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A palavra do ano

15.10.21

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Vamos ao que interessa ao cidadão comum: o tempo que perde no trânsito para o emprego, o aumento do preço dos combustíveis, como pagar as despesas ao final do mês, o tempo de espera nas urgências para ser atendido, que por vezes quem toma as decisões se esquece disso.

Ouvi alguém dizer que "o povo está do lado dos enfermeiros porque foi a palavra do ano e isso legitima uma greve". 

 

Fiquei boquiaberto. Em que país vive esta gente?

As pessoas querem é ter qualidade no atendimento, terem as suas consultas, terem o hospital aberto e não irem para casa doemtes, filas de espera intermináveis, etc. Todos elogiamos o empenho dos profissionais de saúde na pandemia, mas isso não pode retirar noção a esses profissionais,

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publicado às 20:43

Os negacionistas

18.09.21

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Uma coisa é discordarmos de uma medida governativa.

Outra coisa é anarquia, selvajaria ou hooliganismo.

 

O que vejo nos negacionistas são pessoas que não medem o bom senso. 

Vi um juiz com um discurso medieval (quando havia classes sociais) a destratar polícias. Fiquei com a dúvida que se não fosse um juiz e fosse um adepto de futebol ou um mendigo, a reação seria a mesma... mas os próprios polícias devem ter ficado tão parvos como nós, comuns cidadãos, a ver tal disparate.

Vi uns anarquistas a insultar um cidadão enquanto este almoçava tranquilamente com a sua esposa num restaurante. Insultos gratuitos, ameaças e uma selvajaria sem qualquer razão de ser. O vídeo apareceu de imediato.

Vi novamente uns anarquistas a tentar agredir o cidadão responsável pela task force durante os diretos nas televisões.

 

Já não estamos a falar de opiniões diferentes. Estamos a falar de comportamentos que começam a ser perigosos e põem em causa a segurança dos cidadãos, havendo já, parece-me, outras intenções implícitas.

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publicado às 11:45

A roda de um avião em Cabul

22.08.21

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Nestes últimos dias, temos assistido a imagens chocantes vindas do Afeganistão.

Em pleno ano de 2021, as gerações mais novas (onde eu me incluo) estão a ser confrontadas com uma realidade que não costumamos ver. As televisões têm dado um amplo destaque à tomada do poder dos Talibãs no país.

Um cenário de desespero e medo de um povo que já sabe o que o espera e que muitos de nós até aqui preferia fazer zapping quando notícias breves chegam de África ou do Oriente. Nestes dias, têm-nos impingido esta realidade com muitas questões éticas e de direito humanos.

Vemos e sabemos de um regime extremista, muito violento, militar, sem sensibilidade e sem humanidade.

 

Ouvia ontem um relato hediondo e perturbador de uma prática medieval que os Talibãs fizeram aos seus opositores nesta perseguição. Quando lemos as regras para as mulheres e crianças e a "caça às bruxas" perguntamo-nos como é possível em 2021. Que sorte temos estar em Portugal.

 

Enquanto Joe Binden se acobarda na decisão de Donald Trump (será que dar margens a inimigos sem escrúpulos é ter uma missão concluída?), a China recolhe imagens de calma em Cabul (porque será? ...), vemos uma imagem impensável. Pessoas agarradas à roda de um avião a fugir dos seus novos lideres. Numa tentativa de sobreviver, escolheram a morte menos dolorosa.

 

É chocante! Houve quem dissesse que viemos melhor da pandemia. Eu só vejo pior!

 

E há outra coisa: as razões para invadir o Afeganistão estiveram relacionadas com o ataque terrorista do 11 de Setembro e para desmembrar a AlQaeda. A pergunta é: quando será o próximo ataque terrorista? Com Joe Binden não deverá ser, mas daqui a uns anos ...

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publicado às 15:56

Intolerância

25.07.21

Duas coisas chamaram-me a atenção este fim de semana.

 

i) a agressão de dois membros do partido CH a um ex-homossexual em Viseu e a reação absurda do seu líder AV.

Em vez de condenar o óbvio, justifica as agressões gratuitas culpando a vítima pela sua opção sexual.

Deixo aqui o print-screen para não acharem que estou a mentir. Teria razão se tivesse havido provocações ou vitimização mas não foi o caso.

Mais uma vez, omito propositadamente os nomes para não entrar nas estatísticas de popularidade nos motores de busca.

Capturar_AV.PNG

 

Não percebo esta sociedade cada vez mais intolerante, agressiva e radical. O pior é quando vemos coligações políticas de toda a direita com estes partidos preconceituosos.

 

ii) Boaventura Sousa Santos foi indigitado para presidente da Conselho Nacional de Ética.

E quem é que nomeia para o Conselho?  O seu ... filho. Ver aqui

Chegamos à república das bananas.

