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Melhoria de perspetivas no confinamento

21.02.21

P8151152.JPG

 

De dia para dia, vamos recebendo boas notícias no que à evolução da pandemia diz respeito.

Assim, vamos entrando na onda de otimismo, mas o mais complicado é conter a euforia.

Acredito no que os técnicos dizem de que ainda é cedo para desconfinar, mas também me parece que alguma abertura deve ser dada em breve para bem da nossa economia e sanidade. Aberturas controladas, mas sobretudo refletidas e bem comunicadas.

Não podemos deitar tudo a perder agora - um alerta para os inconscientes que andam nas festas ilegais sem máscara.

 

Daqui a pouco muda a hora para o horário de Verão e não sei o que vocês sentiram, mas parece que é mais custoso o confinamento com os dias curtos do que nos dias soalheiros. De Inverno nem o "passeio higiénico" conseguimos dar, nem a "fotossíntese" fazer .

 

Há cerca de duas semanas, retomei o exercício físico, ora em casa, ora nas imediações de casa e senti uma grande diferença no meu bem estar, controlo de stress e ansiedade no trabalho e até a qualidade do sono melhorou.

Parece um clichê, mas o desporto tem uma boa influência em mim.

Por falar em boas influências, há um blog a fazer a fazer anos - o da Fátima Bento, com umas prendinhas para a malta.

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publicado às 12:02

Lamentos

12.02.21

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E nisto estamos quase há um ano neste atrofiamento de emoções, partilhas, sentimentos e expressões.

Há um ano que estamos em teletrabalho, que não estamos em grupos nem em jantares. Não podemos fazer o que mais gostamos. No meu caso é viajar e turistar. Poupo durante o ano, para poder gastar nas férias. Neste momento, sonho.

Fala-se que só os vacinados poderão viajar nos próximos tempos. Não me parece nada justo, porque a vacinação não é uma opção. É uma escolha feita por terceiros em função da prioridade cada um. Por outro lado, cria uma falsa sensação de segurança.

Espero que não vá avante essa intenção discriminatória e que vai dar ainda mais azo a que passemos uns por cima dos outros na fraude de acessos.

 

Por outro lado, à medida que o tempo passa, vamos ficando cada vez mais estritos às pessoas com quem vivemos. Felizmente na minha casa há estabilidade económica e familiar. Mas como será nas casas onde há violência? Maus tratos? Onde não há dinheiro para honrar os compromissos?

Às vezes, penso se não me queixo de barriga cheia... 

 

Nestes dias, nem o São Pedro ajuda. Já repararam que está sempre a chover. Já vai para 3 meses consecutivos. É que até a volta ao quarteirão não clarificado não podemos fazer.

Não sei se acordei com a "telha", ou como se diz cá em casa de "cú para o ar", mas hoje deu-me para lamentar.

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publicado às 20:13

A fatura da pieguice chegou

08.02.21

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Não deixa de ser irónico que o mesmo país que há oito anos atrás escorraçou os seus licenciados para a emigração, esteja agora a recorrer à ajuda de médicos e enfermeiros alemães para o acudir.

 

Já o escrevi aqui: uma das maiores desilusões para um recém licenciado no seu 1º emprego de 23 anos foi ouvir os seus governantes a promoverem a emigração para quem ambicionasse um salário e condições de vida razoáveis e para não serem "piegas".

O discurso infantil e irresponsável teve consequências: uma fuga de talentos e em plena crise, precariedade e sujeição ao que havia. Nestes dias pagamos a fatura. Ela viria e chegou: Janeiro e Fevereiro de 2021.

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publicado às 20:43

Vergonha na ordem de vacinação

04.02.21

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Tenho tentado abstrair-me das notícias (seguindo até as sugestões de algumas pessoas da blogosfera), mas não posso deixar em claro a vergonha que sinto com todos aqueles que tentam passar à frente dos outros na vacinação. Servem-se cunha, de amizades, de influência e não há punição.

Parece um país anárquico, que é tal e qual como os vícios que nos pintam.

Havia quem achasse que vínhamos melhores pessoas deste confinamento.

 

Não, não viemos.

