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Boliqueime

01.10.22

Enquanto se decretou o luto nacional pela morte da Raínha de Inglaterra, foram tornadas públicas imagens chocantes de uma idosa coberta de formiga, mal tratada e mal cuidada por uma Santa Casa em Boliqueime.

Uma pessoa de raízes humildes, que não é a Elizabete II. Uma vergonha, indignidade que nos faz chocar e pensar como é possível? 

E se um dia a nossa família nos abandonar, não tivermos quem cuide de nós e acabarmos no estado que esta senhora acabou.

Qualquer ser humano tem direito à assistência e à dignidade.

 

Uns dias mais tarde vieram acusações gravíssimas à mesma Santa Casa. Crimes de negligência não desmentidos. Davam comida fora de prazo aos utentes, trocavam rótulos dos alimentos provocando doenças digestivas constantes, espancamentos constantes e outros crimes de maus tratos. Como é possível? Que pessoas são estas? Que punição exemplar deve dar a Justiça? Sim espero que haja julgamento? Uma Santa Casa dos horrores!

Isto revolta-me imenso, bem como a hipocrisia do nosso Presidente da República que vai a correr para Londres e não cuida dos seus.

 

Para terminar o meu desabafo, reparei que quem ousou dar a cara a uma televisão a denunciar um caso foi um ... brasileiro. Já não é a primeira vez que vemos isto. O silêncio cúmplice, as funcionárias agressivas e violentas e o assobiar para o lado são repugnáveis.

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publicado às 18:39

Que tipo de turismo queremos?

28.08.22

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Este ano, tive que tirar férias em Agosto.

Apesar do bom tempo, a confusão e os preços levam-me a evitar este mês. Para fazer o "off" e porque gosto/valorizo passear, optei por ficar em Portugal dado os problemas nos aeroportos. 

 

Fiquei horrorizado com os preços que a nossa hotelaria está a praticar. A maioria dos hotéis na terceira semana de Agosto pedia mais de 200 € por noite só com pequeno almoço. Num hotel, uma noite que em Julho/21 custava 72 €, este ano em Agosto custava 207 €. O hotel é o mesmo e os custos por hospede são (quase) os mesmos. Até nos apartamentos que vi no OLX, os preços dispararam face ao ano anterior.

Mesmo no Interior, os valores rondam os do Algarve. Oiço os empresários contentes com a ocupação e receitas. Como potencial cliente, fico triste. Sendo o salário mínimo português de 700 €, 200 € só para dormir uma noite é absurdo. A isto, temos de juntar combustível, portagens e as refeições, no mínimo.

 

Que tipo de turismo queremos em Portugal?

 

Quando foi a pandemia, os empresários apelaram aos portugueses para passar férias em Portugal. O povo acedeu e os hotéis do Interior registaram taxas de ocupação nunca ocupadas antes.

Os preços praticados em 2022, com  famoso aumento do "preço por estadia" arrisca tornar o país exclusivo para estrangeiros e para ricos. O português de classe baixa e de classe média é escorraçado. É tão seletivo que quando há problemas (covid, incêndios, ...) lá vêm chorar e pedir a mão aos nacionais.

Se estes preços elevadíssimos significassem melhores salários e melhores condições de trabalho, ainda havia uma distribuição de riqueza. Mas não, este fica concentrado nos empresários e nos donos/gerentes das cadeias. E atenção que a qualidade geral dos nossos hotéis são das melhores da Europa. Se acho que se deve pagar a qualidade? sim acho, mas não acho os preços praticados justos nem adequados.

 

Ao sermos enxotados, o que nos resta? Ajustar/reduzir datas, pesquisar as melhores opções, ir de férias para o estrangeiro porque fica mais barato (mesmo com "TI") ou alugar estadias não declaradas onde reina a fraude e as burlas.

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publicado às 16:55

Apurar a verdade

12.08.22

O nosso país tem uma particularidade curiosa: tal como a localização geográfica, somos sempre os últimos, seja nos rankings, seja a ter a crise do covid, seja nos escândalos sexuais da Igreja Católica.

