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A pérola

27.07.22

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Em adolescente li o livro " A Pérola" numa das férias de Verão.

Escrito por John Steinbeck, em 1947, faz parte do Plano Nacional de Leitura. Um livro curto, de leitura fácil, conta a história de uma família humilde que se dedicava à apanha de pérolas no mar para sobreviver. Até ao dia em que apanhou uma pérola tão grande e valiosa que ninguém a queria comprar. A inveja e malvadez dos outros tornaram a sua vida num Inferno.

 

Lembrei-me desta história já com alguns anos ao ver as notícias de Cristiano Ronaldo. Quando era jovem e potente, todos o queriam mas poucos podia pagar-lhe. Hoje, com 37 anos, poucos o querem e pode ver-se em apuros para arranjar clube. Já vários clubes/treinadores o rejeitaram explicitamente em público. E não é só pelo salário ou condições ... não estou a ver Rúben Amorim ou Sérgio Conceição a "perder" o balneário porcausa da estrela.

 

A vida dá muitas voltas...

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publicado às 21:50

Caminhada Santa Rita (Valongo)

16.06.22

Quando vimos que iria haver uma caminhada à Santa Rita, em dia de feriado, nem hesitamos. Inscrevemo-nos logo. Seriam 25 km desde Seixezelo (VN Gaia) até Ermesinde. A maioria dos caminhantes não foi cumprir promessa, foi na desportiva.

Na véspera deixei tudo pronto: protector solar, roupa clara, colete refletor, mochila, água, meias de caminhada e o chapéu com abas.

06h30min e estavamos todos junto à Igreja de Seixezelo, ponto de encontro. Já se sentia quente na aurora do dia.

Começamos a pôr pés a caminho e seguimos pela EN 1 até Santo Ovído, passando pelos Carvalhos e pela Rechousa. Descemos a Avenida da República e cerca das 8h30m já tínhamos percorrido 10 km e paramos no Jardim do Morro para beber água, comer qualquer coisa e, claro, tirar fotos.

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A perspetiva da linha do Metro do lado de Gaia é muito sui generis

Atravessamos a ponte e já com o sol a brilhar deixamo-nos deliciar pelas vistas da Ponte D. Luís I.

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Fotos tiradas, seguimos pela Praça da Batalha, onde alguns colegas pararam para tomar café. Eu aproveitei para tirar mais umas fotos.

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Seguimos caminhada pela Rua Santa Catarina, Bonfim e prosseguimos pela Areosa onde faríamos a segunda paragem. Hidratar, comer qualquer coisa e seguir. O sol estava alto e muito quente. A partir daí foi seguir em frente e virar para Ermesinde. Por volta das 11h30 chegamos. 

Ir à igreja, descansar à sombra, comprar uns docinhos para trazer para casa e voltar no autocarro que o grupo alugou.

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publicado às 17:58

Do fim de semana

21.03.22

Este fim de semana foi o dia do Pai.

No sábado, fui com o meu buscar o kit da Corrida do dia seguinte a um Alameda Shopping. Algumas lojas fechadas e calmo como é habitual. Talvez seja dos centros comerciais com mais dificuldade em vingar, faltando ali claramente "lojas- âncora".

À vinda, paramos no horto para começar a operação Horta 2022.

Comprei 5 pés de curgete e tentei o tomate chucha mas já estava esgotado. Tinha pés de tomate maçã e coração de boi, mas como esses implicam algum engenho de estacamento optei por não trazer indo noutra altura. Trouxe também semente de salsa e coentros. 

Estes 5 já estão na terra.

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No domingo, fui à Corrida do dia do Pai. Ganhei um dorsal duplo ainda em 2020 (antes do covid), mas como a prova foi adiada deixaram-me usar este ano, no regresso. Ofereci o outro dorsal ao meu pai pelo simbolismo (ainda que comercial) da data.

Muita animação e pessoal. Correu tudo bem. Ao almoço, estava sintonizado no Porto Canal e o organizador queixava-se que havia menos afluência do que em edições anteriores, atribuindo as culpas ao covid. 

Discordo dele.

As pessoas não aderem devido às restições. A maioria não está é disposta a pagar os preços elevados que as organizações pedem. Eu só fui porque era oferta de passatempo, senão não iria. A inscrição custaria 12 Euros logo na primeira fase. Se a isso somarmos as portagens e o transporte para quem não é de Matosinhos, é pesado. A vida está cara!

E continuo a defender que a t-shirt deveria ser opcional devendo haver preços diferentes.

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publicado às 17:32

Do fim de semana

13.12.21

Este fim de semana foi sem chuva, apesar da humidade no ar que se fazia por aqui.

