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A taxa turística

03.10.18

Há dois anos fui a Lisboa em trabalho.

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Cheguei às 21 h à Estação do Oriente, deixei as coisas no hotel (percorri 200 metros de rua), fui ao Vasco da Gama trabalhar, voltei e no dia seguinte de manhã apanhei o comboio das 9 h de regresso ao Porto.

 

Estive na cidade 12 horas, a maioria em propriedade privada. Como dormi num hotel, paguei 1 € de taxa turística.

 

Pergunto: se uma taxa pressupõe uma contrapartida, o que provoquei à cidade para ter de a pagar? 

Porque razão paguei uma taxa "turística" se dormi em Lx para "trabalhar"?

 

Isto vem a propósito da taxa turística que querem colocar em Fátima. Para o bem ou para o mal, é mina de fazer dinheiro e a pergunta é: o turismo religioso também deve ser taxado? Em que é que a Câmara de Ourém vai aplicar a receita da taxa?

Faz sentido um peregrino vir a pé e quando chega à catedral, se quiser uma cama para descansar, ter de pagar o "extra"? Tem de pagar uma taxa "turistica" se quiser dormir em Fátima na noite da procissão das velas?

 

aqui o disse, que vi uns turistas a urinar na rua na noite do Porto e mesmo com a taxa a ser cobrada não vi ainda colocados mais WC públicos ...

 

Ou seja, tenho sérias dúvidas se a receita da taxa turística é aplicada naquilo que se diz que é, ou é para outros fins ... não turisticos.

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publicado às 19:14

Reality Show Marcelo

07.08.18

O presidente Marcelo anda a visitar e a promover como destino turístico algumas praias e locais do Interior do país. Até aí, parece-me muito bem.

 

O que não me parece bem é um jornalista da SIC ir no banco de trás do carro de Marcelo a fazer perguntas vazias ao presidente, ao estilo reality show.

Duas questões:

- Não é a Internet que mata o jornalismo. É o jornalismo que auto se destroi com conteúdos vaziospatrocinados camuflados e ao serviço das marcas (três exemplos da SIC que já relatei no blog)

- Marcelo foi promover o Interior ou foi-se autopromover? 

 

É que não encontro uma razão lógica para a presença do jornalista na sua viatura! E não percebo como é que há sempre jornalistas que sabem onde Marcelo anda.

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 P.S. Do Sudão do Sul, terra de atrocidades, guerra e na cauda dos indicadores de bem estar e desenvolvimento, chegam notícias de um acordo de paz. Que assim seja!

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publicado às 19:18

Fui ao hospital privado

27.06.18

Lembram-se que em Maio fui ao Centro de Saúde e a médica apontou para um ano de espera para a consulta no hospital?saude.jpg

 

Aproveitei o seguro de saúde da Empresa e fui ao Hospital Privado. Assunto resolvido. Já tirei o sinal de carne!

 

Hoje fui ao centro de saúde para tirar o ponto e apesar de ter o serviço de enfermagem marcado, a enfermeira faltou e não me conseguiam dar uma hora para ser atendido. Ainda esperei 45 minutos e tornei a ir ao Hospital Privado para o tirar. Paguei, mas estive 1 minuto à espera e ficou tratado.

 

Se é verdade que num mês ficou tudo resolvido (2 semanas para a consulta + 2 semanas para a microcirurgia), dou por mim a pensar:

Para que pago IRS?

Que raio de resposta do SNS, que propõe um ano de espera e não consegue cobrir faltas de funcionários? 

Estou desiludido com o estado da saúde em Portugal, porque eu tenho o seguro de saúde da Empresa e consegui pagar o serviço num Hospital Privado, e quem não tem? 

 

P.S.: Quando cheguei, hoje, vi lá o presidente da Câmara Municipal. Olha a ver se ele foi ao Hospital Público ... 

 

 

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publicado às 18:34

Cosmética na visita de Angela Merkel

31.05.18

Vi uma reportagem da visita de Angela Merkel ao Porto e houve várias coisas que chamaram a atenção.

 

- Visita ao Porto

Incluir uma cidade que não Lisboa numa visita de estado é novidade. Portugal não é Lisboa. Existe mais país.

 

- A cosmética da amostra

Foi à Bosch, a laboratórios cientificos, passeou pelo Porto e ... o resto do país? O Portugal profundo? O Portugal que foi incendiado em Outubro? 

Ainda assim, concordo com os exemplos mostrados.

 

- A língua

Não percebi a razão de falar alemão, quando muito pouca gente sabe falar alemão em Portugal.

Vá lá, que António Costa também falou na língua nativa, mas haveria necessidade de tradutor se fosse o inglês?

 

- O fecho da ponte D. Luís

O turista e morador comum tem que ir nos passeios curtos e perigosos da ponte. Para a visita de estado fechou-se a mesma. Mais um exercício de cosmética, numa altura em que surgem cada vez mais queixas do perigo dos passeios.

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publicado às 17:24

Cuidar da democracia

27.04.18

 "Não o minimizemos. Os vazios que venham a ser deixados pelos protagonistas institucionais alimentarão tentações perigosas de apelos populistas e até de ilusões sebastianistas, messiânicas ou providencialistas."

