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Descontos no IRS

29.08.18

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Uma pessoa ausenta-se das notícias e mal chega fica a saber que vai ser concedido um desconto de 50% de IRS a emigrantes. Só por acaso, é o imposto que leva a maior fatia do meu salário.

 

Em primeiro lugar vai ser preciso definir muito bem quem são esses "emigrantes"

 

Em segundo lugar, vai ser necessário definir as circunstâncias da emigração: a pessoa esteve inscrita no Centro de Emprego? Ou a pessoa emigrou porque recebeu uma proposta de trabalho aliciante do estrangeiro e despediu-se?

 

Em terceiro lugar, e quem ficou por cá, a pagar a sobretaxa de IRS?

Quem ficou com menos 50% do subsídio de Natal?

Quem ouviu o adjetivo de "piegas"? 

 

Em quarto lugar, será que esses emigrantes  querem voltar? Um país dominado pela corrupção e fraude, como se viu esta semana com as manobras de Pedrogão, com o silêncio do poder político? Um país com uma dívida externa muito elevada com sérias reservas quanto à sua sustentabilidade? Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado? Um país com mantém as elevadas desigualdades sociais? Um país que ainda assim tem muita coisa boa, com riqueza cultural e muito fofinho.

 

Não me parece justo para quem ficou no país, ou porque teve a sorte de manter o seu emprego, ou porque não quis abandonar o país, ou porque não arranjou melhor lá fora.

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publicado às 18:38

A descentralização em Beja

31.07.18

Aeroporto-Beja.jpg

Aterrou um avião em Beja e isso foi notícia o que diz bem do elefante branco pago com dinheiros públicos que é o aeroporto alentejano.

 

Porém, algumas pessoas viram, e bem, aqui uma oportunidade e finalmente começar a rentabilizar a estrutura.

Porque não investir a sério no Alentejo e fazer desse aeroporto uma alternativa ao de Lisboa, evitando gastar-se rios de dinheiro num novo no Montijo. 

 

Vejamos, Beja fica a apenas 150 km de Lisboa.

Stanted fica a 1 hora de Londres e Beauvais fica a 1h 23m.

Qual é o escândalo?

 

Porque não apostar nos acessos feroviários entre Beja e Lisboa, encurtando a distância de viagem e descentralizar, resolvendo o problema. Porque não pensar o país como um todo e ter uma estratégia?

 

Isto porque descentralizar não tem de ser só do Tejo para cima. O Alentejo ia ganhar com isso, a Portela ia ganhar, os nossos cofres públicos iam ganhar. Só a elite burguesa lisboeta é que parece não gostar

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publicado às 22:18

Uma t-shirt demasiado barata

01.07.18

IMG_20180629_124040.jpg

 Esta semana estive de férias a aproveitei para ir aos saldos comprar um t-shirt para dormir, pois as minhas já são do ano passado e estão em modo de ir para o lixo.

 

Comprei uma por 2 Euros numa loja low-cost da Inditex. Quando cortava a etiqueta reparei que era "Made in Portugal".

Se paguei 2 €, sem o IVA o preço de venda da loja foi 1,63 €.

 

Se esta tiver margem, qual terá sido o preço de venda da textil portuguesa à Inditex?

 

Este exemplo é preocupante e revela uma caracteristica do sector textil português: vende barato, praticando salários baixos e rastejando às grandes cadeias espanholas. Se gosto de privilgear o que é nacional, neste caso, preferia que não fosse.

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publicado às 14:31

A aplicação dos fundos europeus

23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

O caso da Ricon

01.02.18

cdtrofense.jpg

É exemplar no que aos defeitos do empresário português, a falência da Ricon revela.

Quando o têxtil sai da crise, a Ricon afunda. A razão: deslumbramento.

 

Os gastos no futebol, os gastos em negócios sem pernas para andar como o automóvel de alta gama e os jactos privados, fizeram com quem se desbaratasse dinheiro em coisas supérfluas. Isto é o que é público.

