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Apontamentos - 27 de Fevereiro

27.02.21

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Pior que errar, é nãoa prender com os erros...

- Este governo continua com os problemas de comunicação aos seus cidadãos. 

Um Primeiro Ministro e um líder da Oposição (que não mede o que escreve) se refugiam no Twitter e uma Ministra anuncia o princípio e modo do desconfinamento num... Forúm da Juventude Socialista.

 

- Os Açores devem ser mesmo um arquipélago pequena. Afinal parece que as teias de relações familiares também existem em grande dimensão no governo de direita. Para um partido radical que dizia que ia "acabar com os tachos", está  afazer o oposto do que prometeu aos eleitores. Rui Rio deve achar normal (pelo Twitter)...

 

- Quando li nas redes sociais achei que era "fake": um hospital privado em Valongo recusou tratar uma pessoa que caiu nas suas próprias instalações, devido ao arranque repentino das escadas rolantes. Depois de ler a notícia do JN, foi importante saber qual a justificação do Hospital Trofa Saúde.

Apenas passados 3 dias e justificações sem sentido ético e irresponsáveis. 

Ou seja, uma acusação insólita e de egoísmo capitalista não teve nenhuma reação por parte do hospital privado. Nem ao jornal nem sequer no seu Facebook. Um absoluto silêncio. Nem um pedido de desculpa. Pior que errar, é não assumir nem remediar.

Nem quero ser precipitado, mas com a informação que temos, parece ser um caso revelador da maldade de quem dirige o hospital e sobretudo de quem não quer assumir as suas responsabilidades. O que fará ERS? Assobiar para o lado? E o seguro das escadas rolantes? Haverá impunidade onde cada um faz o que quer?

 

- Imaginarium fecha portas e não paga salários

Descontinuar a atividade comercial num país é legítimo, mas mentir aos funcionários e não honrar os seus compromissos legais já é ilegal. Os problemas já vinham de trás e o COVID foi a machadada final na empresa. Não havendo dinheiro, pouco há  a fazer. Resta a esperança de obter alguma coisa da massa insolvente.

E atenção que o setor dos brinquedos foi um dos que beneficiou com o confinamento. 

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publicado às 11:51

Olha o xico esperto na vacinação

25.01.21

Com o aparecimento da vacina, já se estava que ia ver o xico-espertismo saloio.

O presidente da CM de Reguengos de Monsaraz aproveitou-se de um dos múltiplos cargos públicos que ocupa para passar à frente do resto das pessoas e se vacinar antes do tempo aqui. Este cidadão ainda por cima, foi objeto de severas críticas e desleixo na gestão que fez do vírus precisamente do lar que preside e que resultou em várias mortes.

Punição? Nenhuma, dado continua aí a prevaricar ainda mais.

 

A desculpa é o cargo que ocupa no lar. É o presidente (não é o auxiliar/geriatra), como se isso fosse desculpa para infringir as regras... Não acredito que ele anda diaramente a frequentar as instalações e a visitar nem a cuidar dos velhinhos. Para quem achava que vínhamos melhores pessoas depois da pandemia, cá está mais um exemplo de que não viemos!

 

Este é o exemplo que fere a dignidade do nosso país: a impunidade, as influências e o xico espertismo.

Mais um péssimo exemplo da classe política. É isto que contribui para a abstenção e para o aparecimento dos "Chegas" desta vida.

 

Já que falamos dos vícios da nossa sociedade, no blog sempre condenei violência. Por essa razão, condeno o que fizeram ao candidato André Ventura em Setúbal. Independentemente de não partilhar com algumas ideias, não pode ser atacado da forma como foi. Não é um exemplo democrático. E já agora, se os mesmos indivíduos/grupos que atacaram Ventura, tivessem atacado MRS, a cobertura mediática de ignoração seria a mesma?