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publicado às 18:44

A confusão das decisões sobre o COVID - II

14.07.21

Capturar.PNG

 

Continua o caos nas medidas da COVID 19.e respetiva comunicação.

Então agora, para ir comer a um restaurante ou num centro comercial sem esplanada tem que se ter teste negativo (e pagar por ele) ou estar vacinado ...

 

Honestamente, acho absurdo.

Vou estar a pagar um teste porque não tenho vacina.

Não tenho vacina porque como qualquer cidadão normal, esperei pela minha vez.

Não passei à frente de ninguém, nem em happy hours com informação privilegiada, nem por ter padrinhos médicos, nem porque sou xico experto. Agora, se quiser ir a algum lado comer ou dormir sem ter de pagar 5 € diários, não o posso fazer.

 

Então e quem tem de almoçar em shoppings por estar em trabalho, se ainda estiver em lista de espera devido à idade, não pode comer? Eu ainda não fui vacinado porque não pude e porque fui bom cidadão. Agora, a consequência são mais restrições.

 

Concluo, que o xico espertismo e falta de vergonha ao desrespeitar a ordem da vacinação compensa.

Não sei qual a intenção do Governo, mas se é pregar mais um prego na restauração e hotelaria, estão no bom caminho.

 

Já agora, vão deixar deduzir as despesas com testes comprados em hotéis/restaurantes em IRS como despesa de saúde? 

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publicado às 18:17

Parece que há um novo salvador

27.06.21

P7091132.JPG

 

A propósito do Almirante Gouveia Melo, vejo já algumas almas a querê-lo no poder,  como símbolo da disciplina e do rigor.

Efectivamente numa crise de valores éticos e políticos, há sempre que encontre (e necessite  de encontrar) um salvador da pátria. Isto deve-nos fazer reflectir: o porquê desta necessidade?

 

Neste pós pandemia, continua a ideia de impunidade, falta de comunicação e a inversão de valores da sociedade.

Cada vez mais intolerante, cada vez mais sem regras, onde cada um faz o que quer sem impunidade.

Assim, de repente, só desta semana, lembro-me do caso da partilha de informações com a Rússia de manifestantes, um ministro que se está a transformar numa abécula, regras para ingleses mais benéficas que para nacionais ao nível das liberdades e uma crescente onda de intolerância (patrocinada pela UEFA).

Enquanto andamos distraídos com a Cristina Ferreira (passatempo nº1 para destilar ódio) e o futebol, este fim de semana, mais um caso chocante de maus tratos a idosos num lar foi denunciado.

E tem de ser na televisão porque denúncias nos meios próprios ou: i) esbarra na falta de meios; ii) ou em tentativa subornos aos inspetores (soube de um caso bem próximo); iii) ou em dispôr os idosos de uma forma à frente dos inspectores e depois pintar a manta quando eles se vão embora.

 

Sobre isso, não vejo memes nas redes sociais, nem revolta, nem frases a pedir consequências. Quem é que quer saber do Lar  da Associação Inválidos do Comércio - aqui? Ou dos idosos da Santa Casa da Misericórdia de Valpaços aqui? Ou da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delagada aqui? Ou de Montargil aqui? 4 exemplos que são uma gota no oceano.

Venha o futebol para o tuga ver!

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publicado às 15:55

Há coisas para as quais há sempre dinheiro

10.06.21

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Sobre a nomeação de um comentador com doutoramento em Ciências Sociais e Políticas para organização das comemorações de 25/Abril por um ordenado chorudo, manda a razoabilidade avaliar:

- se a pessoa tem competência técnica para assumir a função.

- se a remuneração é justa para o trabalho  e horizonte temporal que vai ter.

- se são mesmo necessários tantos "assessores" para o trabalho.

 

Desconheço as aptidões do senhor em causa, mas vai de encontro ao que sempre escrevi: para assessorias e estudos há sempre dinheiro. Pode não haver para fazer uma paragem de autocarros, pavimentar uma rua, ajeitar o telhado de uma escola, mas para "Honorários" e "Trabalhos Especializados" há sempre. 

 

Se nós formos ver as nomeações políticas de outros "assessores" [jotas] de necessidade dúbia também verificamos que as remunerações estão muito acima da média. 

 

PS: Foi gravíssima a denúncia feita pela CM Lisboa ao Governo russa dos dados dos manifestantes anti regime russo. Se Fernando Medina estivesse menos ocupado em ir a correr para a TVI24 comentar e dar o seu show-off talvez pudesse estar no terreno a tomar decisões. 

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publicado às 13:20

Os ingleses na Ribeira e nós confinados

29.05.21

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Ao ver as imagens destes 2 dias na RIbeira do Porto, a obrigatoriedade do teletrabalho até a 13 de Junho e as restrições ainda vigentes, por exemplo, em lojas, fico confuso. Muito confuso!

