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Leituras: Pela noite dentro de José da Xã

01.09.25

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Começo por um agradecimento ao nosso parceiro de escrita no Sapo Blogs, o José da Xã que me ofereceu um exemplar do seu livro de contos.

"Pela noite dentro" é uma colectânea de pequenas estórias que nos fazem recuar no tempo. Regressamos ao Portugal de antigamente. Contextos rurais, onde a tecnologia não existia. Contos que nos transportam facilmente para a situação real que lhe possa assemelhar.

Um livro que dá vontade de ler mais e que é acessível a qualquer idade. 

Com tanto conto, elogio a criatividade do José em arranjar tanto nome para personagens e localidades, com nomes típicos de aldeias e aldeões.

 

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publicado às 11:40

Leituras: A Mulher do Dragão Vermelho de José Rodrigues dos Santos

27.07.25

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A Mulher do Dragão Vermelho é o primeiro livro que leio de José Rodrigues dos Santos.

 

Superou as minhas expetativas.

A narrativa acaba por ser um pouco pesada.

A história, que de ficcionada tem pouco, leva-nos à China, ao Partido Comunista chinês e à forma como se posicionam na geopolítica global. A personagem principal pertence a uma das minorias existentes na China. Lemos o crescimento da personagem e é exposto de uma forma clara ao leitor como a China e o seu partido estão a potenciar-se no Mundo. Quais os meios que usa, quais as estratégias mais ou menos subtis que utiliza, como age para neutralizar os inimigos e qual o controlo que usa sobre a população.

É descrita com clareza a perseguição, censura, tortura e campos de concentração a quem ousa contrariar o regime. Mostra igualmente quão avançada está a tecnologia no controlo da população e de como ajudam os regimes ditatoriais a controlarem a população para se perpetuarem no poder. Chegamos a um ponto em JRS no spõe a refletir sobre como o Globo se está a organizar e tem um quê de teoria de conspiração.

 

Durante a leitura, lembrei-me várias vezes das notícias que fomos ouvindo durante o covid, das privatizações que o Governo de Passos Coelho fez a empresas públicas chinesas (e quais os interesses por trás) e do livro 1984 de George Orwell. Parece que afinal a distopia não está assim tão distante.

Quando damos palco a partidos extremistas nas eleições portuguesas, talvez fosse útil perceber quais as consequências quando estes ascendem ao poder.

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publicado às 19:44

Leituras: A Vila dos Tecidos de Anne Jacobs.

22.01.25

O primeiro livro de 2025 foi A vila dos tecidos de Anne Jacobs.

Pelos vistos é um thriller, mas li o primeiro livro. Gostei do livro.

Uma leitura leve, sem grande mistério e cuja personagem principal é uma empregada doméstica que viveu no orfanato e que foi ganhando a confiança dos patrões e das suas filhas. Apaixona-se pelo "princípe", filho dos patrões e no fim de contas é herdeira de um império fruto de traições antigas.

Confesso que ao fim dos primeiros capítulo lembrei-me da história infantil da Gata Borralheira e assim foi numa versão mais comercial e adulta. 

Um livro leve, tranquilo, envolvente, humano, passível de muitas novas histórias à volta das personagens, mas sem grande moral associada.

Foi uma boa escolha para começar o ano.

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publicado às 14:09

Leituras: 1984 de George Orwell

01.12.24

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Este livro foi-me emprestado por uma amiga das corridas depois de irmos a falar na Quinta dos Animais do mesmo autor durante o treino.

 

1984 é um romance numa sociedade/país imaginário que vive sob a opressão  de um partido único e que controla a vida ao mais ínfimo pormenor da sua população. Esta distopia baseia-se na vida de um funcionário público, entenda-se do Governo único da sociedade, que tem o "Grande Irmão" a vigiá-lo em todos os seus atos e pensamentos. 

Entre as suas funções, contam-se por exemplo: o reescrever da história ou das notícias dando conta que as estatísticas de previsão da produção económica do Governo estavam sempre certas; a revisão constante de dicionários com a introdução de novas palavras e mudança de significado consoante os apetites do Presidente; a censaura; a manipulação  das notícias da guerra imperialista em que a sua nação está sempre a vencer ou por cima do adversári e o apagar das estatísticas o nome dos opositores políticos como se "nunca tivessem existido".