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publicado às 15:18

A paciência tem limites

23.01.21

incompetência.PNG

Tomar decisões de pandemia não é fácil. Estamos todos de cabeça quente, cansados e sem saber lidar com o inesperado. Isso não justifica porém que se lancem informações confusas e desiquilibradas como está a acontecer atualmente.

Vou a um simples caso: o do passeio higiénico.

O Governo anuncia, via jornais, que haverá multas para quem se afastar da sua área de residência, sendo preciso "justificae". Assusta, avisando que quem não pagar na hora terá custos acrescidos e ainda tem que andar com identificação.

O problema, ou um dos, é que não especifica qual a distância permitida para passear ou correr!!! Que risco tem um cidadão ir a correr sozinho? Se estiver cansado, tem lá folgo para socializar.

 

Poderia falar dos outros problemas, como a saúde mental, o isolamento psicológico, o layoff, o teletrabalho prolongado (continuo a achar de Inverno temos mais dificuldade em desligar). Ou seja, nem sozinho quem precisa de o fazer...

 

Esta falta de informação, planeamento não é compreensível. Se definem uma regra, têm que a definir, não lançar o pânico. 

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publicado às 15:36

Já votei

20.01.21

 

voto espinho.png

Domingo fui votar.

Exerci o meu direito ao voto.

Na minha mesa estive 20 minutos à espera em pé e ao sol. Tinha 6 pessoas à minha frente, mas o facto de ser possível apenas um votante por mesa tornava o processo lento. Não percebi porque não havia mais em simultâneo como nas eleições normais. Se fossem dois não haveria risco acrescido...

Adicionalmente a atrasar estava a lacragem do boletim. Tira envelope, mete envelope, cola etiqueta, ...

Além disso, chamou-me atenção a existência de um candidato desconhecido. Um tal de Eduardo na 1ª linha.

Tanta coisa com o processo eleitoral, para o boletim nem vir preciso. Dispensava a impressão a cores mas um boletim com os candidatos corretos.

Enfim, salvou-se pelo menos o processo desburocrático de escolha do local de voto.

 

Sobre o crescente nº de infetados e o confinamentotrês notas:

- Já desisti de os ouvir, mas não percebo o que fazem tantos médicos como esta semana nas redações das televisões a comentar a pandemia. É que nem um nem dois. São vários. Se em vez de estarem a dar show off nas televisões e a encher o ego, estivessem a ajudar os colegas ... 

- As escolas secundárias e universidades continuam abertas. mantenho o que escrevi sábado: não faz sentido

- Dizem os iluminados estudos de mobilidade e jornais lisboetas que o trânsito não diminuiu. Quem passa a Ponte Arrábida aqui no Porto, sabe perfeitamente que são as aulas que fazem baixar o trânsito. Aliás, nas férias escolares não há filas de trânsito. Portanto, as conclusões são óbvias: o trânsito não vai diminuir. Este jornalismo atrás do computador leva a notícias sem "sumo".

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publicado às 21:19

Converter os lábios vermelhos em votos

16.01.21

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Amanhã exercerei o meu direito ao voto devido à facilidade do voto antecipado das pessoas em mobilidade. Não percebo porque não se institui esta facilidade antes, mas mais vale tarde do que nunca.

 

Depois de ouvir os insultos de um candidato ao referir a maquilhagem de uma candidata, senti-me a regredir na mentalidade. Se isso viesse de uma pessoa idosa que viveu na ditadura salazarista ainda se dava um desconto. Mas não. Veio de um candidato extremista de 38 anos que usa o insulto fácil e ódio nos seus discursos.

Não percebi se anti mulheres na política, se anti bloquista ou se um misto das duas coisas. Porém, ataques desta natureza já não se usam.

 

Posto isto, sei seguramente o que não quero para o meu país nem para o meu futuro. 

Amanhã darei o passo para o que não quero.

Não votar e contribuir para a abstenção, é contribuir para que esta forma de fazer política ganhe força.

