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A guerra na Ucrânia

26.04.22

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Não tenho falado muito da guerra por duas razões: i) já satura o tema e ii) é consensual o condenação e a simpatia coletiva pela condenação da Rússia e heroísmo do povo ucraniano.

 

Porém, não consigo resistir a manifestar o choque a práticas medievais e crueis como a violação de crianças e até bebés. Parece um ódio cego onde qualquer atrocidade, mesmo a mais macabra, é cometida. Que futuros adultos serão estas crianças?

 

Ver corpos de pessoas comuns com as mãos atadas, mortas e o corpo cheio de nódoas negras é de uma crueldade atroz. Pessoas sem comida, sem água, a comer cães para matar a fome? Não percebo quem possa achar isto uma desnazificação. Não percebo como há um partido político português que concorda com esta atitude.

 

Admiro a resistência do povo ucraniano que luta como pode, que chora os seus mortes de uma guerra que não pediu, do próprio presidente ucraniano que luta pelo seu país com as armas que tem. Uma delas está-se a revelar muito poderosa: a comunicação. Está a conseguir a atenções do mundo, está a conseguir ser ouvido. E vai a todos os países, mesmo até aos pouco influentes como é o nosso. Essa empatia coletiva e passadeira vermelha nos parlamentos europeus está-se a dar visibilidade e heroísmo.

 

Já se fala que Putin a segui vai invadir a Moldávia Fica a sensação que Putin está cego pelo poder e tem de ser parado. Pode-se confirmar aquilo que os ucranianos argumentam: a loucura da Rússia não vai ficar por aqui.

 

O Covid demorou dois anos, quanto tempo demorará esta guerra? Quando aceitará a Rússia a derrota? Será que a vai aceitar?

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publicado às 18:33

A solidariedade dos incêndios de 2018 - ignorada nas notícias

06.03.22

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Em 2018, escrevi aqui no blog e nos comentários de outros bloggers, que não iria contribuir com um cêntimo em ações de solidariedade para as vitimas dos incêndios que assolaram o país.

Se o fizesse seria ajuda direta a quem conhecesse e com as minhas próprias mãos.

Infelizmente, os meus receios de fraude confirmaram-se.

 

Foi um dos maiores flagelos nacionais e foi precisamente, por insistência de Marcelo Rebelo de Sousa na sequência dos mesmos, que António Costa substituiu a então ministra da Administração Interna por Eduardo Cabrita. Mais uma herança ... 

Na altura, desconfiei se os fundos angariados em concertos, linhas de chamadas de valor acrescentado, isto e aquilo iriam chegar a quem precisava.

 

4 anos depois e quando as atenções estão todas viradas para a Guerra da Ucrânia, foi divulgada as conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas que nos deve encher a todos de vergonha.

 

Fraude, lesão do erário público com uma baixa taxa de execução, xico espertismo tuga de aproveitamento de fundo em moradias de 2ª habitação e uma enorme opacidade na aplicação de fundos. Não surpreende e vem mostrar duas coisas: i) fiz bem em não contribuir e ii) porque nos afundamos no rankings de transparência e níveis de corrupção no país.

 

Ouvi na Antena 1 uma notícia mais desnvolvida, mas na internet encontro apenas esta.

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publicado às 15:49

Bullying

28.02.22

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Matosinhos, Entroncamento, Arcos de Valdevez e Torres Novas. Quatro concelhos onde houve denúncias (via pais e via vídeos) de violências nas escolas de bullying.

 

Aqui há tempos, num blog, alguém dizia que "bullying" é o estrangeirismo e a forma moderna de se dizer "andar à porrada" na escola. Na altura, contestei. Bullying é muito mais que levar porrada. E é essa negligência e desvalorização que leva a suicídios, traumas e perturbações macabras como a que assistimos nas últimas horas.

Bullying é a violência física, verbal, psicológica e cibernética em quem um elemento mais forte se impõe a outro.

 

Nisto, chateia-me o silêncio das direções escolares.  Em vez de darem o exemplo, condenarem os casos, defenderem os mais fracos e promoverem o fim deste flagelo, preferem o silêncio. O silêncio é proteger o agressor. O silêncio é contribuir para que haja impunidade. O silêncio é evitar casos futuros. 

 

Nos Arcos de Valdevez, uma pessoa de 15 anos atirou um paralelo à cabeça de outra pessoa da mesma idade. 15 anos! Não estamos a falar de crianças. Já sabem o que fazem, têm idade para ter juízo e responsabilizados.

 

Estes dias contava-me uma amiga professora que teve um colega professor que denunciou um caso às autoridades e que a direção da escola tentou abafar. No fim do ano letivo, de vigança essa mesma direção não lhe renovou contrato e só lhe faltava um ano para se tornar efetivo. Mais uma vez, o país de gente pequena que se aproveita e se vinga dos mais fracos.

