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O SNS no pós covid

19.06.22

Nos últimos dias temos sido confrontados com problemas no SNS. Não são greves (agora que o PCP saiu do Governo os sindicatos acordaram), mas a falta de médicos e a contínua agressão a esses profissionais.

 

Mais do que em qualquer dos outros meses, a comunicação social está a dar amplo destaque ao caos que reina na Saúde. Entre falta de médicos, escalas mal feitas, uma coisa parece certa: uma enorme falta de planeamento, desorganização e muito desleixo.

Se na pandemia, todos elogiamos o desempenho dos lideres da saúde em Portugal, mesmo sabendo o custo que teve ao nível da desvalorização de outras doenças e da camuflagem de problemas crónicas, agora a bomba explodiu. Uma crise simultânea em vários hospitais.

Será que alguém já parou para pensar o que sente a família do bebé que morreu nas Caldas da Raínha? 

Haver problemas é normal, mas é preciso saber resolvê-los.

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publicado às 18:18

Coisas que me chateiam

07.06.22

Mais de dois anos depois, ainda se usa a desculpa da pandemia para justifcar falhas nos serviços de apoio ao cliente.

Que conveniente. 

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publicado às 21:40

As estatísticas incompletas

02.06.22

Há duas semanas, os meus pais apanharam covid. Tiveram os sintomas e fizeram o autoteste que deu positivo. Não contaram para as estatísticas porque do lado da Saúde 24 ninguém atendeu. O bicho passou com Bruffen e Benouron.

 

Apesar dos cuidados, 5ª feira chegou a minha vez. Primeiro uma dor de garganta e na 6ª feira febre ao fim do dia. Sábado engripado, Benouron e Bruffen. Na 2ªf já estava bem e já trabalhei (em teletrabalho naturalmente), embora com dor de garganta. Foram as primeiras a vir e as ultimas a ir. Consegui os códigos pela Saúde 24, seguindo as indicações do atendedor automático. Hoje, 5ª feira, já estou totalmente recuperado.

 

Entretanto também a minha avó começou a sentir moleza e falta de apetite. Fez o auto teste e ... positiva. Eficaz a vacina que não lhe deu sintomas quase nenhum. É a mais velha, mas a com mais defesas. A minha mãe tentou ligar para a Saúde 24, um enfermeiro reencaminhou para outro e depois ... 90 minutos de espera até que desligou.

Como os sintomas não agravaram não houve PCR, nem chamadas para 112.

 

Conclusão: 3 pessoas com COVID em casa, mas nenhuma rastreada pelo Saúde 24.  Nenhum entrou nas estatísticas.

Para as pessoas mais velhas, andar com emails, sms's, códigos e complicómetros não dá...

Se o Governo direciona as pessoas para a linha telefónica tem de lá colocar meios... 

 

Já dizia o Trump que a solução para baixar o nº de novos casos era não testar. O nosso Governo parece ter aprendido... a melhor forma de não ter más estatísticas é não ter meios de acompanhamento junto dos mais velhos.

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publicado às 20:59

O regresso à normalidade

09.02.22

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Nas últimas semanas, o que tenho visto no meu círculo mais próximo de amigos e colegas têm sido muitos casos de covid, mas com sintomas e consequências muitos semelhantes às de um resfriado normal de apanhar no Inverno.

Aos poucos vai-se voltando à normalidade, sendo inegável o sucesso da vacina e da vacinação.

São duas coisas diferentes, que em Portugal resultou bem. Para o bem e para o mal somos bem mandados.

 

Espero que algumas restrições sejam levantadas, bem como que passe a moda dos testes.  Ainda não percebi bem a real utilidade nalgumas situações. Parece-me mais excesso de zelo...

 

Quanto à obrigatoriedade das máscaras, honestamente não me choca nada se continuarem preventivamente. Da minha sensibilidade, penso que até nos espirros, por exemplo, controla mais a propagação de vírus de constipação. 

 

Posto isto, e se não aparecer uma nova variante, oxalá continuemos o regresso à normalidade e que consigo reconstruir os cacos que os confinamentos nos deixaram.

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publicado às 12:00

Pânico coletivo

03.01.22

Volta e meia, somos surpreendidos com uma espécie de pânico coletivo.