Enquanto isto, assistimos ao flagelo do COVID. Hoje ouvi alguém referir o "confinamento da treta" onde para mim não ficou claro porque as universidades e as escolas secundárias continuam abertas (um dos maiores contribuidores para os aglomerados de trânsito e transportes públicos). Mas tomar as melhores decisões não é fácil.

Aos anti-covid que se dizem "pela verdade", ficam as imagens das urgências.

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publicado às 13:43

O que a invasão bárbara ao Capitólio nos pode ensinar

15.01.21

capitolio.PNG

Ficamos chocados com a invasão bárbara ao Capitólio.

Numa das nações mais civilizadas do Mundo e símbolo da democracia, vimos um conjunto de pessoas motivadas pelo terror, ódio, anarquismo e irracionalidade a destruir tudo à sua volta. Quem o incentivou com ordens, foi um líder de extrema direita que não quer largar o poder, valendo-se de tudo

.

O que nos pode ensinar?

A anti democracia da extrema direita. A dificuldade de renunciar a outras opiniões e a sair o poder.

Por isso, antes de os pormos lá, vejamos e aprendemos com este exemplo de há dias. É isto que queremos?

 

Pior, foi assim nos EUA e vai ser assim noutros países com líderes que seguem o mesmo extremismo e despotismo. 

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publicado às 15:00

As aparências e os fundos usados pelos comentadores de TV (II)

13.01.21

fundos tv.PNG

Vou voltar a escrever sobre isto.

 

Que mania irritante e vaidosa de algumas personalidades fazerem questão de colocar os seus livros nos fundos do comentário televisivo!

Ninguém vai ser melhor comentador ou manter a avença por ter uma biblioteca atrás!

Por falar em avenças, Susana Peralta já acumula noticiários com programas temáticos. Já Sebastião Bugalho foi "promovido" ao Expresso da Meia Noite e a cronista do DN.

 

Na semana passada vi um deputado do PS que nem conheço a comentar um debate na TVI24 e o Ribeiro Cristóvão na SICN com os seus livrinhos de fundo. Não há paciência.

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publicado às 15:24

José Guerra, compadrios e aldrabice - que consequências?

09.01.21

Fiquei envergonhado com a aldrabice e mentira com que mostramos aos outros países europeus como funcionam as "cunhas", os compadrios e o tráfico de influências em Portugal.

 

No caso do procurador José Guerra, o Estado português, em consciência e com intenção, optou por falsificar o currículo de procurador, acrescentando e inventando atributos, cargos e trabalho falsos para justificar a escolha.

 

Em detrimento, ficou a competência de outra procuradora que tinha sido primeira opção eleita por um órgão independente.

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 Duas considerações:

- Este cenário ganhou importância e ainda mais gravidade por vir da Justiça e por nos expor à Europa

- estou convicto que não foi o primeiro nem será o único caso para cargos públicos onde a competência e mérito são preteridos às influências, compadrios e favores partidários.

 

Assim, toda a Europa ficou a saber o que é uma prática comum em Portugal e com isto houve apenas uma demissão, mas terá sido a pessoa correta? Quem ordenou esta falsificação foi demitido? Como diria, alguém depende do partido que o pôs lá ...

Seja como for, é uma vergonha que não é exceção!

Mas o que mudará daqui para a frente?

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publicado às 15:02

Apontamentos

28.12.20

Agora que o Natal passou e depois do choque a chacina que já escrevi na Azambuja em que mais uma vez o poder político e económico não parecem devidamente distanciados, gostava de comentar mais coisas dos últimos dias:

 

i) O Brexit e COVID no Reino Unido

As imagens são impressionantes. Em pleno 2020 uma fila interminável de motoristas para entrar no Reino Unido com fronteiras fechadas.

