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Multitasking

15.09.21

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O termo Multitasking é a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Há quem diga que as mulheres estão muito mais aptas a fazÊ-lo que os homens. Da minha experiência social, concordo.

 

Falando de mim, eu sou o clássico "homem" para quem fazer duas coisas ao mesmo tempo me gera stress e desconcentração. Não resulto.

 

Com a pandemia e o teletrabalho, comecei a ser confrontado com uma realidade que não tinha experimentado com tanta intensidade até então: reuniões online a toda a hora para tudo e mais qualquer coisa. A consequência acaba por ser inevitável. Atrás do ecrã começamos a fazer várias coisas ao mesmo tempo: ouvir e participar nas reuniões e ao mesmo tempo fazer as nossas tarefas, responder a email e a mensagens.

Como tenha essa dificuldade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, já me aconteceu nem fazer uma coisa bem nem outra.

 

Na vida doméstica, a mesma coisa.

Quando estou a cozinhar não gosto de estar a falar ao telemovel porque ou a comida sai mal, ou não oiço a chamada com atenção.

 

No vida social, uma coisa que me faz impressão é quando estamos a falar com alguém e essa pessoa está a ver o telemóvel e a passar as fotografias das redes sociais. Apesar das pessoas dizerem que estão a ouvir e em multitasking, acho um pouco falta de respeito para com os outros. Ainda estes dias chamei a minha irmã a atenção.

Sentem essa dificuldade?

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publicado às 12:16

Ansiedade

28.08.21

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Nestes últimos dias tenho continuado às voltas com um recrutamento para a minha equipa no trabalho. Desta vez aprovaram um estágio para recém licenciado/mestrado.

 

Costumo fazer a pergunta clichê dos pontos fortes e de melhoria. Tendo em conta que estava a perguntar a miúdos de 21/ 22 anos (da geração 2000 ) estava curioso para saber.

Em 4 entrevistas, 4 respostas iguais no ponto de melhoria: a ansiedade.

 

É curioso porque mais jovens não deveriam estar tão preocupados nem pressionados.

Não sei se é geracional, se é de terem apanhado a pandemia na licenciatura ou se é resposta que o gabinetes de apoio ao aluno/sites de dicas de entrevistas sugerem dar.

 

Têm contacto com miúdos destas idade?

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publicado às 18:56

Contrastes no regresso

12.05.21

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Aos poucos começamos a regressar à normalidade.

Vou partilhar o que tenho visto nos últimos dias. Tenho verificado duas diferentes reações.

 

Na 6ª feira, de 120 pessoas, no trabalho, estavam fisicamente 8. Apesar de ainda estar previsto o teletrabalho, como era encerramento do mês de Abril, a Empresa deu a possibilidade de quem quisesse voluntariamente ir às instalações. Praticamente ninguém foi. Apesar da rede ser mais lenta em casa, se perderam dinâmicas de equipa, as pessoas parecem valorizar a poupança no combustível e o comodismo.

Algumas usam a desculpa de que vivem com os pais, têm medo, etc - honestamente parece-me o argumento que dá jeito. (Para quem tem funções mais individuais, até me parece bem continuar quem quiser em trabalho remoto).

Eu regressei logo mal pude, para criar rotinas e notei logo que consegui desligar mais cedo e deixar o computador no escritório. Podem não acreditar, mas ou é pela rede, ou pela falta de compromissos, mas trabalho muito mais horas e tenho mais dificuldade em me desligar em casa do que no escritório! Esta semana elucidou-me a conclusão acumulada de um ano.

 

No sábado, fui com o meu pai e a minha irmã jantar fora. Chegamos às 19h45m e já estava o restaurante lotado (e não é propriamente pequeno). Queríamos matar saudades de uma francesinha seis meses depois, enquanto fazíamos horas passamos na zona dos bares da praia de Espinho. O que vi? Imensa gente acotovelada,  a falar umas em cima das outras sem máscara e nem sequer estava nortada a justificar as pessoas a protegerem-se do vento.

