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A ditadura da imagem

12.04.21

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Há uns meses, um actor da minha idade, chamado Ângelo Rodrigues,  foi parar a uma cama de hospital e com o sério risco de ficar paralítico devido à toma de testosterona por questões de imagem - ficar com o corpo musculado.

 

Esta semana um novo caso em que a ditadura da imagem leva às pessoas a entraram por caminhos esquisitos.

O que vale uma capa da MenHealth?

 

Um cantor, já por si bastante magro, submete-se a uma "mudança de visual" para fazer uma capa de revista masculina, passando por isto: 

 "Estava de rastos. Nem conseguia subir estas escadas. Na fase final, houve uma grande restrição e só podia comer pescada e brócolos, pouco mais do que isso. É algo normal para se fazer uma capa com mais definição de corpo. Vai-se perdendo energia, porque não se está a comer hidratos, não se estão a repor esses níveis. " 

A coisa chega ao cúmulo de a namorada vir para a imprensa queixar-se da falta de apetite sexual do cantor.

 

Cada um é livre de fazer o que quiser, mas esta ditadura do músculos, do body building, da pressão mediática e da ânsia de ser capa de uma revista masculina, leva a sacrifícios que não fazem sentido. Para quê?

 

Há hábitos saudáveis, métricas de massa gorda, proporção de peso e altura que devem ser respeitadas por questões de saúde e bem-estar. Mas quando já se é magro e se passa por extremos para ser capa de revista, algo vai mal que na pessoa que aceita estas medidas, quer em quem as propõe.

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publicado às 13:47

Uma mensagem simpática

06.02.21

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No Instagram fui surpreendido por esta mensagem do grupo de corrida amador com quem costumava correr antes da pandemia. Desde o Verão que continuo (ou continuava até ao mês passado) com algumas pessoas que conheci aqui.

Nestas alturas em que estamos mais tristes, apreensivos e até solitários, sabe muito bem receber estas mensagens.

Quem a escreveu não sabe quem é a identidade que está detrás da página (ou melhor, quase ninguém sabe), mas mesmo assim não hesitou em partilhar boa energia 

 

 

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publicado às 21:13

A paciência tem limites

23.01.21

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Tomar decisões de pandemia não é fácil. Estamos todos de cabeça quente, cansados e sem saber lidar com o inesperado. Isso não justifica porém que se lancem informações confusas e desiquilibradas como está a acontecer atualmente.

Vou a um simples caso: o do passeio higiénico.

O Governo anuncia, via jornais, que haverá multas para quem se afastar da sua área de residência, sendo preciso "justificae". Assusta, avisando que quem não pagar na hora terá custos acrescidos e ainda tem que andar com identificação.

O problema, ou um dos, é que não especifica qual a distância permitida para passear ou correr!!! Que risco tem um cidadão ir a correr sozinho? Se estiver cansado, tem lá folgo para socializar.

 

Poderia falar dos outros problemas, como a saúde mental, o isolamento psicológico, o layoff, o teletrabalho prolongado (continuo a achar de Inverno temos mais dificuldade em desligar). Ou seja, nem sozinho quem precisa de o fazer...

 

Esta falta de informação, planeamento não é compreensível. Se definem uma regra, têm que a definir, não lançar o pânico. 

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publicado às 15:36

Desporto em tempos de covid

17.12.20

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Nunca se falou tanto em sáude mental e com razão. O covid veio trocar-nos as voltas em tudo. Hoje vou falar do desporto.

Diz a OMS que o desporto ajudaria a evitar milhões de mortes. A verdade é que desde que comecei a correr regularmente (2017), constipei apenas duas vezes.

 

Ginásio

Este mês, cancelei temporariamente a minha mensalidade no ginásio. Pelo menos durante dois meses (Dez e Jan).

Com o teletrabalho e o regresso temporário a casa dos meus pais, deixou de fazer sentido estar a pagar por um serviço que não iria usufruir.

No confinamento de Março e com o encerramento obrigatório, continuei a pagar. Foi o meu contributo "social" para uma empresa sem receitas mas que continuou a pagar as aulas aos professores. Se nos meses de Verão, entre férias e teletrabalho alternado, continuei a pagar e nem a metade dos dias a que tive direito usufruí, agora, o ginásio continua a aberto. Por isso achei que não fazia sentido manter a minha generosidade.

