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A moda das ciclovias

27.09.20

Hoje vou falar de 3 casos de ciclovias e como elas podem ser vistas.

ciclovia.jpg

Será sobre 3 cidades diferentes, de 3 cores políticas diferentes e não sou eleitor em nenhuma delas.

Ponto prévio: não sou urbanistas, nem arquiteto, mas procuro ver as coisas com bom senso.

 

Sou um defensor de ciclovias e equipamentos públicos que propiciem uma vida mais saudável, ativa e ecológica. Já o manifestei várias vezes e procuro fazer por isso.

 

Lisboa

Presidida pelo PS.

O caso que menos conheço, mas foi onde morreu uma jovem de 16 anos ao circular na ciclovia cumprindo todos os requisitos de segurança (avançou no sinal verde do semáforo). Deu-se pouca importância ao caso porque é o que convém.

Dá para refletir sobre até que ponto há a prevenção e informação necessária, bem como a localização das ciclovias. Será que colocá-las nas ruas mais movimentadas das cidades é a mais segura?

 

Porto

Presidida por um independente

Na 6ªf precisei de passar pela Rotunda da Boavista. Ao sair para o Bom Sucesso, surge do nada linhas contínuas e logo a seguir ao desvio e "camuflados" pelo trânsito uns pinos a marcar o começo de uma ciclovia. Andam-se uns 300 metros e acaba a ciclovia.

Como condutor, além da confusão ao sair da rotunda de várias faixas, esse bloqueio dá origem a acidentes, buzinadelas e insegurança.  

Fiquei sem perceber a necessidade de colocar ali aquela faixa amarela sem ligação a lado nenhum. Parece uma ciclovia plantada do nada numa rua movimentada em que a segurança antes e depois não é assegurada apenas para constar nos boletins municipais.

Quem conhece a zona, sabe que na rua por trás da rotunda junto ao cemitério de Agramonte é muito mais tranquila e "ciclável".

 

Espinho 

Presidida pelo PSD

Para fazer a obra de "regime" e inaugurá-la a tempo das eleições autárquicas, a Câmara decidiu abater todas as árvores da Rua 19, o já chamado "arbocídio" em nome de uma ciclovia. A notícia do Público é desgastante:  "árvores colidem com ciclovia e Câmada manda arrancá-las".

Em 2020, isto aconteceu - ver aqui.  Levou-me refletir: se queremos cidades mais verdes, qual o custo em termos de segurança, localização e sacrifícios que é preciso fazer para ter as ciclovias?

Até que ponto a sua localização é exequível para as pessoas circularem em segurança? Até que ponto faz sentido "plantar" no meio da cidade e do caos do trânsito ciclovias de poucos metros? Já morreu pelo menos uma pessoa? Em Espinho, custou a vida a dezenas de árvores saudáveis.

Até que ponto uma fita para cortar em véspera de eleições prevalece sobre o bom senso.

 

No Facebook, vi esta foto tirada esta manhã:

espinho.jpg

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publicado às 21:29

Breves do Último: 1 de Setembro

01.09.20

Duas notícias deixaram-nos com o cabelo em pé hoje

[não estou a falar da Cristina Ferreira - há coisas gravíssimas a acontecer].

chave.jpg

Uma relativa o Novo Banco/BES. Uma auditoria divulgada demonstrou as perdas de milhares de milhões de euros, com os contribuintes a pagarem. A maioria das perdas são empréstimos não pagas/sem garantias. Divulgada a auditoria, tem de se apurar responsáveis e punições à altura. Há muito medo em tocar no poder e quando se toca, ataca-se o juíz.

 

A outra é relativa ao COVID.

- Festa do Avante: é inacreditável ser o próprio comércio e população circundante do espaço a querer sair das próprias casas com medo do perigo de contágio do evento. Continuo a achar uma loucura a festa este ano. Uma loucura do PCP que a organiza e de quem lá vai estar.

- Repararam na reação de Catarina Martins ao Avante?

Vejam e reparem. Se fosse um partido de direita, caía o carmo e a trindade. Como é o PCP, reclama da insistência no tema e diz que há coisas mais importantes... além do BES, há o quê? Para mim, esta atitude tem um nome ...

- Sobre os lares já tinha falado que deve haver muito mais mortes escondidas do que as relatadas. Hoje, soube-se que o lar "premium" do Montepio tentou ocultar/não divulgar os casos na sua instituição. Os doentes já tinham outras debilidades de saúde. Alguém tem dúvidas que deve haver tantos e tantos outros lares a abafar/esconder as suas falhas, seja por questões de reputação ou medo de punições?

