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Sobre o Museu Salazar

29.07.19

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A autarquia de Santa Comba Dão pretende construir um museu para o Estado Novo e Salazar.

Fala-se da liberdade, do Interior e quando se quer fazer museu, cai o carmo e a trindade?

 

Faz sentido esconder um período da nossa história?

Não deverá haver liberdade para se criar um museu do Estado Novo? Ninguém é obrigado a ir e até que ponto será fazer propaganda à Extrema Direita? Haverá algum receio de ressuscitar esqueletos?

 

Ou só queremos museus para os grandes feitos dos portugueses?

Se até Cristiano Ronaldo tem um museu ...

Não vejo que seja um local de romaria, mas sim um local de estudo como outro qualquer museu. E se for de saudosos, qual é o problema? Mais vale estar num museu do que numa qualquer rede social ou cave a servir sabe-se lá para que fins?

Sobre ser em Santa Comba Dão, é a localidade que faz sentido.

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publicado às 18:59

Nepotismo

27.07.19

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Nos países irmãos, tem sido notícia a nomeação de familiares para cargos públicos.

 

Em Portugal nomeia-se a família para cargos públicos e favorecem-se familiares e amigos nesses mesmos concursos. 

No Brasil, o presidente nomeia o filho para embaixador nos Estado Unidos.

 

Dois países com a mesma língua, mas com os mesmos vícios. No Brasil, agitaram-se as águas com a nomeação de Eduardo Bolsonaro e com razão. O jovem não tem provas dadas para um cargo tão importante. O mesmo presidente que ataca a corrupção é o mesmo que promove o seu filho só por questões genéticas a um dos cargos mais importantes da nação, dado que ainda não tem currículo para tal.

Por cá, acha-se tudo normal nas nomeações sem familiares sem critério. Abafa-se o barulho porque todos têm o rabo preso. O caso da família César, o caso do genro de Jerónimo de Sousa na Câmara de Loures, a nomeação do filho de Durão Barroso no Banco de Portugal, a mulher de Marques Mendes, etc, etc. 

Em Portugal está mal, no Brasil está mal, mas por cá abafa-se. Lá contesta-se.

 

Update:  Pelos vistos a empresa das golas inflamáveis vendidas ao dobro do preço de mercado é do marido de uma ex-autarca do PS.

 

P.S.: Por falar em política, quando a ministra da Administração Interna Constança Sousa chorou nos incêndios de Pedrogão caíram-lhe em cima. Até Marcelo Rebelo de Sousa a criticou e praticamente pediu a sua demissão.

Agora o seu sucessor, homem, ataca tudo e todos (os autarcas, os jornalistas,...), com muita arrogância no discurso. Ninguém lhe solta os cães. MRS diz que ... tem de se analisar.

Dois pesos e duas medidas porque um homem e outro é mulher. 

Temos moral para criticar os outros? Portugal tem uma mentalidade parada no tempo.

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publicado às 14:12

Desrespeito pelas comissões parlamentares

16.06.19

Ganhamos sensibilidade para as comissões parlamentares aquando da queda do BES.

 

Pese embora a sua (in)utilidade, tem ficado claro que os intervenientes que lá vão, preferem fazer figuras de parvos do que prestar esclarecimentos.

De cabeça, lembro-me de Zeinal Bava, da ex-diretora da cadeia de Paços de Ferreira e agora Vítor Constâncio e Joe Berardo.

Cinismos, esquecimentos irritantes, lambe botismos, mediante a posição de cada um, são exemplos da inutilidade que estas comissões se têm vindo a revelar.

 

Não se conclui nada, revelam desrespeito pela casa do povo e vêm demonstrar a fraqueza da classe política. Exemplos não faltam de se que não se dando ao respeito, como se irá ser respeitado? Como querem que não haja abstenção se os mais poderosos passeiam e gozam com as perguntas?

 

Na noite das eleições europeias andava todos muito preocupados com a abstenção, mas estas atitudes revelam que nada está a ser feito para mudar, pese a boa vontade.

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publicado às 14:26

Só se fala de abstenção na noite eleitoral?

01.06.19

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Na noite de eleições falou-se na importância da abstenção a propósito das eleições.

Talvez o único dia em 4 anos --> 1/ 1.460

 

E isso diz bem da classe política portuguesa. Cinge-se à banalidade. Hoje, uma semana depois, já ninguém fala disso. A público, esta semana, vieram casos gravíssimos da promiscuidade política envolvendo câmaras municipais e hospitais pagos por todos nós. Os casos sucedem-se.

