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Um bem que é de todos

25.08.19

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Esta semana foi impossível ficar indiferente aos incêndios na Amazónia.

Ao contrário do que o presidente Bolsonaro diz, o problema não é só do Brasil. É do mundo todo! 

 

Daí que os líderes mundiais finalmente tomaram uma atitude. O Brasil precisa das grandes economias para escoar a sua produção animal (também ela muito poluente e consumidora dos recursos destruídos na floresta) e com a ameaça de sanções comerciais, lá resolveu enviar o seu exército.

 

Agora, Donald Trump tem uma oportunidade de mostrar ao mundo e aos seus eleitores (as eleições no EUA estão aí) que tem preocupação ambiental, redimir-se de algumas políticas negativas e pôr juízo em Bolsonaro. Já que o presidente dos Brasil admira tanto o americano e os filhos até são amigos, Trump pode ter um papel decisivo na gestão dos incêndios.

 

Fala-se num possível boicote à carne brasileira.

Quando compro carne, já opto por carne branca e costumo de ter cuidado de ao verificar a data de validade, verificar também a origem. Evito sempre a origem sul-americana precisamente por saber do impacto ambiental. Evito também carne suína de origem portuguesa, que são um grande foco de poluição, por exemplo, na Ribeira dos Milagres em Leiria.

 

Em tempos critiquei publicamente e mandei um email para o apoio ao cliente da marca "Cem por Cento" por usar óleo de palma não sustentável nos seus produtos ditos "saudáveis"

 

Sendo assim, esperamos que Bolsonaro cuide deste bem mundial e que os incêndios acabem.

 

P.S.: Parece que a fotografia da macaca com o seu macaquito ao colo afinal não é da Amazónia mas da Índia. Eis o perigo das redes sociais, das fake news e de se confundir intencionalmente as pessoas, dando força aos perigos que aí andem.

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publicado às 15:06

Sobre a crise dos combustíveis

10.08.19

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Desta vez, o povo não foi apanhado com as calças na mão.

Durante a semana, presenciei filas, até porque na 4ª tive de abastecer. Tentei o Jumbo, mas às 22h30 havia uma fila grandita e tentei o Eleclerc onde estavam apenas 4 carros à minha frente.

 

Com o alarmismo, as pessoas abasteceram com antecedência e em grandes quantidades. O preço deixou de ser relevante. A prioridade foi garantir o produto. Por essa razão, quem encheu os bolsos (mesmo os xicos espertos que se aproveitam para aumentar os preços) foram as gasolineiras. Além de escoarem stock como nunca, com a margem que querem, ainda irão beneficiar de eventuais descontos de quantidade das petrolíferas, melhorando a sua margem.

À pigadeira dos últimos dias (€€€) lucrou também o Estado com os impostos cobrados, além de todo o comércio porque sem sol, o pessoal meteu-se nos shoppings.

 

Quanto à greve, é um direito que os trabalhadores tem e represente um novo paradigma: os velhos sindicatos (afetos ao CDU) estão a ser ultrapassadas por estas novas formas de luta. 

 

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publicado às 15:58

Então e as anuidades do cartão multibanco?

13.05.19

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Os alarmes soaram: os bancos querem cobrar mais uma coisa aos seus clientes - taxas pela utilização de multibanco.

 

Esta semana, estiveram os presidentes dos grandes bancos em Portugal em uníssono a defender mais comissões aos portugueses.

 

A informatização com softwares cada vez mais robustos veio reduzir custos. Muitos postos de trabalho e agências desapareceram, houve (e há) maior segurança nas transações e os robots vieram substituir o trabalho humano. Ao invés de se reduzir os custos para os clientes/população, estes aumentam...

Duas razões: ganância da atividade bancária e cobrir os incobráveis de créditos loucos a meia dúzia de devedores.

 

Se até entendo que devem ser cobradas taxas pelos serviços que prestam, pergunto:

- a anuidade dos cartões não é suposto cobrir os custos que o banco tem com o uso do cartão?

- as comissões de manutenção não é suposto cobrir os custos das nossa contas que ninguém sabe muito bem quais são (pôr um computador a trabalhar?) ?

 

Agora querem cobrar por levantarmos dinheiro? Por consultar o saldo? Por fazer uma formula informática numa transferência?

Aos Berardos, Perteira Coutinhos, Vasconcellos e afins desta vida, deu-se (e dá-se) dinheiro ao desbarato. Não se consegue cobrar as suas elevadíssimas dívidas. Agora, além do que já pagamos nas capitalizações via impostos (e nos 50% do subsidio de Natal que nos retiveram), ainda nos querem ir mais ao bolso?

 

Está-se a cair no exagero e pode não acabar bem.

Ilustro este post com uma foto que faz um ano que publiquei: o estado de caixa de MB numa agência que fechou.

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publicado às 18:38

Combustíveis - agora que o susto passou

23.04.19

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Já passado o choque da greve dos transportadores de combustíveis, que apanhou todos de "calças nas mãos", muito se discutiu das semelhanças com a Venezuela, o pânico gerado, um novo perfil do sindicalismo (menos político [PCP] e ainda que dirigido por um advogado de Maseratti) e o papel dos partidos políticos.

 

A dependência de Portugal do automóvel (e combustíveis fósseis) dificilmente mudará  nos próximos anos:

 

- as petrolíferas têm um lobby demasiado forte.

São poucas mas MUITO influentes. A maior portuguesa até viagens de políticos a campeonatos de futebol pagam.

 

- Os governos cobram impostos.

