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As dúvidas em relação à TAP

05.07.20

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Quando oiço o valor astronómico que o Estado pretende injetar na TAP até me arrepiam os pêlos do meu corpo.

Porquê?

 

Primeiro, pelo valor em si (1,2 mil milhões no mínimo).

 

Segundo, pelas dúvidas quanto eficácia da ajuda. Se fosse algo temporário e com perspectivas de rentabilidade ou não prejuízo no curto/médio prazo era uma coisa, mas não é. A TAP é um buraco sem fundo. Sempre foi e vai ser.

Pelos valores em causa, há sérias dúvidas se vale a pena o investimento

 

Terceiro, sendo uma empresa pública a qualidade dos "gestores" deixa sempre dúvida se estão lá pela competência ou para encher a conta bancária de alguns com as "senhas de presença".

 

Quarto, porque há dúvidas na estratégia "nacional" e "regional" da TAP.

 

Quinto porque há setores como a Saúde, a ferrovia com fortes constrangimentos orçamentais e desigualdade social, não sendo justo nem racional esbanjar dinheiro numa companhia aérea e deixar bens essenciais sem financiamento.

 

Sexto porque me lembro de há uns anos, um Primeiro Ministro que escorraçou talentos nacionais para a emigração e que chamou a população que representava de "piegas", nos ter feito um "brutal aumento de impostos" e nos ter sacado 50% do nosso salário.

 

Ah, agora já não temos o CR7 das Finanças Públicas.

 

PS: Muitos vezes critico a centralização existente em Portugal, mas hoje elogio a criação do Centro de Arte Contemporânea em Coimbra inaugurada ontem. Lá constam as obras de arte que o Estado comprou ao antigo BPN. E Coimbra bem que precisa de um abanão.

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publicado às 21:47

Os prémios do Novo Banco

21.05.20

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Os prémios de desempenho atribuídos pelas empresas servem para premiar os funcionários mais competentes. Seja pelo atingimento de metas individuais ou pelas metas da empresas (geralmente vendas e resultados).

 

No caso do Novo Banco foram 2 Milhões a Administradores o que levanta indignação pelo facto de:

- o Banco estar a ser intervencionado com dinheiros públicos,

- estar semi privatizado (Lone Star),

- o atual contexto de privação de fontes de rendimentos de muita gente,

- o próprio banco ter prejuízos de 1.058 milhões de Euros (!!! - um poço sem fundo).

Mesmo com este montante a ser pago em 2022 e mediante certas condições - alguém acredito que eles não serão pagos?

 

Se os subsídios públicos já estavam contratualizados, a mim causa-me desconforto a dimensão dos prémios para a realidade portuguesa. Se pode haver mérito na execução de objetivos comerciais e métricas económico-financeiras, é imoral quando tantos portugueses estão em lay-off, desemprego e com corte de vencimentos, dar 2 Milhões de Euros de prémios com dinheiro dos impostos. Não sei quanto vai caber a cada um (entre executivos, não executivos e afins), mas pouco não será.

 

Parece um tacho onde todos comem e ganham, com o povo português a pagar.  Não seria solidário pela Administração abdicar de parte desses prémios?  Não diria da totalidade porque é justo que recebam pelos objetivos atingidos, mas valores razoáveis e morais.

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publicado às 13:56

Os fundos para a economia e o seu destino

30.04.20

12zeros.jpg

Nesta crise em que grande parte da economia parou, conseguimos perceber a multiplicidade de setores económicos que existem e que são afetados. Nesta crise tudo parou inesperadamente, menos as obrigações salariais.

Paragens na produção também as há no Verão em que muitas empresas aproveitam para as manutenções anuais. Porém conseguem orçamentar, planeando a paragem, os custos e as vendas.

 

Muitos negócios têm de se reinventar e diria modernizar.

O "online", a reconversão da estrutura produtiva em máscaras (no caso do têxtil) e a aposta na flexibilidade e na logística parecem ser soluções. Porém para uma economia dependente das exportações, vai ter que haver ajustamento para a procura interna e de novos materiais.