No sábado, precisei de comprar um tapete anti derrapante para a banheira. O último que comprei foi em 2015 e gastei 3 € nos chineses. Durou 6 anos com um uso diário. Não foi mau.

Fui ao mesmo bazar mas não encontrei parecidos. Comprei um igual a 7 € num supermercado (sempre ainda dá para recuperar alguma coisa no e-fatura). No espaço de 6 anos o preço mais que duplicou.

Não sei se também notam estas diferenças de preço nas vossas compras recentes.

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Fui também à Decathlon comprar um copo dobrável para trail. Como não servem copos (e muito bem!) nas organizações em nome da diminuição da poluição e desperdício, encontrei um muito jeitoso nesta loja a 5 € que dá para levar no bolso. Teria-me dado jeito no feriado.

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No domingo, fui à Serra de Negrelos correr com os meus colegas. Seria mais um treino se não nos tivéssemos confrontado com este cenário. A foto abaixo não é "fake"... Uns aventureiros resolveram ir com os seus jipes para a serra (quem a conhece sabe que é pequena, mas "carrossel", muito sobe e desce, com caminhos apertados e pejados de pedra. Claro que com as chuvas dos últimos dias, as terras estão movediças e a erosão dos solos faz-se sentir. O resultado foi o abaixo:

Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos. Para quê inventar?

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publicado às 22:16

Do feriado - Trail dos Pernetas

08.12.21

Este feriado começou bem cedo.

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Já andava para fazer algum tempo o Trail dos Pernetas, mas veio o covid e marcaram um treino gratuito para este feriado dia 8 de Dezembro (não vou escrever o nome do evento porque senão bloqueiam-me o post ). A tempestade fez-me hesitar, porém como davam aguaceiros lá pus o despertador para cedo no feriado e rumei até Canedo, Santa Maria da Feira.

As expectativas eram elevadas pois já tinha ouvido dizer muito bem da organização. 

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Levei a minha mãe comigo que tem lá uma grande amiga enquanto fui experimentar o famoso quintal. Muita gente conhecida da zona e que bom que foi relembrar algumas caras para pôr a conversa em dia. Às 9h começou a versão dos 10 km que eu me propus fazer.

Trilhos muito bem marcados, com uns aguaceiros a desafiar a coragem, mas felizmente não foi aquela chuva torrencial. Um bom monte para correr, sem descidas a pique (que é o que menos gosto) e com o brinde atravessar várias vezes o rio Inha (sempre em segurança, sem "invenções", o que saúda principalmente para quem vai por desporto e como amador). O percurso inclui muito arvoredo e parte é ao longo do leito do rio, sendo um deleite. Pelo caminho ainda houve dois abastecimentos com direito a uma bifana e uma bebida no fim. Sendo uma prova gratuita, nada mais se pode pedir ao nível da organização.

Fantástico! Adorei!

 

Agora, a tarde é para descansar.

 

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publicado às 16:00

Os mais fortes e os mais fracos

03.12.21

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O jogo Belenenses SAD- Benfica é paradigmático do estado em que país está e de como a vida é. Não me vou debruçar sobre táticas nem cores clubísticas, vou ver o jogo de outra forma.

 

Numa competição profissional de uma industria que movimenta milhões, entram 9 contra 11. Os 9 eram da equipa mais fraca contra os 11 da equipa mais forte.

- Naturalmente que o mais forte goleou o mais fraco. Apela-se muito ao fair play, criam-se cartões brancos, mas na hora da verdade, o mais forte não quer saber disso. Quer é ganhar a todo o custo. E assim foi.

- O regulador, a Liga, que é quem organiza o campeonato permitiu que isso acontecesse. 

- Num jogo de passa culpas tão típico em Portugal, ninguém as assume. Morre sempre solteira. É assim em Portugal, sobretudo quando beneficia os mais poderosos. O jogo realizou-se inexplicavelmente e mesmo assim ninguém faz o correto: anular o jogo.

- Pelos vistos não há ainda um protocolo definido um ano e meio depois para casos de COVID num plantel. Os presidentes foram tão exímios em manter uma luta conjunta com direito a almoço de leitão na Bairrada com as televisões chamadas ao restaurante e o mais importante que é definir regras, não o fizeram.

- Os jogadores não estão isentos de culpa. A partir do momento em que sobem ao relvado e aceitam jogar estão a compactuar com esta injustiça. Não é profissionalismo, é cobardia.

 

E assim,  continua tudo na mesma. Os mais fortes a calcar os mais fracos e não se passa nada.