Já o tinha escrito quando houve as manifestações racistas e extremistas e agora está outro caso.

Olhamos para 1º eu, 2º eu, 3º eu. Vamo-nos servir do amigo médico para passarmos à frente dos outros. Afinal, o que é que pode acontecer ? Nada, como se vê.

Provavelmente irei ser dos últimos a ser vacinado, na minha vez. Sou saudável, jovem, não tenho cunhas nem tenho influência económica e ainda por cima em teletrabalho.

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publicado às 21:05

A paciência tem limites

23.01.21

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Tomar decisões de pandemia não é fácil. Estamos todos de cabeça quente, cansados e sem saber lidar com o inesperado. Isso não justifica porém que se lancem informações confusas e desiquilibradas como está a acontecer atualmente.

Vou a um simples caso: o do passeio higiénico.

O Governo anuncia, via jornais, que haverá multas para quem se afastar da sua área de residência, sendo preciso "justificae". Assusta, avisando que quem não pagar na hora terá custos acrescidos e ainda tem que andar com identificação.

O problema, ou um dos, é que não especifica qual a distância permitida para passear ou correr!!! Que risco tem um cidadão ir a correr sozinho? Se estiver cansado, tem lá folgo para socializar.

 

Poderia falar dos outros problemas, como a saúde mental, o isolamento psicológico, o layoff, o teletrabalho prolongado (continuo a achar de Inverno temos mais dificuldade em desligar). Ou seja, nem sozinho quem precisa de o fazer...

 

Esta falta de informação, planeamento não é compreensível. Se definem uma regra, têm que a definir, não lançar o pânico. 

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publicado às 15:36

Já votei

20.01.21

 

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Domingo fui votar.

Exerci o meu direito ao voto.

Na minha mesa estive 20 minutos à espera em pé e ao sol. Tinha 6 pessoas à minha frente, mas o facto de ser possível apenas um votante por mesa tornava o processo lento. Não percebi porque não havia mais em simultâneo como nas eleições normais. Se fossem dois não haveria risco acrescido...

Adicionalmente a atrasar estava a lacragem do boletim. Tira envelope, mete envelope, cola etiqueta, ...

Além disso, chamou-me atenção a existência de um candidato desconhecido. Um tal de Eduardo na 1ª linha.

Tanta coisa com o processo eleitoral, para o boletim nem vir preciso. Dispensava a impressão a cores mas um boletim com os candidatos corretos.

Enfim, salvou-se pelo menos o processo desburocrático de escolha do local de voto.

 

Sobre o crescente nº de infetados e o confinamentotrês notas:

- Já desisti de os ouvir, mas não percebo o que fazem tantos médicos como esta semana nas redações das televisões a comentar a pandemia. É que nem um nem dois. São vários. Se em vez de estarem a dar show off nas televisões e a encher o ego, estivessem a ajudar os colegas ... 

- As escolas secundárias e universidades continuam abertas. mantenho o que escrevi sábado: não faz sentido

- Dizem os iluminados estudos de mobilidade e jornais lisboetas que o trânsito não diminuiu. Quem passa a Ponte Arrábida aqui no Porto, sabe perfeitamente que são as aulas que fazem baixar o trânsito. Aliás, nas férias escolares não há filas de trânsito. Portanto, as conclusões são óbvias: o trânsito não vai diminuir. Este jornalismo atrás do computador leva a notícias sem "sumo".

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publicado às 21:19

Novo confinamento

11.01.21

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Defendi que no Natal, sendo uma época de muito afeto na nossa cultura, as restrições deviam ser aligeiradas, a pensar na solidão dos que vivem sós.

O problema foi que algumas pessoas esqueceram que andava um vírus à solta (eu verifiquei no Instagram - nem aí houve contenção). Nada de máscaras, muitas pessoas nas fotos ...

A responsabilidade deveria ser individual. Uns protegeram-se, outros não. Agora, estão aí as consequências.

Ao nível dos negócios, o Natal acabou por ser o balão de oxigénio para aguentar os subsídios de Natal e as próximas semanas.

 

Vem aí o confinamento, com todos conscientes que é a única solução para baixar os casos, até pelo exemplo do que aconteceu em Março (se bem que aí estávamos na Primavera, com menos propensão para resfriados).

