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Do que não se fala nestes dias

13.03.20

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Ontem e hoje têm sido dias alucinantes com o vírus. Parece o cenário de um filme. Já muito se escreveu e escreverá sobre isso. Realço 3 notícias que têm passado despercebidas:

 

- Cunha no Governo

O FamilyGate não pára e com o povo distraídos, toca lá arranjar tachos.

"Gonçalo Silva Pereira, de 27 anos, é agora técnico principal na Representação Permanente em Bruxelas, por despacho dos Negócios Estrangeiros. Em junho de 2019, tinha chumbado na prova de acesso à carreira diplomática."

Foi por nomeação direta, como tantos outros, e é filho do ex-ministro Pedro Silva Pereira, eterno amigo de Sócrates. 

O país não avança enquanto houver estas cunhas!! O povo distancia-se dos partidos e naturalmente há abstenção.

Não adianta campanhas de apelo ao voto, lamentos hipócritas no dia das eleições, quando há estas vergonhas!

 

- Últimas girafas brancas abatidas por caçadores furtivos

A maldade humana não dá tréguas. Aqui Aconteceu numa reserva no Quénia. 

 

- Violência doméstica e cães de criação

Um homem agrediu a sua mulher durante anos, matou e enterrou no seu quintal cães de criação quando estes já não "produziam". Foi detido e saiu em liberdade. O crime é a violência doméstica. Mais uma vez, age-se com medidas brandas e nada dissuasoras. Não adianta eleger "violência " como palavra do ano se depois não se faz nada.

Quanto aos cães de criação, já é a segunda notícia que recebemos de maus tratos a animais neste "negócio". Há semanas chegaram notícias horrendas de Espanha de criadores que cortavam as cordas vocais de cães para não ladrarem. Agora, deteta-se um criador que abandonou e matou este tipo de cães. Não sei se é crime, mas moralmente está errado. Quantos casos destes há? Quão insensível pode ser o ser humano?

A violência não pára com o vírus. Pelo contrário, com as pessoas a desesperar dentro de casa, tem tendência a aumentar. O que vão as autoridades fazer? Deter e libertar a seguir os agressores?

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publicado às 21:34

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

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Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31

O INEM

19.01.20

Felizmente nunca precisei de chamar o INEM. 

 

Esta semana, assisti o INEM a fazer o seu ato de contrição público, a reconhecer falhas e erros, anunciando aos quatro ventos contraordenações e processos disciplinares.

 

Olhando para a vítima, quem foi? Um ilustre português, cuja filha é ex-política e comentadora no canal de TV Cabo mais visto no país!!

A questão que coloco é: se fosse um anónimo vítima da negligência do INEM haveria o mesmo cuidado e anúncio?

Será que falhas humanas não existem todos os dias sem culpados porque a vítima foi o "Zé" ou a "Maria" e não o "Doutor"?

 

Lembrei-me deste vídeo...

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publicado às 12:46

Da Cervejaria Galiza à Helsar - hipocrisia

14.12.19

A Cervejaria Galiza no Porto está a passar dificuldades de tesouraria. Os seus funcionários estão heroicamente a segurar o barco. Além das gorjetas, vai lá meio mundo posar para fotografia, sobretudo da política.

 

A Helsar é uma fábrica de calçado de S. João da Madeira que fechou portas esta semana sem pagar aos seus funcionários e nem sequer lhes dar carta para o subsídio de desemprego. O pior do patronado representado nesta descrição. Sem gorjetas e com frio, estão a fazer vigília à porta da fábrica para tentar ainda receber alguma coisa que possam ter direito. Agarrados a nada. Ninguém lhes foi dar um abraço nem uma selfie para fotografia até agora.

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publicado às 13:38

Perdi-me na dinastia

24.02.19

Ao olhar para esta foto, são tantos conflitos de interesse e a falta de idoneidade que nem sei o que pensar...

 

A política não é uma monarquia nem uma dinastia. É uma arte nobre de definir o destino de um povo e de gerir a melhor a alocação dos impostos, que idoneidade e meritocracia deveriam ser o mais importante. Mas com tantas linhas e relações é quase impossível.

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publicado às 12:46

O protesto de 21/Dezembro

17.12.18

Quando houve a manifestação anti-Troika se não estou em erro, num sábado em 15/Set/2012, imensa gente aderiu. Muitos deslocaram-se à Avenida dos Aliados e mostraram o seu desencanto. Tudo calmo, ordeiro e com uma razão para ali estar.

Se alguma coisa mudou, não. Mas também não houve anarquismo.

 

Em França, nas últimas semanas, houve manifestações violentas, num ambiente anárquico e selvagem e o poder político cedeu. Um precedente grave, mas havia uma medida concreta a justificar a revolta da população.

Em Portugal, começaram logo a surgir as montagens e comparações. Quem elaborou os gráficos, mostrou o que se convém. Comparam-se salários, preços de combustíveis (cuja escolha da foto não é clara: data da foto, o tipo de gasolineiras escolhidas - a BP/Galp tem preços muito superiores às marcas de supermercado...), mas não se compara o resto. As notícias, em busca do click bait, escolhem títulos incendiários e desenquadrados.