Dizia uma amiga que provavelmente não vai poder ir comer uma sardinha no S. João mas há liberdade para os ingleses fazerem do Porto o seu parque de diversões em imcumprimento com as regras sanitárias.

Vejo dois pesos e duas medidas.

 

Uma para os cidadãos nacionais, outra para os cidadãos internacionais.

É óbvio que a realização da final da Liga dos Campeões seria (e está a ser) uma benção para o chamado canal HoReCa e setor do turismo. Apesar do teste negativo e de regressarem ao seu país nas próximas horas, veremos se não deixam "marcas" por cá.

 

Por falar em marcas, mais uma semana com vítimas mortais de violência doméstica. Mais pessoas morrem devido a este flagelo, juízas com decisões chocante de proteção do agressor.

Uma denúncia da SIC referia que continuam os lares ilegais sem condições, de pessoas que fecham uma casa e abrem outra aproveitando-se da vulnerabilidade dos mais velhos. Nós vamos fazer manifestações ... climáticas para a Torre do Relógio.

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publicado às 15:57

Os prémios do Novo Banco (2021)

14.05.21

Texto publicado a 12 de Maio de 2020

A 14 de Maio de 2021, a opinião é a mesma.

Somos tão céleres a entrar a despiques nas redes sociais pela Cristina Ferreira, a entrar em manifestações por causas racistas dos Estados Unidos, mas tão passivos com a realidade nacional. Mesmo que nos saia do bolso

 

Os prémios do Novo Banco (2020)

Os prémios de desempenho atribuídos pelas empresas servem para premiar os funcionários mais competentes. Seja pelo atingimento de metas individuais ou pelas metas da empresas (geralmente vendas e resultados).

 

No caso do Novo Banco foram 2 Milhões a Administradores o que levanta indignação pelo facto de:

- o Banco estar a ser intervencionado com dinheiros públicos,

- estar semi privatizado (Lone Star),

- o atual contexto de privação de fontes de rendimentos de muita gente,

- o próprio banco ter prejuízos de 1.058 milhões de Euros (!!! - um poço sem fundo).

Mesmo com este montante a ser pago em 2022 e mediante certas condições - alguém acredito que eles não serão pagos?

 

Se os subsídios públicos já estavam contratualizados, a mim causa-me desconforto a dimensão dos prémios para a realidade portuguesa. Se pode haver mérito na execução de objetivos comerciais e métricas económico-financeiras, é imoral quando tantos portugueses estão em lay-off, desemprego e com corte de vencimentos, dar 2 Milhões de Euros de prémios com dinheiro dos impostos. Não sei quanto vai caber a cada um (entre executivos, não executivos e afins), mas pouco não será.

 

Parece um tacho onde todos comem e ganham, com o povo português a pagar.  Não seria solidário pela Administração abdicar de parte desses prémios?  Não diria da totalidade porque é justo que recebam pelos objetivos atingidos, mas valores razoáveis e morais.

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publicado às 14:31

Vergonha na ordem de vacinação (post scriptum)

24.04.21

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No dia 4 de Fevereiro, usei o título mais agressivo desde que me lembro no blog: "Vergonha na ordem da vacinação".

 

Hoje, dois meses depois foi divulgado o relatório que analisou possíveis inconformidades na ordem de vacinação e a "vergonha" confirmou-se: 62%  das entidades cometeram ilegalidades!! Repito 62%!

 

Surpresa? Nenhuma.

O egoísmo do ser humano veio ao cima

Se há casos discutíveis com sobras de vacinas que até são compreensíveis, outros não são.  E isto foi em Portugal, não foi na quinta de Donald Trump nem de Bolsonaro.

 

Casos como a presidente da Câmara que é "voluntária" no hospital, ou a filha do diretor que também "voluntária" (que oportuno fazer voluntariado em tempos em que as pessoas têm de estar confinadas"), ou o marido da diretora que coincidentemente apareceu à porta do Centro de Saúde ou o presidente da Câmara que só por ser presidente do Lar se achou no direito de tomar a vacina. 

Para estes "voluntários", seria interessante verificar as picagens de entrada no último ano para atestar e veracidade e se estiver a mentir, cumprir pena judicial. Mas isso dá trabalho e vai contra os interesses.

 

Há quem ataque os media, há quem ache que viemos melhor da pandemia. Está aqui a prova que viemos mais egocêntricos e a pensar no nosso umbigo. Eu, como a maioria dos portugueses comuns e sem cunha, continuamos à espera da nossa vez

 

PS: Coloco novamente esta foto novamente da Quinta das Lágrimas. É adequada!

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publicado às 20:28


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