Na volta, os principais restaurantes estavam cheios incluindo os mais careiros de marisco. Estava bom tempo, início do mês, mas mesmo assim, não vi crise.

 

Conclusão: há pessoas que continuam receosas, mas muitas estão acomodadas para o que lhes convém, com cada vez menos perceção do risco e  vejo pouca crise. 

 

PS: No regresso a casa na 6ªf, apanhei imenso trânsito. No regresso à normalidade, verifiquei que nada foi feito pelos Institutos e organismos que regulamentam o mesmo no sentido de o melhorar...

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publicado às 14:10

Entrevista de recrutamento

02.04.21

Nestas últimas semanas estive envolvido numa nova experiência profissional: fazer uma entrevista de recrutamento.

 

A passagem para o "outro lado", do recrutador, traz sentimentos diferentes.

Realizei apenas 3 entrevistas. Tive de conduzir e fazer a triagem para a última fase, com a minha chefia direta.

 

Os RH na minha empresa fazem o primeiro contacto e filtram logo os perfis que interessam.

À partida procurei  preprar-me bem para a entrevista, analisando cuidadosamente os CV's preparando uma lista de perguntas à priori com aquilo que achei importante saber. Nas três, pedi a alguém da equipa para estar comigo de modo a ter mais uma opinião e também me ajudar na triagem.

 

No início da entrevista, tive sempre o cuidado de agradecer a disponibilidade da pessoa em estar a presente e fazer um enquadramento da função e do estado do departamento o mais fidedigno possível. Apesar de serem pessoas mais novas nunca tratei por "tu", optei sempre o pelo nome próprio.

 

Ao longo das conversas, procurei não ser muito intrusivo na componente pessoal, indo mais pela parte técnica de modo a perceber se era o perfil que procurava. Apercebi-me também da importância das perguntas clichê das entrevistas mas que para determinados perfis fazia todo o sentido ("Quais os pontos fortes? Os pontos de melhoria? Como vê a mudança? Onde se imagina daqui a 5 anos?). As respostas a estas perguntas clássicas ajudam muito a definir se é o tipo de perfil que procuramos.

A pergunta sempre essencial foi o que leva a pessoa a mudar e que o motivou ao ler a descrição das funções. 

 

Porém, o maior sentimento que tive foi o da responsabilidade. No espaço de uma hora, tentar perceber o perfil e ter a responsabilidade de fazer uma escolha que terá consequências, que pode ser um bom ou um mau perfil, que pode ou não adequar-se à equipa e funções que temos.

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publicado às 18:07

O teletrabalho e a não legislação

20.03.21

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O teletrabalho tornou-se obrigatório há um ano.

 

Não foi uma opção, foi uma obrigação legislativa. Com maior ou menor dificuldade, tivemos que nos adaptar. Já o disse e repito, abdicava dele. O facto do local de trabalho ser exatamente o mesmo do de lazer gera-me desconforto e dificulta a dificuldade em desligar, aind apor cima de Inverno que anoitece mais cedo e temos menos sensibilidade.

É bom de vez e quando mas estar há doze meses nisto, não é nada bom.

 

Porém, apenas um ano depois ... é que os nossos partidos se lembraram de legislar e apenas um tem falado disso, o que atesta a (não) proximidade dos governantes e classe política dos problemas reais da população.

 

Vamos por partes:

- Uma das iniciativas em cima da mesa é a entidade patronal comparticipar algumas despesas fixas.

Da minha experiência pessoal, ao nível da conta da Internet não tive qualquer impacto. Pode estar um pouco mais lenta devido ao peso dos ficheiros, mas não tive qualquer custo adicional.

Ao nível da eletricidade, senti diferença em Janeiro. Foi a primeira vez em 32 anos que senti quão fria é a casa dos meus pais no Inverno. Naquelas duas semanas de vagas de frio, sempre em casa e sentado, ligar o aquecedor tornou-se inevitável. A conta no mês de Fevereiro foi mais elevada que o habitual e contribuí com o excesso no pagamento, claro.

É um facto: se estivesse na empresa não teria esse custo adicional.