Uma enorme indefinição quanto ao Brexit (e antecipação de compras) e um país em pantanas que parece bloqueado sobre si próprio. Não invejo quem é motorista (será que o "sindicato" que organizou a crise dos combustíveis no Verão em Portugal vai fazer o mesmo?). Estes motoristas estão sozinhos, isolados e até sem coisas básicas como comida e wc. Como será quando as coisas começarem a faltar nas prateleiras dos britânicos ou às industrias essenciais da economia britânica o bloqueio manter-se-á?

Btw, será coincidência que este bloqueio surja na mesma altura que as vacinas?

 

ii) Não gosto muito de falar destes temas no blog. Houve um militar da GNR que perdeu parte do intestino ao cumprir a sua missão de polícia - prender um ladrão. Lê-se que nem o colete anti bala comprado pelo próprio impediu este desfecho e que há receios de represálias e foram visto individuos armados a rondar a casa do ladrão.

Parece que há inversão da ordem pública. As melhoras ao homem que ficou com o Natalestragado e o 2020 marcado.

 

iii) Muito se comentou a entrevista de João Adelino Faria ao André Ventura. Eu vi a entrevista e acho um exagero as críticas feitas. Parece que quem confronta AV é mau jornalista e acho que não é inocente esta vitimização nas redes sociais. O que faço é pensar pela minha própria cabeça e não ir na onda.

 

iv) Sobre os procedimentos do SEF, já muito foi escrito e criticado. Agora, o que não pode acontecer é haver prevaricadores que não cumprem as regras e depois vêm para os jornais queixarem-se do "excesso de força" da polícia. 

 

v) Chegam-nos notícias que houve censura na China na abordagem às notícias do COVID-19. Surpresa?

Por falar em COVID, então o local de armazenamento da vacina é secreta e a Ministra da Saúde convoca para lá fisicamente os jornalistas?

 

vi) No sábado mais um relato de terrorismo de maus tratos de idosos num lar em Portugal. O mesmo cobra 1.400 euros aos utentes e não lhes dá banho, não lhes troca as fraldas durante um dia inteiro, nega a chamada do 112 e a assistência médica. Uma vergonha de quem trata o ser humano como um objecto. Punições exemplares com prisão é o mínimo por este atentado.

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publicado às 14:47

Morte dos animais na Azambuja

26.12.20

O repúdio foi geral e depois do mal estar feito, cancelou-se a licença de caça (muito bem!) e o Ministério Público vai investigar (muito bem!).

Porém duas reações a quente merecem o meu comentário.

 

- Uma a criticar ferozmente o lobby da caça, sem se saber se foi uma "mera" caça. Não é por acaso que a caça ao javali por exemplo é permitida e há alturas do ano determinadas. O que tem de ver é a razoabilidade para o meio ambiente da caça e isso deixo para os técnicos.

 

- A segunda a prontidão com que o Ministro do Ambiente desligou a relação entre esta assassinato e os interesses económicos envoltos da construção fotovoltaica.

O Ministro armou-se em juíz e isso levanta muitas dúvidas.  Como é que passado 1 dia, ele sabe que não há relação causa-efeito?

Não apreciei esta pressa. Só depois da investigação se pode saber.

Deve haver independência entre o poder político e o económico. Nesta reação não houve!

 

- Passados uns dias, quando se levanta o tapete, além do estudo do impacto ambiental da influência destes animais nos interesses económicos dos promotores, começam a surgir até dúvida do destino da carne dos animais, até dos elevados  valores pagos pelos caçadores (7 a 8.000 €) e do nº de animais já mortos em Portugal pelo "grupo".

Diz o povo "onde há fumo, há fogo".

Que se investigue tudo o que se passou os culpados sejam punidos. Pelo sim, pelo não, a central fotovoltaica deveria ser suspensa no sentido de servir de exemplo.

 

Por último, somos sensíveis a este crime como fomos com os cães de Santo Tirso, mas o nosso SEF matou um homem estrangeiro no aeroporto de Lisboa. Terão todos reações coerentes?

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publicado às 14:31


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