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O que fica por dizer

01.07.19

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Quando se fala em corrupção e no seu combate, vêm-me logo à cabeça três nomes: Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Álvaro Santos Pereira.

Os três tentaram remar contra a maré e os três acabaram afastados pelo "sistema" das suas funções executivas. Ora por fim de mandato, ora por demissões forçadas (na prática).

 

Os três têm em comum o facto de que quando falam da corrupção e dos lobbies do país deixarem sempre algo por dizer.

Chega a ser incomodativo para quem ouve, porque fica sempre a sensação que sabem mais do que aquilo que realmente dizem.

 

Esta semana ficamos a saber:

- Portugal não implementou 73% das práticas anticorrupção do país

- Álvaro Amaro não pôde ser detido por ter "imunidade" europeia e o seu líder partidário assobia para o lado

- No governo não está melhor. Das enésimas nomeações familiares de competência dúbia,  só três foram afastados.

- Em Barcelos, o presidente acusado de corrupção quer continuar a exercer o cargo onde é acusado de cometer crimes a partir de casa.

- De Pedrogão nem vale a pena falar.

 

Ah, no dia das próximas eleições lá vem o discurso da abstenção...

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publicado às 17:19

As trapalhadas da MEO e da Vodafone

16.05.19

Nos últimos dias tenho estado mais ausente. O tempo este fim de semana esteve maravilhoso e aproveitei para ir à praia. Sem vento, água fria mas limpida e sem ondas. 

O "senão" foi ter ficado sem telemovel.

 

Os pais têm o Meo em casa deles e fizeram uma campanha com um tarifário de telemovel muito mais apelativo que tinha na Vodafone e sem fidelização. À partida era para sub-25, mas pelos visto a campanha "especial" tb dava para mim (o que fazem para ganhar e reter clientes ...).  Resolvi aceitar dado que a fidelização estava à acabar na Vodafone.

 

Nunca mais me lembrei que tinha o telemovel bloqueado à Vodafone.

 

Após ter entregue o pedido de portabilidade para dia 16, a Meo resolveu antecipar para dia 9 sem o meu consentimento. Fui à loja e disseram-me que não era possível reverter o pedido! Já tinha seguido!

 

Não gostei dessa atitude porque iria ficar nesses 7 dias a pagar às duas operadoras!!!

Para ligar o nº do MEO tive que recorrer a um um telemovel antigo desbloqueado que tinha perdido numa gaveta

 

No dia seguinte, a Vodafone ligou-me a perguntar porque tinha trocado de operadora e que se aceitava a contraproposta de ter um tarifário igual ao do MEO tb sub-25 (que não estaria elegível pq tenho 30) e com 3 meses grátis. Roí a corda ao MEO e voltei à Vodafone.

 

Conclusão:

- A Vodafone só me fez um tarifário MUITO mais vantajoso (muito mais megas e mais barato) porque tinha mudado para MEO.

- A MEO foi gananciosa e trapaceira ao pedir a portabilidade antes da data indicada por mim e perdeu um cliente recém ganho.

 

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publicado às 22:15

Então e as anuidades do cartão multibanco?

13.05.19

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Os alarmes soaram: os bancos querem cobrar mais uma coisa aos seus clientes - taxas pela utilização de multibanco.

 

Esta semana, estiveram os presidentes dos grandes bancos em Portugal em uníssono a defender mais comissões aos portugueses.

 

A informatização com softwares cada vez mais robustos veio reduzir custos. Muitos postos de trabalho e agências desapareceram, houve (e há) maior segurança nas transações e os robots vieram substituir o trabalho humano. Ao invés de se reduzir os custos para os clientes/população, estes aumentam...

Duas razões: ganância da atividade bancária e cobrir os incobráveis de créditos loucos a meia dúzia de devedores.

 

Se até entendo que devem ser cobradas taxas pelos serviços que prestam, pergunto:

- a anuidade dos cartões não é suposto cobrir os custos que o banco tem com o uso do cartão?

- as comissões de manutenção não é suposto cobrir os custos das nossa contas que ninguém sabe muito bem quais são (pôr um computador a trabalhar?) ?

 

Agora querem cobrar por levantarmos dinheiro? Por consultar o saldo? Por fazer uma formula informática numa transferência?