.

Crimes muito graves de pedofilia e abusos sexuais são frequentemente denunciados. As vítimas são pessoas frágeis e os padres que denunciam os casos, além de verem os crimes abafados, ainda são perseguidos.Agora, que os casos chegaram às televisões, a estrutura abala e são denunciadas mais situações. É sempre assim em tudo na vida: anda tudo em silêncio e quando surge uma queixa, surgem logo várias de uma vez-

 

Não se pode com isto fazer generalizações que todos os padres são pedófilos. São temas delicados, sobretudo para as vítimas. São temas onde o poder é abalado e bem se viu como "arrumaram" quem fez denúncias. A verdade deve ser apurada, investigada e punir quem cometeu crime e quem foi cúmplice, seja com silêncio, seja na execução.

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publicado às 21:26

A aversão às árvores

17.07.22

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Esta semana precisei de me deslocar a um serviço na cidade. Um calor abrasador e com o estacionamento todo pago nas ruas principais, tive de estacionar um pouco mais afastado.

Uma rua que outrora tinha árvores, que além da questão ambiental, faziam sombra, deram lugar a uma ciclovia. Asfalto e cimento.

 

Em 2020, quando ainda estávamos atordoados pela pandemia, a Câmara cometeu um arboricídio. Comentei o seguinte: 

Para fazer a obra de "regime" e inaugurá-la a tempo das eleições autárquicas, a Câmara decidiu abater todas as árvores da Rua 19, o já chamado "arboricídio" em nome de uma ciclovia. A notícia do Público é desgastante:  "árvores colidem com ciclovia e Câmada manda arrancá-las".  Levou-me refletir: se queremos cidades mais verdes, qual o custo em termos de segurança, localização e sacrifícios que é preciso fazer para ter as ciclovias? Até que ponto a sua localização é exequível para as pessoas circularem em segurança? Até que ponto faz sentido "plantar" no meio da cidade e do caos do trânsito ciclovias de poucos metros? Já morreu pelo menos uma pessoa? Em Espinho, custou a vida a dezenas de árvores saudáveis.

 

Nas eleições, o partido que tomou esta decisão foi corrido da Câmara. Não sou arquiteto paisagista, mas sinto duas coisas: i) aversão à presença de árvores nas novas empreitadas públicas; ii) a aversão dos políticos que aprovam a ausência de verde.

Nestes dias de calor, senti falta dessa sombra. Uma ciclovia parece valer mais que sombra e oxigénio. 

Ontem, em zapping cruzei-me com um programa da RTP que estava numa cidade a fazer um direto de um parque municipal. Relva (seca devido ao calor) e sem árvores. Um parque que mais parecia um descampado. 

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publicado às 11:59

Melilla

27.06.22

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Vejo muitas virgens ofendidas a teclar com o faitdiver do momento: uma cantora que pegou na bandeira de Espanha no Rock in Rio. Muitas das partilhas das redes sociais são de pessoas que não viram o momento. Limitam-se a gerar e comentar seguindo as indicações extremistas e depreciativas de site de fake news.

 

Enquanto isto, em Melilla, aqui ao lado, aconteceu um massacre neste fim de semana.

37 mortos (oficiais), elevada violência, maus tratos e um massacre sobre muitos migrantes que tentaram passar a fronteira entre continentes, vítima de mafiosos que prometem o que não podem cumprir. Tiram o pouco que esta gente tem.

 

Curiosa, a empatia que as pessoas têm pelos refugiados ucranianos (vítimas de uma guerra que não pediram, muitos deles com formação superior e capital) e a falta dela pelos refugiados magrebinos (pobres e vítimas de extorsão).

 

Crimes destes não podem ser ignorados.

 

P.S.: Sobre o crime da pequena Jéssica, mais uma vez parece haver falhas do Estado. Claro que não se adivinha o futuro, porém é de uma crueldade muito chocante. Um horror.

