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Mais uma xico espertice

16.11.19

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Esta semana uma notícia chamou-me a atenção. Ao clicar, constatei que era exclusiva para assinantes.

Procurei no Google News a notícia e o site do jornal concorrente tinha a conteúdo da notícia resumido numa notícia aberta.

Fiquei a pensar nisso.

 

O modelo de negócio dos jornais digitais depende muito das assinaturas e dos cliques.

Se no caso das assinaturas existe esta espécie de concorrência desleal, põe em causa o negócio de cada um e da industria como um todo. Não me parece nada ética, ainda que refira a fonte e que é um "conteúdo pago". Ora bolas, se um coloca o acesso pago para passado uma hora já ter o concorrente a pôr aberto a resumir a notícia, não faz sentido.

Quanto aos cliques, já critiquei várias vezes a estratégia do clickbait: títulos imprecisos ou inconclusivos para levar o leitor a clicar, muitas vezes saindo as suas expetativas defraudadas. Tudo para mostrar o nº de visitas e pageviews aos anunciantes.

 

Porém, não é só nos medias que esta "xico espertice" acontece. Em muitas outras coisas, uns tentam ficar com o mérito e destruir o outro.

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publicado às 17:31

O chumbo da Parlamento Europeu à ajuda humanitária

30.10.19

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Raramente ouvimos falar do Parlamento Europeu e quando ouvimos nem sempre é por boas razões.

 

Não vou falar de partidos, nem mexericos, vou-me focar no essencial.

 

Em causa estava a discussão do aumento da ajuda humanitária a refugiados/migrantes. É de partir o coração o desespero das pessoas que largam tudo no seu país em buca de paz e de uma vida melhor, vendendo tudo aos traficantes. Como podemos ser egoístas  e ficar indiferentes? Hoje são eles, um podemos ser nós.

Faria todo o sentido aumentar a assistência a essas pessoas que vêm a morte à frente, bem como faz sentido aumentar as penalizações aos traficantes, uma coisa não invalida a outra.

O Parlamento Europeu rejeitou a primeira e não discutiu a segunda (sendo esse um dos argumentos para chumbar a proposta).

 

Os mesmos que partilharam as fotos do assessor de saias e que fizeram piadas com o Superbock vs Rosa Mota, agora estão calados.

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publicado às 20:48

Futebol, perdões e falta de racionalidade

16.10.19

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Um clube de futebol (ou SAD para ser mais rigoroso) obteve um perdão de 95 milhões de euros da sua dívida por parte de dois bancos. Um é Millennium BCP que é livre de fazer o que quiser. O outro é o Novo Banco e aqui está o problema.

 

Os contribuintes portugueses já tiveram que pagar muitas das manhosices do antigo BES e agora, em 2019, vão ter de "pagar" mais uns milhões para o futebol neste banco. Não faz sentido! Está errado!

 

Por várias razões:

(i) o clube não está acabado. Labora, vai fazendo o seus jogos e se não tem dinheiro agora, então que se aguarde ou que se canalize as verbas astronómicas da venda de jogadores para pagar a dívida (ou VMOC's);

Em vez de se investir tanto, que se invista menos e se pague o que se deve!

(ii) é futebol, uma industria que movimenta muito dinheiro, com salários astronómicos e que assegura poucos postos de trabalho. Sustenta 20/30 jogadores e meia dúzia de agentes;

(iii) é o meu dinheiro que está a pagar quem vive e continua a viver acima das suas possibilidades. Se não tem dinheiro, não contrata jogadores a peso de ouro;

(iv) que garantias foram exigidas ao clube nos empréstimos concedidos? O comum cidadão tem que prestar mil e uma garantias/avais e penhores para uns milhares de euros. Neste clube são milhões que se "perdoa".

 

Quando a emoção supera a razão está tudo perdido. E o Sporting não devia estar acima de nenhum contribuinte para ter o perdão?

 

Ah, os que fizeram os vídeos a falar dos vestidos da Cristina Ferreira não falam? E os que gozaram com a Joacine também não falam? E os supervisores da ajuda aos bancos não intervêm? A quem convém este perdão? Quem ganha com isto?

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publicado às 18:35

Cartões da CP

15.10.19

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A CP criou um cartão para os comboios urbanos do Porto, o qual tem de ser carregado sempre que se compra uma viagem.

O principio é bom: reduz a burocracia, é escusado de andar com o papelinho do bilhete, passa-se no validador e desconta a viagem.

Custa 0,50 €.

Até aqui tudo bem!