 

O nome dos ministérios do Governo são um eufemismo, por exemplo o Ministério do Amor ou Ministério da Memória, mostrando que o Partido único se preocupa com o bem da sociedade e que sem ele, ela não funcionaria.

 

A subversão do pensamento, primazia da tirania e da ignorância, porque o conhecimento promove a mudança, continua mais atual que nunca. 

Toda a narrativa se baseia no sentido figurativo onde conseguimos identificar facilmente os regimes totalitários (de esquerda e direita) vigentes na Europa do Século XX. 

Um livro um pouco pesado pelas suas descrições sobretudo na parte final com a descrição das agressões físicas na prisão da personagem, mas inteligentemente bem escrito.

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publicado às 17:37

Leituras: A Criada de Freida McFadden

31.08.24

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Que livro bom de ler - "A Criada" - um leitura leve, fácil e rápida, ora não fosse uma história de ação com um mistério por desvendar. 

Fugiu ao cliché de um haver um assassino e de se ter de esperar pelo fim para descobrir quem matou a personagem das primeiras páginas.

Embora um pouco fantasioso, há mistério, curiosidade e uma história viciante para tempos livres.

 

A narrativa começa com a contratação de uma empregada doméstica interna que começa a relatar a relação disfuncional e de aparências dos patrões e, claro, que se envolve com o homem casado. O mistério começa sobre a aparente permissividade da patroa e desenrola-se com uma história criativa da autora. 

 

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publicado às 18:55

Leituras: Um fogo lento de Paula Hawkins

18.07.24

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A escolha de leitura nestas férias recaiu sobre uma autora que já tinha lido e gostado: Paula Hawkins.

A minha irmã emprestou-me o "Um fogo lento".

Ao fim das primeiras 3 páginas dei por mim a ter um deja vu da "A rapariga do comboio" que já tinha lido. E assim foi até ao fim. Uma história ligeira, com um crime e descrição de personagens com a qual conseguimos identificar na realidade. A escrita é simples, mas achei mais do mesmo.

Parecia uma cópia do livro anterior - o mesmo enredo, a personagem toxicodependente esquecida e que baralha o discurso, o que leva a questionar se a autora não consegue sair do mesmo registo.

Uma última nota: tal como na Rapariga do Combooio, a personagem disfuncional mente polícia e usa palavrões com as autoridades (haverá mesmo necessidade disso?).

 

Sinopse:

Um homem é encontrado brutalmente assassinado em Londres, dentro de um barco, o que levanta uma série de questões sobre três mulheres que o conheciam. Laura é a jovem problemática que foi vista pela última vez com a vítima. Carla é a tia inconsolável, ainda de luto por outro familiar falecido pouco tempo antes. E Miriam é a vizinha bisbilhoteira que encontrou o corpo coberto de sangue, mas que claramente esconde segredos da polícia. Três mulheres com ligações distintas a este homem. Três mulheres consumidas pelo ressentimento que estão ansiosas por se vingarem do mal que lhes foi infligido. E, quando toca a vingança, mesmo as melhores pessoas são capazes dos atos mais terríveis. Até onde irão estas mulheres para encontrar a paz de espírito? E durante quanto tempo podem os segredos arder em fogo lento antes de irromperem em chamas descontroladas?

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publicado às 09:21

Leituras: Quatro desafios de escrita! do José da Xã

12.06.24

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Começo por agradecer a cortesia e simpatia do José da Xã em oferecer o seu livro Quatro desafios de escrita!

 

Um livro de leitura rápida, com quatro desafios muito criativos, bem escritos e com a particularidade: os nomes pouco comuns das personagens.

Retive uma delas: o Elizário. Como diz a Isabel Silva na contracapa, fica a curiosidade para saber mais da história deste homem, com um percurso de vida muito curioso ligado à migração dos anos 50 e 60 e do subdesenvolvimento das ilhas nessa altura. É uma personagem muito rica, original e pouco comum na escrita portuguesa. Fica uma sugestão ao nosso amigo para futuros desafios. 

