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Bom senso nos festivais acima de tudo

11.05.20

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Como seria de esperar no desconfinamento, vem a discussão sobre o que é e o que não é permitido ao nível dos eventos de massas.

Acima de tudo, deve prevalecer o bom senso. Pensar na saúde das pessoas em vez do umbigo!

 

- 1º Maio

A polémica estalou com as comemorações do 1º de Maio.

Ainda com o vírus bem vivo, umas centrais sindicais sindicais optaram por cancelar as comemorações presenciais como a UGT. Outras, ávidas por marcar agenda e justificar as quotas dos seus pagantes e mostrar serviço, trouxeram em autocarros pessoas de outros concelhos. Criaram um espetáculo estranho que parecia uma mega aula de ginástica no Parque Eduardo VII. Não concordei com isso primeiro porque foi injusto para todos outros  99,9% dos portugueses que não puderam sair do concelho para visitar familiares ou outras coisas, porque houve autocarros a transportar pessoas sem ser por primeira necessidade e porque havia o risco bem elevado de saúde pública. Mesmo para os outros sindicatos foi injusto. Pareceu-me haver portugueses de segunda e o lobby da CGTP de primeira. Tudo o "amén" do PR e Gov.

 

- 13 de Maio

Grande lição da Igreja Católica. Poderia também querer os donativos dos fieis mas teve o bom senso de cancelar as comemorações de Fátima. Poderia exercer os seus lobbies e a ministra da Saúde lá abriu a porta, mas não o fez e muito bem.

 

- Festivais e Feiras

Todos cancelados com muito prejuízo e muitos postos de trabalho e ganhos (mesmo informais) em causa sobretudo pequenos comerciantes, artesãos e produtores.

Já com bilhetes vendidos, nalguns casos seria impossível limitar as lotação.

Conheço a realidade da Feira Medieval de Santa Maria da Feira, e fui um prejuízo ENORME para toda a região - artesões, coletividades, produtores, restaurantes, hoteis , ...

 

- Festa do Avante

Depende de muita coisa com o que vai acontecer até lá. Não quero falar por antecipação. Os governantes não querem/podem  ser anti democratas, mas mandaria o bom senso do PCP cancelar a festa e espero que assim seja. Se assim não for, vai parecer aproveitamento político e no limite uma estratégia semelhante à de Bolsonaro. O lobbie político em detrimento do de saúde.

Porém, aqui apela-se ao bom senso. Ainda não há detalhes e fala-se mais do que aquilo que está decidido. Dependerá da evolução do vírus e dos moldes em que será pensado o evento. Mas acima de tudo apelo ao bom senso! E atenção que caso o PCP entre em maluqueiras, que outros partidos não entrem e não façam festas do Pontal e afins... Aqui não é ser direita ou esquerda, é razoabilidade e igualdade.

 

PS: Em breve vou falar das corridas, dado ser "eventos" em que costumo participar.

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publicado às 12:39

A postura dos líderes mundiais e a essência revelada

01.05.20

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À medida que o tempo vai passando e com este cenário de crise, consegue-se perceber a natureza de cada governante e quão perigosos podem ser. Perigosos porque as suas medidas e discursos influenciam muito milhões de pessoas e ordem mundial.

 

Nesta crise, na China, EUA e América Latina, tem sido uma verdadeira desgraça, mas com contornos diferentes.

- China

Claramente quer ser o dominar o mundo. Vai dando passos para lá chegar. Este vírus começou na China e teorias gravíssimas da conspiração não faltam. Porém, nota-se o esforço em: i) não ser claro na informação que passa percebendo-se um filtro na comunicação no sentido de subvalorizar o nº de chineses afetado; ii) estender a mão com máscaras e equipamentos aos restantes países.

- EUA

São dirigidos por um dirigente vaidoso, com o coração perto da boca que não reflete no que diz, mas Trump defende o seu país e a sua economia. Age muito mal ao desvalorizar a pandemia em nome da economia e para não perder pujança e força para a China. A sua reeleição vai depender muito do desemprego e de conseguir encontrar o medicamento ou vacina. .

Sobre o corte ao financiamento da OMS, é censurável, óbvio, mas algo de muito grave deve ter descoberto para decisão tão radical e que lhe custa a incompreensão dos nativos.

 

- Brasil e outros países da América Latina

A liderança é diferente de Trump. Não é económica. É militar. São países dirigidos por pessoas que querem o poder a qualquer custo. Com a polícia na rua. Sabem que ao fechar a economia, vai trazer pobreza e motins para as ruas e não conseguiram impôr o seu poder e controlar o povo. Assim, a funcionar vai havendo dinheiro e com a sua força, a população vai-se calando.