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publicado às 22:03

A guerra na Ucrânia

26.04.22

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Não tenho falado muito da guerra por duas razões: i) já satura o tema e ii) é consensual o condenação e a simpatia coletiva pela condenação da Rússia e heroísmo do povo ucraniano.

 

Porém, não consigo resistir a manifestar o choque a práticas medievais e crueis como a violação de crianças e até bebés. Parece um ódio cego onde qualquer atrocidade, mesmo a mais macabra, é cometida. Que futuros adultos serão estas crianças?

 

Ver corpos de pessoas comuns com as mãos atadas, mortas e o corpo cheio de nódoas negras é de uma crueldade atroz. Pessoas sem comida, sem água, a comer cães para matar a fome? Não percebo quem possa achar isto uma desnazificação. Não percebo como há um partido político português que concorda com esta atitude.

 

Admiro a resistência do povo ucraniano que luta como pode, que chora os seus mortes de uma guerra que não pediu, do próprio presidente ucraniano que luta pelo seu país com as armas que tem. Uma delas está-se a revelar muito poderosa: a comunicação. Está a conseguir a atenções do mundo, está a conseguir ser ouvido. E vai a todos os países, mesmo até aos pouco influentes como é o nosso. Essa empatia coletiva e passadeira vermelha nos parlamentos europeus está-se a dar visibilidade e heroísmo.

 

Já se fala que Putin a segui vai invadir a Moldávia Fica a sensação que Putin está cego pelo poder e tem de ser parado. Pode-se confirmar aquilo que os ucranianos argumentam: a loucura da Rússia não vai ficar por aqui.

 

O Covid demorou dois anos, quanto tempo demorará esta guerra? Quando aceitará a Rússia a derrota? Será que a vai aceitar?

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publicado às 18:33

A solidariedade dos incêndios de 2018 - ignorada nas notícias

06.03.22

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Em 2018, escrevi aqui no blog e nos comentários de outros bloggers, que não iria contribuir com um cêntimo em ações de solidariedade para as vitimas dos incêndios que assolaram o país.

Se o fizesse seria ajuda direta a quem conhecesse e com as minhas próprias mãos.

Infelizmente, os meus receios de fraude confirmaram-se.

 

Foi um dos maiores flagelos nacionais e foi precisamente, por insistência de Marcelo Rebelo de Sousa na sequência dos mesmos, que António Costa substituiu a então ministra da Administração Interna por Eduardo Cabrita. Mais uma herança ... 

Na altura, desconfiei se os fundos angariados em concertos, linhas de chamadas de valor acrescentado, isto e aquilo iriam chegar a quem precisava.

 

4 anos depois e quando as atenções estão todas viradas para a Guerra da Ucrânia, foi divulgada as conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas que nos deve encher a todos de vergonha.

 

Fraude, lesão do erário público com uma baixa taxa de execução, xico espertismo tuga de aproveitamento de fundo em moradias de 2ª habitação e uma enorme opacidade na aplicação de fundos. Não surpreende e vem mostrar duas coisas: i) fiz bem em não contribuir e ii) porque nos afundamos no rankings de transparência e níveis de corrupção no país.

 

Ouvi na Antena 1 uma notícia mais desnvolvida, mas na internet encontro apenas esta.

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publicado às 15:49

Bullying

28.02.22

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Matosinhos, Entroncamento, Arcos de Valdevez e Torres Novas. Quatro concelhos onde houve denúncias (via pais e via vídeos) de violências nas escolas de bullying.

 

Aqui há tempos, num blog, alguém dizia que "bullying" é o estrangeirismo e a forma moderna de se dizer "andar à porrada" na escola. Na altura, contestei. Bullying é muito mais que levar porrada. E é essa negligência e desvalorização que leva a suicídios, traumas e perturbações macabras como a que assistimos nas últimas horas.

Bullying é a violência física, verbal, psicológica e cibernética em quem um elemento mais forte se impõe a outro.