 

O quarto capítulo do livro consiste em contar histórias de duas páginas com base em nomes de quadros famosos na pintura mundial. Mais uma vez, o José traz-nos a sua inteligência e boas narrativas acessíveis para qualquer idade.

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publicado às 16:09

Leituras: Eliete de Dulce Maria Cardoso

14.02.23

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Por mero acaso, comentei uma foto do Jogos de Raiva do Rodrigo Guedes Carvalho, onde referia que era um dos melhores livros que tinha lido ultimamente e que retratava a sociedade portuguesa da década de 20 dos anos 2000.

Sugeriram-me este livro, como sendo também marcante.

 

Não conhecia a autora, mas identifico-me mais quando são narrativas em Portugal, com a nossa cultura. A simplicidade da história cativa.

A personagem principal, Eliete, é uma mulher com 40 anos com uma vida rotineira, agente mobiliária em Cascais, com as filhas crescidas, um marido caseiro que gasta de caçar pokemons e um perfil do Facebook onde se entretem.

Escreve sem pudores da inveja que tem das melhores vendedoras da sua agência, escreve sem pudores que aparenta uma família feliz nas redes sociais para marcar pontos na agenda social e descreve sem pudores que vai ao Tinder engatar homens casados para contornar a rotina da sua vida sexual com sexual.

Ao introduzir estes temas tão contemporâneos, ou melhor anos 2015-2019 com personagens tão banais, que facilmente identificamos alguém conhecido, torna o livro muito curioso.

No livro, houve outra coisa que me tocou: relação entre avó e neta. Vemos o desprezo da mãe da personagem que abandona a sua mãe com Alzeimer, a dificuldade da neta em cuidar e trazer a sua avó para casa e o dilema de lhe escolher um "bom" lar.

Se acho o livro brilhante. não acho. Se cria suspense, também não. Se é excitante, não, mas é uma escrita simples, portuguesa e um retrato da influência das redes sociais na vida das pessoas comuns.

 

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publicado às 22:13

A casa dos espíritos de Isabel Allende

31.08.22

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Estas férias li "A casa dos espíritos" de Isabel Allende e que ótima escolha.

Já tinha este livro há vários anos aqui em casa, ainda do tempo em que as revistas/jornais distribuíam livros como brindes. Este é de 2008 e faz parte da Biblioteca Sábado. Ao fim de catorze anos, li-o e só me arrependo de não o ter lido antes.

Lançado em 1982, conta a evolução social de uma família abastada do Chile. A personagem principal é um latifundiário e relata os tempos feudais, a implementação do comunismo e respetiva ditadura de esquerda. Isabel Allende escreve pelo olho das diferentes personagens desde homens, mulheres, agricultores e jovens revolucionários.

As vinganças pessoais na ditadura, a violência doméstica transversal a todas as classes sociais e o movimento socialista nos campos são alguns dos temas abordados.

Surpreendeu-me ter sido escrito ainda nos anos 80 e por uma mulher. Sem dúvida, uma excelente obra que me prendeu na última semana.

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publicado às 17:15

Último olhar de Miguel Sousa Tavares

16.08.22

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Este foi o primeiro livro que li de Miguel Sousa Tavares: Último olhar.

Um livro contemporâneo, de leitura fácil que (já) cria histórias com o covid.

Desenvolve e descreve o relato de um sobrevivente à Guerra Civil espanhola, o que passou num campo de concentração nazi, mas que não resiste ao covid, sendo infectado no lar de idosos onde vive. Envolve também uma jovem médica, que insatisfeita com o seu casamento monótono, trai o marido com outro médico italiano, que conheceu num congresso.

 

A leitura é rolante, interessante, mas achei demasiado previsível e repleta de clichés dos livros de hoje em dia. 

Já há muitos livros no mercado a relatar o horror nazi nos campos de concentração e este é mais um, claro, que acaba em bem. Em vez de ser judeu, é comunista em Espanha. Por outro lado, e outro clichê previsível é o erotismo descrito a uma massagem tantrica com algumas páginas dedicadas ao tema. A novidade é a introdução do tema covid na narrativa.

Gostei, mas esperava mais criatividade de MST. 

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publicado às 15:53


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