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Os preços dos hipermercados

10.09.22

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A minha mãe já me tinha avisado: nas últimas semanas tinha reparado que os preços nos supermercados familiares e na feira estavam muito mais baixos que os hipermercados.

Esta semana tive essa confirmação.

 

4ª feira

Precisei de comprar um creme de limpeza do fogão. Fui a um hipermercado junto a casa e anunciava promoção. De 2,25 € passou para 1,89 €.

Na 5ª feira, no supermercado de rua onde compro o pão, vi exatamente o mesmo detergente sem indicação de promoção a 1,79 €.

Ou seja, o hipermercado chama a promoção a um produto que vende muito acima do custo e mesmo assim ainda fica mais caro que o pequeno comércio.

 

6ª feira

Ontem, fui a outro hipermercado comprar kiwi's, um que usa "pagar tão pouco" no slogan. Paguei 4 €/kg. Achei caro e comprei 2 para remediar. Há 5 minutos, no supermercado familiar, os kiwi's custavam 3 €/kg.

A minha mãe já tinha reparado que as ameixas também estavam quase o dobro no CNT do que na feira há umas semanas.

 

Posto isto, temos que ter cuidado com as "promoções", comparar preços e olhar para o pequeno comércio que, menos ganancioso, está a ter preços mais baixos.

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publicado às 12:28

Que tipo de turismo queremos?

28.08.22

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Este ano, tive que tirar férias em Agosto.

Apesar do bom tempo, a confusão e os preços levam-me a evitar este mês. Para fazer o "off" e porque gosto/valorizo passear, optei por ficar em Portugal dado os problemas nos aeroportos. 

 

Fiquei horrorizado com os preços que a nossa hotelaria está a praticar. A maioria dos hotéis na terceira semana de Agosto pedia mais de 200 € por noite só com pequeno almoço. Num hotel, uma noite que em Julho/21 custava 72 €, este ano em Agosto custava 207 €. O hotel é o mesmo e os custos por hospede são (quase) os mesmos. Até nos apartamentos que vi no OLX, os preços dispararam face ao ano anterior.

Mesmo no Interior, os valores rondam os do Algarve. Oiço os empresários contentes com a ocupação e receitas. Como potencial cliente, fico triste. Sendo o salário mínimo português de 700 €, 200 € só para dormir uma noite é absurdo. A isto, temos de juntar combustível, portagens e as refeições, no mínimo.

 

Que tipo de turismo queremos em Portugal?

 

Quando foi a pandemia, os empresários apelaram aos portugueses para passar férias em Portugal. O povo acedeu e os hotéis do Interior registaram taxas de ocupação nunca ocupadas antes.

Os preços praticados em 2022, com  famoso aumento do "preço por estadia" arrisca tornar o país exclusivo para estrangeiros e para ricos. O português de classe baixa e de classe média é escorraçado. É tão seletivo que quando há problemas (covid, incêndios, ...) lá vêm chorar e pedir a mão aos nacionais.

Se estes preços elevadíssimos significassem melhores salários e melhores condições de trabalho, ainda havia uma distribuição de riqueza. Mas não, este fica concentrado nos empresários e nos donos/gerentes das cadeias. E atenção que a qualidade geral dos nossos hotéis são das melhores da Europa. Se acho que se deve pagar a qualidade? sim acho, mas não acho os preços praticados justos nem adequados.

 

Ao sermos enxotados, o que nos resta? Ajustar/reduzir datas, pesquisar as melhores opções, ir de férias para o estrangeiro porque fica mais barato (mesmo com "TI") ou alugar estadias não declaradas onde reina a fraude e as burlas.

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publicado às 16:55

O que não aprendemos com os gastos do Euro 2004

10.08.22

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Lisboa vai acolher daqui a um ano e por 5 dias as Jornadas Mundiais Juventudes da Igreja Católica. 