 

Treinar em casa

Em Abril custou muito seguir os exercícios da aplicação do ginásio. Foi preciso muita força de vontade.

Neste novo confinamento, sou honesto: não fiz nenhuma sequência.

Tenho corrido 1h pelo menos uma vez por semana e mais nada.  Abri uma exceção para dois exercícios de 2 em 2 dias de reforço muscular na lombar. Os dias mais curtos e chuvosos não me puxam minimamente... Ir-me-ia fazer bem até para desanuviar.

 

Corridas

Numa situação normal, este seria o mês das corridas de São Silvestre. Antes da pandemia, costumava ir a algumas corridas, não pelos prémios, mas pela parte do convívio e combater o sedentarismo.

Este ano não há eventos para ninguém. As organizações mais profissionais mantêm uns eventos virtuais onde vendem t-shirts e medalhas. Outras mais amadoras criam apenas o conceito de inscrição gratuita. 

Os treinos em grupo são cada vez mais raros e vazios devido ao risco de contágio e ao tempo frio e chuvoso que se faz sentir afastando os mais perguiçosos. Apenas os mais resilientes (palavra da moda) continuam. Incluo-me por enquanto neste grupo e porque os meus colegas têm puxado por mim.

 

Posto isto, tenho trenado muito pouco e isso não é bom. Com os doces de Natal, terá de haver desgaste.

Será que depois deste auto-reconhecimento de sedentarismo e preguiça, vou arranjar motivação para treinar? 

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publicado às 17:15

Futebol, racismo e o passo de gigante

09.12.20

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O que se passou na 3ª feira no jogo PSG- Basaksehir tem de ser falado e refletido.

O PSG (poderoso clube francês) abandonou o jogo em solidariedade a uma discriminação racista ao treinador adversário.

 

Podia ter ignorado e seguido o jogo.

Existem igualmente acusações de racismo proferido pelo adjunto aos árbitros romenos chamando-os de "ciganos". Tudo está errado!

 

Em Portugal, aconteceu um episódio racista em Guimarães, com Marega. Os da casa ignoraram, tal como o capitão da equipa caseira André André ("não me apercebi de nada"). O jogador afetado queria abandonar o jogo, mas inexplicavelmente não o deixaram, numa espécie de "tu és pago para jogar". Criaram-se campanhas com resultados duvidosos.

Um outro episódio foi passado na TVI num domingo à noite num programa chamado "roast" em que apelidaram de "macaco" um dos intervenientes de cor negra. A plateia riu-se. Eu mudei de imediato de canal e critiquei o programa aqui no blog. Dizem que é humor negro. Não é humor... É preconceito e grave!

Que valores queremos enquanto sociedade? Para passar aos mais novos?

 

Esta semana, houve coragem e determinação do PSG. Suspendeu-se o jogo! Esta decisão fez mais que muitas campanhas e hashtags. Foi em França e tem de se refletir.

Esperam-se consequências, mas já ser notícia em vez de ser ignorado e abafado já é um passo!

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publicado às 20:41

Corridas Virtuais e prémios

27.08.20

Nas primeiras semanas pós-pandemia, optei por continuar a fazer desporto, mas apenas corrida. Além de ser gratuito, outdoor, não requer investimento nem ajuntamentos. Entretanto, voltei ao ginásio, mas confesso que duas mãos são suficientes para contar o nº de vezes que lá fui. Tenho sido daqueles que tem pago e não vai.

Nas últimas semanas tenho ido correr com um pequeno sub-grupo com o mesmo ritmo que eu, do grupo amador onde ia antes de pandemia. Temos variado percursos aqui na cidade e redondezas. Muito bom para exercitar o corpo e a língua 

 

Entretanto, algumas organizações lançaram as chamadas "corridas virtuais". A pessoa faz a distância definida, onde estiver, e no fim envia o comprovativo para as organizações. Até agora só me inscrevi nas gratuitas.

Dois comentários:

- Ontem no "treino" um colega referiu ter ouvido casos de pessoas que manipulam os print-screens das app's com os tempos que enviam às organizações apenas para ficarem elegíveis para prémios, sobretudo naquelas em que os prémios são por classificações. Xicos espertos há-os sempre mas também não percebo a ingenuidade das organizações ao colocarem este tipo de prémios. Além de desincentivar os mais lentos, é altamente susceptível de fraude.