 

O problema é que só tem a validade de um ano. Isso não faz sentido. Porque vou ter de comprar (mais) um (novo) cartão e pagar por ele, se o ainda tenho o anterior em bom estado? Não é pelos cinquenta cêntimos que fico mais pobre, é pelo conceito de desperdício de cartões.

Acredito que digam que é pelo refrescamento da base de dados, mas deveria permitir trocar o cartão antigo pelo novo sem custo para o consumidor.

 

Além disso, a CP não permite que nas máquinas automáticas se peça fatura com nº de contribuinte. Quem quiser, tem de ir a um site especifico, registar-se, inserir o nº do cartão e a hora da compra. Esta informação não vem escrita no recibo. Para quê complicar?

Em pleno 2019, em que a simplificação toma conta dos processos e no Metro de Lisboa já está funcional o NIF no fim da compra, a CP anda atrasada no tempo.

 

Ainda relativamente aos bilhetes, também me faz confusão que não se possa carregar o cartão online. Até para a própria CP seria bom e mitigaria a fraude de quem entra num apeadeiro sem máquina automática e viaja à borla. 

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publicado às 18:08

A 30ª vítima

12.10.19

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Mais uma vítima mortal (noticiada) de violência doméstica.

A violência seja  contra mulheres, homens, idosos ou até contra animais é sempre condenável. As mortes sucedem-se.  Há as públicas e as que não sabemos.

 

Felizmente na minha família não existe nem existiu, quer do lado do meu pai, quer da minha mãe histórico de violência. Não vivo essa realidade, felizmente. Não tenho histórias para partilhar, mas o silêncio é o pior! Ou a indiferença!

E por isso nunca é demais denunciar, expor e chamar a atenção para este flagelo social.

 

Finge-se que não existe ou desculpa-se como o juiz Neto de Moura. Vá-se lá saber porquê. Estudos mostram que é transversal à sociedade: classes, regiões e idades. Indicam até que no namoro já começa a violência.

Porque não se legisla de forma mais assertiva? Não rende votos? Telhados de vidros na casa dos legisladores? 

 

Hoje um jornal anuncia novas medidas preventivas. Espero que sejam eficazes e não para inglês ver. Nunca vêm tarde e são urgentes.

 

Ontem foi mais uma mulher. Foi em Carrazeda de Ansiães. E se em vez de se perder tanto tempo a falar dos vestidos da Cristina Ferreira ou a fazer vídeos com a deputada gaga, se falasse mais deste tema? uma lei não muda mentalidades, mas ajuda!

 

PS: Sobre os incêndios de 2017, há dificuldades em encontrar réus por isto ou por aquilo. O crime compensou e vai continuar a compensar porque há impunidade. Defendo também que deve ser encontrado o verdadeiro culpado e não apenas um culpado para ser linchado na praça pública.

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publicado às 13:39

Sempre o mesmo problema - fogo posto

22.07.19

Chegamos a Julho / Agosto e as noticiários enchem todos os anos (2016 , 2017 2018), com o mesmo assunto o tempo de antena: os incêndios.

 

Os locais não variam muito: Sertã, Mação e Oleiros. Estes três concelhos são sempre notícia.

 

Todos os anos vemos as pessoas desesperadas, os diretos da TV, o presidente das Selfies a lamentar e sempre as mesmas suspeitas: fogo posto. Ouvem-se algumas detenções, mas poucas condenações.

Será só a falta de limpeza das matas que justifica o fogo? Ou será algo já enraízado? Ou o mais provável: um sistema judicial pouco penalizador para criminosos?

 

Não aprendemos nada com o passado. É como o crime da violência doméstica. Temos um sistema penal que parece até desculpar o criminoso e os crimes acontecem com recorrência. Deixa quase de ser um drama para ser o espetáculo de Verão. 

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publicado às 18:58

Mais uma agressão a um professor e o sindicato cale-se

18.05.19

Mais uma agressão a um professor, mais um post, mais um silêncio do sindicato. Agora foi em Valadares.

 

O tema é o mesmo de posts recentes: mais uma agressão a professores que veio a público. A indisciplina e a falta de respeito dos pais e alunos assustam e revelam uma certa perda de bem senso na relação com a sociedade.

 

O que diz o Sindicato sobre mais uma agressão? O mesmo de sempre: silêncio.

A homepage do site da Fenprof neste momento está assim.

Fala-se em "greve", "comício", "aposentação", "rejuvenesver". Mas pergunto eu: que jovem quer ir para professor, com tanta indisciplina nas escolas? Sujeito a levar com agressões de pais, avós e alunos? Que defesa faz um sindicato que não olha para os problemas das escolas reais? É que nem das colocações longínquas fala?