 

Por isso, achei uma profunda hipocrisia ouvir os lideres partidários manifestarem preocupação com a abstenção apenas na noite eleitoral quando as câmaras estavam focadas nestes. Na verdade não sei se estão. Vieram com esse discurso porque ficava bonito e de facto é grave. Lembrei-me de imediato do concerto de violino que davam no filme Titanic quando o navio afundava 

 

Ainda em Março, tinha partilhado no blog a propósito de nomeações para cargos empresariais de políticos sem perfil e alertava para a abestação.

 

Quanto a mim, fui votar. Fui cumprir o meu direito e dever cívico. 

Se acredito na classe política? Não. Há as exceções, mas a grande maioria olha para o seu umbigo e sobretudo os seus crimes não são punidos devidamente.

 

Quanto às desculpas do tempo de praia e do futebol, presunção e água benta cada um toma a que quer. Para ambos os lados.

 

Fala-se também da Geração Z que é alheada da política. Ouvi um discurso de um líder partidário na noite eleitoral que é o mesmo discurso de há vinte atrás. Um discurso velho, desinteressante e desatualizado. Não admira que Jerónimo esteja a perder espaço. 

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publicado às 19:13

Porque vou votar?

22.05.19

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Domingo, lá estarei eu a votar nas Europeias.

 

Confesso que são as eleições que menos me dizem, pela distância em que o Parlamento está, física e emocional. São poucas as decisões europeias e menos ainda o conhecimento que temos dos deputados europeus. Alguns como Marinho Pinto, só se ouve a voz dele na hora de pedir o voto, sendo a personificação de quer é o poleiro.

 

Mas porque vou votar?  

 

Primeiro porque é um direito democrático que tenho e um dever cívico. O meu voto vale tanto como qualquer outro, Não há votos de primeira nem de segunda,

Segundo, porque a abstenção favorece as ideologias extremistas. Os seus apoiantes vão todos votar fazendo com elas ganhem peso.

Terceiro, porque tenho nas minhas mãos o poder de escolher a ideologia que quero para o Parlamento Europeu e da defesa dos valores europeus. Muitas vezes só olhamos quando nos convém (devido fundos europeus).

Depois não me posso queixar tanto da ideologia vencedora, porque contribuí para que assim não fosse.

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publicado às 15:05

Família e amigos

19.03.19

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Se há coisa que me irrita enquanto cidadão, são as pessoas que chegam a cargos relevantes (e bem remunerados) não por mérito, mas por influências políticas e familiares (embora uma coisa não invalide a outra).

 

Na semana passada, um ex secretário de estado do Turismo, deputado, comentador e vereador eleito na Câmara da Covilhã pelo CDS foi nomeado administrador da GALP. A pergunta é: o que ele percebe de energia? COmbustíveis? Quantos candidatos a emprego ficam pelo caminho sem qualquer resposta nos recrutamentos? Se o convite para a função causa estranheza, a sua aceitação idem. Se ainda fosse alguém com formação na área ...

 

Por falar em (maus) comportamentos políticos, agora foi a mulher de um ministro a ser convidada para integrar o governo. Falo da mulher de Pedro Nuno Santos. Foi "nomeada" para chefe do gabinete do sucessor do marido. Mérito? Idoneidade? 

Será sempre "a mulher de ..." 

 

Como querem que não haja abstenção?

Como querem ter uma política credível quando parece uma teia de interesses, lobbies e amizades?

 

Por falar em disparates, uma artista Leonor Antunes diz que vai representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza, apenas porque o Governo não é de Direita. Esta declaração preconceituosa e mesquinha leva-me a perguntar: ela vai representar o país ou um governo?

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publicado às 19:16

Onde fica o Saldanha?

21.01.19

Com um sábado chuvoso, fiquei por casa e aproveitei para ver as notícias que circulam por aí.

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Chamou-me a atenção um excerto de uma opinião política, emitida na SIC Notícias, em que uma comentadora insultava a cultura geral de um líder político nortenho sem qualquer argumento ou suporte. Já vimos o preconceito racial, o preconceito de género e assiste-se agora ao preconceito regional...

 

A comentadora questionava se o portuense sabia onde era o Saldanha? E eu pergunto será que ela sabe onde fica a Rua das Flores no Porto? Ou sabe a localização da Casa da Música no Porto? Ou sabe o que é a Cabra em Coimbra? Declarações inóspitas que invadem a televisão portuguesa. Sem qualquer valor acrescentado. Fomenta-se polémicas, guerras e mesquinhez sem qualquer necessidade.

 

Começo a achar cada vez mais que não é quem tem qualidade quem opina, mas sim quem é polémico e tem o factor "c". E podia estar em causa um político, um médico ou outra pessoa qualquer.

