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Cuidar da democracia

por O ultimo fecha a porta, em 27.04.18

 "Não o minimizemos. Os vazios que venham a ser deixados pelos protagonistas institucionais alimentarão tentações perigosas de apelos populistas e até de ilusões sebastianistas, messiânicas ou providencialistas."

 

 

Retive esta frase do PR nas comemorações do 25 de Abril. A classe política desgasta-se a si própria. Pior, ouvir Calos César a comentar estas declarações é ainda pior, depois da polémica dos subsídios às viagens insulares e de este ter toda a família em cargos públicos, sem "concurso".

 

Somos constantemente bombardeados por abusos da classe política, seja de poder, seja na apropriação de rendimentos, seja nos ajustes diretos ao amigo ou ex-patrão. Tudo isto são facadas na democracia.

 

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publicado às 12:14

A aplicação dos fundos europeus

por O ultimo fecha a porta, em 23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

Publicidade à solidariedade

por O ultimo fecha a porta, em 11.04.18

Após ler este post do Andyblog fiquei mais esclarecido sobre a consignação de 0,5% do IRS.

No entanto, faz-me confusão instituições que gastam dinheiro que anúnicios publicitários a mostrar o seu NIF para contribuir.

 

Ora se me pedem a minha solidariedade, faz sentido que se gastem dinheiro em jornais e televisões?

 

O exemplo que vi o anúncio da Fundação Sporting na sportTV (não foi na SportingTV!). Acredito que não seja caso único.

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publicado às 18:19

Quando a esmola é grande

por O ultimo fecha a porta, em 04.04.18

3ª Face há dias falava de uma campanha publicitária de uma marca de eletrodomésticos que dava um deconto na recolha do antigo.

Por curiosidade, fui ler mais e no caso de uma televisão o valor mínimo para ter o desconto era ... 400 Euros.

 

Este fim de semana, tropecei numa marca de calçado que dá 25 euros de desconto na troca de uns sapatos de vela. O preço dos sapatos abrangidos pela promoção é ... 125 Euros. Fica por 100. 

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publicado às 18:55

Rarissimas será assim tão raro?

por O ultimo fecha a porta, em 12.12.17

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Vi mais tarde no site a reportagem da TVI sobre os gastos da Raríssimas. Todos os adjetivos pejorativos são poucos para definir aquela fraude.

 

Surpreende o facto de:

- estarem envolvidos nas avenças secretários de Estado (que são quem financia a instituição e que deveriam estar em "exclusividade" no exercício de cargos públicos),

-a mulher do atual ministro que, por coincidência é precisamente, quem aprova os subsídios estatais

- nenhum dos envolvidos querer dar a cara para contradizer a reportagem e diz o povo que "quem cala consente"

- quantas mais instituições fazem ilegalidades semelhantes? Querem ver que agora choverão denúncias de atos semelhantes?

- a denúnica ser feita a um canal de televisão e não aos órgãos competentes (ah, choca com outros interesses).

 

Há umas semanas, olhei para as contas que são públicas da AMI, aquela instituição dirigida por um ex-candidato à Presidência da República. Pesquisem no site e reparem no património (imobiliário e de títulos) que a instituição financiada pelo Estado tem. Ou então reparem na semelhança de apelidos dos membros (remunerados) da direção.

 

Outro exemplo: os peditórios dos fieis à porta dos cemitérios para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Quantos milhões entraram nas ranhuras daquelas tombolas. Fui site da LPCC e não há qualquer informação das contas, nem receitas, nem património. 

 

Ora, se por várias vezes já o disse no blog que não costumo contribuir em peditórios, recolha de alimentos, nem nada do género, esta reportagem vem-me dar razão. O nosso maior contributo é ajudarmos o próximo sem intermediários ou instituições.

 

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publicado às 19:33

Afinal o imposto sobre a junk food não vai para a frente

por O ultimo fecha a porta, em 29.11.17

Pela primeira vez elogiei um imposto aqui.

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Continuo a achar este um imposto importante na prevenção e na poupança futura do Serviço Nacional de Saúde em doenças causadas por distúrbios alimentares.

Não é justo eu ter de pagar impostos porque o vizinho do lado usa e abusa do açucar, dos fritos e do sal.

 

Pelo que li entretanto, as taxas estavam um pouco elevadas para o nosso poder de compra, mas foram chumbadas na discussão do Orçamento de Estado.

 

Não percebi o motivo (quer dizer, percebi, mas não havendo "provas" não posso escrever, pois existem muitas, para não dizer, demasiadas industrias interessadas em que imposto não avancasse.

Quando foi o "brutal" aumento de imposto do anterior Ministro das Finanças a "maioria" de então aprovou-o.

 

Coisas que nos fazem pensar ...

 

P.S. Depois do:

- ruído em torno do jantar do websummit;

- silêncio em torno da seca e das dificuldades do distrito de Viseu no abastecimento de água;

- da homília de domingo à noite, em que um pseudo comentador usa truques pouco éticos (na minha opinão) para captar audiências;

o que dizer dos cidadãos pagos para fazer perguntas aos ministros?