Esta correria aos testes, nalguns casos "porque sim", faz-me lembrar o pânico gerado pela greve dos motoristas de combustível.

É uma espécie de stress emocional que vem abalar o normal funcionamento das nossas vidas.

 

Os dirigentes do país ordenaram "testar, testar, testar", instruindo as pessoas com o medo e alguns postos gratuitos. A população aderiu, mas como é habitual faltou o planeamento: não se garantiu pontos de testagem suficientes e, pior, não se reforçou a linha Saúde 24.

Vemos pessoas que se vão testar por medo e que não têm qualquer sintoma, tirando a vez a pessoas que contactaram infetados ou que estão sintomáticas. 

O pior vem a seguir: há um entupimento da linha Saúde 24 e esta não responde a casos não covid, bloqueando as urgências.

As restantes doenças e maleitas das pessoas ficam por tratar, sobretudo os que não podem aceder aos hospitais e clínicas privadas. Por aqui se vê uma das formas de como o covid pode aumentar as desigualdades sociais.

Mais uma falta de planeamento e de comunicação sempre a pensar nas eleições. Enquanto se fala no COVID, não se fala de outras coisas.

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publicado às 20:55

Saúde mental

19.12.21

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Muito se fala em saúde mental, sobretudo com a pandemia, mas poucas ou nenhumas ações se fazem.

Não sou psicólogo nem parecido, pelo que o meu expertise é muito residual. Porém consigo ter o discernimento para perceber que a pandemia nos afetou a todos nós. Cada um à sua maneira, mas agravou o que já não estava bem.

 

Ontem assistimos a um filho que tentou assassinar a sua mãe e depois suicidou-se, após uma exaustão mental no seu papel de cuidador informal. Não é um mero caso para a CMTV explorar. É muito mais que isso. Reza a história que pediu ajuda ao Estado, mas que lhe foi sempre negada.

 

Venderam-nos a história que no pós pandemia haveria um plano para recuperar a saúde mental das pessoas. O único plano que vejo é vender um PRR para ganhar eleições. Este foi um caso, mas muito mais virão. 

 

Estamos mais sensíveis, estamos saturados de estar em casa, de viver com medo e as pequenas coisas ganham dimensão.

 

Isto aplica-se sobretudo na nossa vida familiar, na nossa saúde física (os problemas do SNS continuam os mesmos - falta de resposta às necessidades da população - nada mudou!), no nosso circulo social, profissional e sobretudo na nossa mente.

O fantasma de novo confinamento, o medo do COVID e das restrições (muito empolada pelos noticiários diga-se de passagem - a SIC estes dias dedicou quase 1 hora em horário nobre ao vírus) atormentam ainda mais a população.

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publicado às 15:53

Duas metades

04.12.21

P6211108.JPG

 

Vamos voltar novamente ao confinamento e a incerteza volta a pairar no ar... já não há a esperança da vacina e começa a haver um padrão: um aumento de casos de covid no Inverno.

 

Ao fim de dois anos concluímos que há duas metades no ano:

- de Maio a Dezembro onde podemos fazer planos, cuidar da nossa saúde física e mental, viajar, socializar e ter alguma normalidade.

- de Janeiro a Abril confinados, com restrições, sob ameaça de limitações e a viver na ansiedade dos números que as televisões mostram (e a aturar o Ricardo Mexia e a Susana Peralta a comentar em tudo o que é canal ).

 

Posto isto, o que podemos fazer para inverter a situação: vacinamo-nos, cumprimos a tirania implícita nas limitações, resignamo-nos e adaptamo-nos a este padrão. A esperança de evitar estas restrições agora virou zero.

 

PS.: Mais uma vez o teletrabalho vai ser obrigatório em Janeiro (não acredito que seja "só" uma semana - devem ser 4 meses como em 202 e 2021), na altura de mais frio e lá vem o aumento na conta de eletricidade uma vez que se estivesse na empresa não gastaria tanto aquecimento.

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publicado às 17:01

A justificação da pandemia para tudo

10.09.21

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Esta semana falava-se do pós pandemia e do regresso à vida normal.

A minha opinião face há um ano atrás, mantém-se.