 

O empresário português vive muito de egos e gosta de gastar dinheiro em luxos privados.

 

Com a abertura dos mercados à China, os que mais sofreram foram precisamente os empresários mais resistentes à mudança e que mais olhavam para o seu umbigo. Os da Rincon não aprenderam com a desgraça alheia.

 

Acredito que os humores da Gant não tenham ajudado, mas que sirva de lição!

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publicado às 22:53

Recuperação de fábricas abandonadas

21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42

Não aprendemos nada com a crise

07.08.17

Seg of rich  poor.jpgAo ler a notícia que os portugueses se andam a esticar no crédito ao consumo fica a pensar se aprendemos alguma coisa a crise?

 

Percebo que as pesssoas necessitem de investir em bens de consumo mais caros precisamente porque não os puderam comprar na crise (como carros ou eletrodomésticos), mas a pergunta mantém-se: não estaremos a viver acima das nossas possibilidades?

 

 

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publicado às 19:40

O Joker vai acabar (alguém já tinha previsto)

31.07.17

Quando li a notícia que o Joker ia acabar, lembrei-me que quando criaram o M1lhão, critiquei a sobreposição de dois jogos semelahntes e que sendo um opcional e o outro obrigatório, dificilmente poderiam coexistir.

 

Pois bem, 9 meses depois, verifiquei que tinha razão.

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publicado às 19:11

A minha relação com a CGD

24.07.17

Quando entrei na faculdade, abri conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD), naquela conta-estudante mascarada no cartão de estudante.

 

Por várias razões, quando comecei a trabalhar, não dei essa conta para receber o ordenado e passados três meses encerrei a conta.

Os motivos foram vários:

- demorei mais de um ano e meio a receber o cartão de estudante, andando com um cartão provisório, por erro administrativo e após mais de 3 reclamações

- filas excessivas que me faziam perder imenso tempo na agência

- funcionários incompetentes e que não se esforçam nada para fazer o trabalho bem feito, mas antes despachar as pessoas

- falta de privacidade nas agências

- baixas taxas de juro para as poucas poupanças

Não me arrependi!

 

Hoje de manhã, ao ouvir na rádio o aumento das comissões para os pensionistas, fiquei chocado. Sendo que muita gente trabalha com a CGD e sendo o banco preferencial, não faz qualquer sentido aumentar agora as comissões. O argumento da concorrência não faz muito sentido, pelo facto do banco ser público e pelo impacto em muitas pessoas, em particular as mais pobres. Há um aspeto social que o banco de todos nós tem de ter em conta.

Agora, o argumento do equilíbrio das contas do banco é quase um caso de polícia. Os administradores que concederam crédito ao desbarato por interesses políticos e pessoais, sem garantias reais, não têm qualquer penalização, e o "Zé" é que apaga a fatura da má gestão.

 

Não faz sentido num país que se considera desenvolvido!

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publicado às 21:58

Poupa-se pouco?

27.06.17

Ao longo de 2017, as notícias/estudos apontam que a taxa de poupança tem diminuído atingindo minimos históricos. Ou seja, os portugueses gastam mais o seu dinheiro, em termos de %.

 

Porém, é preciso ver uma coisa muito importante: a forma como os valores são obtidos.

 

Possivelmente com a informação bancária, por variação dos depósitos e aplicações de particulares e empresas.

 

Com tanto escandalo bancário no nosso país, a redução das taxas de juro dos depósitios e as comissões cada vez mais absurdas e elevadas, é natural que as pessoas confiem menos nos bancos e deixem de depositar lá o seu dinheiro, preferindo gastá-lo ou tê-lo debaixo do colchão. A juntar a isto, o sentimento da desanuvio que a sociedade tem sentido.

 

Ora é precisamente este dinheiro que não é depositado que pode não ser contabilizado, enviesandos os números.

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publicado às 19:33


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