 

Coimbra, uma das grande cidades portuguesas, foi noticia este fim de semana. Razão? Um incêndio. Devido a uma desgraça, a cidade mereceu diretos e alertas de última hora. Mas é só por isto que Coimbra aparece...investimentos, provas e outras notícias que mereçam destaque nos media? Na Lousã, existem imensos trails, atividades de natureza e cascatas lindas que as televisões ignoram.

 

Sobre a discriminação regional das televisões, já falei várias vezes dela. A maioria dos programas são feitos a partir de Lisboa. As exceções são a Praça da Alegria , dois noticiários da RTP e os programas populares de sábado e domingo à tarde. Mais nada.

 

Se formos aos canais de TV Cabo, a única exceção é o Porto Canal. E este tem uma programação muito mal orientada. No horário nobre, o canal passa programas de ... vinhos. Que apenas interessam a um nicho muito reduzido. Durante o dia, quando as pessoas trabalham, até tem conteúdos interessantes. Se o Porto Canal tivesse a mesma programação noutros horários, teria bem mais público e influência. O resto das regiões só são notícia quando há tragédias.

 

Este egoísmo e centralismo lisboeta é afunilador de um país unido. E isso é triste. É desanimador. Faz perder a esperança que as coisas mudem e sejam melhores.  Lisboa é capital e o resto é paisagem.

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publicado às 18:41

Como legitimar os Bolsonaros que por aí andam?

01.11.18

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Fomos surpreendidos com a foto de Isabel Moreira a pintar as unhas no Parlamento.

Não posso concordar esta atitude, por ser no local que é e a desempenhar as funções que tem.

 

Um deputado tem nobre arte de representar o povo. De comandar os seus destinos, fazer as leis de um país.

 

É eleito porque está nas listas de um partido, sem que individualmente o possamos excluir porque não gostamos dele, sendo o seu salário é pago com os nossos impostos.

O que se pede é que seja reto nas suas atitudes. Neste caso, é inaceitável o que se sucedeu.

 

Tive o cuidado de ir ao Facebook da deputada ver se havia algum pedido de desculpas, mas não.

Atacar a oposição com proviocações baratas deve render mais likes.

 

E estamos a falar de uma deputada que, e bem, deu a cara na manifestação contra a decisão absurda do Tribunal do Porto que absolveu os violadores de uma jovem inconsciente na noite portuense (não sei quem ganha as viagens, no entanto ...).

 

Esta arrogância e desrespeito da filha de Adriano Moreira, põe me causa as instituições, a democracia e são atitudes destas que fazem legitimar os Bolsonaros que por aí andam. Dá aso a movimentos populistas e esta senhora está a dar os argumentos (e fora o que as fotos não captam).

 

P.S: Ontem um decisão exemplar contra os maus tratos a animais. Uma crueldade, com desculpas de que não tinha dinheiro para o veterinário. Acresce que o criminoso faltou à audiência estando foragido, mas defendeu-se ... num jornal.

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publicado às 11:06

Os brasileiros escolheram Bolsonaro

28.10.18

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Ninguém o impôs e os brasileiros escolheram o seu destino: Bolsonaro.

O futuro do Brasil é agora uma incógnita e muita coisa vai mudar, disso não tenho dúvidas.

 

Quem o elegeu pretende uma mudança do estado das coisas: essencialmente o fim da corrupção e a redução da criminalidade.

Não acredito que as posições machistas, racistas e anti-homossexuais vão além. Acredito que fechará as suas fronteiras aos problemas dos vizinhos, defendendo o brasileiro (independentemente de ser branco ou preto). Agora quanto aos dois problemas do Brasil que referi, veremos se algo vai mudar ou não passa de uma ilusão.

 

Agora, antecipo que cheguem a Portugal muitos brasileiros com medo da situação política futura. Na Madeira, já se vêm muitos venezuelanos. Agora, vêm os brasileiros.

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publicado às 22:33

Do fim de semana

22.10.18

- No domingo de manhã esteve estranhamente quente, mas escuro para Norte. A malta com quem costumo correr foi para o Porto treinar para a Maratona. Eu aproveitei e fui passear à beira mar com a minha mãe para pormos a conversa em dia :) Partilho esta foto da praia.

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- Não sei se cheguei a comentar, mas na marmita desta semana, fiz novamente medalhões de pescada, mas desta vez da Pescanova (aproveitei que estavam em promoção) e o sabor face a outros de marca branca nem se compara. Muito melhores. Pena serem tão caros. Só irei comprar mesmo quando estiverem em promoção ...

 

- Ao ler o jornal, apercebi-me que houve uma manifestação pública no Porto a propósito do impasse no adiamento da construção da nova ala pediátrica do Hospital S. João. Acho este tipo de iniciativas muito importante, porque é um assunto de muita importância, que escapa aos olhos dos decisores lisboetas.

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publicado às 18:41


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