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Contrastes no regresso

12.05.21

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Aos poucos começamos a regressar à normalidade.

Vou partilhar o que tenho visto nos últimos dias. Tenho verificado duas diferentes reações.

 

Na 6ª feira, de 120 pessoas, no trabalho, estavam fisicamente 8. Apesar de ainda estar previsto o teletrabalho, como era encerramento do mês de Abril, a Empresa deu a possibilidade de quem quisesse voluntariamente ir às instalações. Praticamente ninguém foi. Apesar da rede ser mais lenta em casa, se perderam dinâmicas de equipa, as pessoas parecem valorizar a poupança no combustível e o comodismo.

Algumas usam a desculpa de que vivem com os pais, têm medo, etc - honestamente parece-me o argumento que dá jeito. (Para quem tem funções mais individuais, até me parece bem continuar quem quiser em trabalho remoto).

Eu regressei logo mal pude, para criar rotinas e notei logo que consegui desligar mais cedo e deixar o computador no escritório. Podem não acreditar, mas ou é pela rede, ou pela falta de compromissos, mas trabalho muito mais horas e tenho mais dificuldade em me desligar em casa do que no escritório! Esta semana elucidou-me a conclusão acumulada de um ano.

 

No sábado, fui com o meu pai e a minha irmã jantar fora. Chegamos às 19h45m e já estava o restaurante lotado (e não é propriamente pequeno). Queríamos matar saudades de uma francesinha seis meses depois, enquanto fazíamos horas passamos na zona dos bares da praia de Espinho. O que vi? Imensa gente acotovelada,  a falar umas em cima das outras sem máscara e nem sequer estava nortada a justificar as pessoas a protegerem-se do vento.

Na volta, os principais restaurantes estavam cheios incluindo os mais careiros de marisco. Estava bom tempo, início do mês, mas mesmo assim, não vi crise.

 

Conclusão: há pessoas que continuam receosas, mas muitas estão acomodadas para o que lhes convém, com cada vez menos perceção do risco e  vejo pouca crise. 

 

PS: No regresso a casa na 6ªf, apanhei imenso trânsito. No regresso à normalidade, verifiquei que nada foi feito pelos Institutos e organismos que regulamentam o mesmo no sentido de o melhorar...

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publicado às 14:10

Vergonha na ordem de vacinação (post scriptum)

24.04.21

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No dia 4 de Fevereiro, usei o título mais agressivo desde que me lembro no blog: "Vergonha na ordem da vacinação".

 

Hoje, dois meses depois foi divulgado o relatório que analisou possíveis inconformidades na ordem de vacinação e a "vergonha" confirmou-se: 62%  das entidades cometeram ilegalidades!! Repito 62%!

 

Surpresa? Nenhuma.

O egoísmo do ser humano veio ao cima

Se há casos discutíveis com sobras de vacinas que até são compreensíveis, outros não são.  E isto foi em Portugal, não foi na quinta de Donald Trump nem de Bolsonaro.

 

Casos como a presidente da Câmara que é "voluntária" no hospital, ou a filha do diretor que também "voluntária" (que oportuno fazer voluntariado em tempos em que as pessoas têm de estar confinadas"), ou o marido da diretora que coincidentemente apareceu à porta do Centro de Saúde ou o presidente da Câmara que só por ser presidente do Lar se achou no direito de tomar a vacina. 

Para estes "voluntários", seria interessante verificar as picagens de entrada no último ano para atestar e veracidade e se estiver a mentir, cumprir pena judicial. Mas isso dá trabalho e vai contra os interesses.

 

Há quem ataque os media, há quem ache que viemos melhor da pandemia. Está aqui a prova que viemos mais egocêntricos e a pensar no nosso umbigo. Eu, como a maioria dos portugueses comuns e sem cunha, continuamos à espera da nossa vez

 

PS: Coloco novamente esta foto novamente da Quinta das Lágrimas. É adequada!

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publicado às 20:28

A imagem de 2020 que não esqueço

24.03.21

Estes dias, com um colega de trabalho alemão e naquelas conversas de circunstãncia, falamos sobre ocovid, como estavam as coisas cá, lá e demos por nós a falar da imagem que mais nos chocou durante o último ano.

Curiosamente, não foi nem em Portugal, nem na Alemanha. Foi em Itália: os camiões militares em fila de trânsito a transportar cadáveres.

miliatr.PNG

Não faltam imagens na memória como o vídeo do hospital chinês construído num dia (dizem eles...), os cemitérios de terra no Brasil, as cidades vazias, a corrida ao papel higiénica e as expressões "chinese virus" ou "gripezinha".

 

Está a fazer um ano e temos as vacinas. A luz ao fundo do tunel, empalideceu-nos com a desconfiança sobre a Astrazeneca. Um ataque de pânico nas nossas autoridades de saúde, com diferentes comportamentos nos países. 

