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Chorar em público

13.12.20

Qual é o problema de uma pessoa se emocionar e chorar em público?

Aconteceu à ministra da Saúde, como aconteceu à ministra Constança Sousa no funeral de uma das vítimas do incêndio. Como pode acontecer a qualquer um de nós.

 

Os pior intencionados, com um misto de sexismo, caíram logo em cima. Não vejo mal nenhum. Independentemente de partidos, somos todos humanos! Estamos todos cansados com a pandemia, mais sensíveis, mais irritados. A Marta Temido está numa posição complicadíssima que nem nos seus piores pesadelos imaginou: ser ministra da Saúde em plena pandemia. Tomar decisões para ontem, dar a cara e a navegar "à vista".

Está lá desde Março a dar cara pelo menos. Tem cometido muitos erros, que já critiquei aqui no blog, mas uma coisa não tem nada a haver com a outra. Não lhe agradeço, porque não faz mais que a obrigação dela enquanto ministra, mas admiro a sua coragem e persistência.

Daí que não perceba a perseguição destes dias por ter chorado em público.

 

Depois, temos um outro ministro com apelido Cabrita que é bastante arrogante, teimoso e super protegido. Talvez por ter uma postura e discurso forte, parece que está tudo bem e acha que não tem de prestar contas a ninguém.

Dois pesos e duas medidas das nossas redes sociais censuradoras.

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publicado às 16:08

Haverá cada vez menos blogs?

19.11.20

P7091120 - blog.JPG

Foto do AgitÁgueda - da minha autoria

Neste recolher obrigatório, fiz um exercício para confirmar as minhas impressões. Fui analisar a data do último post de alguns blogs dos "Sapos de ano" de 2019. Confirmei a minha suspeita. Cerca de metade não têm um único post nos últimos três meses, havendo até alguns inacessíveis (marcados como "privados").

 

Há vários meses que noto que há cada vez menos blogs ativos em comparação com 2015 quando criei o meu. É normal haver um vai-vem entre novos e desistentes, mas sinto mais "vai" do que "vem". 

Da comunidade Sapo, noto que os blogs mais ativos já foram criados há algum tempo. 

 

Ter um blog é um hobby mas dá trabalho.

Nem sempre há tema ou ideias para escrever uma coisa de jeito.  Temos de refletir no que vamos publicar. O próximo processo de edição implica vários links e etapas até ao "Publicar". Por outro lado, o feedback não é muito mensurável.

 

No lado oposto, crescem como cogumelos as páginas de Instagram (o facebook já é old school porque também implica escrever). É muito mais fácil e trend postar uma fotografia, contabilizar os seguidores, ver quantos e quem viu a story e sobretudo é mais fácil de comentar e reagir.

 

É com pena que vejo cada vez menos pessoas a escrever, a dedicar-se a textos, a exprimir ideias e a perpetuar nos motores de pesquisa os seus posts. Privilegia-se o fácil e o imediato. Os blogs são um espaço gratuito de livre exposição de pensamentos, troca de comentários, sem pressão de "likes" ou "seguidores". 

A Andreia disse há uns tempos que um blog e uma rede social não são substituíveis. Podem ser complementares, mas com objetivos diferentes, sobretudo para quem é um hobby. Continuo a concordar 100%.

 

Para concluir insisto na ideia para a equipa SAPO: podia haver nos nossos blogs, como existe no blogspot, a possibilidade de um feed dos nossos favoritos no blog e que inclua as várias plataformas (sapo, blogspot, wordpress...). Ajudaria a criar mais dinâmica do que as "leituras" que são exclusivas para o sapo e implicam carregar em mais um link. Fica a ideia!

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publicado às 14:40

Social dilemma

07.10.20

social-dilemma.jpg

No passado domingo vi o documentário que toda a gente fala. Demonstra por 1+1=2 o impacto que as redes sociais (Facebook/Instagram ...) têm nas nossas vidas e como é que elas ganham dinheiro com os nossos dados e utilização.

Não tem propriamente novidades, mas fica de forma clara e evidente o modelo de negócio, como os algoritmos funcionam e sobretudo como nos controlam e obrigam a ficar mais tempo nas aplicações.

 

Conseguimo-nos rever perfeitamente nas situações descritas e o que fazem para aumentar o nosso tempo de permanência nas redes, identificação de gostos e exposição a publicidade:

- Quando fazemos uma pesquisa no google (ou até quando falamos num tema junto ao telemóvel), aparecem logo imensos anúncios relacionados com o tema

- As notificações que nos lembram de determinada página

- As notificações que nos dizem que determinada pessoa postou algo novo e já não o fazia há algum tempo.