Chegam-nos imagens perigosas e surreais de valas comuns, cadáveres infetados atirados para a rua dignas de "quarto" ou quinto mundo.

No Brasil, o líder segue cada vez mais isolado. Primeiro saiu o Ministro da Saúde, agora o da Justiça por exigir separação de poderes. 

 

- Europa

Muito fragmentada politicamente, os países com mais dificuldades em conter foram os mais populosos e os mediterrânicos. Com sistemas de saúde mais débeis e muito alicerçados no turismo, Portugal escapou, por enquanto.

 

Acho que esta pandemia veio revelar a essência de cada um dos grandes governantes e quem descobrir a vacina e medicamento será o rei neste planeta de cegos.

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publicado às 16:40

A novela Joacine

13.01.20

Em vez de se discutir a corrupção, a violência doméstica, os alertas do ex-ministro sobre a promiscuidade política na administração pública, os problemas na saúde e na educação, o Livre anda atrás da sua deputada eleita pelo seu partido.

Admiro a coragem dos lideres deste partido que não abdicam dos seus princípios e do bom senso e já estão fartos de tanto disparate pegado.

 

Já critiquei e critico, a  postura do seu assessor "star" que resolveu ir de saia no primeiro dia do parlamento quando os holofotes estavam para ele virado. Uma postura que não reflete o seu dia a dia e que lhe promoveu a um convite aceite no programa do Goucha. A esta somam-se mais disparates sem qualquer jogo de cintura e sem bom senso.

 

Agora, esta "expulsão" sem o ser, em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Sofre a democracia portuguesa e ganha quem se quer que o povo se distraia com fait-divers.

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publicado às 22:15

Escravo de superstições

01.01.20

Bom 2020!

Desejo-vos muita saúde e estabilidade familiar e profissional! :) Acho o mais importante.

 

De manhã, muita gente foi dar o primeiro banho do ano. Eu fui assistir, fotografei mas não fui à água, apesar do sol maravilhoso.

 

Podia ter ido numa de desportiva e para acompanhar a malta, mas a razão pela qual não quis alimentar a superstição de ano novo é porque não quero ficar escravo dela.

Quantas e quantas manias moldam a nossa a vida?

O pior é que ficamos presos a essa superstições. Diz-se que cada maluco tem a sua mania, mas esta do banho no primeiro dia do ano é algo que não quero começar para depois não ficar a cismar se um dia não for :)

 

PS: Quem também estava a mergulhar era Luís Montenegro, candidato à liderança do PSD. Sem câmaras de TV, mergulhou, tirou uma foto de praxe e foi-se logo embora que eu reparei. Será que o banho foi abençoado? :)

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publicado às 17:32

Da Cervejaria Galiza à Helsar - hipocrisia

14.12.19

A Cervejaria Galiza no Porto está a passar dificuldades de tesouraria. Os seus funcionários estão heroicamente a segurar o barco. Além das gorjetas, vai lá meio mundo posar para fotografia, sobretudo da política.

 

A Helsar é uma fábrica de calçado de S. João da Madeira que fechou portas esta semana sem pagar aos seus funcionários e nem sequer lhes dar carta para o subsídio de desemprego. O pior do patronado representado nesta descrição. Sem gorjetas e com frio, estão a fazer vigília à porta da fábrica para tentar ainda receber alguma coisa que possam ter direito. Agarrados a nada. Ninguém lhes foi dar um abraço nem uma selfie para fotografia até agora.

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publicado às 13:38

Pavilhão do gelo

21.11.19

O que acabará primeira a sua construção, o Pavilhão do Gelo ou a Ala Pediátrica do Hospital São João?

 

Para quê gastar dinheiros públicos num "pavilhão" que não há necessidade nenhuma em Portugal?

Com os nossos comboios velhos e obsoletos, os transportes públicos degradados, a saúde cada vez pior com falta de médicos e medicamentos nos hospitais, a dívida pública que não baixa, a prioridade é ... a construção do Pavilhão do Gelo???

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publicado às 18:22

Quando se dá mais importância ao que realmente vale

19.11.19

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Por vezes damos mais importância às coisas do que aquilo que elas têm, permitindo-lhes ganhar um peso não tem.

 

Foi o caso do bebé abandonado, é no futebol e é com André Ventura, por exemplo. Até na nossa vida pessoal, quantas vezes damos importância a pessoas que não o merecem?

 

Os nossos media, as redes sociais e os influencers, na falta de melhor, vão pelo caminho mais fácil e acessível para atingir os seus objetivos, seja ego ou audiências. Muito se fala do André Ventura. Nem que seja para dizer que se negoceia com todos, menos com ele. Acho até demais e ele agradece a notoriedade. Nem precisa de se esforçar muito. Basta dizer umas bacoradas com uns microfones à frente, que logo toda a gente comenta, critica e dá-lhe (demasiado) palco. É isso que ele quer. Até ao Brasil já chegou a sua presença.

