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Teletrabalho - Nov 20

29.11.20

Capturar.PNG

Em Abril, fiz uma reflexão sobre como estava a correr o teletrabalho.

 

Desta vez, o teletrabalho e respetivo confinamento estão-me a custar mais do que o primeiro em Março/Abril. 

 

Penso que existem duas causas para este desânimo:

i) os dias anoitecem mais cedo

A partir das 17h30 já é noite fechada. Com o frio e o vento, já não conseguimos fazer quase nada ao ar livre.

Estamos o dia todo em casa e temos que continuar em casa. Ir ao jardim e o passeio higiénico é muito limitado.

 

ii) a falta de esperança

Da outra vez, falava-se no planalto e foram dois meses e meio (meados de Março até Maio).

Agora, não há perspetivas do confinamento acabar. Está-se a tentar salvar o Natal, mas para depois estou pessimista!

Além dos convívios familiares, há a questão do frio de Janeiro mais propícia a constipações.

 

Pode ser só de mim, mas já começo a sentir os efeitos negativos do teletrabalho: não vemos os nossos colegas, não falamos uns com os outros da mesma forma. A interação é muito mais restrita.Tudo é virtual, não saímos de casa, o local de lazer é o de trabalho (casa).

Enfim, se é verdade que se mitigam contágios, poupa-se no combustível, também que tanto tempo psicologica e socialmente não acho bom. 

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publicado às 16:38

Não gosto de ti. Não quero trabalhar contigo

20.10.20

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Foto da minha autoria - Bruxelas

Vamos esquecer a protagonista que disse as palavras abaixo e a forma como elas foram descontextualizadas. Tive o cuidado de ir ouvir o vídeo ao YouTube e ver qual a fonte da notícia para perceber quão credível era a "fofoca". Por isso, foquemo-nos nas palavras, abstraindo-nos do resto.

 

Dei por mim a pensar quão constrangedor deve ser a seguinte situação porque pode ser qualquer um de nós, comum trabalhadores.

 

Temos o nosso trabalho e a nossa função na empresa.

Muda o accionista e coloca lá uma pessoa da sua confiança. Ou então, pode ser o filho do patrão ou alguém que entrou pelo fator "c" ou fator "f". Ou alguém a quem os superiores ouvem que tem peteira connosco ou quer o nosso lugar.

Ao fim das primeiras reuniões de trabalho diz: "Não gosto de ti. Não quero trabalhar contigo". 

 

Não é fácil. Nunca passei por isso, mas deve haver quem já o tenha feito.

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publicado às 19:25

As fotos das férias e o medo do regresso.

15.09.20

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Este "regresso" às aulas e ao trabalho está a ser diferente do habitual devido à pandemia.

 

Pelo que tenho ouvido, um pouco por todo o lado, há aquelas pessoas que levantam problemas/receios/implicâncias no regresso ao trabalho quando semanas antes postam nas redes sociais jantaradas e férias em grupo.

Umas são coerentes que (não) partilham, mas outras nem por isso.

 

Mais do que nunca, ter colegas de trabalho a seguir-nos nas redes sociais pode ser um problema e exige muito cuidado.

Os nossos comentários (e os dos outros) são automaticamente escrutinados pelas stories que foram publicadas ou pela viagem que foi feita. Pedem-nos que sejamos polícias de nós próprios e dos outros devido à questão do vírus e as fotografias funcionam como provas.

Porém, até que ponto uma incoerência se pode tornar demasiado intrusiva e gerar comentários que não queremos ouvir?

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publicado às 19:15

Teletrabalho

21.04.20

Mais de um mês depois, já podemos fazer um balanço do teletrabalho.

Ponto prévio: não tenho filhos nem obras a decorrer perto de casa. :)

teletrabalho1.PNG

Uma realidade nova que implicou uma alteração de rotina. Apesar de tudo, há duas coisas que são boas: uma é que nos mantivemos a trabalhar e a outra é não estamos (tão) expostos.