- o scroll que está sempre a refrescar coisas diferentes quando vamos para o início.

- as stories que são a melhor invenção para colocar publicidade no meio

- ...

 

Mostra também como estamos dependentes das redes sociais, da manipulação das nossas vidas e das dificuldades em desligar.

Um alerta que nos permite ter consciência do que como afeta as nossas vidas sem darmos por ela.

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publicado às 12:21

O Claudio e o oportunismo

04.10.20

Vou falar do Cláudio França, ou melhor do que falaram dele.

Quem é o Cláudio França? Um pivot de noticiário, de cor negra com rastas, que foi "viral" nas redes sociais. 

Competente? Isento? Isso não interessa nada pelos vistos. Interessa sim o seu penteado.

 

A SIC Notícias, no seu boticário da manhã de fim de semana (muito visto, portanto!) resolveu apresentar o seu primeiro pivot de cor "negra". Houve coragem para colocar em horário nobre? Claro que não!

Não teria nada de anormal se não fosse a chuva de elogios não ao seu talento, mas sim à sua cor. A SIC foi a última estação a fazê-lo. A TVI por exemplo já há muito que tem a pivot Conceição Queiroz e em horários bem mais expressivos em termos de audiências. A RTP tem João Rosário.

 

Ora bem, nesta guerra de audiências que existe nos últimos meses, não sei até que ponto esta discriminação positiva (porque também é discriminação) é mais oportunismo para ser elogiado mais que mérito. 

Mais incrível, é ser a própria SIC a fazer notícia disso. Está aqui o print screen que não deixa mentir. Aqui o link 

 

Claudio França.PNG

 

E é isto que critico: olha-se para aparência, por o "parecer bem", para pôr as redes sociais a elogiar em vez do mérito e da competência. Mais os próprios elogios são difundidos pela própria estação.

Este post não tem nada a ver com racismo, mas sim com o facto de olharmos para acessório em vez do essencial que tantas vezes reclamamos.

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publicado às 12:08

As fotos das férias e o medo do regresso.

15.09.20

Capturar.PNG

Este "regresso" às aulas e ao trabalho está a ser diferente do habitual devido à pandemia.

 

Pelo que tenho ouvido, um pouco por todo o lado, há aquelas pessoas que levantam problemas/receios/implicâncias no regresso ao trabalho quando semanas antes postam nas redes sociais jantaradas e férias em grupo.

Umas são coerentes que (não) partilham, mas outras nem por isso.

 

Mais do que nunca, ter colegas de trabalho a seguir-nos nas redes sociais pode ser um problema e exige muito cuidado.

Os nossos comentários (e os dos outros) são automaticamente escrutinados pelas stories que foram publicadas ou pela viagem que foi feita. Pedem-nos que sejamos polícias de nós próprios e dos outros devido à questão do vírus e as fotografias funcionam como provas.

Porém, até que ponto uma incoerência se pode tornar demasiado intrusiva e gerar comentários que não queremos ouvir?

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publicado às 19:15

A crueldade de Reguengos e a (ausência n) as redes sociais

16.08.20

Estou cada vez mais chocado com antes e o depois do surto no lar Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.

A crueldade foi tanta, que a acusação idónea da Ordem dos Médicos fala em desidratação e abandono dos cuidados de medicação dos idosos que lá vivem.

É demasiado horrível! Será que se pode falar em tortura? Violação dos direitos humanos?

Tanto criticamos um lar espanhol em plena pandemia, que no pós pandemia fizemos o mesmo. No nosso país foi em Reguengos de Monsaraz, no Portugal profundo, marginalizado e onde não rende votos.

APAV.jpg

 

Lemos que 40% das mortes de COVID oficiais ocorreram de idosos em lares. Sublinho oficiais. Hora de chamar a Justiça e punir quem permitiu que isso acontecesse.

 

Como se não fosse mau, a Ministra responsável pelo licenciamento e financiamento deste espaços, não sabe de nada, desvaloriza, não leu o relatório, etc. Então pergunto eu o que anda lá a fazer? Se não tem tempo, que dê o lugar a outro.

Mais, o que vai ser feito para outros casos se evitem?

Marcelo criticou-a e bem, mas o mesmo PR que foi tão exímio a criticar e a sugerir em público a demissão da Ministra da AI nos incêndios de Pedrógão, agora não faz o mesmo?

 

E as redes sociais tão ativas na causa animal, na causa do racismo e do anti racismo, na novela Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, nada dizem sobre isto? Não rende likes? Nem manif's? Nem fotos para mostrar que se tem uma causa.

 

Estou mais do que triste, envergonhado pelos valores que o nosso país (não) cultivo, como o respeito da dignidade humana dos mais velhos.