 

Não sou professor, mas enquanto cidadão incomoda-me este silêncio do Sindicato.

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publicado às 14:33

Então e as anuidades do cartão multibanco?

13.05.19

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Os alarmes soaram: os bancos querem cobrar mais uma coisa aos seus clientes - taxas pela utilização de multibanco.

 

Esta semana, estiveram os presidentes dos grandes bancos em Portugal em uníssono a defender mais comissões aos portugueses.

 

A informatização com softwares cada vez mais robustos veio reduzir custos. Muitos postos de trabalho e agências desapareceram, houve (e há) maior segurança nas transações e os robots vieram substituir o trabalho humano. Ao invés de se reduzir os custos para os clientes/população, estes aumentam...

Duas razões: ganância da atividade bancária e cobrir os incobráveis de créditos loucos a meia dúzia de devedores.

 

Se até entendo que devem ser cobradas taxas pelos serviços que prestam, pergunto:

- a anuidade dos cartões não é suposto cobrir os custos que o banco tem com o uso do cartão?

- as comissões de manutenção não é suposto cobrir os custos das nossa contas que ninguém sabe muito bem quais são (pôr um computador a trabalhar?) ?

 

Agora querem cobrar por levantarmos dinheiro? Por consultar o saldo? Por fazer uma formula informática numa transferência?

Aos Berardos, Perteira Coutinhos, Vasconcellos e afins desta vida, deu-se (e dá-se) dinheiro ao desbarato. Não se consegue cobrar as suas elevadíssimas dívidas. Agora, além do que já pagamos nas capitalizações via impostos (e nos 50% do subsidio de Natal que nos retiveram), ainda nos querem ir mais ao bolso?

 

Está-se a cair no exagero e pode não acabar bem.

Ilustro este post com uma foto que faz um ano que publiquei: o estado de caixa de MB numa agência que fechou.

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publicado às 18:38

Família e amigos

19.03.19

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Se há coisa que me irrita enquanto cidadão, são as pessoas que chegam a cargos relevantes (e bem remunerados) não por mérito, mas por influências políticas e familiares (embora uma coisa não invalide a outra).

 

Na semana passada, um ex secretário de estado do Turismo, deputado, comentador e vereador eleito na Câmara da Covilhã pelo CDS foi nomeado administrador da GALP. A pergunta é: o que ele percebe de energia? COmbustíveis? Quantos candidatos a emprego ficam pelo caminho sem qualquer resposta nos recrutamentos? Se o convite para a função causa estranheza, a sua aceitação idem. Se ainda fosse alguém com formação na área ...

 

Por falar em (maus) comportamentos políticos, agora foi a mulher de um ministro a ser convidada para integrar o governo. Falo da mulher de Pedro Nuno Santos. Foi "nomeada" para chefe do gabinete do sucessor do marido. Mérito? Idoneidade? 

Será sempre "a mulher de ..." 

 

Como querem que não haja abstenção?

Como querem ter uma política credível quando parece uma teia de interesses, lobbies e amizades?

 

Por falar em disparates, uma artista Leonor Antunes diz que vai representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza, apenas porque o Governo não é de Direita. Esta declaração preconceituosa e mesquinha leva-me a perguntar: ela vai representar o país ou um governo?

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publicado às 19:16

O paradoxo da Fenprof

03.03.19

Veio a público o caso de uma professora agredida por uma mãe junto a uma escola do Porto.

 

O caso cairá no esquecimento, mas não é caso único. Bem mais frequente do que o que possamos pensar, mas este veio a público. Muitos ficam no silêncio.

 

Se às agressões dos pais, somarmos a dos alunos, vemos um dos problemas reais dos professores.

À insubordinação e desrespeito dos alunos e pais, temos de somar a dificuldade em cumprir programas extensos, as condições físicas das escolas, o desafio das novas tecnologias, as colocações longínquas. 

Mas o que fez o sindicato? A Fenprof que tanto reclama com o Governo?

Fui ao site e vi isto: nem uma condenação!!!

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No Facebook idem.

 

Eis porque razão os professores são tão atacados: os seus sindicatos apenas olham para questões políticas e não para o que aflige a sociedade nem para os problemas reais da educação.

Prefere-se publicitar greves do que a emitir uma condenação pelo ato bárbaro cometida contra "uma dos seus". Está-se à espera de outro vídeo chocante do "dá-me o telemovel já!"?

 

Li ainda este artigo de opinião que partilho convosco.

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publicado às 18:01


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