Eis as minhas principais impressões:

- Conforto do lar

Estamos no nosso aconchego e podemos trabalhar onde quisermos: na sala, quarto, cozinha, escritório (quem tiver), ... Podemos estar de mantas ou de fato de treino. Podemos ter a televisão ligada. Mas traz problemas como a concentração, o controlo das distrações e o conforto para estarmos 8 horas a produzir.

- Dificuldade em desligar

Um dos grandes inconvenientes. Sempre associei casa ao lazer, ao refúgio onde estamos à vontade e onde desligamos do trabalho. Ir ao computador em casa era só para o blog e coisas de lazer. Agora, é difícil fazer o off. Esta semana comentávamos em equipa na noção dos horários. Acabamos por trabalhar mais porque não temos as viagens, não temos compromissos, havendo sempre margem para esticar a corda.

- Facilidade de horário

Podemos acordar 5 minutos antes do horário porque não temos de nos arranjar, nem trânsito, nem transportes para apanhar. A chuva e o frio deixaram de ser condicionadores. O mesmo se aplica à saída. As refeições deixaram de ter um horário rígido, mas isto pode ser bom e ... mau.

- Roupa

É daquelas coisas que com o tempo se tornam triviais no nosso dia a dia. Só reparamos nelas nestas situações-limite. Quando começou a quarentena e com o tempo frio soube bem o fato de treino/pijama. Mas com os dias, começa a cansar e a sentirmos a falta de estarmos apresentaveis até porque as roupas mais confortáveis enganam no que ao peso diz respeito :)

teletrabalho2.PNG

- Marmitas e combustível

A maior vantagem. Não há marmitas nem freimas de preparação e os custos com combustível diminuíram. No meu caso ainda não precisei de abastecer desde 9 de Março.

- Condições de trabalho

Aqui está um dos potenciais problemas.

Felizmente a net tem-se portado bem, os vizinhos fazem silêncio, não tenho crianças, mas a cadeira onde trabalho, por exemplo, não foi comprada para estar sentado 8h por dia. Já quanto aos ecrãs, fios e cabos, não trouxe os da empresa. Trabalho no portátil “normal” com uma capa por baixo.

Nestes casos entra a ponderação: ou ir à empresa buscar o material (tendo trabalho, gastando tempo, combustível e burocracias) ou comprar pela net em especialistas de componentes eletronicos para remedeio e utilizações futuras. Talvez a segunda possa compensar, como a loja online PTRobotics. Depende de pessoa para pessoa. Mas é incrível como há tecnologias e softwares que facilitam as “meetings” e que temos usado. Até já é possível termos o telefone fixo no nosso computador...

- Os colegas

O ser humano é um ser social. Estar enclausurado em casa sem ver ninguém fisicamente, falando apenas ao telefone é complicado. Além disso há coisas que pessoalmente são mais fáceis de resolver, perceber ou explicar. Não temos ligado a Webcam – acho que os motivos são comuns J - mas já temos saudades de nos ver.

 

Bom, e vocês como estão a lidar com o teletrabalho?

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publicado às 16:28

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

mulher.jpg

 

Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31

Da Cervejaria Galiza à Helsar - hipocrisia

14.12.19

A Cervejaria Galiza no Porto está a passar dificuldades de tesouraria. Os seus funcionários estão heroicamente a segurar o barco. Além das gorjetas, vai lá meio mundo posar para fotografia, sobretudo da política.

 

A Helsar é uma fábrica de calçado de S. João da Madeira que fechou portas esta semana sem pagar aos seus funcionários e nem sequer lhes dar carta para o subsídio de desemprego. O pior do patronado representado nesta descrição. Sem gorjetas e com frio, estão a fazer vigília à porta da fábrica para tentar ainda receber alguma coisa que possam ter direito. Agarrados a nada. Ninguém lhes foi dar um abraço nem uma selfie para fotografia até agora.

mrs.jpg

 

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publicado às 13:38

Dress Code

13.07.19

gravata.PNG

Alguns bancos estão a abolir o uso da gravata no seus profissionais, para já apenas à 6ª feira.