E verdade seja dita, tirando esse mês, não é a tomada do portátil nem a luz ao fim do dia que fazem pagar mais.

 

- Direito/dificuldade em desligar

Tornou-se mais difícil. Senti isso mais no Inverno. A falta de rotina e de compromissos por estar tudo confinado, não ajuda.

 

- Por outro lado, há algumas poupança como o transportes (seja passes ou combustíveis). Ao nível de roupa, não tenho comprado nada. Em 2020 comprei duas peças e em 2021 nada. Ando a "romper" roupa velha e calças de fatos de treino.

 

- Uma das raínhas do comentário televisivo e avenças, lançou uma linguagem preconceituosa apelidando de "burguês" quem está em teletrabalho com uma teoria manhosa de pagar (ainda) mais impostos. O teletrabalho, repito, não é uma opção. É obrigação. Quem não cumprir pode ser multado. Se por um lado se poupa nalgumas coisas, gasta-se noutras. 

 

- Por fim, fala na dificuldade de estabelecer relações com os colegas de trabalho. Estamos mais isolados e perdem-se laços.

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publicado às 14:10

Teletrabalho - Nov 20

29.11.20

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Em Abril, fiz uma reflexão sobre como estava a correr o teletrabalho.

 

Desta vez, o teletrabalho e respetivo confinamento estão-me a custar mais do que o primeiro em Março/Abril. 

 

Penso que existem duas causas para este desânimo:

i) os dias anoitecem mais cedo

A partir das 17h30 já é noite fechada. Com o frio e o vento, já não conseguimos fazer quase nada ao ar livre.

Estamos o dia todo em casa e temos que continuar em casa. Ir ao jardim e o passeio higiénico é muito limitado.

 

ii) a falta de esperança

Da outra vez, falava-se no planalto e foram dois meses e meio (meados de Março até Maio).

Agora, não há perspetivas do confinamento acabar. Está-se a tentar salvar o Natal, mas para depois estou pessimista!

Além dos convívios familiares, há a questão do frio de Janeiro mais propícia a constipações.

 

Pode ser só de mim, mas já começo a sentir os efeitos negativos do teletrabalho: não vemos os nossos colegas, não falamos uns com os outros da mesma forma. A interação é muito mais restrita.Tudo é virtual, não saímos de casa, o local de lazer é o de trabalho (casa).

Enfim, se é verdade que se mitigam contágios, poupa-se no combustível, também que tanto tempo psicologica e socialmente não acho bom. 

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publicado às 16:38

Não gosto de ti. Não quero trabalhar contigo

20.10.20

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Foto da minha autoria - Bruxelas

Vamos esquecer a protagonista que disse as palavras abaixo e a forma como elas foram descontextualizadas. Tive o cuidado de ir ouvir o vídeo ao YouTube e ver qual a fonte da notícia para perceber quão credível era a "fofoca". Por isso, foquemo-nos nas palavras, abstraindo-nos do resto.

 

Dei por mim a pensar quão constrangedor deve ser a seguinte situação porque pode ser qualquer um de nós, comum trabalhadores.

 

Temos o nosso trabalho e a nossa função na empresa.

Muda o accionista e coloca lá uma pessoa da sua confiança. Ou então, pode ser o filho do patrão ou alguém que entrou pelo fator "c" ou fator "f". Ou alguém a quem os superiores ouvem que tem peteira connosco ou quer o nosso lugar.

Ao fim das primeiras reuniões de trabalho diz: "Não gosto de ti. Não quero trabalhar contigo". 

 

Não é fácil. Nunca passei por isso, mas deve haver quem já o tenha feito.

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publicado às 19:25

As fotos das férias e o medo do regresso.

15.09.20

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Este "regresso" às aulas e ao trabalho está a ser diferente do habitual devido à pandemia.

 

Pelo que tenho ouvido, um pouco por todo o lado, há aquelas pessoas que levantam problemas/receios/implicâncias no regresso ao trabalho quando semanas antes postam nas redes sociais jantaradas e férias em grupo.

Umas são coerentes que (não) partilham, mas outras nem por isso.

