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Então e as anuidades do cartão multibanco?

13.05.19

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Os alarmes soaram: os bancos querem cobrar mais uma coisa aos seus clientes - taxas pela utilização de multibanco.

 

Esta semana, estiveram os presidentes dos grandes bancos em Portugal em uníssono a defender mais comissões aos portugueses.

 

A informatização com softwares cada vez mais robustos veio reduzir custos. Muitos postos de trabalho e agências desapareceram, houve (e há) maior segurança nas transações e os robots vieram substituir o trabalho humano. Ao invés de se reduzir os custos para os clientes/população, estes aumentam...

Duas razões: ganância da atividade bancária e cobrir os incobráveis de créditos loucos a meia dúzia de devedores.

 

Se até entendo que devem ser cobradas taxas pelos serviços que prestam, pergunto:

- a anuidade dos cartões não é suposto cobrir os custos que o banco tem com o uso do cartão?

- as comissões de manutenção não é suposto cobrir os custos das nossa contas que ninguém sabe muito bem quais são (pôr um computador a trabalhar?) ?

 

Agora querem cobrar por levantarmos dinheiro? Por consultar o saldo? Por fazer uma formula informática numa transferência?

Aos Berardos, Perteira Coutinhos, Vasconcellos e afins desta vida, deu-se (e dá-se) dinheiro ao desbarato. Não se consegue cobrar as suas elevadíssimas dívidas. Agora, além do que já pagamos nas capitalizações via impostos (e nos 50% do subsidio de Natal que nos retiveram), ainda nos querem ir mais ao bolso?

 

Está-se a cair no exagero e pode não acabar bem.

Ilustro este post com uma foto que faz um ano que publiquei: o estado de caixa de MB numa agência que fechou.

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publicado às 18:38

Combustíveis - agora que o susto passou

23.04.19

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Já passado o choque da greve dos transportadores de combustíveis, que apanhou todos de "calças nas mãos", muito se discutiu das semelhanças com a Venezuela, o pânico gerado, um novo perfil do sindicalismo (menos político [PCP] e ainda que dirigido por um advogado de Maseratti) e o papel dos partidos políticos.

 

A dependência de Portugal do automóvel (e combustíveis fósseis) dificilmente mudará  nos próximos anos:

 

- as petrolíferas têm um lobby demasiado forte.

São poucas mas MUITO influentes. A maior portuguesa até viagens de políticos a campeonatos de futebol pagam.

 

- Os governos cobram impostos.

Seja pelo IUC, seja no IVA dos combustíveis e outros tantos impostos e impostinhos escondidos no preço. 

 

- Uma grande teia de empresas precisa das receitas das portagens.

São muitas as empresas (inclusivé cotadas) que detêm participações e vão buscar dividendos às concessões das auto estradas e PPP's.

 

- As seguradoras cobram os prémios e o seguro automóvel é obrigatório.

 

- A industria automóvel vale demasiados empregos, comissões e circuito económico para ser desprezada.

 

Posto isto, nos transportes públicos, assistimos cada vez a maior desprezo: greves constantes, muitas supressões e atrasos, uma desconfiança generalizada quanto ao cumprimento do serviço e encerramento contínuo de troços ferroviários no interior do país.

Por outro lado, começam a surgir veículos mais ecológicos e wifi gratuito nos mesmos.

 

Levantaram-se também legitimamente questões sobre a inexistência do oleoduto que ligasse o aeroporto de Lisboa a Aveiras e o seu reduzido custo. Esse oleoduto supriria o recurso (e respetivos custos) a transporte rodoviário e reduziria o susto. Parece uma obra elementar,  mas na semana passada viu-se quem beneficiou até agora da sua inexistência.

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publicado às 18:04

Descontos no IRS

29.08.18

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Uma pessoa ausenta-se das notícias e mal chega fica a saber que vai ser concedido um desconto de 50% de IRS a emigrantes. Só por acaso, é o imposto que leva a maior fatia do meu salário.

 

Em primeiro lugar vai ser preciso definir muito bem quem são esses "emigrantes"

 

Em segundo lugar, vai ser necessário definir as circunstâncias da emigração: a pessoa esteve inscrita no Centro de Emprego? Ou a pessoa emigrou porque recebeu uma proposta de trabalho aliciante do estrangeiro e despediu-se?

 

Em terceiro lugar, e quem ficou por cá, a pagar a sobretaxa de IRS?

Quem ficou com menos 50% do subsídio de Natal?

Quem ouviu o adjetivo de "piegas"? 