Aos Berardos, Perteira Coutinhos, Vasconcellos e afins desta vida, deu-se (e dá-se) dinheiro ao desbarato. Não se consegue cobrar as suas elevadíssimas dívidas. Agora, além do que já pagamos nas capitalizações via impostos (e nos 50% do subsidio de Natal que nos retiveram), ainda nos querem ir mais ao bolso?

 

Está-se a cair no exagero e pode não acabar bem.

Ilustro este post com uma foto que faz um ano que publiquei: o estado de caixa de MB numa agência que fechou.

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publicado às 18:38

O Ribadouro

06.05.19

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Este fim de semana muito se falou de Educação.

A minha opinião sobre os professores, o estado do ensino e o que realmente deveria preocupar os sindicatos é conhecida.

 

Hoje vou falar de uma notícia que foi ofuscada no fim de semana sobre a investigação de viciação de notas do Colégio Ribadouro.

 

Quem estuda no Porto, sabe que quem quer ir para Medicina e não tem média na escola pública, só tem uma solução: ter pais ricos e inscrever-se no Externato Ribadouro. As notícias de investigação de empolamento de notas (nomeadamente a Ed. Física) não surpreendem. 

 

Segundo o que se ouve, o ensino é totalmente vocacionado para ter boas notas nos exames nacionais. E ainda bem que existem exames nacionais que são iguais para todos os alunos, evitando o favorecimento através das notas internas.

 

Um primo meu que estudo Medicina na U. Porto contava no Natal que existe uma diferença muito grande entre os alunos que chegam da escola pública e dos colégios. Há casos e casos, mas a capacidade de desenrasque, raciocínio e (des)formatação dos alunos provenientes do ensino público é maior.

 

Esta é uma dicotomia interessante que pouco se tem falado nos últimos tempos: ensino privado vs público.

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publicado às 22:32

Pedir solidariedade com publicidade

07.04.19

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O Estado dá a possibilidade de escolhermos a instituição de solidariedade social a quem queremos doar os 0.5% de IRS (esta doação é feita de qualquer das formas. Se não for o contribuinte, será o Estado a distribuir em bolo).

 

Mas faz-me um bocado de confusão que estas instituições que vêm reclamar a nossa caridade gastem rios de dinheiro em publicidade em jornais.

Na 5ª feira vi esta instituição que pagou publicidade em meia página de jornal, e logo na secção de desporto.

Parece uma pescadinha de rabo na boca ... não me faz sentido.

 

Todas as que vejo em publicidade, estão logo excluídas da minha escolha. 

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publicado às 10:59

Família e amigos

19.03.19

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Se há coisa que me irrita enquanto cidadão, são as pessoas que chegam a cargos relevantes (e bem remunerados) não por mérito, mas por influências políticas e familiares (embora uma coisa não invalide a outra).

 

Na semana passada, um ex secretário de estado do Turismo, deputado, comentador e vereador eleito na Câmara da Covilhã pelo CDS foi nomeado administrador da GALP. A pergunta é: o que ele percebe de energia? COmbustíveis? Quantos candidatos a emprego ficam pelo caminho sem qualquer resposta nos recrutamentos? Se o convite para a função causa estranheza, a sua aceitação idem. Se ainda fosse alguém com formação na área ...

 

Por falar em (maus) comportamentos políticos, agora foi a mulher de um ministro a ser convidada para integrar o governo. Falo da mulher de Pedro Nuno Santos. Foi "nomeada" para chefe do gabinete do sucessor do marido. Mérito? Idoneidade? 

Será sempre "a mulher de ..." 

 

Como querem que não haja abstenção?

Como querem ter uma política credível quando parece uma teia de interesses, lobbies e amizades?

 

Por falar em disparates, uma artista Leonor Antunes diz que vai representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza, apenas porque o Governo não é de Direita. Esta declaração preconceituosa e mesquinha leva-me a perguntar: ela vai representar o país ou um governo?

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publicado às 19:16

Perdi-me na dinastia

24.02.19

Ao olhar para esta foto, são tantos conflitos de interesse e a falta de idoneidade que nem sei o que pensar...

 

A política não é uma monarquia nem uma dinastia. É uma arte nobre de definir o destino de um povo e de gerir a melhor a alocação dos impostos, que idoneidade e meritocracia deveriam ser o mais importante. Mas com tantas linhas e relações é quase impossível.

