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Somos só memória à espera de não ser esquecida

30.06.20

Hoje foi o funeral do familiar que foi infetado pelo covid. 

Soube-se que hoje que teoricamente estaria recuperado. QUando recebemos a notícia achavamos que era do vírus, pois tinha sido detetado e estava assintomático. Nos dois testes da última semana, tinha dado negativo. Com 94 anos, pode não ter falecido da doença, mas da cura. Não entra para a estatística. Cá em casa apenas a minha mãe foi ao funeral.

Esta semana ouvi na Comercial (parabéns à rádio pela aposta em música nova e portuguesa), a nova da Ana Bacalhau. Chama-se "Memória".

Impossível não escutar a letra:

 

Já não durmo e o tempo aos poucos começa a roubar-me a vida

Tanta porta para entrar e eu quero encontrar a saída

Sinto que eu própria já não me reconheço

E quando escrevo a história, às vezes não me lembro quem era, como era

Somos só memória à espera de não ser esquecida

Chorei no meu ombro ao espelho só pra me confortar No reflexo vejo o medo por pensar em falhar

Eu sou só um corpo que curou todas as suas feridas Mas dentro da minha cabeça tenho a alma destruída

Porque eu sinto que eu própria já não me reconheço

E quando escrevo a história, às vezes não me lembro De quem era, como era

 

Uma letra curta mas carregada. Numa altura em que se fala de depressão, saúde mental e medo quanto ao futuro, está aqui um texto no qual algumas pessoas se podem rever. Não sou médico nem psicólogo, mas pela informação que tenho, o importante é pedir ajuda.

 

Btw, alguém chamou a atenção que numa revista ao lado da fotografia do ator falecido, estava uma promoção a uma faca. Fui ao Sapo Jornais e é verdade. É uma revista da Cofina...

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publicado às 18:11

Desconfinamento

27.06.20

Tirei esta foto na cantina da minha empresa este mês. É assim, com acrílicos por todo o lado, que quem por lá almoça se vê confrontado.

cantina.jpg

Neste S. João, pelo que vi nas redes sociais, o povo não saiu à rua, mas alugou casas e fez lá festas, regressando assim ao convívio social.

Não é o ideal, há risco, mas acaba por ser mais controlado que na rua. Cada um age com mais ou menos cuidado e é aí nessa decisão individual e consciente que pode haver ou não o risco.

Tem de haver um compromisso: dos cidadãos e do governo nas ações de ambos para que "tudo fique bem" e não é quem desenhos nas janelas.

Por falar em ajuntamentos, não percebi muito honestamente o que motivou Marcelo Rebelo de Sousa a ir a ajuntamento no funeral do ator Pedro Lima... porque não foi o PR aos funerais das vítimas de violência doméstica? Ou aos funerais onde o Estado negligenciou por deixar as vítimas em excesso de tempo de espera nas urgências?

A única resposta que encontro é para captar minutos de fama e audiência nas notícias chegando aos eleitores que mais sensíveis e consomem notícias de fofoquices.

 

Sobre a festa do Avante ir ... avante, estou mesmo para ver o que se vai acontecer, estou, estou. Ainda não percebi a obcessão do PCP em pensar sequer realizá-lo.

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publicado às 17:31

Por Cortegaça - Ovar

25.06.20

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Este domingo fui até Cortegaça, concelho de Ovar, onde estive com alguns amigos.

 

Desde o confinamento que ainda não tinha passada as "fronteiras" do concelho, apesar de ser mesmo aqui ao lado.

O tema foi naturalmente o covid e a cerca sanitária ao concelho. Um conceito inédito e desconhecido de todos nós. O povo em casa com as  fronteiras terrestres fechadas. Nem o comboio parava e sair de casa só para passear o cão, compras e trabalho. 

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Três meses depois, as feridas estão abertas, ainda demasiado.

