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A aplicação dos fundos europeus

por O ultimo fecha a porta, em 23.04.18

IMG_20180408_124151 - Cópia.jpg

 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

O caso da Ricon

por O ultimo fecha a porta, em 01.02.18

cdtrofense.jpg

É exemplar no que aos defeitos do empresário português, a falência da Ricon revela.

Quando o têxtil sai da crise, a Ricon afunda. A razão: deslumbramento.

 

Os gastos no futebol, os gastos em negócios sem pernas para andar como o automóvel de alta gama e os jactos privados, fizeram com quem se desbaratasse dinheiro em coisas supérfluas. Isto é o que é público.

 

O empresário português vive muito de egos e gosta de gastar dinheiro em luxos privados.

 

Com a abertura dos mercados à China, os que mais sofreram foram precisamente os empresários mais resistentes à mudança e que mais olhavam para o seu umbigo. Os da Rincon não aprenderam com a desgraça alheia.

 

Acredito que os humores da Gant não tenham ajudado, mas que sirva de lição!

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publicado às 22:53

Recuperação de fábricas abandonadas

por O ultimo fecha a porta, em 21.11.17

Percorrer algumas estradas é uma dor de alma.

 

Existem casas e edifícios abandonados, a cair aos bocados, a servir de abrigo para toxicodependentes, malfeitores, prostituição e animais.

As razões podem ser várias:

- heranças mal resolvidas

- pessoas que não têm dinheiro para as recuperaram

- empresas que faliram

- multinacionais que se deslocalizaram

Etc.

 

Quando fui ao Gerês em Junho, na estrada nacional Santo Tirso- Guimarães vi armazéns e instalações completamente abandonados, a cair aos bocados. 

 

Estes dias ouvi que o Grupo Hotelar vai recuperar o Fábrica Rio Vizela, convertendo um espaço em ruínas, com muitas memórias nas suas novas instalações. Acho que estes exemplos deveriam ser incentivados e promovidos, em vez daqueles que preferem destruir áreas verdes para as suas instalações.

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publicado às 16:42

Não aprendemos nada com a crise

por O ultimo fecha a porta, em 07.08.17

Seg of rich  poor.jpgAo ler a notícia que os portugueses se andam a esticar no crédito ao consumo fica a pensar se aprendemos alguma coisa a crise?

 

Percebo que as pesssoas necessitem de investir em bens de consumo mais caros precisamente porque não os puderam comprar na crise (como carros ou eletrodomésticos), mas a pergunta mantém-se: não estaremos a viver acima das nossas possibilidades?

 

 

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publicado às 19:40

O Joker vai acabar (alguém já tinha previsto)

por O ultimo fecha a porta, em 31.07.17

Quando li a notícia que o Joker ia acabar, lembrei-me que quando criaram o M1lhão, critiquei a sobreposição de dois jogos semelahntes e que sendo um opcional e o outro obrigatório, dificilmente poderiam coexistir.

 

Pois bem, 9 meses depois, verifiquei que tinha razão.

Capturar.PNG

 

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publicado às 19:11

A minha relação com a CGD

por O ultimo fecha a porta, em 24.07.17

Quando entrei na faculdade, abri conta na Caixa Geral de Depósitos (CGD), naquela conta-estudante mascarada no cartão de estudante.

 

Por várias razões, quando comecei a trabalhar, não dei essa conta para receber o ordenado e passados três meses encerrei a conta.

Os motivos foram vários:

- demorei mais de um ano e meio a receber o cartão de estudante, andando com um cartão provisório, por erro administrativo e após mais de 3 reclamações

- filas excessivas que me faziam perder imenso tempo na agência

- funcionários incompetentes e que não se esforçam nada para fazer o trabalho bem feito, mas antes despachar as pessoas

- falta de privacidade nas agências

- baixas taxas de juro para as poucas poupanças

Não me arrependi!

 

Hoje de manhã, ao ouvir na rádio o aumento das comissões para os pensionistas, fiquei chocado. Sendo que muita gente trabalha com a CGD e sendo o banco preferencial, não faz qualquer sentido aumentar agora as comissões. O argumento da concorrência não faz muito sentido, pelo facto do banco ser público e pelo impacto em muitas pessoas, em particular as mais pobres. Há um aspeto social que o banco de todos nós tem de ter em conta.

Agora, o argumento do equilíbrio das contas do banco é quase um caso de polícia. Os administradores que concederam crédito ao desbarato por interesses políticos e pessoais, sem garantias reais, não têm qualquer penalização, e o "Zé" é que apaga a fatura da má gestão.