 

Um grande evento para o país e com altas expetativas. Portugal tem acolhido grandes eventos e tem corrido sempre tudo bem desde a organização à segurança. Além da dinâmica económica que vai trazer à região, o país vai sair beneficiado e bem que precisamos destes eventos. Nem que seja para aumentar a nossa autoestima.

 

Estas jornadas vão implicar alguns investimentos, nomeadamente infraestruturas e vão deixar com a (boa) herança, espera-se, na reabilitação da zona norte da Ponte Vasco da Gama. Serão em parte pago pela receita fiscal adicional, desde mais IVA do consumo em hotéis, restaurantes, táxis, etc (embora muitos devam fugir porque não vai ser pedida fatura com NIF), a mais IRS (por força das horas extra que terão necessárias - as que forem declaradas, claro) a mais taxa turística.

 

O problema reside, como sempre em Portugal, na opacidade e falta de cálculo dos custos totais do eventos.

Ninguém sabe ou quer declarar o que vai custar para o erário público. 

 

Os ajustes diretos já foram aprovados e ... como é habitual deve haver derrapagens (ainda hoje, 20 anos depois, há litígios dos estádios do Euro 2004).

É esta desorganização, incoerência e falta de transparência que teima em estar sempre a acontecer no nosso país e em particular em obras públicas. Primeiro ganha-se o projeto e depois se pensa nos custos ...

Não vale a pena vir apelar ao voto no dia das eleições, se depois a classe política falta neste compromisso com a população.

 

Já agora tenho mais dúvidas se as horas extras que vão ser necessárias nos vários setores de atividade vão ser pagos em proporção do aumento da receita. Não me parece.

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publicado às 21:04

Voltamos ao tópico do costume

14.07.22

Todos os anos é a mesma coisa no Verão: incêndios a destruírem floresta, populações em apuros e a perder bens, bombeiros no terreno e o país nas bocas do mundo.

Este sufoco demonstra a falta de visão, de políticas de ordenamento florestal e sobretudo um sistema penal branco com pirómanos e irresponsáveis, demonstrando que o crime compensa. Recordo que uma das motivações dos pirómanos é ver o nome das suas terras nas media. Mesmo que isso seja numa espécie de masoquismo com a população.

 

Achei curioso ver o nosso Presidente da República a assumir o papel da Proteção Civil a fazer o ponto de situação dos incêndios na hora de abertura do telejornal... pareceu-me sede do protagonismo perdido. Do Governo, muitas fotos nos centros de decisão, mas sem respostas efetivas e este problema estrutural.

 

Quanto à vaga de calor, confirma-se aquilo que as previsões ditam fruto do aquecimento global e da irresponsabilidade quanto às alterações coimáticas: as  ondas de calor serão cada vez frequetes e duradouras. Tal e qual.

Quem sofre? Os países menos desenvolvidos e os mais pobres.

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publicado às 21:07

Melilla

27.06.22

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Vejo muitas virgens ofendidas a teclar com o faitdiver do momento: uma cantora que pegou na bandeira de Espanha no Rock in Rio. Muitas das partilhas das redes sociais são de pessoas que não viram o momento. Limitam-se a gerar e comentar seguindo as indicações extremistas e depreciativas de site de fake news.

 

Enquanto isto, em Melilla, aqui ao lado, aconteceu um massacre neste fim de semana.

37 mortos (oficiais), elevada violência, maus tratos e um massacre sobre muitos migrantes que tentaram passar a fronteira entre continentes, vítima de mafiosos que prometem o que não podem cumprir. Tiram o pouco que esta gente tem.

 

Curiosa, a empatia que as pessoas têm pelos refugiados ucranianos (vítimas de uma guerra que não pediram, muitos deles com formação superior e capital) e a falta dela pelos refugiados magrebinos (pobres e vítimas de extorsão).

 

Crimes destes não podem ser ignorados.

 

P.S.: Sobre o crime da pequena Jéssica, mais uma vez parece haver falhas do Estado. Claro que não se adivinha o futuro, porém é de uma crueldade muito chocante. Um horror.

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publicado às 22:03

O assédio

23.04.22

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Se há tema controverso é o do assédio.