Pelo que percebi mais do que o efeito das paragens de produção e medo de perder o emprego, há o estigma. Uma espécie de rótulo que ficou associada à cidade e às suas gentes que leva a receio de tudo o que está associado à cidade e em situações mais extremas à discriminação. 

 

Em geral, admirou-se a coragem de Salvador Malheiro ao desafiar as ordens do Governo e em isolar o seu município. Os prós da complexa operação superou os contras que vão perdurar no tempo. Defender a saúde pública "contra" o estigma e paragem económica do concelho.

 

Vai-se vivendo um dia de cada vez, lamentando-se o medo de tudo o que está associado a Ovar.

O tempo dá miopia, para o bem e para o mal.

 

PS I: Esta semana, achei patética a discussão entre este presidente da Câmara e Fernando Medina.

Bem como acho altamente censurável os ovarenses (e contribuintes) pagarem o Lexus alugado pela Câmara por 2.000 €/mês. Uma coisa (reação perante o covid) não desculpabiliza a outra. Já que se fala em abusos, porque não haver limites no valor de aquisição dos carros por organismos públicos?

PS II: Não senti medo nenhum e usei, claro, máscara e novo normal distanciamento de 2 metros.

PS III: Quem quiser e gostar de dar caminhadas, a mata de Maceda tem uma ciclovia, intervalada por passadiços que unem os longos quilómetros entre Esmoriz e o Furadouro. 

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publicado às 15:42

Boa semana!

22.06.20

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Esta semana vai ser mais curta pois haverá feriado por estas bandas. Queria escrever sobre um tema mas deixo para amanhã.

 

Pelo que vejo, depois do Governo ter autorizado o 1º de Maio e de deputados terem publicitado as manifestações anti-racistas sem quaisquer cuidados relativos ao vírus, vêm as esperadas medidas punitivas para os infratores. Multas e ajuntamentos máximos de 20 ou 10 pessoas consoante a zona. Já vêm tarde, mas há responsabilidades políticas nesta situação.

 

Entretanto, nas lamentações da morte inesperada de ator, três notas muito rápidas: i) o despertar das consciências para o tema depressão e saúde mental; ii) o aproveitamento mediático de Marcelo como o argumento de que "todos gostávamos" pessoa - não percebi a razão de ser da sua intervenção como PR honestamente. Muitos outros foram atrás do caça like na homenagem ao ator.  iii) os limites do "humor negro" e a confusão entre piada e estupidez - quer de quem cria, quer dos limites que se ultrapassa na crítica.

 

No mundo da economia, o desemprego a aumentar, empresários desesperados e outros que se aproveitam da situação, com a TAP e o NovoBanco a sugarem muitos milhões de euros, com muitos rabos escondidos. Os tempos vão ser dificeis com a 2ª vaga de COVID a pairar. O problema é que as nossas empresas ainda não recuperaram de uma e podem não ter fologo financeiro para outra.

 

Por aqui me fico, boa semana!

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publicado às 23:16

Lagos, Carcavelos e atentados ambientais

20.06.20

Com que então festas ilegais com ajuntamentos em Lagos, já com dezenas de infetados, a fragilizar ainda mais os hospitais do Algarve? A irresponsabilidade saiu caro e pode custar vidas. 

Aos organizadores do "evento" espero que sejam responsabilizados pelo que aconteceu e que seja exemplar. Se alguém ficar com sequelas da doença ou morrer, vão ficar com o peso na consciência.

 

Pelos vistos, não contentes com o que aconteceu em Lagos, ontem houve mais uma festa de "música brasileira" de menores em Carcavelos... Os mesmos meninos e meninas que defendem que a ir à escola é um factor de risco. 

 

Assim, não há políticas que resultem por muitos esforços que haja... 

 

A responsabilidade é de todos, incluindo dos que permitiram o 1º Maio.