 

Mais do que nunca, ter colegas de trabalho a seguir-nos nas redes sociais pode ser um problema e exige muito cuidado.

Os nossos comentários (e os dos outros) são automaticamente escrutinados pelas stories que foram publicadas ou pela viagem que foi feita. Pedem-nos que sejamos polícias de nós próprios e dos outros devido à questão do vírus e as fotografias funcionam como provas.

Porém, até que ponto uma incoerência se pode tornar demasiado intrusiva e gerar comentários que não queremos ouvir?

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publicado às 19:15

Teletrabalho

21.04.20

Mais de um mês depois, já podemos fazer um balanço do teletrabalho.

Ponto prévio: não tenho filhos nem obras a decorrer perto de casa. :)

teletrabalho1.PNG

Uma realidade nova que implicou uma alteração de rotina. Apesar de tudo, há duas coisas que são boas: uma é que nos mantivemos a trabalhar e a outra é não estamos (tão) expostos.

Eis as minhas principais impressões:

- Conforto do lar

Estamos no nosso aconchego e podemos trabalhar onde quisermos: na sala, quarto, cozinha, escritório (quem tiver), ... Podemos estar de mantas ou de fato de treino. Podemos ter a televisão ligada. Mas traz problemas como a concentração, o controlo das distrações e o conforto para estarmos 8 horas a produzir.

- Dificuldade em desligar

Um dos grandes inconvenientes. Sempre associei casa ao lazer, ao refúgio onde estamos à vontade e onde desligamos do trabalho. Ir ao computador em casa era só para o blog e coisas de lazer. Agora, é difícil fazer o off. Esta semana comentávamos em equipa na noção dos horários. Acabamos por trabalhar mais porque não temos as viagens, não temos compromissos, havendo sempre margem para esticar a corda.

- Facilidade de horário

Podemos acordar 5 minutos antes do horário porque não temos de nos arranjar, nem trânsito, nem transportes para apanhar. A chuva e o frio deixaram de ser condicionadores. O mesmo se aplica à saída. As refeições deixaram de ter um horário rígido, mas isto pode ser bom e ... mau.

- Roupa

É daquelas coisas que com o tempo se tornam triviais no nosso dia a dia. Só reparamos nelas nestas situações-limite. Quando começou a quarentena e com o tempo frio soube bem o fato de treino/pijama. Mas com os dias, começa a cansar e a sentirmos a falta de estarmos apresentaveis até porque as roupas mais confortáveis enganam no que ao peso diz respeito :)

teletrabalho2.PNG

- Marmitas e combustível

A maior vantagem. Não há marmitas nem freimas de preparação e os custos com combustível diminuíram. No meu caso ainda não precisei de abastecer desde 9 de Março.

- Condições de trabalho

Aqui está um dos potenciais problemas.

Felizmente a net tem-se portado bem, os vizinhos fazem silêncio, não tenho crianças, mas a cadeira onde trabalho, por exemplo, não foi comprada para estar sentado 8h por dia. Já quanto aos ecrãs, fios e cabos, não trouxe os da empresa. Trabalho no portátil “normal” com uma capa por baixo.

Nestes casos entra a ponderação: ou ir à empresa buscar o material (tendo trabalho, gastando tempo, combustível e burocracias) ou comprar pela net em especialistas de componentes eletronicos para remedeio e utilizações futuras. Talvez a segunda possa compensar, como a loja online PTRobotics. Depende de pessoa para pessoa. Mas é incrível como há tecnologias e softwares que facilitam as “meetings” e que temos usado. Até já é possível termos o telefone fixo no nosso computador...

- Os colegas

O ser humano é um ser social. Estar enclausurado em casa sem ver ninguém fisicamente, falando apenas ao telefone é complicado. Além disso há coisas que pessoalmente são mais fáceis de resolver, perceber ou explicar. Não temos ligado a Webcam – acho que os motivos são comuns J - mas já temos saudades de nos ver.

 

Bom, e vocês como estão a lidar com o teletrabalho?

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publicado às 16:28

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

mulher.jpg

 

Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31


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