Tudo errado aqui.

Por fim uma nota para um disparate que ouvi. Um dos paineleiros do costume, na CNN Portugal (pouco ou nada mudou face à TVI 24 - muito futebol só com triquisses) disse que chamar este episódio, página "negra" do futebol português era racista!!!! Está tudo louco? E branquamento de capitais é insulto aos caucasianos? 

Eu bem digo que viemos piores da pandemia.

 

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publicado às 17:02

As corridas estão a ficar demasiado caras

14.11.21

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Quem me segue há algum tempo sabe que gosto de correr e que de vez em quando costumo participar nalgumas corridas.

É algo ilógico pagar para correr, mas não eu próprio sei explicar porque entro nisto ...

.

Este fim de semana participei na primeira corrida pós covid. Ganhei um dorsal num passatempo do Facebook, daqueles tag "Marque dois amigos" e depois vá a sorteio.

 

A corrida foi no Europarque, em Santa Maria da Feira, e faço já o meu primeiro elogio à CM da Feira pelo dinamismo que tem dado ao elefante branco. Todos os fins de semana há eventos (seja congressos, espetáculos ou saraus) e ao domingo, os jardins enchem-se de corredores pois há um grupo com hora marcada e com monitores pagos pela Câmara. Os jardins estão cuidados e o famoso restaurante chama também pessoas ao local.

 

Quem pagou, desembolsou 11 Euros. O percurso é muito engraçado, a medalha idem, mas se o preço já era exagerado, a surpresa veio no fim por duas razões: prometeram uma distância mas foi menos e nem uma maçã deram. Apenas deram água. Com tantos patrocinadores e sendo uma prova exigente com trilhos, a cobrar 11 Euros acho inadmissível.

 

Na São Silvestre do Porto, outro escândalo. A organização está a cobrar 15 Euros por 10 km, quando em 2020 já cobrava 12 Euros.

 

Em geral, nota-se que há uma enorme inflação dos custos das corridas lúdicas no pós covid. Seja para afastar multidões, seja por ganância, seja para cobrir os prejuízos, acho um exagero os valores pedidos. Claro que vai quem quer, mas também tenho o direito de achar exagerado e discordar.

Comigo não contam com estes valores!

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publicado às 17:30

O outro lado da alta competição

26.10.21

Cruzei-me com este vídeo da Vanessa Fernandes e achei interessante esta perspetiva da alta competição: o reverso da medalha.

 

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publicado às 23:35

A ditadura da imagem

12.04.21

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Há uns meses, um actor da minha idade, chamado Ângelo Rodrigues,  foi parar a uma cama de hospital e com o sério risco de ficar paralítico devido à toma de testosterona por questões de imagem - ficar com o corpo musculado.

 

Esta semana um novo caso em que a ditadura da imagem leva às pessoas a entraram por caminhos esquisitos.

O que vale uma capa da MenHealth?

 

Um cantor, já por si bastante magro, submete-se a uma "mudança de visual" para fazer uma capa de revista masculina, passando por isto: 

 "Estava de rastos. Nem conseguia subir estas escadas. Na fase final, houve uma grande restrição e só podia comer pescada e brócolos, pouco mais do que isso. É algo normal para se fazer uma capa com mais definição de corpo. Vai-se perdendo energia, porque não se está a comer hidratos, não se estão a repor esses níveis. " 

A coisa chega ao cúmulo de a namorada vir para a imprensa queixar-se da falta de apetite sexual do cantor.

 

Cada um é livre de fazer o que quiser, mas esta ditadura do músculos, do body building, da pressão mediática e da ânsia de ser capa de uma revista masculina, leva a sacrifícios que não fazem sentido. Para quê?

 

Há hábitos saudáveis, métricas de massa gorda, proporção de peso e altura que devem ser respeitadas por questões de saúde e bem-estar. Mas quando já se é magro e se passa por extremos para ser capa de revista, algo vai mal que na pessoa que aceita estas medidas, quer em quem as propõe.

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publicado às 13:47

Uma mensagem simpática

06.02.21

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No Instagram fui surpreendido por esta mensagem do grupo de corrida amador com quem costumava correr antes da pandemia. Desde o Verão que continuo (ou continuava até ao mês passado) com algumas pessoas que conheci aqui.

Nestas alturas em que estamos mais tristes, apreensivos e até solitários, sabe muito bem receber estas mensagens.

Quem a escreveu não sabe quem é a identidade que está detrás da página (ou melhor, quase ninguém sabe), mas mesmo assim não hesitou em partilhar boa energia 

 

 

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publicado às 21:13


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