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Mais uma agressão a um professor e o sindicato cale-se

18.05.19

Mais uma agressão a um professor, mais um post, mais um silêncio do sindicato. Agora foi em Valadares.

 

O tema é o mesmo de posts recentes: mais uma agressão a professores que veio a público. A indisciplina e a falta de respeito dos pais e alunos assustam e revelam uma certa perda de bem senso na relação com a sociedade.

 

O que diz o Sindicato sobre mais uma agressão? O mesmo de sempre: silêncio.

A homepage do site da Fenprof neste momento está assim.

Fala-se em "greve", "comício", "aposentação", "rejuvenesver". Mas pergunto eu: que jovem quer ir para professor, com tanta indisciplina nas escolas? Sujeito a levar com agressões de pais, avós e alunos? Que defesa faz um sindicato que não olha para os problemas das escolas reais? É que nem das colocações longínquas fala?

 

Não sou professor, mas enquanto cidadão incomoda-me este silêncio do Sindicato.

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publicado às 14:33

Então e as anuidades do cartão multibanco?

13.05.19

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Os alarmes soaram: os bancos querem cobrar mais uma coisa aos seus clientes - taxas pela utilização de multibanco.

 

Esta semana, estiveram os presidentes dos grandes bancos em Portugal em uníssono a defender mais comissões aos portugueses.

 

A informatização com softwares cada vez mais robustos veio reduzir custos. Muitos postos de trabalho e agências desapareceram, houve (e há) maior segurança nas transações e os robots vieram substituir o trabalho humano. Ao invés de se reduzir os custos para os clientes/população, estes aumentam...

Duas razões: ganância da atividade bancária e cobrir os incobráveis de créditos loucos a meia dúzia de devedores.

 

Se até entendo que devem ser cobradas taxas pelos serviços que prestam, pergunto:

- a anuidade dos cartões não é suposto cobrir os custos que o banco tem com o uso do cartão?

- as comissões de manutenção não é suposto cobrir os custos das nossa contas que ninguém sabe muito bem quais são (pôr um computador a trabalhar?) ?

 

Agora querem cobrar por levantarmos dinheiro? Por consultar o saldo? Por fazer uma formula informática numa transferência?

Aos Berardos, Perteira Coutinhos, Vasconcellos e afins desta vida, deu-se (e dá-se) dinheiro ao desbarato. Não se consegue cobrar as suas elevadíssimas dívidas. Agora, além do que já pagamos nas capitalizações via impostos (e nos 50% do subsidio de Natal que nos retiveram), ainda nos querem ir mais ao bolso?

 

Está-se a cair no exagero e pode não acabar bem.

Ilustro este post com uma foto que faz um ano que publiquei: o estado de caixa de MB numa agência que fechou.

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publicado às 18:38

Família e amigos

19.03.19

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Se há coisa que me irrita enquanto cidadão, são as pessoas que chegam a cargos relevantes (e bem remunerados) não por mérito, mas por influências políticas e familiares (embora uma coisa não invalide a outra).

 

Na semana passada, um ex secretário de estado do Turismo, deputado, comentador e vereador eleito na Câmara da Covilhã pelo CDS foi nomeado administrador da GALP. A pergunta é: o que ele percebe de energia? COmbustíveis? Quantos candidatos a emprego ficam pelo caminho sem qualquer resposta nos recrutamentos? Se o convite para a função causa estranheza, a sua aceitação idem. Se ainda fosse alguém com formação na área ...

 

Por falar em (maus) comportamentos políticos, agora foi a mulher de um ministro a ser convidada para integrar o governo. Falo da mulher de Pedro Nuno Santos. Foi "nomeada" para chefe do gabinete do sucessor do marido. Mérito? Idoneidade? 

Será sempre "a mulher de ..." 

 

Como querem que não haja abstenção?

Como querem ter uma política credível quando parece uma teia de interesses, lobbies e amizades?

