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A novela Joacine

13.01.20

Em vez de se discutir a corrupção, a violência doméstica, os alertas do ex-ministro sobre a promiscuidade política na administração pública, os problemas na saúde e na educação, o Livre anda atrás da sua deputada eleita pelo seu partido.

Admiro a coragem dos lideres deste partido que não abdicam dos seus princípios e do bom senso e já estão fartos de tanto disparate pegado.

 

Já critiquei e critico, a  postura do seu assessor "star" que resolveu ir de saia no primeiro dia do parlamento quando os holofotes estavam para ele virado. Uma postura que não reflete o seu dia a dia e que lhe promoveu a um convite aceite no programa do Goucha. A esta somam-se mais disparates sem qualquer jogo de cintura e sem bom senso.

 

Agora, esta "expulsão" sem o ser, em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Sofre a democracia portuguesa e ganha quem se quer que o povo se distraia com fait-divers.

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publicado às 22:15

Escravo de superstições

01.01.20

Bom 2020!

Desejo-vos muita saúde e estabilidade familiar e profissional! :) Acho o mais importante.

 

De manhã, muita gente foi dar o primeiro banho do ano. Eu fui assistir, fotografei mas não fui à água, apesar do sol maravilhoso.

 

Podia ter ido numa de desportiva e para acompanhar a malta, mas a razão pela qual não quis alimentar a superstição de ano novo é porque não quero ficar escravo dela.

Quantas e quantas manias moldam a nossa a vida?

O pior é que ficamos presos a essa superstições. Diz-se que cada maluco tem a sua mania, mas esta do banho no primeiro dia do ano é algo que não quero começar para depois não ficar a cismar se um dia não for :)

 

PS: Quem também estava a mergulhar era Luís Montenegro, candidato à liderança do PSD. Sem câmaras de TV, mergulhou, tirou uma foto de praxe e foi-se logo embora que eu reparei. Será que o banho foi abençoado? :)

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publicado às 17:32

Da Cervejaria Galiza à Helsar - hipocrisia

14.12.19

A Cervejaria Galiza no Porto está a passar dificuldades de tesouraria. Os seus funcionários estão heroicamente a segurar o barco. Além das gorjetas, vai lá meio mundo posar para fotografia, sobretudo da política.

 

A Helsar é uma fábrica de calçado de S. João da Madeira que fechou portas esta semana sem pagar aos seus funcionários e nem sequer lhes dar carta para o subsídio de desemprego. O pior do patronado representado nesta descrição. Sem gorjetas e com frio, estão a fazer vigília à porta da fábrica para tentar ainda receber alguma coisa que possam ter direito. Agarrados a nada. Ninguém lhes foi dar um abraço nem uma selfie para fotografia até agora.

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publicado às 13:38

Pavilhão do gelo

21.11.19

O que acabará primeira a sua construção, o Pavilhão do Gelo ou a Ala Pediátrica do Hospital São João?

 

Para quê gastar dinheiros públicos num "pavilhão" que não há necessidade nenhuma em Portugal?

Com os nossos comboios velhos e obsoletos, os transportes públicos degradados, a saúde cada vez pior com falta de médicos e medicamentos nos hospitais, a dívida pública que não baixa, a prioridade é ... a construção do Pavilhão do Gelo???

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publicado às 18:22

Quando se dá mais importância ao que realmente vale

19.11.19

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Por vezes damos mais importância às coisas do que aquilo que elas têm, permitindo-lhes ganhar um peso não tem.

 

Foi o caso do bebé abandonado, é no futebol e é com André Ventura, por exemplo. Até na nossa vida pessoal, quantas vezes damos importância a pessoas que não o merecem?

 

Os nossos media, as redes sociais e os influencers, na falta de melhor, vão pelo caminho mais fácil e acessível para atingir os seus objetivos, seja ego ou audiências. Muito se fala do André Ventura. Nem que seja para dizer que se negoceia com todos, menos com ele. Acho até demais e ele agradece a notoriedade. Nem precisa de se esforçar muito. Basta dizer umas bacoradas com uns microfones à frente, que logo toda a gente comenta, critica e dá-lhe (demasiado) palco. É isso que ele quer. Até ao Brasil já chegou a sua presença.

 

Enquanto toda a gente anda a discutir o que Andrézinho disse, ou escreveu na tese, ou protestou, ou que nem sequer quer contacto com ele, outros assuntos vão ficando para trás na agenda, como a corrupção, a deficiente resposta nos transportes públicos ou o caos da saúde.

 

P.S.: A propósito dos partidos, uma deputada foi ao Parlamento protestar com o Primeiro Ministro que "não se pode falar de amor", sugerindo passar de 635 € para 900 €. É com amor que se fazer o empregador aumentar 50% os seus custos? Nem todos os que pagam o salário mínimo são egoístas, como lagostas e andam de Porsche. Uns sim, mas a maioria não. Não sei se ria não sei se chore... 