 

Vemos muitas lojas a aderir ao comércio online, muitas delas às três pancadas, com o setor dos transportes e comércio a somarem queixas de atrasos e encomendas canceladas devido ao aumento do serviço e falta de suporte informático.

 

Vou falar da hotelaria e restauração.

Nos últimos anos, passar uma noite num hotel português tem sido um desafio devido aos preços elevadíssimos. Os alojamentos locais que nasceram como cogumelos, vão sofrer também menos procura. Quem não quiser esperar, vai pôr para arrendamento e espera-se a preços mais justos.

Nos últimos anos,  almoçar/jantar num restaurante numa zona mais turística (ex. baixa do Porto) é um roubo. Pela quantidade e qualidade da comida, os preços estão inflacionados. Se a isto somarmos o facto de que os turistas não pedem faturas com NIF, as margens nalguns estabelecimentos têm sido brutais.

Agora, sem turistas e com esta pausa inesperada, vai haver dificuldades, sim, mas também vai ser uma oportunidade para os nossos empresários descerem à "Terra" e praticarem preços mais razoáveis e compatíveis com o nível de vida dos portugueses. 

 

A União Europeia continua a revelar alguma falta de solidariedade, mas ainda nem todos perceberam que temos de estar juntos. As economias estão interligadas e uma paragem sem precedentes, exige medidas sem precedentes. A Alemanha da Sra Markle está a ser a grande impulsionadora  deste novo pacote que poderá chegar.

Mas atenção, mais importante que os zeros que as empresas vão receber, é mais importante o escrutínio da sua aplicação, não vá ser destinado à empresa de consultoria do amigo. A prioridade devem ser os salários, até porque se estes faltarem virá a pobreza, miséria, assaltos e desordem social.

 

PS: Hoje de manhã, quando fui à horta da minha avó, fui à pastelaria lá ao pé comprar um pão de Deus (que diga-se custa 0,70€ e grande muito bom),, estavam à venda nas antigas mesas de serviço artigos de mercearia. É assim que os espaços têm que se reinventar. As pessoas vão comprar pão e levam algo que lhes falta e a pastelaria fatura mais alguma coisa.

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publicado às 21:06

E se nos deixamos acomodar pelo isolamento?

15.04.20

Ora bem, já fez um mês de confinamento.

Depois do choque e adaptação inicial, como ser humano de hábitos, vamos criando a nova rotina em casa.

IMG_20200101_115228.jpg

O que me ponho a pensar enquanto escrevo este post é:

   - E se nos habituamos a este isolamento? 

   - E se perdemos as nossas caraterísticas sociais?

   - E se nos deixamos levar por uma espiral depressiva? 

Sim, "só" passou um mês, mas não há grandes expetativas de quando vamos voltar à normalidade. Como será o regresso ao trabalho? Como será o regresso à vida ativa? Será que nos vamos acomodar a esta vida sedentária?

 

Como já disse e tenho-me esforçado para cumprir, evito ler e ver muitas notícias. Gosto de usar este espaço para dar"opinião" sobre a atualidade, mas nestes dias acho que não falar disso é uma espécie de proteção.

 

Nas redes sociais, tenho visto o tik tok e a polémica (que tem sempre de haver...) com as reportagens televisivas acerca do Norte. Honestamente não vi maldade naquele print screen de uma reportagem, mas o povo tem de se entreter com alguma coisa.

 

Btw, alguém se questionou sobre as indemnizações das PPP's cujo sugamento ao Estado (e aos nossos impostos) é feito pela quantidade de carros que circula nas estradas? 

Sobre isso ninguém postas nas redes sociais ...

 

E já que não vai haver exames nacionais obrigatórios no 12º ano a todas as disciplinas, contando apenas a nota interna, alguém já se lembrou de colocar limitações nas inscrições dos colégios que habitualmente inflacionam as notas?