 

Por falar em disparates, uma artista Leonor Antunes diz que vai representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza, apenas porque o Governo não é de Direita. Esta declaração preconceituosa e mesquinha leva-me a perguntar: ela vai representar o país ou um governo?

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publicado às 19:16

O paradoxo da Fenprof

03.03.19

Veio a público o caso de uma professora agredida por uma mãe junto a uma escola do Porto.

 

O caso cairá no esquecimento, mas não é caso único. Bem mais frequente do que o que possamos pensar, mas este veio a público. Muitos ficam no silêncio.

 

Se às agressões dos pais, somarmos a dos alunos, vemos um dos problemas reais dos professores.

À insubordinação e desrespeito dos alunos e pais, temos de somar a dificuldade em cumprir programas extensos, as condições físicas das escolas, o desafio das novas tecnologias, as colocações longínquas. 

Mas o que fez o sindicato? A Fenprof que tanto reclama com o Governo?

Fui ao site e vi isto: nem uma condenação!!!

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No Facebook idem.

 

Eis porque razão os professores são tão atacados: os seus sindicatos apenas olham para questões políticas e não para o que aflige a sociedade nem para os problemas reais da educação.

Prefere-se publicitar greves do que a emitir uma condenação pelo ato bárbaro cometida contra "uma dos seus". Está-se à espera de outro vídeo chocante do "dá-me o telemovel já!"?

 

Li ainda este artigo de opinião que partilho convosco.

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publicado às 18:01

Quando a montanha pare um rato

06.02.19

Elogiei o processo discilplinar imposto ao juíz Neto de Moura (ou Joaquim Moura), um juíz com decisões machistas, retrógradas e pouco dignas para o ser humano (em particular uma mulher).

 

Ontem soubemos que afinal a consequência é apenas uma ...  advertência.

 

Isto vem demonstrar que mesmo perante a evidência de um erro, os poderosos são intocáveis. Fazem o que querem que nada de significativo acontece. E isso é incomodativo... não reflete aquilo que a população pensa...


Depois ficamos todos muito chocados com o aumento de vítimas mortais, mulheres, de violência doméstica. Estas "advertências" contribuem para isso, infelizmente.

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publicado às 18:36

A consulta de dermotologia

23.01.19

Oito meses depois ainda estou à espera que o Serviço Nacional de Saúde me marque a consulta de dermatologia.

 

Tenho a data registada no post que fiz em Maio.

A médica do Centro de Saúde tinha estimado um ano. Já passaram oito meses e ... nada.

 

Em Junho, retirei o sinal de carne num hospital privado que tem protocolo com a seguradora de saúde que a minha empresa oferece. Pago os meus impostos pontualmente e se estava à espera do Estado, ainda hoje teria esse problema.

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publicado às 18:38

O protesto de 21/Dezembro

17.12.18

Quando houve a manifestação anti-Troika se não estou em erro, num sábado em 15/Set/2012, imensa gente aderiu. Muitos deslocaram-se à Avenida dos Aliados e mostraram o seu desencanto. Tudo calmo, ordeiro e com uma razão para ali estar.

Se alguma coisa mudou, não. Mas também não houve anarquismo.

 

Em França, nas últimas semanas, houve manifestações violentas, num ambiente anárquico e selvagem e o poder político cedeu. Um precedente grave, mas havia uma medida concreta a justificar a revolta da população.

Em Portugal, começaram logo a surgir as montagens e comparações. Quem elaborou os gráficos, mostrou o que se convém. Comparam-se salários, preços de combustíveis (cuja escolha da foto não é clara: data da foto, o tipo de gasolineiras escolhidas - a BP/Galp tem preços muito superiores às marcas de supermercado...), mas não se compara o resto. As notícias, em busca do click bait, escolhem títulos incendiários e desenquadrados.

 

Para 6ª feira, dia 21, vai-se contestar alguma medida concreta? Vai-se pedir a demissão de alguém?

 

A resposta é não.