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publicado às 15:42

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

mulher.jpg

 

Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31

"Espanquem-nos"

22.02.20

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Esta semana, vi em dois comentários no Twitter vindos de perfis sem rosto e nome dúbio, o comentário "Espanquem-nos".

 

Primeiro caso:

o relato de uma rádio local vimaranense do episódio Marega durante o jogo.

 

Ouvi o audio e é notório que o relatador e comentador da rádio não percebem o que se passa. Em direto e com os vidros que a bancada de imprensa do estádio, não era possível ouvir os sons racistas (uma jornalista da RTP confirmou isso ainda no domingo). Os da Rádio Santiago interpretaram no direto o gesto do jogador como provocatório.... ao sabado, todos acertamos no totoloto.

No Twitter, depois da partilha do audio, li num comentário "espanquem-nos!"

Um perfil sem rosto, incentiva à violência destilando ódio gratuito, sem cosnciência, maturidade ou a mínima compreensão.

 

Segundo caso:

o vídeo chocante dos maus tratos aos galgos de um toureiro (ou cavaleiro ou seja o que for)

Depois da notícia e do desmentido, a Polícia sentiu a necessidade de mostrar o que encontrou para que não restassem dúvidas. Um individuo (cujo profissão é "cavaleiro") deixou à fome 18 cães inocentes. Disse que não lhes tratava mal (tratar mal um cão não é só bater no animal, é também não cuidard eles ou deixá-los morrer à fome como foi o caso). A polícia levou-o ao posto, tirou-lhe os cães e mandou-o para a casa como se nada fosse.

Sobre os maus tratos a cães, no espaço de um mês, já é segundo caso chocante de maus tratos de "criadores" de cães. Chegou a hora da ASAE e Governo criarem regras que visem essa atividade económica.

Na rede social, novamente o incentivo à violência de outro perfil sem rosto:" espanquem-no".

 

Assim e em 2020, perante a indiferença da justiça/autoridades, surgem estes vultos na rede com incentivos à violência e ao ódio. Pelo meio, os partidos populistas vêm reforçar a sua mensagem. E o Twitter que deixa estas mensagens ficar abertas aos utilizadores.

 

PS:

i) Sobre a Eutanásia, enquanto não houver mais informação não me pronuncio. Defendo a liberdade individual de escolha, mas devem haver condições estabelecidas para isso.

ii) Discute-se a eutanásia, mas as mortes nas urgências por atrasos no atendimento dos doentes, não se discute (excepto se for a família Amaral Dias)

iii) Sobre as suspeitas de corrupção da Quercus e de António Vitorino, bem como da viciação da atribuição dos processos a juízes vamos aguardar pela Justiça, mas abafar os casos deve ser o mais provável. Este senhor já tinha alertado sobre as associações ambientais...

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publicado às 13:31

Conselhos sábios e algumas notas do fim de semana

27.01.20

Nestes últimos dias virou moda o quadrado das redes sociais. Vi este da GNR que achei o mais relevante.

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Notas rápidas:

- No fim de semana, graves coisas aconteceram como o ataque barbaro ao motorista que denunciou a passageira que incumpriu as regras e não ouvi ninguém do SOS Racismo a reclamar.

 

- Igualmente muito grave, mais mulheres mortas por maridos em contexto de violência doméstica.

Mais velhas, sinónimo de uma vida inteira de terror.

Fecha-se os olhos, preferindo-se andar atrás das mordidelas de uma cidadã à polícia.

 

- Sobre o caso de Isabel dos Santos, prefiro deixar a Justiça atuar antes de opinar. Faz-me confusão que o Rui Pinto e os jornalistas se substituam às entidades que deviam investigar. Como alguém já disse, eram situações que se suspeitava mas todos fechavam os olhos porque o dinheiro dela dava jeito.

 

 -Sobre as eleições no CDS não valem muito, mas fico triste pelo afastamento das mulheres da liderança de um partido. Ao nível ideológico parece também um passo atrás. Parece estar a concorrer com o André Ventura. Caberá aos eleitores dar-lhes a importância devida.

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publicado às 22:41

Mais um alerta de quanto vale um like

23.01.20

cão.PNG

 

Volta e meia recebemos notícias que parecem mentira pelo motivo que são.

Uma jovem da Argentina resolveu meter a sua cara dentro da boca de um cão para uma "sessão de fotos". Ficou com a cara desfigurada.

 

Saiu-lhe bem cara a sessão para o Instagram. Mais um exemplo da inconsciência das pessoas que perdem da noção da realidade para caçar um like. Mais um alerta e já nem vou falar da estupidez que muito se escreve nos perfis anónimos ...

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publicado às 18:43


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