 

Em quarto lugar, será que esses emigrantes  querem voltar? Um país dominado pela corrupção e fraude, como se viu esta semana com as manobras de Pedrogão, com o silêncio do poder político? Um país com uma dívida externa muito elevada com sérias reservas quanto à sua sustentabilidade? Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado? Um país com mantém as elevadas desigualdades sociais? Um país que ainda assim tem muita coisa boa, com riqueza cultural e muito fofinho.

 

Não me parece justo para quem ficou no país, ou porque teve a sorte de manter o seu emprego, ou porque não quis abandonar o país, ou porque não arranjou melhor lá fora.

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publicado às 18:38

A descentralização em Beja

31.07.18

Aeroporto-Beja.jpg

Aterrou um avião em Beja e isso foi notícia o que diz bem do elefante branco pago com dinheiros públicos que é o aeroporto alentejano.

 

Porém, algumas pessoas viram, e bem, aqui uma oportunidade e finalmente começar a rentabilizar a estrutura.

Porque não investir a sério no Alentejo e fazer desse aeroporto uma alternativa ao de Lisboa, evitando gastar-se rios de dinheiro num novo no Montijo. 

 

Vejamos, Beja fica a apenas 150 km de Lisboa.

Stanted fica a 1 hora de Londres e Beauvais fica a 1h 23m.

Qual é o escândalo?

 

Porque não apostar nos acessos feroviários entre Beja e Lisboa, encurtando a distância de viagem e descentralizar, resolvendo o problema. Porque não pensar o país como um todo e ter uma estratégia?

 

Isto porque descentralizar não tem de ser só do Tejo para cima. O Alentejo ia ganhar com isso, a Portela ia ganhar, os nossos cofres públicos iam ganhar. Só a elite burguesa lisboeta é que parece não gostar

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publicado às 22:18

Uma t-shirt demasiado barata

01.07.18

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 Esta semana estive de férias a aproveitei para ir aos saldos comprar um t-shirt para dormir, pois as minhas já são do ano passado e estão em modo de ir para o lixo.

 

Comprei uma por 2 Euros numa loja low-cost da Inditex. Quando cortava a etiqueta reparei que era "Made in Portugal".

Se paguei 2 €, sem o IVA o preço de venda da loja foi 1,63 €.

 

Se esta tiver margem, qual terá sido o preço de venda da textil portuguesa à Inditex?

 

Este exemplo é preocupante e revela uma caracteristica do sector textil português: vende barato, praticando salários baixos e rastejando às grandes cadeias espanholas. Se gosto de privilgear o que é nacional, neste caso, preferia que não fosse.

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publicado às 14:31

A aplicação dos fundos europeus

23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

O caso da Ricon

01.02.18

cdtrofense.jpg

É exemplar no que aos defeitos do empresário português, a falência da Ricon revela.

Quando o têxtil sai da crise, a Ricon afunda. A razão: deslumbramento.

 

Os gastos no futebol, os gastos em negócios sem pernas para andar como o automóvel de alta gama e os jactos privados, fizeram com quem se desbaratasse dinheiro em coisas supérfluas. Isto é o que é público.

 

O empresário português vive muito de egos e gosta de gastar dinheiro em luxos privados.

 

Com a abertura dos mercados à China, os que mais sofreram foram precisamente os empresários mais resistentes à mudança e que mais olhavam para o seu umbigo. Os da Rincon não aprenderam com a desgraça alheia.

 

Acredito que os humores da Gant não tenham ajudado, mas que sirva de lição!

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publicado às 22:53

Recuperação de fábricas abandonadas

21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42

Não aprendemos nada com a crise

07.08.17

Seg of rich  poor.jpgAo ler a notícia que os portugueses se andam a esticar no crédito ao consumo fica a pensar se aprendemos alguma coisa a crise?

 

Percebo que as pesssoas necessitem de investir em bens de consumo mais caros precisamente porque não os puderam comprar na crise (como carros ou eletrodomésticos), mas a pergunta mantém-se: não estaremos a viver acima das nossas possibilidades?

 

 

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publicado às 19:40

O Joker vai acabar (alguém já tinha previsto)

31.07.17

Quando li a notícia que o Joker ia acabar, lembrei-me que quando criaram o M1lhão, critiquei a sobreposição de dois jogos semelahntes e que sendo um opcional e o outro obrigatório, dificilmente poderiam coexistir.

 

Pois bem, 9 meses depois, verifiquei que tinha razão.

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publicado às 19:11


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