 

- Uma outra organização (Correr Lisboa) presenteou quem concluiu e enviou o comprovativo da distância com umas amostras. Fui dos contemplados. Não conhecia esta empresa, provavelmente por ser de Lisboa e não participar em eventos nessa zona, mas fica aqui o meu agradecimento ao Grupo Azevedos e Biolectra.

[Sinceramente valorizo mais este merchandising do que medalhas, pois posso utilizar no dia a dia ou nos treinos]

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publicado às 21:04

Breves do Último

02.07.20

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- Hotéis

Um conselho para quem vai marcar hotéis nos próximos dias: contactem diretamente o hotel ou reservem através do site.
A maioria faz um preço mais baixo ao cliente - "melhor preço garantido" porque poupa a comissão das plataformas.
Pelo menos em Portugal, a maioria dos hotéis está a fazê-lo.

 

Ouvi este fds um grande grupo de hotelaria a queixar-se da baixa ocupação. Dias antes tinha visto que para o sítio onde queria ir, o preço da APA (Alojamento + Peq Almoço) era 138 €. Santa Paciência! Com preços destes estão à espera de quê?

E num ápice entramos em Julho!

 

- Desporto

Nestes dias, as nossas rotinas tiveram que alterar. Apesar de já ser permitido, tenho ido poucas vezes ao ginásio e não tomo banho lá. Tenho privilegiado as atividades outdoor e em grupos pequenos. 

Partilhei no blog do João, a minha experiência nos últimos meses. Ver AQUI.

 

- Manifestações

Critiquei o âmbito, a forma e publicidade da manifestação anti-racismo e critico a manifestação ant anti-racista da extrema direita. Mais do que haver liberdade, há bom senso. E este deve imperar. Existem muitas outras coisas mais graves para as quais não há manifestações nem ações.

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publicado às 18:40

Futebol e política

28.05.20

Duas áreas críticas na nossa sociedade e muito intimamente ligadas, infelizmente.

Não pelos melhores motivos. Promiscuidade e oportunismo acabam por acontecer na maioria das situações.

 

Três delas são recentes:

1- Rui Moreira faz parte da lista de Pinto da Costa para presidência do FC Porto.

Assim, à primeira vista parece querer marcar terreno para um futuro lugar quando PdC sair e não se puder candidatar à Câmara do porto por limitação de mandatos.

Mas ser presidente da Câmara e fazer parte de uma lista a um clube não faz sentido. Admiro-o pelas causas que defende e com as quais concordo sobretudo na defesa dos interesses da região como no caso vergonhoso da TAP, mas depois faz isto [não sou eleitor no Porto]. Qual a necessidade? "Gratidão" segundo o próprio de quê? E os outros clubes? Será que depois não pode ser acusado de beneficiar mais um clube que outro? Não percebo.

 

2- O presidente da CM Olhão a meter-se na confusão das subidas e descidas de um único clube da cidade. 

Para quê misturar autarquia com clubismos? E pior guerrinhas com a FPF de sobe e desce de divisão? Não sou de Olhão, não posso opinar muito, mas não haverá outras guerras para vencer no concelho? Creio que sim e não sãpo poucas.

Notícia desta semana: poluição na zona ribeirinha de Olhão

 

3- Cláudia Santos, uma deputada que vai para a Federação de Futebol, para um cargo de disciplina e vai acumular cargos.

Porquê acumular? Não faz sentido! Não é idóneo e não foi eleita para isso.

 

Uma coisa é termos as preferências clubísticas, outra coisa é fazer valer das funções eleitas pelo povo português e misturar em simultâneo as duas vertentes.

 

Se formos para o campo da Justiça o caso não melhora.

 

Depois vêm os discursos na noite das eleições lamentar a abstenção. Aqui estão três exemplos pelas quais as pessoas desacreditam da política.

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publicado às 16:04

O vírus e o desporto

19.05.20

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Acho o desporto muito importante para o equilíbrio emocional e físico do ser humano e por mim próprio falo.

