmm...ao contrário das outras pessoas, esse tipo de situações deixa-me sempre desconfiada.
Sim, é verdade que há muitos velhotes que são completamente abandonados à sua sorte. Outros são parcialmente abandonados ( sim, também existem os "parcialmente" abandonados ), a família até os visita, mas podia fazer muito mais e está-se nas tintas.
No entanto, conheço casos em que os velhotes têm exatamente o que merecem.
Na minha família tenho um caso desses. O meu avô foi-se embora de casa quando o meu pai tinha 3 meses, pediu o divórcio e não quis saber mais dele. Nunca o visitou, nunca lhe escreveu, nunca lhe telefonou, nunca contribuiu financeiramente para o sustento dele, absolutamente nada de nada.
Era eu bebé e o meu avô estava no hospital a bater a bota. A culpa foi dele que apanhou uma doença que tinha tratamento mas como não se tratou aquilo evoluiu. Só perguntava :
- O meu filho ? Onde é que está o meu filho ?
O meu pai nunca o visitou e fez muito bem porque ele teve 30 anos para se arrepender, e só quando estava velho e a esticar o pernil é que se lembrou que tinha um filho.
O meu pai não teve pai e eu não tive avô.
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De O ultimo fecha a porta a 17.07.2018 às 19:31

Podem acontecer situações dessas, mas não acredito que seja generalizado, mas sim uma desresponsabilização, maldade e inconsciência dos mais jovens. Acho que é um problema que a sociedade atual é confrontada.
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De Marta Elle a 17.07.2018 às 20:09

Sim, claro que a maioria é a típica situação de se estarem nas tintas para os pais e avós, mas não tenho dúvidas que há umas quantas situações em que as pessoas têm o que merecem.
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De Happy a 17.07.2018 às 18:32

Muito disso se deve ao sistema de suporte quase inexistente. Quando tive de internar a minha sogra, foi uma dificuldade para arranjar perto de nós. Acabou por ir para um lar que ela própria já pagava há umas dezenas de anos uma quota, para garantir a sua entrada. Ficava mais longe, mas foi a solução.
E entre os 400 euros que se pagam de creche e os 600 ou 700 que se pagam de asilo, façam-se as contas.
Tenho uma amiga que como o pai sempre viveu com a terra, teve de arranjar um lar com um pedaço de terra e está a pagar 2000 (dois mil) por mês. Mais as viagens, porque fica a cerca de 200 km de onde vive, e ela vai lá quase todas as semanas.
E nos locais onde não há alternativas? E em que a família não pode? Enfim...
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De O ultimo fecha a porta a 17.07.2018 às 19:39

2000 euros é uma loucura.

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