 

 

Retive esta frase do PR nas comemorações do 25 de Abril. A classe política desgasta-se a si própria. Pior, ouvir Calos César a comentar estas declarações é ainda pior, depois da polémica dos subsídios às viagens insulares e de este ter toda a família em cargos públicos, sem "concurso".

 

Somos constantemente bombardeados por abusos da classe política, seja de poder, seja na apropriação de rendimentos, seja nos ajustes diretos ao amigo ou ex-patrão. Tudo isto são facadas na democracia.

 

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publicado às 12:14

A aplicação dos fundos europeus

23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

Publicidade à solidariedade

11.04.18

Após ler este post do Andyblog fiquei mais esclarecido sobre a consignação de 0,5% do IRS.

No entanto, faz-me confusão instituições que gastam dinheiro que anúnicios publicitários a mostrar o seu NIF para contribuir.

 

Ora se me pedem a minha solidariedade, faz sentido que se gastem dinheiro em jornais e televisões?

 

O exemplo que vi o anúncio da Fundação Sporting na sportTV (não foi na SportingTV!). Acredito que não seja caso único.

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publicado às 18:19

Quando a esmola é grande

04.04.18

3ª Face há dias falava de uma campanha publicitária de uma marca de eletrodomésticos que dava um deconto na recolha do antigo.

Por curiosidade, fui ler mais e no caso de uma televisão o valor mínimo para ter o desconto era ... 400 Euros.

 

Este fim de semana, tropecei numa marca de calçado que dá 25 euros de desconto na troca de uns sapatos de vela. O preço dos sapatos abrangidos pela promoção é ... 125 Euros. Fica por 100. 

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publicado às 18:55

Rarissimas será assim tão raro?

12.12.17

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Vi mais tarde no site a reportagem da TVI sobre os gastos da Raríssimas. Todos os adjetivos pejorativos são poucos para definir aquela fraude.

 

Surpreende o facto de:

- estarem envolvidos nas avenças secretários de Estado (que são quem financia a instituição e que deveriam estar em "exclusividade" no exercício de cargos públicos),

-a mulher do atual ministro que, por coincidência é precisamente, quem aprova os subsídios estatais

- nenhum dos envolvidos querer dar a cara para contradizer a reportagem e diz o povo que "quem cala consente"

- quantas mais instituições fazem ilegalidades semelhantes? Querem ver que agora choverão denúncias de atos semelhantes?

- a denúnica ser feita a um canal de televisão e não aos órgãos competentes (ah, choca com outros interesses).

 

Há umas semanas, olhei para as contas que são públicas da AMI, aquela instituição dirigida por um ex-candidato à Presidência da República. Pesquisem no site e reparem no património (imobiliário e de títulos) que a instituição financiada pelo Estado tem. Ou então reparem na semelhança de apelidos dos membros (remunerados) da direção.

 

Outro exemplo: os peditórios dos fieis à porta dos cemitérios para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Quantos milhões entraram nas ranhuras daquelas tombolas. Fui site da LPCC e não há qualquer informação das contas, nem receitas, nem património. 

 

Ora, se por várias vezes já o disse no blog que não costumo contribuir em peditórios, recolha de alimentos, nem nada do género, esta reportagem vem-me dar razão. O nosso maior contributo é ajudarmos o próximo sem intermediários ou instituições.

 

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publicado às 19:33

Afinal o imposto sobre a junk food não vai para a frente

29.11.17

Pela primeira vez elogiei um imposto aqui.

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Continuo a achar este um imposto importante na prevenção e na poupança futura do Serviço Nacional de Saúde em doenças causadas por distúrbios alimentares.

Não é justo eu ter de pagar impostos porque o vizinho do lado usa e abusa do açucar, dos fritos e do sal.

 

Pelo que li entretanto, as taxas estavam um pouco elevadas para o nosso poder de compra, mas foram chumbadas na discussão do Orçamento de Estado.

 

Não percebi o motivo (quer dizer, percebi, mas não havendo "provas" não posso escrever, pois existem muitas, para não dizer, demasiadas industrias interessadas em que imposto não avancasse.

Quando foi o "brutal" aumento de imposto do anterior Ministro das Finanças a "maioria" de então aprovou-o.

 

Coisas que nos fazem pensar ...

 

P.S. Depois do:

- ruído em torno do jantar do websummit;

- silêncio em torno da seca e das dificuldades do distrito de Viseu no abastecimento de água;

- da homília de domingo à noite, em que um pseudo comentador usa truques pouco éticos (na minha opinão) para captar audiências;

o que dizer dos cidadãos pagos para fazer perguntas aos ministros?

Bem, eles tinham de ser seleccionados de alguma forma, mas estando dinheiros públicos em causa, o caso muda de figura. Não me parece legitimo serem pagos para exerceram a sua cidadania e questionar um Governo que os representa e que foi democraticamente eleito. Esteve mal quem contratou o serviço e quem aceitou os "vales de compras".

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publicado às 17:03


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