 

Quando trabalhei em auditoria, o uso de fato e gravata era (e continua a ser) obrigatório. Põe-se a imagem e formalismo à frente da prática.

 

Ter de usar fato e gravata e todos os dias além de ser desconfortável, no Verão é um terror. Com o calor, ter de usar o botão da camisa apertado e ter de andar com o casaco sempre atrás e sapatos fechados não é boa opção.

Também a carteira fica leve. Um fato nunca custa menos de 100 euros. Se a isso somarmos a gravata, os sapatos e a camisa, fica muito dispendioso.

Para o ambiente, também é mau porque no Verão é preciso aumentar o uso do ar condicionado. Não faz sentido!

 

Assim, sou totalmente a favor da abolição da gravata, seja no Verão, seja no Inverno. Deverá ser facultativo. Se quiserem manter o business casual já mais conforto e margem às pessoas.

Não é a gravata nem o colarinho branco que vão dar mais competência às pessoas.

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publicado às 12:10

Conversas de ginásio

19.06.19

No ginásio, um senhor queixava-se que estava difícil arranjar subempreiteiros nas obras.

Dizia ele que há pouca oferta no mercado de trabalho. É difícil arranjar pessoas para trabalhar na construção. Os poucos que há, aparecem um ou dois dias, abandonando para outra onde o cliente paga mais.

 

Pensei para mim: se pagassem mais que o salário mínimo (quando pagam e declaram às Finanças e Segurança Social), talvez houvesse mais interessados...

É fácil queixar da falta de mão de obra para um trabalho tão físico, mas quando se fala em salários, ninguém houve os construtores. Isto quando sabemos que muitas das grandes construtoras faliram na crise depois de anos de muito esbanjamento em Ferraris, Porsches e lagostas nas melhores marisqueiras.

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publicado às 23:12

#Kudos no LinkedIn

07.06.19

O LinkedIn continua a inventar.

Depois de ativar as notificações de aniversário que já critiquei aqui, agora é possível dar kudos a outros usuários.

kudos.PNG

Já vi pessoas a darem esses elogios a amigos pessoais dentro da mesma empresa, mas que não trabalham entre si.

Também já vi usuários a darem "kudos" à chefia indireta.

 

Já estava a ver que isso ia acontecer: Misturar relações pessoais com profissionais e engraxar colegas que estão acima desvirtua o conceito.

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publicado às 18:02

Millennials

09.04.19

mito.PNG

 

 

Hoje em dia, usa-se uma expressão para designar a geração entre os 20 e os 35 anos, que é "Millennials". 

Muito se fala sobre ela, mas penso que é uma faixa etária demasiado grande para estar numa categoria, se é que faz sentido uma "categoria"

Existem caracteristicas em comum nesta faixa etária: o online, as ferramentas informáticas, a mudança e a desmaterialização da vida. 

 

Mas existe uma diferença entre a geração que está a sair agora da Universidade e a geração que já está a trabalhar há alguns anitos: a exposição à crise de 2010-2014.

 

Daquilo que vejo na minha empresa e noutras, existe uma diferença grande na atitude  entre os que começaram a trabalhar antes e depois de 2015, além das personalidades das pessoas.

 

Lembrei-me disto porque vi que a capa da Exame fala sobre os Millennials generalizados e não me parece uma abordagem muito coerente. A revista até fala de "mitos". Nem sei que idade tem o jornalista que usou uma expressão tão forte, mas estamos a falar de pessoas, muitas pessoas e não seres extraterrestres. 

 

De qualquer das formas, quero ler o artigo, ou na biblioteca ou no supermercado, porque 4,60 € é muito caro :)

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publicado às 17:20


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