Esta semana, vi que um professor foi expulso da FEP devido a acusações de xenofobia, assédio, .... Conheci-o, foi professor, não tenho nenhuma história para contar, mas surpreendeu-me algumas acusações. Os exemplos dados pareceram-me mais graçolas sem piada do que propriamente assédio e quem conhece os corredores universitários sabe que há jogos de poder. E nesses jogos, uma gota transforma-se num oceano com gente ressabiada se for para ajustar contas do passado. Sobretudo quando este foi candidato a alguns órgãos de faculdade afrontando alguns catedráticos.

 

Já agora, gostava de saber se os mesmos alunos de jornalismo que se queixaram, também fizeram queixa à ERC pelo programa da TVI pelo programa "Roast" com graçolas racistas ainda piores... Ah, a TVI é futura empregadora desses mesmos queixosos...

 

E leva-me a perguntar o que é o assédio?

Diz o dicionário "perseguir com insistência, molestar, importunar" . Um dos posts com mais visitas no meu blog é um onde reflito se olhar para uma pessoa do sexo oposto é assédio. A resposta é sempre subjetiva e é sempre, depende! Depende se importuna ou não.

 

Se queremos levar o assunto a sério, não podemos banalizar e não podemos dizer que um homem olhar para as formas de uma rapariga é assédio só porque sim. Ou vice versa. Depende de como a outra pessoa vê se olhar e quão intruso pode ser.

 

Na Faculdade de Direito de Lisboa, denúncias foram feitas, umas mais graves que outras. As pessoas têm o direito de se sentir importunadas com mensagens privadas de professores com segundas intenções. Bem como têm o direito de se sentir assediadas quando há insinuações sexuais de um professor para aprovar uma aluna.

Até porque há um desequilibro de poder: o professor avalia os alunos e pode reprová-los. Quanto aos arquivamentos de processos, não me surpreende muito por uma razão: há interesses entre professores na obtenção de apoios a eleições e promoções na carreira. 

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publicado às 18:11

A solidariedade dos incêndios de 2018 - ignorada nas notícias

06.03.22

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Em 2018, escrevi aqui no blog e nos comentários de outros bloggers, que não iria contribuir com um cêntimo em ações de solidariedade para as vitimas dos incêndios que assolaram o país.

Se o fizesse seria ajuda direta a quem conhecesse e com as minhas próprias mãos.

Infelizmente, os meus receios de fraude confirmaram-se.

 

Foi um dos maiores flagelos nacionais e foi precisamente, por insistência de Marcelo Rebelo de Sousa na sequência dos mesmos, que António Costa substituiu a então ministra da Administração Interna por Eduardo Cabrita. Mais uma herança ... 

Na altura, desconfiei se os fundos angariados em concertos, linhas de chamadas de valor acrescentado, isto e aquilo iriam chegar a quem precisava.

 

4 anos depois e quando as atenções estão todas viradas para a Guerra da Ucrânia, foi divulgada as conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas que nos deve encher a todos de vergonha.

 

Fraude, lesão do erário público com uma baixa taxa de execução, xico espertismo tuga de aproveitamento de fundo em moradias de 2ª habitação e uma enorme opacidade na aplicação de fundos. Não surpreende e vem mostrar duas coisas: i) fiz bem em não contribuir e ii) porque nos afundamos no rankings de transparência e níveis de corrupção no país.

 

Ouvi na Antena 1 uma notícia mais desnvolvida, mas na internet encontro apenas esta.

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publicado às 15:49

Cartões da CP (post de 2021)

26.12.21

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Já escrevi sobre este tema em 2019 e vou repetir porque continuo com as mesmas críticas sobre a burocracia da CP nos comboios suburbanos do Porto. Passaram-se dois anos e nada simplificou.

 

- Os cartões da CP continuam com a validade de apenas um ano.

Custam 0,50 € e apesar de ter um na carteira não o pude usar, tendo de comprar um novo. Não fico mais pobre pelos 0,50 € mas não faz sentido esse desperdício burocrático.