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publicado às 17:05

Cartões da CP (post de 2021)

26.12.21

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Já escrevi sobre este tema em 2019 e vou repetir porque continuo com as mesmas críticas sobre a burocracia da CP nos comboios suburbanos do Porto. Passaram-se dois anos e nada simplificou.

 

- Os cartões da CP continuam com a validade de apenas um ano.

Custam 0,50 € e apesar de ter um na carteira não o pude usar, tendo de comprar um novo. Não fico mais pobre pelos 0,50 € mas não faz sentido esse desperdício burocrático.

 

- Continua a não ser possível pedir fatura com contribuinte nas máquinas automáticas.

Quem quiser, tem de se inscrever num site e colocar os dados do recibo para depois receber a fatura por email. Surreal...

 

Numa era tão tecnológica, porque não poder comprar os bilhetes através de uma app? Porque não adaptar os leitores do cartão Andante aos QR codes agora tão na moda?  Porque não simplificar a vida (e a carteira) dos utentes?

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publicado às 15:27

Os mais fortes e os mais fracos

03.12.21

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O jogo Belenenses SAD- Benfica é paradigmático do estado em que país está e de como a vida é. Não me vou debruçar sobre táticas nem cores clubísticas, vou ver o jogo de outra forma.

 

Numa competição profissional de uma industria que movimenta milhões, entram 9 contra 11. Os 9 eram da equipa mais fraca contra os 11 da equipa mais forte.

- Naturalmente que o mais forte goleou o mais fraco. Apela-se muito ao fair play, criam-se cartões brancos, mas na hora da verdade, o mais forte não quer saber disso. Quer é ganhar a todo o custo. E assim foi.

- O regulador, a Liga, que é quem organiza o campeonato permitiu que isso acontecesse. 

- Num jogo de passa culpas tão típico em Portugal, ninguém as assume. Morre sempre solteira. É assim em Portugal, sobretudo quando beneficia os mais poderosos. O jogo realizou-se inexplicavelmente e mesmo assim ninguém faz o correto: anular o jogo.

- Pelos vistos não há ainda um protocolo definido um ano e meio depois para casos de COVID num plantel. Os presidentes foram tão exímios em manter uma luta conjunta com direito a almoço de leitão na Bairrada com as televisões chamadas ao restaurante e o mais importante que é definir regras, não o fizeram.

- Os jogadores não estão isentos de culpa. A partir do momento em que sobem ao relvado e aceitam jogar estão a compactuar com esta injustiça. Não é profissionalismo, é cobardia.

 

E assim,  continua tudo na mesma. Os mais fortes a calcar os mais fracos e não se passa nada.

Tudo errado aqui.

Por fim uma nota para um disparate que ouvi. Um dos paineleiros do costume, na CNN Portugal (pouco ou nada mudou face à TVI 24 - muito futebol só com triquisses) disse que chamar este episódio, página "negra" do futebol português era racista!!!! Está tudo louco? E branquamento de capitais é insulto aos caucasianos? 

Eu bem digo que viemos piores da pandemia.

 

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publicado às 17:02

Proeminente

20.11.21

Para a semana estreia um novo canal informativo.

Muito destaque aos comentadores do canal, com poucas mulheres e apenas um jovem. E quem é que é? ...Sebastião Bugalho...

É apresentado como "uma das mais proeminentes vozes da sua geração". 

 

Fico chocado como o que é apresentado com uma voz "proeminente" da MINHA geração. Uma pessoa que é acusada de violência doméstica, que salta de tacho em tacho sem qualquer valor acrescentado para a sociedade. 

 

Diria que é mais o resultado de uma comunicação social viciada em si mesma e sempre nas mesmas pessoas. De uma comunicação social que não se abre a novas/outras vozes. De uma comunicação social de estrelas e de elites. 

"Proeminentes" são os jovens que se esforçam, que muitas vezes são obrigados a ir exercer o seu talento no estrangeiro, e outros que Portugal enfrentam os problemas da habitação, precariedade e lutam por consolidar uma carreira e constituir família. 

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publicado às 17:43

As corridas estão a ficar demasiado caras

14.11.21

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Quem me segue há algum tempo sabe que gosto de correr e que de vez em quando costumo participar nalgumas corridas.

É algo ilógico pagar para correr, mas não eu próprio sei explicar porque entro nisto ...

.

Este fim de semana participei na primeira corrida pós covid. Ganhei um dorsal num passatempo do Facebook, daqueles tag "Marque dois amigos" e depois vá a sorteio.

 

A corrida foi no Europarque, em Santa Maria da Feira, e faço já o meu primeiro elogio à CM da Feira pelo dinamismo que tem dado ao elefante branco. Todos os fins de semana há eventos (seja congressos, espetáculos ou saraus) e ao domingo, os jardins enchem-se de corredores pois há um grupo com hora marcada e com monitores pagos pela Câmara. Os jardins estão cuidados e o famoso restaurante chama também pessoas ao local.