Porém, em Reguengos, onde o presidente da Câmara é o mesmo que lidera a Santa Casa, há acusações gravíssimas mas ... sem qualquer consequência.

 

Esta semana, uma colega que trabalha num banco comentava que os pedidos de crédito para ... férias tinha aumentado. Será que todos terão condições para pagar? Ou preferem viver das aparências? Ou estão à espera que seja o Estado a tapar o seu buraco já que exemplos não faltam?

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publicado às 19:29

A Festa do Avante

18.08.20

concerto.PNG

 

O espírito da igualdade está consagrado na Constituição e é-nos passados na nossa educação nas escolas. Não há cidadãos de primeira nem de segunda. Porém, a vida ensina-nos que há os xico-espertos, que acham que só defendem a igualdade quando lhes convém.

 

Lembrei-me disto agora para comentar o Festa do Avante. Este ano não houve festivais de música de multidões.

Perderam-se rios de dinheiro para todos os envolvidos devido à pandemia. A responsabilidade e saúde pública falou mais alto.

 

Porém, uns acham-se mais que os outros e escudam-se na lei para lançarem iniciativas políticas. Refiro-me às centrais sindicais no 1 de Maio e ao PCP na Festa do Avante. Mesmo contra o bom senso, mesmo destoando de todos os outros partidos que cancelaram as suas festas e eventos em nome da saúde pública. 

Se o partido queria fazer os seus discursos e afins, poderia fazer online. 

 

Fiquei com duas impressões: i) O PCP está desesperado por financiamento; ii) o PCP acha-se mais que os outros ao criar o seu festival em tempos de pandemia - falta bom senso.

Igualmente irresponsável é quem vai (e paga) para esses eventos.

Há mais iniciativas para apoiar artistas.

 

Espero que as medidas anti-contágio resultem, ou então vão ter de apuradas responsabilidade (e sanções).

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publicado às 16:37

A crueldade de Reguengos e a (ausência n) as redes sociais

16.08.20

Estou cada vez mais chocado com antes e o depois do surto no lar Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.

A crueldade foi tanta, que a acusação idónea da Ordem dos Médicos fala em desidratação e abandono dos cuidados de medicação dos idosos que lá vivem.

É demasiado horrível! Será que se pode falar em tortura? Violação dos direitos humanos?

Tanto criticamos um lar espanhol em plena pandemia, que no pós pandemia fizemos o mesmo. No nosso país foi em Reguengos de Monsaraz, no Portugal profundo, marginalizado e onde não rende votos.

APAV.jpg

 

Lemos que 40% das mortes de COVID oficiais ocorreram de idosos em lares. Sublinho oficiais. Hora de chamar a Justiça e punir quem permitiu que isso acontecesse.

 

Como se não fosse mau, a Ministra responsável pelo licenciamento e financiamento deste espaços, não sabe de nada, desvaloriza, não leu o relatório, etc. Então pergunto eu o que anda lá a fazer? Se não tem tempo, que dê o lugar a outro.

Mais, o que vai ser feito para outros casos se evitem?

Marcelo criticou-a e bem, mas o mesmo PR que foi tão exímio a criticar e a sugerir em público a demissão da Ministra da AI nos incêndios de Pedrógão, agora não faz o mesmo?

 

E as redes sociais tão ativas na causa animal, na causa do racismo e do anti racismo, na novela Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, nada dizem sobre isto? Não rende likes? Nem manif's? Nem fotos para mostrar que se tem uma causa.

 

Estou mais do que triste, envergonhado pelos valores que o nosso país (não) cultivo, como o respeito da dignidade humana dos mais velhos.

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publicado às 15:42

Perguntas sem resposta

19.07.20

Nestas últimas horas fiquei chocado com 5 coisas:

 

i) a carbonização de animais vivos num canil ilegal em Santo Tirso.

 

Não é nova a história do canil ilegal da Serra da Agrela, da alegada negligência e perseguição a quem ousa denunciar.

Sábado à noite deu-se uma tragédia e todos agora lavam as mãos. Espero honestamente que a vida daqueles desgraçados animais sirva para melhorar as leis, se evitem novos casos destes e haja culpados punidos para o que aconteceu. Todos falharam e devem ser punidos (não esquecer o incendiário).

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ii) As acusações à gestão do CIVD no lar de Reguengos de Monsaraz

Já aqui critiquei a negligência que há nas regras e na fiscalização dos maus tratos a idosos.

Lê-se  que no lar da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos:

"medidas tomadas em cima do joelho. Era tudo muito atabalhoado, havia 60 pessoas infetadas no primeiro andar do lar, com quase 40 graus lá fora e condições de climatização muito más.  Os circuitos de circulação foram implementados pelo pneumologista das forças armadas, faltava medicação que os doentes necessitavam não havia condições para dar assistência. Mais do que cuidados médicos, faltavam cuidados básicos." Acusações gravíssimas. Haverá punições? Serão levados os responsáveis à Justiça? 