Sobre isso ninguém postas nas redes sociais ...

E no portal da Queixa há inúmeras denúncias de burlas associadas ao MBWay por desconhecimento dos utilizadores.

Sobre isso ninguém postas nas redes sociais ...

 

Eu bem digo que não devo ler notícias, mesmo a extra estatísticas do COVID.

PS: Enquanto procurava uma foto deste post, vi esta do primeiro banho do ano de 2020. Será que trouxe sorte ao novo ano?

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publicado às 18:28

Cuidado com as burlas no MBWay

29.03.20

Custumo volta e meia ir ao Portal da Queixa e tenho apercebido de um nº crescente de queixas associadas ao MBWay.

Em comum têm:

- artigo à venda no OLX ou similares

- desconhecimento do processo do MBWay.

 

Deixo um aqui um exemplo (parece-me ser das reclamações recentes com mais detalhes), que se consultarem o link, o método é sempre o mesmo. Aproveitam-se do desconhecimento das pessoas. Sugiro que consultem o link e não se deixam enganar se vendem no OLX ou similares! O MBWay tem muito coisa boa mas é preciso saber usar para não cair no conto do vigário.

MBWay.PNG

Infelizmente, ns site do MBWay (e já agora no do OLX) não há qualquer alerta na home page para os procedimentos de segurança.

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publicado às 14:25

Descobrir as maroscas

01.12.19

Ir ao Portal da Queixa e ler as reclamações é sempre um exercício interessante.

 

Há reclamações que não têm nexo nenhum, mas há outras em que visam alertar ooutros clientes para a vfrauda da Black Friday em que algumas marcas aumentam os preços de véspera, para depois fazerem um desconto que fica ainda mais caro que duas semanas antes.

 

Reparei nestas duas: uma da Worten outra da Kiabi.

As duas sem resposta, claro.

 

Ninguém dá nada a ninguém e só os mais atentos não se deixam enganar. Fica o alerta. 

By the way, onde anda a ASAE?

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publicado às 10:36

Mais uma areia para os olhos

26.11.19

oaz.jpeg

Enquanto só se fala da conquista de Jorge Jesus no Brasil (e fico orgulhoso por isso!), Hermínio Loureiro foi acusado de corrupção.

 

Quando abri a wiipédia e vi o seu currículo, a sua teia de poder é assustadora:

- Ex presidente da CM de Oliveira de Azemeis

- Ex deputado do PSD

- Ex secretário de Estado

- Ex presidente da Liga de Futebol

- Vice Presidente da Federação Portuguesa de Futebol

- Presidente da Fundação la Salette 

- Vice Presidente do Comité Olimpico Português

...

 

Parece um polvo que mexe em tudo o que é poder (política, futebol, obras, ...). Está a acusado de muitos crimes que envolvem corrupção, más práticas de contratação pública, pagamentos não-éticos de despesas partidárias, cunhas para "filhos de amigos", .... 

Não se sabe se é culpado ou não, mas os media e o povo português preferem falar do Jorge Jesus.

 

Costumo falar muitas vezes deste tema, mas ignorar é ainda pior :(

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publicado às 17:32

O excesso de mediatismo dada ao WebSummit e ao bebé abandonado

10.11.19

Nos últimos dias não tenho andado muito presente, mas vou partilhar como vejo as coisas.

 

Um bebé vivo foi encontrado no lixo. Um crime hediondo, sim, mas não foi concerteza o único nos últimos meses.

Porém este ganhou um protagonismo excessivo, pelo menos para mim.

Longo tempo de antena, com o presidente da república (o mesmo que ligou para o Programa da Cristina) a meter-se ao barulho a dar ainda mais holofotes ao tema.

 

Não muito longe, decorria o WebSummit, um evento importante para o país, onde a excitação dos primeiros anos se começa a desmorecer. Afinal, não há assim tantas novidades todos os anos. Apesar das principais rádios e TV's terem todas as condições e mais algumas para os diretos e emissões especiais e apesar do merchandising mais caro ter esgotado, já se fala que esta edição foi um flop e que os custos financeiros da sua organização estão muito exagerados.