 

Nisto, chateia-me o silêncio das direções escolares.  Em vez de darem o exemplo, condenarem os casos, defenderem os mais fracos e promoverem o fim deste flagelo, preferem o silêncio. O silêncio é proteger o agressor. O silêncio é contribuir para que haja impunidade. O silêncio é evitar casos futuros. 

 

Nos Arcos de Valdevez, uma pessoa de 15 anos atirou um paralelo à cabeça de outra pessoa da mesma idade. 15 anos! Não estamos a falar de crianças. Já sabem o que fazem, têm idade para ter juízo e responsabilizados.

 

Estes dias contava-me uma amiga professora que teve um colega professor que denunciou um caso às autoridades e que a direção da escola tentou abafar. No fim do ano letivo, de vigança essa mesma direção não lhe renovou contrato e só lhe faltava um ano para se tornar efetivo. Mais uma vez, o país de gente pequena que se aproveita e se vinga dos mais fracos.

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publicado às 17:05

Cartões da CP (post de 2021)

26.12.21

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Já escrevi sobre este tema em 2019 e vou repetir porque continuo com as mesmas críticas sobre a burocracia da CP nos comboios suburbanos do Porto. Passaram-se dois anos e nada simplificou.

 

- Os cartões da CP continuam com a validade de apenas um ano.

Custam 0,50 € e apesar de ter um na carteira não o pude usar, tendo de comprar um novo. Não fico mais pobre pelos 0,50 € mas não faz sentido esse desperdício burocrático.

 

- Continua a não ser possível pedir fatura com contribuinte nas máquinas automáticas.

Quem quiser, tem de se inscrever num site e colocar os dados do recibo para depois receber a fatura por email. Surreal...

 

Numa era tão tecnológica, porque não poder comprar os bilhetes através de uma app? Porque não adaptar os leitores do cartão Andante aos QR codes agora tão na moda?  Porque não simplificar a vida (e a carteira) dos utentes?

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publicado às 15:27

Os mais fortes e os mais fracos

03.12.21

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O jogo Belenenses SAD- Benfica é paradigmático do estado em que país está e de como a vida é. Não me vou debruçar sobre táticas nem cores clubísticas, vou ver o jogo de outra forma.

 

Numa competição profissional de uma industria que movimenta milhões, entram 9 contra 11. Os 9 eram da equipa mais fraca contra os 11 da equipa mais forte.

- Naturalmente que o mais forte goleou o mais fraco. Apela-se muito ao fair play, criam-se cartões brancos, mas na hora da verdade, o mais forte não quer saber disso. Quer é ganhar a todo o custo. E assim foi.

- O regulador, a Liga, que é quem organiza o campeonato permitiu que isso acontecesse. 

- Num jogo de passa culpas tão típico em Portugal, ninguém as assume. Morre sempre solteira. É assim em Portugal, sobretudo quando beneficia os mais poderosos. O jogo realizou-se inexplicavelmente e mesmo assim ninguém faz o correto: anular o jogo.

- Pelos vistos não há ainda um protocolo definido um ano e meio depois para casos de COVID num plantel. Os presidentes foram tão exímios em manter uma luta conjunta com direito a almoço de leitão na Bairrada com as televisões chamadas ao restaurante e o mais importante que é definir regras, não o fizeram.

- Os jogadores não estão isentos de culpa. A partir do momento em que sobem ao relvado e aceitam jogar estão a compactuar com esta injustiça. Não é profissionalismo, é cobardia.

 

E assim,  continua tudo na mesma. Os mais fortes a calcar os mais fracos e não se passa nada.

Tudo errado aqui.

Por fim uma nota para um disparate que ouvi. Um dos paineleiros do costume, na CNN Portugal (pouco ou nada mudou face à TVI 24 - muito futebol só com triquisses) disse que chamar este episódio, página "negra" do futebol português era racista!!!! Está tudo louco? E branquamento de capitais é insulto aos caucasianos? 

Eu bem digo que viemos piores da pandemia.

 

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publicado às 17:02


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