 

Para 6ª feira, dia 21, vai-se contestar alguma medida concreta? Vai-se pedir a demissão de alguém?

 

A resposta é não.

 

Vai-se protestar por protestar. 

Sem um fim, sem um objetivo e uma manifestação só faz sentido se houver razão de ser. Não é o caso.

Portugal tem muitos problemas, mas será que quem vai para a frente com o colete vestido quer de facto uma Justiça mais célere? Uma Saúde mais universal e com melhor capacidade de resposta? Ou quer apenas dar porrada e pregar rasteiras à polícia como alguns selvagem e anarquistas em França?

 

Não sei o que se pretende ao certo com este manifesto, as reais intenções de quem o organiza? Sei que na 6ª feira vou trabalhar e me vou ver lixado para fazer as viagens.

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publicado às 18:32

Poder político arrogante

11.11.18

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 Nos últimos dias fomos confrontados com arrogância de poder político: um caso à direita, outro caso à esquerda.

Não há inocentes e o silêncio dos outros partidos parece justificar um certo encobrimento. Isto porque quando se zangam as comadres, descobrem-se a verdades.

 

Uma deputada pinta as unhas no Parlamento. 

Terá sido num intervalo? 

Não sabemos, há silêncio. No mínimo um pedido de desculpa. Não houve.

A mesma pessoa que defende a democracia, é a mesma que ataca a Imprensa livre.

Sendo paga por nós, contribuintes, e estando na casa do povo, a atitude não pode ser de arrogância nem é legítima, sequer.

 

Uma deputada entra com password alheia e regista presdenças indevidamente

Se fosse um funcionário a fazer isso numa empresa dela, será que não ficava ofendida?

Até podia não saber que estava a dar presença com o login, mas isso não justifica nem legitima a atitude arrogante da deputada. Chamar ao povo que a elegeu e lhe paga o salário, "virgem ofendida" é arrogante e ilegítimo.

Pior, ouvir Salvador Malheiro a criticar a Imprensa, depois da denúncia num jornal das carrinhas e afins nas eleições do seu partido, é de rir e Rui Ruo a falar alemão com a Imprensa.

 

E assim, vai a democracia portuguesa. Parece que estão a convidar os Bolsonaros e partidos populistas a chegarem-se à frente. É que só esta semana deram-lhe dois motivos fortes para envergonhar o parlamento português.

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publicado às 11:27

Novamente a Etiópia a surpreender

07.11.18

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A Etiópia fez história, ao nomear a única mulher presidente em África actualmente.

 

Já aqui tinha elogiado o princípio de paz que este país tinha assinado com a Eritreia. 

Agora, chegam-nos mais boas notícias.

Além da eleição de Sahle-Work Zewde para o cargo de presidente (com o "patrocínio" da ONU), sabemos que metade do governo eleito em Abril é composto por mulheres e ainda que está a promover o exercício de oposição partidário democrática.

 

E assim a Etiópia é notícia por ótimas razões.

Estamos a falar de um país paupérrimo, onde a guerra, os egos, os fundamentalismos religiosos e políticos são um dos principais entraves ao desenvolvimento.

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publicado às 18:44

A propósito dos WC na Baixa do Porto

06.11.18

Lembram-se que em Junho relatei aqui no blog que tinha visto uns turistas com o pirilau de fora a urinar em plena rua das Carmelitas no Porto, na noite, e que não havia WC públicos por perto?

 

Pois bem, Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, respondeu a esta sugestão no Facebook.

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 E assim se faz a diferença do poder político.

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publicado às 18:56

A taxa turística

03.10.18

Há dois anos fui a Lisboa em trabalho.

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Cheguei às 21 h à Estação do Oriente, deixei as coisas no hotel (percorri 200 metros de rua), fui ao Vasco da Gama trabalhar, voltei e no dia seguinte de manhã apanhei o comboio das 9 h de regresso ao Porto.

 

Estive na cidade 12 horas, a maioria em propriedade privada. Como dormi num hotel, paguei 1 € de taxa turística.

 

Pergunto: se uma taxa pressupõe uma contrapartida, o que provoquei à cidade para ter de a pagar? 

Porque razão paguei uma taxa "turística" se dormi em Lx para "trabalhar"?

 

Isto vem a propósito da taxa turística que querem colocar em Fátima. Para o bem ou para o mal, é mina de fazer dinheiro e a pergunta é: o turismo religioso também deve ser taxado? Em que é que a Câmara de Ourém vai aplicar a receita da taxa?

Faz sentido um peregrino vir a pé e quando chega à catedral, se quiser uma cama para descansar, ter de pagar o "extra"? Tem de pagar uma taxa "turistica" se quiser dormir em Fátima na noite da procissão das velas?

 

aqui o disse, que vi uns turistas a urinar na rua na noite do Porto e mesmo com a taxa a ser cobrada não vi ainda colocados mais WC públicos ...

 

Ou seja, tenho sérias dúvidas se a receita da taxa turística é aplicada naquilo que se diz que é, ou é para outros fins ... não turisticos.

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publicado às 19:14


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