 

Eu vou ser sincero.... Não sou alarmista nem maria-vai-com-as-outras, porém, não havendo evidência suficiente dos riscos de um laboratório em particular, deve caber a cada um se quer tomar ou não. Dizem com razão que isso acontece noutros medicamentos. é um facto, mas daí a provocar a morte e sendo voluntário, faz pensar duas vezes.

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publicado às 14:27

Apontamentos - 14 de Março

14.03.21

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-  Confinamento

Então ainda não desconfinamos da 3ª vaga e já se fala na 4ª vaga.

Faz agora um ano que a nossa vida mudou totalmente. Já muito se escreveu sobre isso. Cada um sentiu à sua maneira, uns mais outros menos.

 

- Governo açoriano

Estava a ouvir as notícias da manta de retalhos que vai o governo açoriano e ainda mal tomou posse. Para quem apoia o Chega que siga com atenção o que por lá vai e o que pode acontecer aqui.

 

- Cavaco Silva

Sábado vinha no carro e ouvi na rádio um discurso de Cavaco Silva. Não seu apreciador pelo ar snob e elitista que tem somado às trapalhadas das ações que tinha no BPN. Porém, dou-lhe mérito: disse mais rm 5 minutos que o líder da oposição em 365 dias!

 

- O perigo contínuo de Rui RIo para a democracia

Podem-me acusar de ter peteira com Rui Rio mas a partir do momento em que abre portas e defende acordos com partidos de extrema direita, como cidadão, o escrutínio opinativo aumenta.

Desta vez, queixou-se que não tinha mulheres disponíveis para candidaturas às câmaras municipais. Muito poderia escrever sobre essa queixa (basta ver quantas mulheres Rui Rio escolheu para o assessorar na sua liderança ...), porém deixo apenas o comentário ao apoio da recandidatura da presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta. Aliás, deixo este link

 

"Autarquia de Freixo de Espada à Cinta tem uma dívida 50% superior àquilo que a lei permite. Maria do Céu Quintas diz que não tem dinheiro nem para arranjar estradas, mas faz ajustes diretos ilegais, alugou um carro de luxo em nome da câmara para se deslocar, compra casas de forma indiscriminada em nome do município e promoveu o marido."

 

Cabe ao povo corrigir aquilo que Rui Rio não consegue fazer pelo país. Depois admiram-se porque é que não há jovens na política e porque é que as pessoas vão para os extremos...

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publicado às 18:54

Melhoria de perspetivas no confinamento

21.02.21

P8151152.JPG

 

De dia para dia, vamos recebendo boas notícias no que à evolução da pandemia diz respeito.

Assim, vamos entrando na onda de otimismo, mas o mais complicado é conter a euforia.

Acredito no que os técnicos dizem de que ainda é cedo para desconfinar, mas também me parece que alguma abertura deve ser dada em breve para bem da nossa economia e sanidade. Aberturas controladas, mas sobretudo refletidas e bem comunicadas.

Não podemos deitar tudo a perder agora - um alerta para os inconscientes que andam nas festas ilegais sem máscara.

 

Daqui a pouco muda a hora para o horário de Verão e não sei o que vocês sentiram, mas parece que é mais custoso o confinamento com os dias curtos do que nos dias soalheiros. De Inverno nem o "passeio higiénico" conseguimos dar, nem a "fotossíntese" fazer .

 

Há cerca de duas semanas, retomei o exercício físico, ora em casa, ora nas imediações de casa e senti uma grande diferença no meu bem estar, controlo de stress e ansiedade no trabalho e até a qualidade do sono melhorou.

Parece um clichê, mas o desporto tem uma boa influência em mim.

Por falar em boas influências, há um blog a fazer a fazer anos - o da Fátima Bento, com umas prendinhas para a malta.

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publicado às 12:02

Lamentos

12.02.21

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E nisto estamos quase há um ano neste atrofiamento de emoções, partilhas, sentimentos e expressões.

Há um ano que estamos em teletrabalho, que não estamos em grupos nem em jantares. Não podemos fazer o que mais gostamos. No meu caso é viajar e turistar. Poupo durante o ano, para poder gastar nas férias. Neste momento, sonho.

Fala-se que só os vacinados poderão viajar nos próximos tempos. Não me parece nada justo, porque a vacinação não é uma opção. É uma escolha feita por terceiros em função da prioridade cada um. Por outro lado, cria uma falsa sensação de segurança.

Espero que não vá avante essa intenção discriminatória e que vai dar ainda mais azo a que passemos uns por cima dos outros na fraude de acessos.

 

Por outro lado, à medida que o tempo passa, vamos ficando cada vez mais estritos às pessoas com quem vivemos. Felizmente na minha casa há estabilidade económica e familiar. Mas como será nas casas onde há violência? Maus tratos? Onde não há dinheiro para honrar os compromissos?

Às vezes, penso se não me queixo de barriga cheia... 

 

Nestes dias, nem o São Pedro ajuda. Já repararam que está sempre a chover. Já vai para 3 meses consecutivos. É que até a volta ao quarteirão não clarificado não podemos fazer.