Seja pelo IUC, seja no IVA dos combustíveis e outros tantos impostos e impostinhos escondidos no preço. 

 

- Uma grande teia de empresas precisa das receitas das portagens.

São muitas as empresas (inclusivé cotadas) que detêm participações e vão buscar dividendos às concessões das auto estradas e PPP's.

 

- As seguradoras cobram os prémios e o seguro automóvel é obrigatório.

 

- A industria automóvel vale demasiados empregos, comissões e circuito económico para ser desprezada.

 

Posto isto, nos transportes públicos, assistimos cada vez a maior desprezo: greves constantes, muitas supressões e atrasos, uma desconfiança generalizada quanto ao cumprimento do serviço e encerramento contínuo de troços ferroviários no interior do país.

Por outro lado, começam a surgir veículos mais ecológicos e wifi gratuito nos mesmos.

 

Levantaram-se também legitimamente questões sobre a inexistência do oleoduto que ligasse o aeroporto de Lisboa a Aveiras e o seu reduzido custo. Esse oleoduto supriria o recurso (e respetivos custos) a transporte rodoviário e reduziria o susto. Parece uma obra elementar,  mas na semana passada viu-se quem beneficiou até agora da sua inexistência.

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publicado às 18:04

Descontos no IRS

29.08.18

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Uma pessoa ausenta-se das notícias e mal chega fica a saber que vai ser concedido um desconto de 50% de IRS a emigrantes. Só por acaso, é o imposto que leva a maior fatia do meu salário.

 

Em primeiro lugar vai ser preciso definir muito bem quem são esses "emigrantes"

 

Em segundo lugar, vai ser necessário definir as circunstâncias da emigração: a pessoa esteve inscrita no Centro de Emprego? Ou a pessoa emigrou porque recebeu uma proposta de trabalho aliciante do estrangeiro e despediu-se?

 

Em terceiro lugar, e quem ficou por cá, a pagar a sobretaxa de IRS?

Quem ficou com menos 50% do subsídio de Natal?

Quem ouviu o adjetivo de "piegas"? 

 

Em quarto lugar, será que esses emigrantes  querem voltar? Um país dominado pela corrupção e fraude, como se viu esta semana com as manobras de Pedrogão, com o silêncio do poder político? Um país com uma dívida externa muito elevada com sérias reservas quanto à sua sustentabilidade? Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado? Um país com mantém as elevadas desigualdades sociais? Um país que ainda assim tem muita coisa boa, com riqueza cultural e muito fofinho.

 

Não me parece justo para quem ficou no país, ou porque teve a sorte de manter o seu emprego, ou porque não quis abandonar o país, ou porque não arranjou melhor lá fora.

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publicado às 18:38

A descentralização em Beja

31.07.18

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Aterrou um avião em Beja e isso foi notícia o que diz bem do elefante branco pago com dinheiros públicos que é o aeroporto alentejano.

 

Porém, algumas pessoas viram, e bem, aqui uma oportunidade e finalmente começar a rentabilizar a estrutura.

Porque não investir a sério no Alentejo e fazer desse aeroporto uma alternativa ao de Lisboa, evitando gastar-se rios de dinheiro num novo no Montijo. 

 

Vejamos, Beja fica a apenas 150 km de Lisboa.

Stanted fica a 1 hora de Londres e Beauvais fica a 1h 23m.

Qual é o escândalo?

 

Porque não apostar nos acessos feroviários entre Beja e Lisboa, encurtando a distância de viagem e descentralizar, resolvendo o problema. Porque não pensar o país como um todo e ter uma estratégia?

 

Isto porque descentralizar não tem de ser só do Tejo para cima. O Alentejo ia ganhar com isso, a Portela ia ganhar, os nossos cofres públicos iam ganhar. Só a elite burguesa lisboeta é que parece não gostar

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publicado às 22:18

Uma t-shirt demasiado barata

01.07.18

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 Esta semana estive de férias a aproveitei para ir aos saldos comprar um t-shirt para dormir, pois as minhas já são do ano passado e estão em modo de ir para o lixo.

 

Comprei uma por 2 Euros numa loja low-cost da Inditex. Quando cortava a etiqueta reparei que era "Made in Portugal".

Se paguei 2 €, sem o IVA o preço de venda da loja foi 1,63 €.

 

Se esta tiver margem, qual terá sido o preço de venda da textil portuguesa à Inditex?

 

Este exemplo é preocupante e revela uma caracteristica do sector textil português: vende barato, praticando salários baixos e rastejando às grandes cadeias espanholas. Se gosto de privilgear o que é nacional, neste caso, preferia que não fosse.

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publicado às 14:31

A aplicação dos fundos europeus

23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

O caso da Ricon

01.02.18

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É exemplar no que aos defeitos do empresário português, a falência da Ricon revela.

Quando o têxtil sai da crise, a Ricon afunda. A razão: deslumbramento.

 

Os gastos no futebol, os gastos em negócios sem pernas para andar como o automóvel de alta gama e os jactos privados, fizeram com quem se desbaratasse dinheiro em coisas supérfluas. Isto é o que é público.

 

O empresário português vive muito de egos e gosta de gastar dinheiro em luxos privados.

 

Com a abertura dos mercados à China, os que mais sofreram foram precisamente os empresários mais resistentes à mudança e que mais olhavam para o seu umbigo. Os da Rincon não aprenderam com a desgraça alheia.

 

Acredito que os humores da Gant não tenham ajudado, mas que sirva de lição!

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publicado às 22:53

Recuperação de fábricas abandonadas

21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42


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