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publicado às 17:41

O excesso de mediatismo dada ao WebSummit e ao bebé abandonado

10.11.19

Nos últimos dias não tenho andado muito presente, mas vou partilhar como vejo as coisas.

 

Um bebé vivo foi encontrado no lixo. Um crime hediondo, sim, mas não foi concerteza o único nos últimos meses.

Porém este ganhou um protagonismo excessivo, pelo menos para mim.

Longo tempo de antena, com o presidente da república (o mesmo que ligou para o Programa da Cristina) a meter-se ao barulho a dar ainda mais holofotes ao tema.

 

Não muito longe, decorria o WebSummit, um evento importante para o país, onde a excitação dos primeiros anos se começa a desmorecer. Afinal, não há assim tantas novidades todos os anos. Apesar das principais rádios e TV's terem todas as condições e mais algumas para os diretos e emissões especiais e apesar do merchandising mais caro ter esgotado, já se fala que esta edição foi um flop e que os custos financeiros da sua organização estão muito exagerados.

 

Enquanto decorre o artifício dos nossos media, temas importantes vão sendo esquecidos como a corrupção, a indisciplina nas escolas, as vítimas de violência doméstica, os contratos manhosos do negócio do lixo com a Mota Engil, mais uma injeção de dinheiros públicos no Novo Banco e a falta de recursos na Saúde.

 

Porque não se fala também destes temas? Não dá audiência? Vai contra interesses instalados?

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publicado às 17:51

O novo Governo

22.10.19

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Formar um governo não deve ser tarefa fácil. As posições são demasiado importantes e poderosas para não serem devidamente ponderadas. Muitos egos para gerir.

 

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida empresarial, pode tender a ceder aos interesses dos privados sem acautelar o público.

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida política, tende a dar azo à troca de favores políticos ("tachos") e desconhece as dificuldades do dia-a-dia dos agentes económicos.

 

Isto a propósito da nomeação do novo governo de Portugal.  As mesmas caras, muita família envolvida (mesmo assim, um dos ministros pareceu ter ficado ofendido pela sua esposa não ter continuado no governo?!), e muitos jotas sem grande sensibilidade. 

 

Quando o atual ministro da economia tomou posse, critiquei o facto de uma equipa de economistas do Norte, ter sido trocada por advogados de Lisboa. O peso partidário pesou sobre o terreno. Uma das secretárias de estado demitidas (ou forçada a demitir) é das pessoas com melhor conhece o tecido empresarial.

 

Acho que falta esta sensibilidade na escolha do governo. Outras escolhas infelizes são pessoas suspeitas de negócios menos claros nas suas autarquias ou miúdos da Jota (e promovidos pela imprensa como TSF) que celebra contratos com empresas de exploração de lítio com contornos possivelmente ilegais.

 

Nem tudo é mau. Há mais mulheres no Governo. Não há "a esposa" de outro ministro do aparelho partidário, mas há a filha do "ex ministro". E isso levanta a questão: chega a ministra pela competência e conhecimento ou por ser "Vieira da Silva"?

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publicado às 18:59

Sobre as eleições

07.10.19

Ontem fui votar. Como sempre, respeitei o meu dever e direito cívico.

À hora que fui, achei mais gente nestas eleições do que nas europeias.

 

Não vou entrar em grandes análises, mas acho positivo entrarem novas pessoas e ideias no Parlamento. 

Sempre os mesmos não é bom e vicia. Haver maiorias que fazem o que querem também não é bom.

 

Sobre a abstenção, já o disse várias vezes. Não basta discursos bonitos, nem hashtags. É preciso mudar as acções para que as pessoas confiem na política. Mas semanalmente há sempre alguma notícia que mancha a credibilidade.

 

Agora vamos aguardar pelo futuro

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publicado às 20:37

Método de Hondt

05.10.19

Sabiam como eram eleitos os nossos deputados para o Parlamento e como se converte os votos em representação parlamentar.

É através do Método de Hondt.

 

Um cálculo matemático que desconhecia com exatidão como funcionava.

 

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publicado às 19:49

Hipocrisia politica

03.10.19

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2ª feira, vinha na A44 e li este cartaz afixado num viaduto.

Estrategicamente colocado, numa zona onde o trânsito pára foi mais forte que eu, fotografar e criticar.

(queria evitar fugir ao tema eleições e muito menos particulizar num partido, até porque não é este o âmbito do blog, mas é mais forte que eu).

 

É hipócrita porque:

i) a autoestrada onde estava colocado é a A44 e não a A29

ii) o PCP esteve no poder e nada fez para retirar as portagens da A29. 

Porque razão o irá fazer no futuro? Se já teve oportunidade como uma força que nunca teve, de que serviu ao povo ser "contra" às portagens?

iii) Nestas concessões de pórticos à Ascendi, existem contratos para serem cumpridos, para mal da nosso bolso. 

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publicado às 16:32


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