 

Quem pagou, desembolsou 11 Euros. O percurso é muito engraçado, a medalha idem, mas se o preço já era exagerado, a surpresa veio no fim por duas razões: prometeram uma distância mas foi menos e nem uma maçã deram. Apenas deram água. Com tantos patrocinadores e sendo uma prova exigente com trilhos, a cobrar 11 Euros acho inadmissível.

 

Na São Silvestre do Porto, outro escândalo. A organização está a cobrar 15 Euros por 10 km, quando em 2020 já cobrava 12 Euros.

 

Em geral, nota-se que há uma enorme inflação dos custos das corridas lúdicas no pós covid. Seja para afastar multidões, seja por ganância, seja para cobrir os prejuízos, acho um exagero os valores pedidos. Claro que vai quem quer, mas também tenho o direito de achar exagerado e discordar.

Comigo não contam com estes valores!

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publicado às 17:30

A palavra do ano

15.10.21

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Vamos ao que interessa ao cidadão comum: o tempo que perde no trânsito para o emprego, o aumento do preço dos combustíveis, como pagar as despesas ao final do mês, o tempo de espera nas urgências para ser atendido, que por vezes quem toma as decisões se esquece disso.

Ouvi alguém dizer que "o povo está do lado dos enfermeiros porque foi a palavra do ano e isso legitima uma greve". 

 

Fiquei boquiaberto. Em que país vive esta gente?

As pessoas querem é ter qualidade no atendimento, terem as suas consultas, terem o hospital aberto e não irem para casa doemtes, filas de espera intermináveis, etc. Todos elogiamos o empenho dos profissionais de saúde na pandemia, mas isso não pode retirar noção a esses profissionais,

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publicado às 20:43

Os negacionistas

18.09.21

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Uma coisa é discordarmos de uma medida governativa.

Outra coisa é anarquia, selvajaria ou hooliganismo.

 

O que vejo nos negacionistas são pessoas que não medem o bom senso. 

Vi um juiz com um discurso medieval (quando havia classes sociais) a destratar polícias. Fiquei com a dúvida que se não fosse um juiz e fosse um adepto de futebol ou um mendigo, a reação seria a mesma... mas os próprios polícias devem ter ficado tão parvos como nós, comuns cidadãos, a ver tal disparate.

Vi uns anarquistas a insultar um cidadão enquanto este almoçava tranquilamente com a sua esposa num restaurante. Insultos gratuitos, ameaças e uma selvajaria sem qualquer razão de ser. O vídeo apareceu de imediato.

Vi novamente uns anarquistas a tentar agredir o cidadão responsável pela task force durante os diretos nas televisões.

 

Já não estamos a falar de opiniões diferentes. Estamos a falar de comportamentos que começam a ser perigosos e põem em causa a segurança dos cidadãos, havendo já, parece-me, outras intenções implícitas.

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publicado às 11:45

A roda de um avião em Cabul

22.08.21

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Nestes últimos dias, temos assistido a imagens chocantes vindas do Afeganistão.

Em pleno ano de 2021, as gerações mais novas (onde eu me incluo) estão a ser confrontadas com uma realidade que não costumamos ver. As televisões têm dado um amplo destaque à tomada do poder dos Talibãs no país.

Um cenário de desespero e medo de um povo que já sabe o que o espera e que muitos de nós até aqui preferia fazer zapping quando notícias breves chegam de África ou do Oriente. Nestes dias, têm-nos impingido esta realidade com muitas questões éticas e de direito humanos.

Vemos e sabemos de um regime extremista, muito violento, militar, sem sensibilidade e sem humanidade.

 

Ouvia ontem um relato hediondo e perturbador de uma prática medieval que os Talibãs fizeram aos seus opositores nesta perseguição. Quando lemos as regras para as mulheres e crianças e a "caça às bruxas" perguntamo-nos como é possível em 2021. Que sorte temos estar em Portugal.

 

Enquanto Joe Binden se acobarda na decisão de Donald Trump (será que dar margens a inimigos sem escrúpulos é ter uma missão concluída?), a China recolhe imagens de calma em Cabul (porque será? ...), vemos uma imagem impensável. Pessoas agarradas à roda de um avião a fugir dos seus novos lideres. Numa tentativa de sobreviver, escolheram a morte menos dolorosa.

 

É chocante! Houve quem dissesse que viemos melhor da pandemia. Eu só vejo pior!

 

E há outra coisa: as razões para invadir o Afeganistão estiveram relacionadas com o ataque terrorista do 11 de Setembro e para desmembrar a AlQaeda. A pergunta é: quando será o próximo ataque terrorista? Com Joe Binden não deverá ser, mas daqui a uns anos ...

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publicado às 15:56


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