 

Enquanto toda a gente anda a discutir o que Andrézinho disse, ou escreveu na tese, ou protestou, ou que nem sequer quer contacto com ele, outros assuntos vão ficando para trás na agenda, como a corrupção, a deficiente resposta nos transportes públicos ou o caos da saúde.

 

P.S.: A propósito dos partidos, uma deputada foi ao Parlamento protestar com o Primeiro Ministro que "não se pode falar de amor", sugerindo passar de 635 € para 900 €. É com amor que se fazer o empregador aumentar 50% os seus custos? Nem todos os que pagam o salário mínimo são egoístas, como lagostas e andam de Porsche. Uns sim, mas a maioria não. Não sei se ria não sei se chore... 

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publicado às 17:41

O excesso de mediatismo dada ao WebSummit e ao bebé abandonado

10.11.19

Nos últimos dias não tenho andado muito presente, mas vou partilhar como vejo as coisas.

 

Um bebé vivo foi encontrado no lixo. Um crime hediondo, sim, mas não foi concerteza o único nos últimos meses.

Porém este ganhou um protagonismo excessivo, pelo menos para mim.

Longo tempo de antena, com o presidente da república (o mesmo que ligou para o Programa da Cristina) a meter-se ao barulho a dar ainda mais holofotes ao tema.

 

Não muito longe, decorria o WebSummit, um evento importante para o país, onde a excitação dos primeiros anos se começa a desmorecer. Afinal, não há assim tantas novidades todos os anos. Apesar das principais rádios e TV's terem todas as condições e mais algumas para os diretos e emissões especiais e apesar do merchandising mais caro ter esgotado, já se fala que esta edição foi um flop e que os custos financeiros da sua organização estão muito exagerados.

 

Enquanto decorre o artifício dos nossos media, temas importantes vão sendo esquecidos como a corrupção, a indisciplina nas escolas, as vítimas de violência doméstica, os contratos manhosos do negócio do lixo com a Mota Engil, mais uma injeção de dinheiros públicos no Novo Banco e a falta de recursos na Saúde.

 

Porque não se fala também destes temas? Não dá audiência? Vai contra interesses instalados?

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publicado às 17:51

O novo Governo

22.10.19

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Formar um governo não deve ser tarefa fácil. As posições são demasiado importantes e poderosas para não serem devidamente ponderadas. Muitos egos para gerir.

 

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida empresarial, pode tender a ceder aos interesses dos privados sem acautelar o público.

Se um governo tem demasiada gente ligada à vida política, tende a dar azo à troca de favores políticos ("tachos") e desconhece as dificuldades do dia-a-dia dos agentes económicos.

 

Isto a propósito da nomeação do novo governo de Portugal.  As mesmas caras, muita família envolvida (mesmo assim, um dos ministros pareceu ter ficado ofendido pela sua esposa não ter continuado no governo?!), e muitos jotas sem grande sensibilidade. 

 

Quando o atual ministro da economia tomou posse, critiquei o facto de uma equipa de economistas do Norte, ter sido trocada por advogados de Lisboa. O peso partidário pesou sobre o terreno. Uma das secretárias de estado demitidas (ou forçada a demitir) é das pessoas com melhor conhece o tecido empresarial.

 

Acho que falta esta sensibilidade na escolha do governo. Outras escolhas infelizes são pessoas suspeitas de negócios menos claros nas suas autarquias ou miúdos da Jota (e promovidos pela imprensa como TSF) que celebra contratos com empresas de exploração de lítio com contornos possivelmente ilegais.

 

Nem tudo é mau. Há mais mulheres no Governo. Não há "a esposa" de outro ministro do aparelho partidário, mas há a filha do "ex ministro". E isso levanta a questão: chega a ministra pela competência e conhecimento ou por ser "Vieira da Silva"?

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publicado às 18:59

Sobre as eleições

07.10.19

Ontem fui votar. Como sempre, respeitei o meu dever e direito cívico.

À hora que fui, achei mais gente nestas eleições do que nas europeias.

 

Não vou entrar em grandes análises, mas acho positivo entrarem novas pessoas e ideias no Parlamento. 

Sempre os mesmos não é bom e vicia. Haver maiorias que fazem o que querem também não é bom.

 

Sobre a abstenção, já o disse várias vezes. Não basta discursos bonitos, nem hashtags. É preciso mudar as acções para que as pessoas confiem na política. Mas semanalmente há sempre alguma notícia que mancha a credibilidade.

 

Agora vamos aguardar pelo futuro

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publicado às 20:37


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