 

Desta vez, já estamos mais preparados para o confinamento, na medida em que já passamos por um. Porém, para quem já estava mal, seja mental, social ou financeiramente (pessoas e negócios) vai ser mais um prego num caixão difícil de desmontar. 

As escolas, pelo menos, vão manter-se a funcionar, com alterações profundas em tudo o resto.

Vai ser a correria aos serviços nas próximas horas para assegurar o abastecimento para o próximo mês e vem aí em força o comércio online. As estruturas e alguns bens devem ter sido reforçados. Será que o fermento de padeiro vai esgotar? 

Por outro lado, com o frio que está, vai custar menos ficar fechado em casa. Até vai saber melhor ficar na cama até tarde. O que vamos poupar em combustível para ir trabalhar, vamos gastar na electricidade.

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publicado às 15:35

É isto!

01.11.20

 

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publicado às 16:30

Somos só memória à espera de não ser esquecida

30.06.20

Hoje foi o funeral do familiar que foi infetado pelo covid. 

Soube-se que hoje que teoricamente estaria recuperado. QUando recebemos a notícia achavamos que era do vírus, pois tinha sido detetado e estava assintomático. Nos dois testes da última semana, tinha dado negativo. Com 94 anos, pode não ter falecido da doença, mas da cura. Não entra para a estatística. Cá em casa apenas a minha mãe foi ao funeral.

Esta semana ouvi na Comercial (parabéns à rádio pela aposta em música nova e portuguesa), a nova da Ana Bacalhau. Chama-se "Memória".

Impossível não escutar a letra:

 

Já não durmo e o tempo aos poucos começa a roubar-me a vida

Tanta porta para entrar e eu quero encontrar a saída

Sinto que eu própria já não me reconheço

E quando escrevo a história, às vezes não me lembro quem era, como era

Somos só memória à espera de não ser esquecida

Chorei no meu ombro ao espelho só pra me confortar No reflexo vejo o medo por pensar em falhar

Eu sou só um corpo que curou todas as suas feridas Mas dentro da minha cabeça tenho a alma destruída

Porque eu sinto que eu própria já não me reconheço

E quando escrevo a história, às vezes não me lembro De quem era, como era

 

Uma letra curta mas carregada. Numa altura em que se fala de depressão, saúde mental e medo quanto ao futuro, está aqui um texto no qual algumas pessoas se podem rever. Não sou médico nem psicólogo, mas pela informação que tenho, o importante é pedir ajuda.

 

Btw, alguém chamou a atenção que numa revista ao lado da fotografia do ator falecido, estava uma promoção a uma faca. Fui ao Sapo Jornais e é verdade. É uma revista da Cofina...

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publicado às 18:11

Desconfinamento

27.06.20

Tirei esta foto na cantina da minha empresa este mês. É assim, com acrílicos por todo o lado, que quem por lá almoça se vê confrontado.

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Neste S. João, pelo que vi nas redes sociais, o povo não saiu à rua, mas alugou casas e fez lá festas, regressando assim ao convívio social.

Não é o ideal, há risco, mas acaba por ser mais controlado que na rua. Cada um age com mais ou menos cuidado e é aí nessa decisão individual e consciente que pode haver ou não o risco.

Tem de haver um compromisso: dos cidadãos e do governo nas ações de ambos para que "tudo fique bem" e não é quem desenhos nas janelas.

Por falar em ajuntamentos, não percebi muito honestamente o que motivou Marcelo Rebelo de Sousa a ir a ajuntamento no funeral do ator Pedro Lima... porque não foi o PR aos funerais das vítimas de violência doméstica? Ou aos funerais onde o Estado negligenciou por deixar as vítimas em excesso de tempo de espera nas urgências?

A única resposta que encontro é para captar minutos de fama e audiência nas notícias chegando aos eleitores que mais sensíveis e consomem notícias de fofoquices.

 

Sobre a festa do Avante ir ... avante, estou mesmo para ver o que se vai acontecer, estou, estou. Ainda não percebi a obcessão do PCP em pensar sequer realizá-lo.

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publicado às 17:31


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