 

- Continua a não ser possível pedir fatura com contribuinte nas máquinas automáticas.

Quem quiser, tem de se inscrever num site e colocar os dados do recibo para depois receber a fatura por email. Surreal...

 

Numa era tão tecnológica, porque não poder comprar os bilhetes através de uma app? Porque não adaptar os leitores do cartão Andante aos QR codes agora tão na moda?  Porque não simplificar a vida (e a carteira) dos utentes?

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publicado às 15:27

Os mais fortes e os mais fracos

03.12.21

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O jogo Belenenses SAD- Benfica é paradigmático do estado em que país está e de como a vida é. Não me vou debruçar sobre táticas nem cores clubísticas, vou ver o jogo de outra forma.

 

Numa competição profissional de uma industria que movimenta milhões, entram 9 contra 11. Os 9 eram da equipa mais fraca contra os 11 da equipa mais forte.

- Naturalmente que o mais forte goleou o mais fraco. Apela-se muito ao fair play, criam-se cartões brancos, mas na hora da verdade, o mais forte não quer saber disso. Quer é ganhar a todo o custo. E assim foi.

- O regulador, a Liga, que é quem organiza o campeonato permitiu que isso acontecesse. 

- Num jogo de passa culpas tão típico em Portugal, ninguém as assume. Morre sempre solteira. É assim em Portugal, sobretudo quando beneficia os mais poderosos. O jogo realizou-se inexplicavelmente e mesmo assim ninguém faz o correto: anular o jogo.

- Pelos vistos não há ainda um protocolo definido um ano e meio depois para casos de COVID num plantel. Os presidentes foram tão exímios em manter uma luta conjunta com direito a almoço de leitão na Bairrada com as televisões chamadas ao restaurante e o mais importante que é definir regras, não o fizeram.

- Os jogadores não estão isentos de culpa. A partir do momento em que sobem ao relvado e aceitam jogar estão a compactuar com esta injustiça. Não é profissionalismo, é cobardia.

 

E assim,  continua tudo na mesma. Os mais fortes a calcar os mais fracos e não se passa nada.

Tudo errado aqui.

Por fim uma nota para um disparate que ouvi. Um dos paineleiros do costume, na CNN Portugal (pouco ou nada mudou face à TVI 24 - muito futebol só com triquisses) disse que chamar este episódio, página "negra" do futebol português era racista!!!! Está tudo louco? E branquamento de capitais é insulto aos caucasianos? 

Eu bem digo que viemos piores da pandemia.

 

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publicado às 17:02

Experiências de compra online - Nov 21

10.11.21

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Este mês fiz anos.

De uma conhecida marca de vendas privadas francesa, recebi um voucher de 10 € para compras superiores a 20 €.

Cativou-me o desconto de 50%.

Não preciso de nada em concreto, mas fui dar uma vista de olhos aos calções de desporto. Gostei de uns, seleccionei e no momento da entrega, verifiquei que apenas tinha a opção de "domicilio" e o valor dos portes é 10 €. 

Um absurdo! O que ia poupar no produto iria gastar na mesma medida nos fretes.

Além disso, não gosto da entrega do domicilio porque nos obriga a estar em casa e o carteiro nem sempre toca à campainha.

 

Verifiquei depois que existe uma opção de entrega "rápida" nalgumas "lojas" que permite ao consumidor levantar o artigo num ponto pickup ou CTT mediante o pagamento de 4 €. Ao ver que marcas estavam abrangidas pela "campanha", pouco me interessou com exceção de uma marca de roupa em que o preço mais barato eram uns boxers+meias por 23,90 €. Deduzindo o desconto de 10 € e somando os portes  ficaria em ... 17,90 € - excessivo para o que é.

 

Não gosto de gastar dinheiro por gastar e nestas condições, não aproveitei a campanha. Ninguém dá nada a ninguém. 

Pelo menos a mim não interessou.

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publicado às 12:13


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