Coitado de quem foi...

 

iii)  Idosa com Alzheimer mordida por ratazana no lar da SCM de Montargil

Mais um caso numa "Santa Casa" de negligência e maus tratos. Ratos a morder idosos? Numa Santa Casa?

A própria instituição confirma.

Ao que nós chegamos?

Haverá culpados na barra do tribunal?

 

iv) Acusação a Ricardo Salgado

A acusação é muito grave e choca pelo facto de movimentar tanto tráfico de influência nos mais altos cargos da nação e os milhões envolvidos. À justiça o seu trabalho, mas o sentimento de impunidade e de ser dono disto tudo e "faço o que quero" temd e acabar.

 

v) os incêndios voltaram

Que praga no nosso país!! Sempre os incêndios. Nada muda. Sempre os mesmos sítios e as mesmas suspeitas. 

Ainda bem que MRS teve a decência de aparecer no funeral do bombeiro morto de Miranda do Corvo.. Se Pedro Lima teve direito à sua presença e diretos nas tv's, este também teve.

O que também não muda são os acidentes nas cascatas do Gerês. Continuo sem perceber a ausência de proteção nas mesmas pelas autoridades competentes. Umas escadas ou corrimões resolveriam o problema.

 

Sobre a TAP, lá vão os milhões do nosso bolso. Na TV e futebol, também tempos movimentados (€€€) a alimentar os fait divers.

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publicado às 18:34

Lagos, Carcavelos e atentados ambientais

20.06.20

Com que então festas ilegais com ajuntamentos em Lagos, já com dezenas de infetados, a fragilizar ainda mais os hospitais do Algarve? A irresponsabilidade saiu caro e pode custar vidas. 

Aos organizadores do "evento" espero que sejam responsabilizados pelo que aconteceu e que seja exemplar. Se alguém ficar com sequelas da doença ou morrer, vão ficar com o peso na consciência.

 

Pelos vistos, não contentes com o que aconteceu em Lagos, ontem houve mais uma festa de "música brasileira" de menores em Carcavelos... Os mesmos meninos e meninas que defendem que a ir à escola é um factor de risco. 

 

Assim, não há políticas que resultem por muitos esforços que haja... 

 

A responsabilidade é de todos, incluindo dos que permitiram o 1º Maio.

 

Por outro lado, retomaram os incêndios. Ano após ano, sempre os incêndios. Passam governos de diferentes cores e nada muda. Porque será? Sobre a TAP e Novo Banco, muitos milhões vão ser canalizados para as duas empresas. Quanto à primeira, o presidente Rui Moreira tem toda a razão nas críticas que faz. Se tudo o país paga, então as rotas têm de ser razoáveis na sua distribuição. Quanto ao Novo Banco, parece um poço sem fundo. Pior, é ainda o mistério do negócio da venda. Porque tanta confidencialidade? O que há a esconder? E o resto da economia? 

 

Ah, sobre isso não há manifestações nem virtuais sequer.

 

Para terminar, em Setúbal foi descoberto um armazém abandonado com resíduos perigosos. Em Valongo, a população de Sobrado luta contra um aterro também devido aos danos ilegais. Ontem em Famalicão, mais uma descarga ilegal no rio Pelhe.

Para quem estava à espera que alguma coisa mudasse com o confinamento, mudou, mas foi para pior.

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publicado às 10:37

Os prémios do Novo Banco

21.05.20

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Os prémios de desempenho atribuídos pelas empresas servem para premiar os funcionários mais competentes. Seja pelo atingimento de metas individuais ou pelas metas da empresas (geralmente vendas e resultados).

 

No caso do Novo Banco foram 2 Milhões a Administradores o que levanta indignação pelo facto de:

- o Banco estar a ser intervencionado com dinheiros públicos,

- estar semi privatizado (Lone Star),

- o atual contexto de privação de fontes de rendimentos de muita gente,

- o próprio banco ter prejuízos de 1.058 milhões de Euros (!!! - um poço sem fundo).

Mesmo com este montante a ser pago em 2022 e mediante certas condições - alguém acredito que eles não serão pagos?

 

Se os subsídios públicos já estavam contratualizados, a mim causa-me desconforto a dimensão dos prémios para a realidade portuguesa. Se pode haver mérito na execução de objetivos comerciais e métricas económico-financeiras, é imoral quando tantos portugueses estão em lay-off, desemprego e com corte de vencimentos, dar 2 Milhões de Euros de prémios com dinheiro dos impostos. Não sei quanto vai caber a cada um (entre executivos, não executivos e afins), mas pouco não será.