 

Não faz sentido num país que se considera desenvolvido!

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publicado às 21:58

Poupa-se pouco?

por O ultimo fecha a porta, em 27.06.17

Ao longo de 2017, as notícias/estudos apontam que a taxa de poupança tem diminuído atingindo minimos históricos. Ou seja, os portugueses gastam mais o seu dinheiro, em termos de %.

 

Porém, é preciso ver uma coisa muito importante: a forma como os valores são obtidos.

 

Possivelmente com a informação bancária, por variação dos depósitos e aplicações de particulares e empresas.

 

Com tanto escandalo bancário no nosso país, a redução das taxas de juro dos depósitios e as comissões cada vez mais absurdas e elevadas, é natural que as pessoas confiem menos nos bancos e deixem de depositar lá o seu dinheiro, preferindo gastá-lo ou tê-lo debaixo do colchão. A juntar a isto, o sentimento da desanuvio que a sociedade tem sentido.

 

Ora é precisamente este dinheiro que não é depositado que pode não ser contabilizado, enviesandos os números.

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publicado às 19:33

O sovinismo da banca

por O ultimo fecha a porta, em 18.04.17

Hoje fui ver qual a taxa de juro da conta poupança que o Banco me oferece:

tx juro.PNG

Estão a ver bem. O banco oferece-me 0,01% de Taxa Anual Nominal Bruta. Agora fazendo as contas para o juro mensal/ trimestral, que me caíra na conta, estão a ver a miséria que é.

Que incentivo temos para colocaras nossas poupanças numa banca frágil, envolta em escândalos de corrupção, dificuldades financeiras, egos pessoais, quando a recompensa é uma taxa tão sovina como esta? Ainda por cima, 28% vai logo para o Estado.

Obviamente que nenhum.

 

Acho que muitas pessoas estão "escaldadas" com a crise e não acredito que tenham deixado de poupar. A forma como as estatisticas são calculadas é que influencia as conclusões, pois muita gente deixou de pôr o dinheiro no Banco e é natural que o valor dos depósitos e outros "indicadores" baixem. Com estas taxas miseráveis, o destino ou é o colchão, a poupança do Estado ou o consumo.

 

Já que falamos em Banca, é um abuso completo o valor obsceno de comissões, taxas e taxinhas que são cobradas pelas coisas mais simples (e que não dão despesa nenhum ao Banco) que o cliente peça ou usufrua. 

Já estamos a entrar num ponto em que estamos quase a pagar para ter o dinheiro no Banco. E o que recebemos em troca? Instabilidade, insegurança, ameças contantes de "aumento de capital", taxinhas exageradas e notícias de corrupção. 

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publicado às 22:17

Autoestradas fantasmas

por O ultimo fecha a porta, em 27.03.17

Hoje vim pela A7, uma das autoestradas fantasmas em Portugal.oooo.jpg

 

Daquelas que estão sempre sem carros porque os custos com portagens são extremamente elevados e que são a última alternativas às estradas nacionais.

 

Daquelas que foram construídas em nome da "coesão territorial" e que deram a ganhar a construtoras, a proprietários expropriados e a egos políticos e pessoais.

 

Daquelas cuja Nação se endividou para as pagar (agora e no futuro) e agigantam a nossa dívida pública e que não servem os reais propósitos, tal o valor das portagens.

 

Daquelas que são verdadeiros elefantes brancos, que servemPPP's geridas por construtoras, fundos de investimentos e afins.

 

 

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publicado às 22:28

Montepio: onde já vimos este filme?

por O ultimo fecha a porta, em 16.03.17

O que se passa com a banca portuguesa? Todos os seus vícios e promiscuidades estão a vir ao de cima...

 

Primeiro o BPP, depois BPN e BES, com o BCP e a CGD a baloiçar. Em todos estes bancos os problemas parecem comuns: créditos concedidos sem garantias a grandes projetos sem retorno assegurado. Muitos desses  visam preencher egos e clientelismo.

 

Veja- se as exigências que os bancos têm com qualquer cidadão comum que peça um crédito automóvel ou um crédito à habitação e veja-se os buracos da Prebuild, Ongoing, Herdades, Resorts, Finibanco's, etc...

 

No fim do dia, acabam por ser sempre os nossos impostos a pagar os caprichos de banqueiros que se preocupam só com o seu umbigo

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publicado às 22:17


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