 

Por outro lado, retomaram os incêndios. Ano após ano, sempre os incêndios. Passam governos de diferentes cores e nada muda. Porque será? Sobre a TAP e Novo Banco, muitos milhões vão ser canalizados para as duas empresas. Quanto à primeira, o presidente Rui Moreira tem toda a razão nas críticas que faz. Se tudo o país paga, então as rotas têm de ser razoáveis na sua distribuição. Quanto ao Novo Banco, parece um poço sem fundo. Pior, é ainda o mistério do negócio da venda. Porque tanta confidencialidade? O que há a esconder? E o resto da economia? 

 

Ah, sobre isso não há manifestações nem virtuais sequer.

 

Para terminar, em Setúbal foi descoberto um armazém abandonado com resíduos perigosos. Em Valongo, a população de Sobrado luta contra um aterro também devido aos danos ilegais. Ontem em Famalicão, mais uma descarga ilegal no rio Pelhe.

Para quem estava à espera que alguma coisa mudasse com o confinamento, mudou, mas foi para pior.

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publicado às 10:37

Faz agora 3 meses

11.06.20

Faz agora três meses em ficamos sem chão.

Algo que nunca tínhamos vivido ou presenciado. Um vírus que punha em causa a nossa existência, sem cura ou vacina, e para o qual todo o Mundo foi apanhado desprevenido, obrigava-nos a ficar trancados em casa.

Parece de um filme, mas foi o que nos aconteceu. Foi a nossa realidade.

 

Ficamos sem tapete, sem chão.

O futuro passou a ser uma incógnita.

A ansiedade e sobretudo o medo tomou conta de nós.

 

De repente, toda a nossa rotina mudou. Deixamos de "não ter tempo" para ter todo o tempo do mundo. Todos os planos saíram furados. Os noticários foram invadidos pelo vírus, não só pelos apelos para ficar em casa, bem como mensagens dos pivots:

Este apelo resume o primeiro semestre de 2020.: "aos nossos avôs foi-lhes pedido para irem à guerra, a nós para ficar em casa". 

 

Aqui ao lado, em Ovar, houve uma cerca sanitária, algo que nem sabíamos o que era.

Passamos a valorizar os profissionais de saúde e a valorizar o Serviço Nacional de Saúde. Os nossos encontros sociais deixaram de existir. Passamos a trabalhar a partir de casa (algo impensável para patrão tradicional português), outros ficaram em lay-off, outros despedidos, passou a haver telescola e passamos a servirmo-nos muito mais de internet para praticamente tudo. Inclusivé para conhecermos e cuscarmos as casas de cada um.

 

Três meses depois, a recuperação é lenta, estamos ainda a viver a novidade e a aprender o novo "normal". 

Aos poucos, as atividades económicas e consequente emprego vão sendo retomados. Quem já estava mal, seja emprego ou condições de vida, bateu no fundo. Haverá coisas que vão mudar, outras não. Uns andam com demasiada pressa em voltar ao normal, outros com demasiado receio.  Para já andamos de máscara, sempre com a ameaça do vírus anda por aí.

 

Se tivesse que escolher uma foto, escolhia esta. Trata-se da escova e pasta dos dentes que tive que comprar neste regresso a casa dos pais, em teletrabalho, mas a trabalhar pelo menos até agora. É uma foto simbólica.

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Reparei agora na fotografia na mensagem "Save water"! 

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publicado às 18:46

O vírus e o desporto

19.05.20

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Acho o desporto muito importante para o equilíbrio emocional e físico do ser humano e por mim próprio falo.

Nesta quaretena, dois meses depois, posso dizer que não fiz desporto outdoor até 3/Maio e que perdi 2 kg. Fiz os treinos da app do ginásio 2 vezes por semana em casa (foi assim  que me disciplinei seguindo as sugestões de outros bloggers), a alimentação manteve-se equilibrada muito pelas limitações naturais de açúcar e sal da minha avó e a perda de peso deveu-se à perda de massa muscular.