 

Parece um tacho onde todos comem e ganham, com o povo português a pagar.  Não seria solidário pela Administração abdicar de parte desses prémios?  Não diria da totalidade porque é justo que recebam pelos objetivos atingidos, mas valores razoáveis e morais.

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publicado às 13:56

Há sempre quem se aproveite

16.03.20

Li que o Dott, marketplace da Sonae, estava a dar fretes grátis para artigos de primeira necessidade.

 

Foi cuscar por curiosidade. Uma garrafa de azeite que custa 3,35 € no Continenteaqui custa 8 €.

Mais chocante é este pacote de bolchas que custa 6.24 €. Até tirei print screen para não acharem que estou a mentir

Capturar.PNG

Não sei o que significa "esgotado", mas fretes grátis com estes preços absurdos não obrigado. Mais, quem vai ao Portal da Queixa e vê a quantidade de reclamações já fica com aragaem de quem vai na carruagem.

 

PS: Após escrever no Facebook do blog esta situação, recebi um esclarecimento das bolachas - foi erro - era um pack de 3. Ainda assim, são 2 euros!

Capturar1.PNG

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publicado às 18:45

Do que não se fala nestes dias

13.03.20

IMG_20200312_193233.jpg

Ontem e hoje têm sido dias alucinantes com o vírus. Parece o cenário de um filme. Já muito se escreveu e escreverá sobre isso. Realço 3 notícias que têm passado despercebidas:

 

- Cunha no Governo

O FamilyGate não pára e com o povo distraídos, toca lá arranjar tachos.

"Gonçalo Silva Pereira, de 27 anos, é agora técnico principal na Representação Permanente em Bruxelas, por despacho dos Negócios Estrangeiros. Em junho de 2019, tinha chumbado na prova de acesso à carreira diplomática."

Foi por nomeação direta, como tantos outros, e é filho do ex-ministro Pedro Silva Pereira, eterno amigo de Sócrates. 

O país não avança enquanto houver estas cunhas!! O povo distancia-se dos partidos e naturalmente há abstenção.

Não adianta campanhas de apelo ao voto, lamentos hipócritas no dia das eleições, quando há estas vergonhas!

 

- Últimas girafas brancas abatidas por caçadores furtivos

A maldade humana não dá tréguas. Aqui Aconteceu numa reserva no Quénia. 

 

- Violência doméstica e cães de criação

Um homem agrediu a sua mulher durante anos, matou e enterrou no seu quintal cães de criação quando estes já não "produziam". Foi detido e saiu em liberdade. O crime é a violência doméstica. Mais uma vez, age-se com medidas brandas e nada dissuasoras. Não adianta eleger "violência " como palavra do ano se depois não se faz nada.

Quanto aos cães de criação, já é a segunda notícia que recebemos de maus tratos a animais neste "negócio". Há semanas chegaram notícias horrendas de Espanha de criadores que cortavam as cordas vocais de cães para não ladrarem. Agora, deteta-se um criador que abandonou e matou este tipo de cães. Não sei se é crime, mas moralmente está errado. Quantos casos destes há? Quão insensível pode ser o ser humano?

A violência não pára com o vírus. Pelo contrário, com as pessoas a desesperar dentro de casa, tem tendência a aumentar. O que vão as autoridades fazer? Deter e libertar a seguir os agressores?

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publicado às 21:34

Mortos de primeira e de segunda

03.03.20

passos coelho funeral.jpg

 

Não sei bem como abordar este tema para não ferir suscetibilidades, mas cá vai.

Fez-me um bocado de confusão alguma imposturice com que alguns "influencers" políticos abordaram (e se aproveitaram) da morte de Laura Passos Coelho.

Com todo o respeito pela doença dela e do calvário que ela e a sua família passaram, critico o oportunismo de comentadores e políticos falaram sobre isso.

 

Isto porque sobre as pessoas que morreram (e morrem todos os dias) nas salas de espera das urgências, como aconteceu em Fevereiro em Lamego, não falam. Não convém! É incómodo! Mostra a sua incompetência na gestão da saúde!

Se se chamassem Passos Coelho ou Amaral Dias, já haveria comunicados de imprensa e lamentos públicos, como agora houve.

 

PS: Lá por fora, continua a ser constrangedor e impossível ficar indiferente aos refugiados sírios na fronteira entre a Turquia e a Grécia. Não podemos fazer nada ao nível individual. Percebemos as partes, menos a da Síria.  Ignorar é pior. 

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publicado às 21:09


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