Bem, eles tinham de ser seleccionados de alguma forma, mas estando dinheiros públicos em causa, o caso muda de figura. Não me parece legitimo serem pagos para exerceram a sua cidadania e questionar um Governo que os representa e que foi democraticamente eleito. Esteve mal quem contratou o serviço e quem aceitou os "vales de compras".

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publicado às 17:03

Disparates nos comentários do blog

por O ultimo fecha a porta, em 28.11.17

Em 2 de Agosto publiquei um post sobre o crédito ambiental que o Planeta Terra tinha atingido para o ano de 2017.

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Hoje podia falar-vos que esta seca já reflete os juros que temos que pagar por estarmos a consumir mais do que aquilo que os nossos recursos permitem, mas não.

 

No sábado, um "Anónimo" escreveu dois comentário iguais em que se disponha ajudar-me com um crédito "instantâneo" com taxas de juro reduzidas, bastando mandar um mail que ele incluiu no comentário.

 

Neste benevolência, qual o maior disparate?

  • fazer uma busca no google por "cartão de crédito" e publicitar na primeira coisa que aparece?
  • num post sobre "crédito ambiental" publicitar "crédito ao consumo"
  • fazer publicidade gratuita e irresponsável no meu blog
  • publicitar em 25/Nov num post de 2/Ago

 

Já vos aconteceu isto?

Se não aconteceu e se tiverem um post com "Cartão de crédito", cuidado!

P.S.: Naturalmente, que mal vi este disparate, apaguei-o imediatamente.

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publicado às 17:04

A homília de domingo à noite

por O ultimo fecha a porta, em 22.11.17

Questão: Como é que um comentador televisivo ganha influência, audiência e probabilidades de ser candidato à presidência da república?

 

Resposta: Dando "notícias" exclusivas, dando inside information antecipadamente.

 

Este domingo, durante a "homília", lá veio o comentador informar que o Porto não iria ser escolhido para capital da Agência do Medicamento, cuja decisão oficial seria conhecida no dia seguinte.

 

- É razoável um comentador dar informação antes desta ser oficial em nome de audiência?

- É razoável um comentador ganhar influência e poder na opinião pública com "notícias" de outras instituições que ainda não são públicas?

 

Querem ver que dentro 8 anos vamos ter o comentador como candidato a Presidente da República?

É assim que se começa...

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publicado às 19:01

Os professores deram-me uma boa notícia

por O ultimo fecha a porta, em 14.11.17

Quando oiço os sindicatos e os professores a contestar apenas o congelamento de carreiras, folgo em saber que:

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- apenas após a queda do Partido Comunista nas eleições, as queixas tenham dado sinal de vida

- nas escolas já não há agressões contra docentes,

- nas escolas já não há faltas de respeito na relação com os alunos,

- nas escolas os programas estão finalmente ajustados à carga letiva,

- nas escolas jánão há pais a agredir e insultar professores por acharem que os seus filhos são uns santos,

- nas escolas portuguesas já não há bullying de alunos sem educação em casa contra docentes.

 

Acho a reinvidicação da estabilidade das colocações mais do que justa. O atual modelo não faz sentido. 

 

Ao almoço, ouvi uma deputada muito preocupada e crítica com os previlégios retirados pela troika. Será só esse o problema dos professores? Será que se está à espera que apareça outro vídeo chocante como o "do telemovel já" para esta problemática vir à tona outra vez? Ou será que para a atividade politica e sindical só interessam alguns problemas?

 

P.S.: Fala-se muito do jantar da websummit no Panteão Nacional, tendo enverdade na promiscuidade política, esvaziando-se o cerne da questão. SObre a seca que está a fetar o Interior do país, ninguém fala. Ah, pois não dá buzz nem votos.

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publicado às 17:30

Este anúncio é (mesmo) do IEFP

por O ultimo fecha a porta, em 26.09.17

Ontem fui ao supermercado e estavam a distribuir um jornal regional. Houve um anúncio nos classificados que chamou a atenção.

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O IEFP pagou para publicar vários "anúncios" de emprego. Várias questões me assaltam:

 

- Faz sentido o IEFP (organismo público) pagar a jornal (organismo privado), com os meus impostos, um anúncio para vários empregos?

- Será inocente um anúncio destes na véspera de eleições autárquicas?

- Será que existe tanto défice de oferta que não haja ninguém para empregado de mesa?

Não estamos propriamente com desemprego zero para não se encontrar ninguém nesta zona para estas vagas que justifique um anúncio, pago, num jornal?

- O que será um "ajudante familiar"?

- Todas estas profissões exigem pouca literacia. Algumas são mais técnicas (costureiras, por exemplo), mas para nenhuma é necessário licenciatura... A ideia que tenho é que os empregadores recorrem mais ao IEFP para profissões menos qualificadas, onde há mais desempregados e onde conseguem mais apoios. Mas ainda assim não percebo a necessidade de pôr (e pagar) um anúncio no jornal.

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publicado às 19:54


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