 

Enquanto decorre o artifício dos nossos media, temas importantes vão sendo esquecidos como a corrupção, a indisciplina nas escolas, as vítimas de violência doméstica, os contratos manhosos do negócio do lixo com a Mota Engil, mais uma injeção de dinheiros públicos no Novo Banco e a falta de recursos na Saúde.

 

Porque não se fala também destes temas? Não dá audiência? Vai contra interesses instalados?

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publicado às 17:51

Futebol, perdões e falta de racionalidade

16.10.19

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Um clube de futebol (ou SAD para ser mais rigoroso) obteve um perdão de 95 milhões de euros da sua dívida por parte de dois bancos. Um é Millennium BCP que é livre de fazer o que quiser. O outro é o Novo Banco e aqui está o problema.

 

Os contribuintes portugueses já tiveram que pagar muitas das manhosices do antigo BES e agora, em 2019, vão ter de "pagar" mais uns milhões para o futebol neste banco. Não faz sentido! Está errado!

 

Por várias razões:

(i) o clube não está acabado. Labora, vai fazendo o seus jogos e se não tem dinheiro agora, então que se aguarde ou que se canalize as verbas astronómicas da venda de jogadores para pagar a dívida (ou VMOC's);

Em vez de se investir tanto, que se invista menos e se pague o que se deve!

(ii) é futebol, uma industria que movimenta muito dinheiro, com salários astronómicos e que assegura poucos postos de trabalho. Sustenta 20/30 jogadores e meia dúzia de agentes;

(iii) é o meu dinheiro que está a pagar quem vive e continua a viver acima das suas possibilidades. Se não tem dinheiro, não contrata jogadores a peso de ouro;

(iv) que garantias foram exigidas ao clube nos empréstimos concedidos? O comum cidadão tem que prestar mil e uma garantias/avais e penhores para uns milhares de euros. Neste clube são milhões que se "perdoa".

 

Quando a emoção supera a razão está tudo perdido. E o Sporting não devia estar acima de nenhum contribuinte para ter o perdão?

 

Ah, os que fizeram os vídeos a falar dos vestidos da Cristina Ferreira não falam? E os que gozaram com a Joacine também não falam? E os supervisores da ajuda aos bancos não intervêm? A quem convém este perdão? Quem ganha com isto?

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publicado às 18:35

Cartões da CP

15.10.19

cartao-cp-portugal-cultuga.jpg

A CP criou um cartão para os comboios urbanos do Porto, o qual tem de ser carregado sempre que se compra uma viagem.

O principio é bom: reduz a burocracia, é escusado de andar com o papelinho do bilhete, passa-se no validador e desconta a viagem.

Custa 0,50 €.

Até aqui tudo bem!

 

O problema é que só tem a validade de um ano. Isso não faz sentido. Porque vou ter de comprar (mais) um (novo) cartão e pagar por ele, se o ainda tenho o anterior em bom estado? Não é pelos cinquenta cêntimos que fico mais pobre, é pelo conceito de desperdício de cartões.

Acredito que digam que é pelo refrescamento da base de dados, mas deveria permitir trocar o cartão antigo pelo novo sem custo para o consumidor.

 

Além disso, a CP não permite que nas máquinas automáticas se peça fatura com nº de contribuinte. Quem quiser, tem de ir a um site especifico, registar-se, inserir o nº do cartão e a hora da compra. Esta informação não vem escrita no recibo. Para quê complicar?

Em pleno 2019, em que a simplificação toma conta dos processos e no Metro de Lisboa já está funcional o NIF no fim da compra, a CP anda atrasada no tempo.

 

Ainda relativamente aos bilhetes, também me faz confusão que não se possa carregar o cartão online. Até para a própria CP seria bom e mitigaria a fraude de quem entra num apeadeiro sem máquina automática e viaja à borla. 

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publicado às 18:08


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