 

Vai-se protestar por protestar. 

Sem um fim, sem um objetivo e uma manifestação só faz sentido se houver razão de ser. Não é o caso.

Portugal tem muitos problemas, mas será que quem vai para a frente com o colete vestido quer de facto uma Justiça mais célere? Uma Saúde mais universal e com melhor capacidade de resposta? Ou quer apenas dar porrada e pregar rasteiras à polícia como alguns selvagem e anarquistas em França?

 

Não sei o que se pretende ao certo com este manifesto, as reais intenções de quem o organiza? Sei que na 6ª feira vou trabalhar e me vou ver lixado para fazer as viagens.

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publicado às 18:32

Continua a estupidez das e nas praxes

03.11.18

Chegou a público mais uma denúncia de abusos nas praxes.

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Desta vez foi em Coimbra e não Lisboa (daí o Twitter não ter ficado em polvorosa)...

 

Reza a carta anónima que houve álcool, abusos, insultos, nudez, obscenidades, coação, etc. Nada de novo, mas a pergunta que se coloca é:

- Porque é que ainda existe?

- Que sentido fazem estas praxes?

- Que raio de nomes são "bestas", "mochos", ... ?

- Porque continuam as universidades e autoridades competentes a fechar os olhos e estarem coniventes com estas atitudes selváticas?

- Nos relatos terceiro mundistas dos abusos na Covilhã, o que foi feito?

 

Já o disse e repito: Portugal não aprendeu nada com as mortes absurdas do Meco. 

 

O argumento de que "vai quem quer" não é bem assim. Porque toda a gente sabe que há coação, represálias e outros desrespeitos sobre quem se opõe ao "status quo".

Curioso ainda mais ser na Escola Superior de Educação. São estas pessoas quem vão formar os nossos filhos. Ah, mas os professores estão mais preocupados em fazer greve (ontem mais uma...).

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publicado às 11:05

Desflorestação vs incêndios (atualização 5 meses depois)

16.10.18

Em Maio de 2018, relatei no blog a limpeza dos terrenos entre o nó da A1 e da A44 e deixei duas perguntas na altura:

 

   - será que este corte massivo vai dar lugar alguma plantação de substituição?

   - será que vamos querer oxigénio e não vamos? Como vai ser absorvido o CO2 das fontes poluidoras?

 

Ontem o cenário é o abaixo.

 

Os eucalitos despertam num terreno público completamente desleixado. Pior, nas vias de acesso, paga-se portagem. Onde é aplicado o dinheiro?

 

Maio de 2018

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Outubro de 2018

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publicado às 18:15

Os impostos a queimar gordura

11.10.18

Esta manhã ouvi nas notícias um estudo que alertava para o crescimento da obesidade em Portugal e o excesso de peso está a aumentar nos portugueses e ... defendia que o Estado devia comparticipar medicamentos para essa doença.

 

Arregalei os ouvidos!!!

 

Há dias critiquei no blog que vi num café uma pessoa bastante gorda a beber uma garrafa de 33 cl de Coca Cola e comer pizza. Nos comentários, algumas pessoas defenderam a liberdade de escolha e não viam problema.

E agora, que querem que os nossos impostos subsidiem medicamentos para mau comportamento alimentar?

 

Não acho isso justo.

Porque razão, eu que bebo água e evito açucares e pagos os meus impostos, tenho que pagar os erros alimentares do vizinho.?

Porque razão tenho de pagar pela preguiça dos outros em levantar o rabo do sofá a comer batatas fritas em vez de irem exercitar?

 

Pior, algumas vezes as mesmas pessoas que se queixam que não têm dinheiro para ir ao ginásio são as mesmas que já o têm para comprar CocaCola e pizzas congeladas.

As mesmas que não sabem (ou não querem saber) de atividades desportivas das Câmaras Municipais são as mesmas que já sabem o local dos icedtea nos supermercados.

A mim, isto revolta-me.

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publicado às 23:06


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