 

A maioria das pessoas tem receio apenas para o que convém e o covid é desculpa para tudo. Mesmo para as coisas que antes da pandemia faziam parte do dia a dia e eram um dado adquirido e ninguém se queixava, agora viraram um drama. Porém, dois pesos e duas medidas para as coisas que interessam (como os jantares, as férias, os convívios, ...).

 

A pandemia serve de desculpa para tudo. Até para justificar o que corre mal e que já vinha a definhar antes da pandemia. O covid é mesmo a "ovelha negra".

 

Agora que há vacina e apesar de se passar a mensagem de que esta é a solução para todos os problemas, vamos normalizando as nossas vidas. Procuro ter cuidado, sigo a doutrina obrigatória do certificado, mas não ajo o exagero dos meses passados. 

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publicado às 21:41

Notas do fim de semana

15.08.21

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- Os negacionistas manifestaram-se aos empurrões ao Almirante, estrategicamente colocados, para os diretos das televisões, a contestar nem percebi bem o quê.

Qual foi a parte do "voluntário" ou do "vacina não obrigatória" que não entendera,?

A resposta do Almirante foi estupenda: “o negacionismo mata”.

Ontem foi a descredibilização completa deste movimento que pecou muito ignorância e show-off.

 

- O Mercadona está em força a abrir aqui na região.

Fui ao de Espinho - prateleiras vazias com um claro défice de aprovisionamento. Preço da fruta elevado (caro), pouco sortido (só marca própria) mas trouxe uns mini magnuns deles. Bom preço, mas muito doces - não recomendo. Não fiquei nada convencido. Muita publicidade e fama, pouca uva.

Esperava outra coisa, depois desta febre de abertura vamos dar uma 2ª oportunidade.

 

- Lá por fora, o Afeganistão é notícia e não pelas melhores razões. Os talibãs extremistas e regressistas tomaram conta do país (mal após Donald Trump sair do poder ...). Pouca felicidade e segurança se espera para o mundo e para aquele povo.

 

- Alguém este fim de semana, alertou para a lei da Paridade nas autárquicas. A lei é cumprida, mas a mulheres são relegadas para posições sem relevo. Olhando para as principais câmaras não se vêm mulheres candidatas com probabilidade de ganhar.

Lisboa - 2 homens

Porto - 1 independente homem + 2 homens

Braga - 2 homens

Aveiro - 2 homens

Gaia - 2 homens

Oeiras - 2 homens

Coimbra (vá, vou incluir aqui nesta lista mas o peso da cidade é cada vez menor) - 2 homens

A única que consegue chamar a atenção e não pelos melhores motivos é Susana Garcia, vá se lá saber o que Rui Rio pretendia com isto. Por outro lado, Rui Rio aposta em Freixo de Espada à Cinta numa presidente com graves acusações e que tentou agredir um jornalista que a investigava. É isto.

 

- Feriado, 15 de Agosto, dia da Assunção. Foi dia de atividade diferente com ida ao Santuário da NS da Saúde a correr. Brevemente contarei pormenores.

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publicado às 15:39

A confusão das decisões sobre o COVID - II

14.07.21

Capturar.PNG

 

Continua o caos nas medidas da COVID 19.e respetiva comunicação.

Então agora, para ir comer a um restaurante ou num centro comercial sem esplanada tem que se ter teste negativo (e pagar por ele) ou estar vacinado ...

 

Honestamente, acho absurdo.

Vou estar a pagar um teste porque não tenho vacina.

Não tenho vacina porque como qualquer cidadão normal, esperei pela minha vez.

Não passei à frente de ninguém, nem em happy hours com informação privilegiada, nem por ter padrinhos médicos, nem porque sou xico experto. Agora, se quiser ir a algum lado comer ou dormir sem ter de pagar 5 € diários, não o posso fazer.

 

Então e quem tem de almoçar em shoppings por estar em trabalho, se ainda estiver em lista de espera devido à idade, não pode comer? Eu ainda não fui vacinado porque não pude e porque fui bom cidadão. Agora, a consequência são mais restrições.

 

Concluo, que o xico espertismo e falta de vergonha ao desrespeitar a ordem da vacinação compensa.

Não sei qual a intenção do Governo, mas se é pregar mais um prego na restauração e hotelaria, estão no bom caminho.

 

Já agora, vão deixar deduzir as despesas com testes comprados em hotéis/restaurantes em IRS como despesa de saúde? 

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publicado às 18:17


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