Nesta quaretena, dois meses depois, posso dizer que não fiz desporto outdoor até 3/Maio e que perdi 2 kg. Fiz os treinos da app do ginásio 2 vezes por semana em casa (foi assim  que me disciplinei seguindo as sugestões de outros bloggers), a alimentação manteve-se equilibrada muito pelas limitações naturais de açúcar e sal da minha avó e a perda de peso deveu-se à perda de massa muscular.

 

- Futebol

A indústria, com muito peso financeiro e na cultura portuguesa, segue os outros países e vai voltar. Com ele vai regressar também os programas de cabo. Honestamente, até deste entretimento senti falta - antes falar dos árbitros do que doenças e desgraças.

Os jogos serão à porta fechada e espera-se uma redução generalizada dos valores astronómicos em tudo o que o envolve: transferências de jogadores, patrocínios, salários e prémios. Os clubes vão ter que se adaptar a essa realidade. 

Com o vírus estável, não vejo problema no regresso pelos jogadores. Agora, há a questão das transmissões. Com cafés e restaurantes a meio gás, das duas uma: ou dá em sinal aberto ou haveria pirataria até mais não. Para tempos excecionais, medidas excecionais.

 

- Corridas/trails

Já aqui tenho partilhado que costumo participar em algumas de vez em quando. Costumo inscrever-me com antecedência para aproveitar os preços mais baixos.

Já vi de tudo: i) adiamentos para 2021; ii) cancelamentos e devolução do dinheiro, iii) o adiamento para o 2º semestre e as três opções juntas.

Há muita incerteza e para já não pode haver ajuntamentos. Segurança primeiro! 

Para já, há que correr/caminhar sozinho, manter a forma e não faltará tempo para eventos no futuro. Quer-se bom senso e não suvinice das organizações (como já vi). Há que ser criativo e deixo o apelo às organizações: não ofereçam as t-shirts, baixando o preço! Dêm a opção de compra ao participante! É um desperdício porque as pessoas já têm muitas em casa, a maioria tem pouca qualidade e ficam encostadas. E se os brindes disserem 2020 em vez de 2021 não há mal nenhum. Toda a gente compreende (seja nas corridas, na cultura, nos festivais, etc. )

 

Nesta quarentena participei na iniciativa solidária "kilometros em casa" houve o bom senso de não impôr valor mínimo de donativo e vi que entretanto lançaram umas corridas virtuais gratuitas. É para fazer sozinho, em segurança, parecendo uma iniciativa inclusiva e bastante interessante. Já me inscrevi

 

- Ginásio

Esta semana ligaram-me do ginásio a agradecer a mensalidade e a pôr ao corrente da preparação feita para voltar a abrir.

Fiquei contente de terem mantido os empregos e das soluções criativas para preservar a segurança dos clientes. Uma delas será as aulas outdoor sem material quando não chover para garantir a distância entre as pessoas, entre as outras já anunciadas nas televisões. Acho que o espírito é esse: seguir em frente, confiança, manter empregos e segurança.

 

- A máscara e o desporto

Não são compatíveis. Para caminhar sim, mas para atividades que intensifiquem a respiração nem pensar. Há a justificação técnica do oxigénio e do dióxido de carbono. O corpo precisa de oxigénio na inspiração e só vai encontrar dióxido de carbono da expiração na máscara. Por isso, não percebo as críticas das pessoas que vêm pessoas a correr ou a caminhar sozinhas em espaços abertos sem máscara. Em resumo, vamos correr sozinhos até haver novidades em contrário.

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publicado às 18:52

Música para animar: John Travolta

19.04.20

Este domingo decorreu a iniciativa solidária dos Kilómetros em Casa. 

Uma prova virtual onde as pessoas se inscreviam em forma de donativo em 100% do valor foi para o Hospital S. João e de Penafiel. Quem quisesse fazia kilómetros em casa esta manhã a caminhar, correr, passadeira, etc. O objetivo era recolher fundos.

Não costumo participar em recolha de donativos porque desconfio sempre das "boas" intenções como se viu em Pedrogão. O que me levou a abraçar esta iniciativa? Primeiro ser organizada por amadores, que dão a cara e sem IVA e prestadores de serviços pelo meio. Segundo os destinatários já estarem comprometidos no site. Terceiro o valor ser público. Quarto o destino serem equipamentos que poderão ser usados de forma duradoura.

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publicado às 14:17


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