 

- Futebol

A indústria, com muito peso financeiro e na cultura portuguesa, segue os outros países e vai voltar. Com ele vai regressar também os programas de cabo. Honestamente, até deste entretimento senti falta - antes falar dos árbitros do que doenças e desgraças.

Os jogos serão à porta fechada e espera-se uma redução generalizada dos valores astronómicos em tudo o que o envolve: transferências de jogadores, patrocínios, salários e prémios. Os clubes vão ter que se adaptar a essa realidade. 

Com o vírus estável, não vejo problema no regresso pelos jogadores. Agora, há a questão das transmissões. Com cafés e restaurantes a meio gás, das duas uma: ou dá em sinal aberto ou haveria pirataria até mais não. Para tempos excecionais, medidas excecionais.

 

- Corridas/trails

Já aqui tenho partilhado que costumo participar em algumas de vez em quando. Costumo inscrever-me com antecedência para aproveitar os preços mais baixos.

Já vi de tudo: i) adiamentos para 2021; ii) cancelamentos e devolução do dinheiro, iii) o adiamento para o 2º semestre e as três opções juntas.

Há muita incerteza e para já não pode haver ajuntamentos. Segurança primeiro! 

Para já, há que correr/caminhar sozinho, manter a forma e não faltará tempo para eventos no futuro. Quer-se bom senso e não suvinice das organizações (como já vi). Há que ser criativo e deixo o apelo às organizações: não ofereçam as t-shirts, baixando o preço! Dêm a opção de compra ao participante! É um desperdício porque as pessoas já têm muitas em casa, a maioria tem pouca qualidade e ficam encostadas. E se os brindes disserem 2020 em vez de 2021 não há mal nenhum. Toda a gente compreende (seja nas corridas, na cultura, nos festivais, etc. )

 

Nesta quarentena participei na iniciativa solidária "kilometros em casa" houve o bom senso de não impôr valor mínimo de donativo e vi que entretanto lançaram umas corridas virtuais gratuitas. É para fazer sozinho, em segurança, parecendo uma iniciativa inclusiva e bastante interessante. Já me inscrevi

 

- Ginásio

Esta semana ligaram-me do ginásio a agradecer a mensalidade e a pôr ao corrente da preparação feita para voltar a abrir.

Fiquei contente de terem mantido os empregos e das soluções criativas para preservar a segurança dos clientes. Uma delas será as aulas outdoor sem material quando não chover para garantir a distância entre as pessoas, entre as outras já anunciadas nas televisões. Acho que o espírito é esse: seguir em frente, confiança, manter empregos e segurança.

 

- A máscara e o desporto

Não são compatíveis. Para caminhar sim, mas para atividades que intensifiquem a respiração nem pensar. Há a justificação técnica do oxigénio e do dióxido de carbono. O corpo precisa de oxigénio na inspiração e só vai encontrar dióxido de carbono da expiração na máscara. Por isso, não percebo as críticas das pessoas que vêm pessoas a correr ou a caminhar sozinhas em espaços abertos sem máscara. Em resumo, vamos correr sozinhos até haver novidades em contrário.

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publicado às 18:52

Bom senso nos festivais acima de tudo

11.05.20

1º maio.PNG

Como seria de esperar no desconfinamento, vem a discussão sobre o que é e o que não é permitido ao nível dos eventos de massas.

Acima de tudo, deve prevalecer o bom senso. Pensar na saúde das pessoas em vez do umbigo!

 

- 1º Maio

A polémica estalou com as comemorações do 1º de Maio.

Ainda com o vírus bem vivo, umas centrais sindicais sindicais optaram por cancelar as comemorações presenciais como a UGT. Outras, ávidas por marcar agenda e justificar as quotas dos seus pagantes e mostrar serviço, trouxeram em autocarros pessoas de outros concelhos. Criaram um espetáculo estranho que parecia uma mega aula de ginástica no Parque Eduardo VII. Não concordei com isso primeiro porque foi injusto para todos outros  99,9% dos portugueses que não puderam sair do concelho para visitar familiares ou outras coisas, porque houve autocarros a transportar pessoas sem ser por primeira necessidade e porque havia o risco bem elevado de saúde pública. Mesmo para os outros sindicatos foi injusto. Pareceu-me haver portugueses de segunda e o lobby da CGTP de primeira. Tudo o "amén" do PR e Gov.