Não sei se acordei com a "telha", ou como se diz cá em casa de "cú para o ar", mas hoje deu-me para lamentar.

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publicado às 20:13

A fatura da pieguice chegou

08.02.21

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Não deixa de ser irónico que o mesmo país que há oito anos atrás escorraçou os seus licenciados para a emigração, esteja agora a recorrer à ajuda de médicos e enfermeiros alemães para o acudir.

 

Já o escrevi aqui: uma das maiores desilusões para um recém licenciado no seu 1º emprego de 23 anos foi ouvir os seus governantes a promoverem a emigração para quem ambicionasse um salário e condições de vida razoáveis e para não serem "piegas".

O discurso infantil e irresponsável teve consequências: uma fuga de talentos e em plena crise, precariedade e sujeição ao que havia. Nestes dias pagamos a fatura. Ela viria e chegou: Janeiro e Fevereiro de 2021.

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publicado às 20:43

Vergonha na ordem de vacinação

04.02.21

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Tenho tentado abstrair-me das notícias (seguindo até as sugestões de algumas pessoas da blogosfera), mas não posso deixar em claro a vergonha que sinto com todos aqueles que tentam passar à frente dos outros na vacinação. Servem-se cunha, de amizades, de influência e não há punição.

Parece um país anárquico, que é tal e qual como os vícios que nos pintam.

Havia quem achasse que vínhamos melhores pessoas deste confinamento.

 

Não, não viemos.

Já o tinha escrito quando houve as manifestações racistas e extremistas e agora está outro caso.

Olhamos para 1º eu, 2º eu, 3º eu. Vamo-nos servir do amigo médico para passarmos à frente dos outros. Afinal, o que é que pode acontecer ? Nada, como se vê.

Provavelmente irei ser dos últimos a ser vacinado, na minha vez. Sou saudável, jovem, não tenho cunhas nem tenho influência económica e ainda por cima em teletrabalho.

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publicado às 21:05

A paciência tem limites

23.01.21

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Tomar decisões de pandemia não é fácil. Estamos todos de cabeça quente, cansados e sem saber lidar com o inesperado. Isso não justifica porém que se lancem informações confusas e desiquilibradas como está a acontecer atualmente.

Vou a um simples caso: o do passeio higiénico.

O Governo anuncia, via jornais, que haverá multas para quem se afastar da sua área de residência, sendo preciso "justificae". Assusta, avisando que quem não pagar na hora terá custos acrescidos e ainda tem que andar com identificação.

O problema, ou um dos, é que não especifica qual a distância permitida para passear ou correr!!! Que risco tem um cidadão ir a correr sozinho? Se estiver cansado, tem lá folgo para socializar.

 

Poderia falar dos outros problemas, como a saúde mental, o isolamento psicológico, o layoff, o teletrabalho prolongado (continuo a achar de Inverno temos mais dificuldade em desligar). Ou seja, nem sozinho quem precisa de o fazer...

 

Esta falta de informação, planeamento não é compreensível. Se definem uma regra, têm que a definir, não lançar o pânico. 

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publicado às 15:36

Já votei

20.01.21

 

voto espinho.png

Domingo fui votar.

Exerci o meu direito ao voto.

Na minha mesa estive 20 minutos à espera em pé e ao sol. Tinha 6 pessoas à minha frente, mas o facto de ser possível apenas um votante por mesa tornava o processo lento. Não percebi porque não havia mais em simultâneo como nas eleições normais. Se fossem dois não haveria risco acrescido...

Adicionalmente a atrasar estava a lacragem do boletim. Tira envelope, mete envelope, cola etiqueta, ...

Além disso, chamou-me atenção a existência de um candidato desconhecido. Um tal de Eduardo na 1ª linha.

Tanta coisa com o processo eleitoral, para o boletim nem vir preciso. Dispensava a impressão a cores mas um boletim com os candidatos corretos.

Enfim, salvou-se pelo menos o processo desburocrático de escolha do local de voto.

 

Sobre o crescente nº de infetados e o confinamentotrês notas:

- Já desisti de os ouvir, mas não percebo o que fazem tantos médicos como esta semana nas redações das televisões a comentar a pandemia. É que nem um nem dois. São vários. Se em vez de estarem a dar show off nas televisões e a encher o ego, estivessem a ajudar os colegas ... 

- As escolas secundárias e universidades continuam abertas. mantenho o que escrevi sábado: não faz sentido

- Dizem os iluminados estudos de mobilidade e jornais lisboetas que o trânsito não diminuiu. Quem passa a Ponte Arrábida aqui no Porto, sabe perfeitamente que são as aulas que fazem baixar o trânsito. Aliás, nas férias escolares não há filas de trânsito. Portanto, as conclusões são óbvias: o trânsito não vai diminuir. Este jornalismo atrás do computador leva a notícias sem "sumo".

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publicado às 21:19


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