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publicado às 12:46

O xico-espertismo

21.02.19

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Esta situação aconteceu há alguns dias, mas esqueci-me de partilhar.

 

Passou-se no Eleclerc.

Raramente vou a esse supermercado. Só mesmo em SOS por ser perto de casa e "por estas e por outras" situações que vos vou contar.

 

Num destes SOS, tive que ir comprar iogurtes porque não tinha nenhum para o pequeno almoço do dia seguinte. Vi um pack de 6 unidades da marca Longa Vida e trouxe estes. Depois de pagar e quando ia para o carro, por acaso, reparei que a data de validade acabava no dia ... seguinte. Olhei à volta da embalagem para ver se não tinha reparado nalguma etiqueta especial com "a aproximação do fim da data de validade". Não tinha!!! Fui devolver.

 

A isto chama xico espertismo. Vender mais barato e não explicar ao consumidor o porquê é golpe baixo.

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publicado às 18:29

O protesto de 21/Dezembro

17.12.18

Quando houve a manifestação anti-Troika se não estou em erro, num sábado em 15/Set/2012, imensa gente aderiu. Muitos deslocaram-se à Avenida dos Aliados e mostraram o seu desencanto. Tudo calmo, ordeiro e com uma razão para ali estar.

Se alguma coisa mudou, não. Mas também não houve anarquismo.

 

Em França, nas últimas semanas, houve manifestações violentas, num ambiente anárquico e selvagem e o poder político cedeu. Um precedente grave, mas havia uma medida concreta a justificar a revolta da população.

Em Portugal, começaram logo a surgir as montagens e comparações. Quem elaborou os gráficos, mostrou o que se convém. Comparam-se salários, preços de combustíveis (cuja escolha da foto não é clara: data da foto, o tipo de gasolineiras escolhidas - a BP/Galp tem preços muito superiores às marcas de supermercado...), mas não se compara o resto. As notícias, em busca do click bait, escolhem títulos incendiários e desenquadrados.

 

Para 6ª feira, dia 21, vai-se contestar alguma medida concreta? Vai-se pedir a demissão de alguém?

 

A resposta é não.

 

Vai-se protestar por protestar. 

Sem um fim, sem um objetivo e uma manifestação só faz sentido se houver razão de ser. Não é o caso.

Portugal tem muitos problemas, mas será que quem vai para a frente com o colete vestido quer de facto uma Justiça mais célere? Uma Saúde mais universal e com melhor capacidade de resposta? Ou quer apenas dar porrada e pregar rasteiras à polícia como alguns selvagem e anarquistas em França?

 

Não sei o que se pretende ao certo com este manifesto, as reais intenções de quem o organiza? Sei que na 6ª feira vou trabalhar e me vou ver lixado para fazer as viagens.

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publicado às 18:32

Como legitimar os Bolsonaros que por aí andam?

01.11.18

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Fomos surpreendidos com a foto de Isabel Moreira a pintar as unhas no Parlamento.

Não posso concordar esta atitude, por ser no local que é e a desempenhar as funções que tem.

 

Um deputado tem nobre arte de representar o povo. De comandar os seus destinos, fazer as leis de um país.

 

É eleito porque está nas listas de um partido, sem que individualmente o possamos excluir porque não gostamos dele, sendo o seu salário é pago com os nossos impostos.

O que se pede é que seja reto nas suas atitudes. Neste caso, é inaceitável o que se sucedeu.

 

Tive o cuidado de ir ao Facebook da deputada ver se havia algum pedido de desculpas, mas não.

Atacar a oposição com proviocações baratas deve render mais likes.

 

E estamos a falar de uma deputada que, e bem, deu a cara na manifestação contra a decisão absurda do Tribunal do Porto que absolveu os violadores de uma jovem inconsciente na noite portuense (não sei quem ganha as viagens, no entanto ...).

 

Esta arrogância e desrespeito da filha de Adriano Moreira, põe me causa as instituições, a democracia e são atitudes destas que fazem legitimar os Bolsonaros que por aí andam. Dá aso a movimentos populistas e esta senhora está a dar os argumentos (e fora o que as fotos não captam).

 

P.S: Ontem um decisão exemplar contra os maus tratos a animais. Uma crueldade, com desculpas de que não tinha dinheiro para o veterinário. Acresce que o criminoso faltou à audiência estando foragido, mas defendeu-se ... num jornal.

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publicado às 11:06


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