 

- 13 de Maio

Grande lição da Igreja Católica. Poderia também querer os donativos dos fieis mas teve o bom senso de cancelar as comemorações de Fátima. Poderia exercer os seus lobbies e a ministra da Saúde lá abriu a porta, mas não o fez e muito bem.

 

- Festivais e Feiras

Todos cancelados com muito prejuízo e muitos postos de trabalho e ganhos (mesmo informais) em causa sobretudo pequenos comerciantes, artesãos e produtores.

Já com bilhetes vendidos, nalguns casos seria impossível limitar as lotação.

Conheço a realidade da Feira Medieval de Santa Maria da Feira, e fui um prejuízo ENORME para toda a região - artesões, coletividades, produtores, restaurantes, hoteis , ...

 

- Festa do Avante

Depende de muita coisa com o que vai acontecer até lá. Não quero falar por antecipação. Os governantes não querem/podem  ser anti democratas, mas mandaria o bom senso do PCP cancelar a festa e espero que assim seja. Se assim não for, vai parecer aproveitamento político e no limite uma estratégia semelhante à de Bolsonaro. O lobbie político em detrimento do de saúde.

Porém, aqui apela-se ao bom senso. Ainda não há detalhes e fala-se mais do que aquilo que está decidido. Dependerá da evolução do vírus e dos moldes em que será pensado o evento. Mas acima de tudo apelo ao bom senso! E atenção que caso o PCP entre em maluqueiras, que outros partidos não entrem e não façam festas do Pontal e afins... Aqui não é ser direita ou esquerda, é razoabilidade e igualdade.

 

PS: Em breve vou falar das corridas, dado ser "eventos" em que costumo participar.

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publicado às 12:39

As máscaras

06.05.20

Sobre a necessidade do uso de máscara nos próximos tempos não há dúvidas.

Não é prático, os óculos embaciam, mas com o tempo vai lá. 

Tem mesmo de ser por nós e pelos outros.

Nos próximos dias, acredito que venham as "hashtagss" e gifs a apelar ao uso de máscara.

 

O problema é que apesar de sermos conscientes desta necessidade e da obrigatoriedade do seu uso em transportes públicos, o seu fabrico em massa ainda não "permitiu" optimizar os custos (ou o preço de venda).

Aproveitamento? Falta de escala?

 

Na economia informal, multiplicam-se os casos de pessoas que costuram máscaras (embora não certificadas sempre protegem alguma coisa). 

As marcas vão-se adaptar e o merchandising das empresas e clubes de futebol já criaram as suas cores. Está aqui uma espécie de oportunidade para as nossas empresas têxtil e calçado (e darem também o salto para online - eliminado margens desnecessárias para a distribuição)

Com estes preços, creio que as pessoas vão comprar umas 4 ou 5  reutilizáveis e vão dão para muitas lavagens... Tuturial aqui

 

PS: Já tinha lido a Claudia a queixar-se que tinha gasto mais nas compras. Cá em casa, gastamos mais nas compras de Maio. A minha mãe também acha as coisas mais caras, menos promoções e agora os gastos extra na máscara. 

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publicado às 17:47

Máscaras DYI

02.05.20

Depois de 38695826 stories patrocinadas no Instagram de pessoas a vender máscaras (a certificação não é requisito), da sms do Continente, Pingo Doce e do Jumbo que só permitem entrar a partir de manhã nas lojas com máscara e da ameaça de multa nos transportes públicos, deixo o tutorial da versão impressa do JN de hoje.

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publicado às 21:02


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