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Social dilemma

07.10.20

social-dilemma.jpg

No passado domingo vi o documentário que toda a gente fala. Demonstra por 1+1=2 o impacto que as redes sociais (Facebook/Instagram ...) têm nas nossas vidas e como é que elas ganham dinheiro com os nossos dados e utilização.

Não tem propriamente novidades, mas fica de forma clara e evidente o modelo de negócio, como os algoritmos funcionam e sobretudo como nos controlam e obrigam a ficar mais tempo nas aplicações.

 

Conseguimo-nos rever perfeitamente nas situações descritas e o que fazem para aumentar o nosso tempo de permanência nas redes, identificação de gostos e exposição a publicidade:

- Quando fazemos uma pesquisa no google (ou até quando falamos num tema junto ao telemóvel), aparecem logo imensos anúncios relacionados com o tema

- As notificações que nos lembram de determinada página

- As notificações que nos dizem que determinada pessoa postou algo novo e já não o fazia há algum tempo.

- o scroll que está sempre a refrescar coisas diferentes quando vamos para o início.

- as stories que são a melhor invenção para colocar publicidade no meio

- ...

 

Mostra também como estamos dependentes das redes sociais, da manipulação das nossas vidas e das dificuldades em desligar.

Um alerta que nos permite ter consciência do que como afeta as nossas vidas sem darmos por ela.

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publicado às 12:21

O Claudio e o oportunismo

04.10.20

Vou falar do Cláudio França, ou melhor do que falaram dele.

Quem é o Cláudio França? Um pivot de noticiário, de cor negra com rastas, que foi "viral" nas redes sociais. 

Competente? Isento? Isso não interessa nada pelos vistos. Interessa sim o seu penteado.

 

A SIC Notícias, no seu boticário da manhã de fim de semana (muito visto, portanto!) resolveu apresentar o seu primeiro pivot de cor "negra". Houve coragem para colocar em horário nobre? Claro que não!

Não teria nada de anormal se não fosse a chuva de elogios não ao seu talento, mas sim à sua cor. A SIC foi a última estação a fazê-lo. A TVI por exemplo já há muito que tem a pivot Conceição Queiroz e em horários bem mais expressivos em termos de audiências. A RTP tem João Rosário.

 

Ora bem, nesta guerra de audiências que existe nos últimos meses, não sei até que ponto esta discriminação positiva (porque também é discriminação) é mais oportunismo para ser elogiado mais que mérito. 

Mais incrível, é ser a própria SIC a fazer notícia disso. Está aqui o print screen que não deixa mentir. Aqui o link 

 

Claudio França.PNG

 

E é isto que critico: olha-se para aparência, por o "parecer bem", para pôr as redes sociais a elogiar em vez do mérito e da competência. Mais os próprios elogios são difundidos pela própria estação.

Este post não tem nada a ver com racismo, mas sim com o facto de olharmos para acessório em vez do essencial que tantas vezes reclamamos.

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publicado às 12:08

As fotos das férias e o medo do regresso.

15.09.20

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Este "regresso" às aulas e ao trabalho está a ser diferente do habitual devido à pandemia.

 

Pelo que tenho ouvido, um pouco por todo o lado, há aquelas pessoas que levantam problemas/receios/implicâncias no regresso ao trabalho quando semanas antes postam nas redes sociais jantaradas e férias em grupo.

Umas são coerentes que (não) partilham, mas outras nem por isso.

 

Mais do que nunca, ter colegas de trabalho a seguir-nos nas redes sociais pode ser um problema e exige muito cuidado.

Os nossos comentários (e os dos outros) são automaticamente escrutinados pelas stories que foram publicadas ou pela viagem que foi feita. Pedem-nos que sejamos polícias de nós próprios e dos outros devido à questão do vírus e as fotografias funcionam como provas.

Porém, até que ponto uma incoerência se pode tornar demasiado intrusiva e gerar comentários que não queremos ouvir?

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publicado às 19:15

A crueldade de Reguengos e a (ausência n) as redes sociais

16.08.20

Estou cada vez mais chocado com antes e o depois do surto no lar Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.

A crueldade foi tanta, que a acusação idónea da Ordem dos Médicos fala em desidratação e abandono dos cuidados de medicação dos idosos que lá vivem.

É demasiado horrível! Será que se pode falar em tortura? Violação dos direitos humanos?

Tanto criticamos um lar espanhol em plena pandemia, que no pós pandemia fizemos o mesmo. No nosso país foi em Reguengos de Monsaraz, no Portugal profundo, marginalizado e onde não rende votos.

APAV.jpg

 

Lemos que 40% das mortes de COVID oficiais ocorreram de idosos em lares. Sublinho oficiais. Hora de chamar a Justiça e punir quem permitiu que isso acontecesse.

 

Como se não fosse mau, a Ministra responsável pelo licenciamento e financiamento deste espaços, não sabe de nada, desvaloriza, não leu o relatório, etc. Então pergunto eu o que anda lá a fazer? Se não tem tempo, que dê o lugar a outro.

Mais, o que vai ser feito para outros casos se evitem?

Marcelo criticou-a e bem, mas o mesmo PR que foi tão exímio a criticar e a sugerir em público a demissão da Ministra da AI nos incêndios de Pedrógão, agora não faz o mesmo?

 

E as redes sociais tão ativas na causa animal, na causa do racismo e do anti racismo, na novela Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, nada dizem sobre isto? Não rende likes? Nem manif's? Nem fotos para mostrar que se tem uma causa.

 

Estou mais do que triste, envergonhado pelos valores que o nosso país (não) cultivo, como o respeito da dignidade humana dos mais velhos.

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publicado às 15:42

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

mulher.jpg

 

Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31

"Espanquem-nos"

22.02.20

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Esta semana, vi em dois comentários no Twitter vindos de perfis sem rosto e nome dúbio, o comentário "Espanquem-nos".

 

Primeiro caso:

o relato de uma rádio local vimaranense do episódio Marega durante o jogo.

 

Ouvi o audio e é notório que o relatador e comentador da rádio não percebem o que se passa. Em direto e com os vidros que a bancada de imprensa do estádio, não era possível ouvir os sons racistas (uma jornalista da RTP confirmou isso ainda no domingo). Os da Rádio Santiago interpretaram no direto o gesto do jogador como provocatório.... ao sabado, todos acertamos no totoloto.

No Twitter, depois da partilha do audio, li num comentário "espanquem-nos!"

Um perfil sem rosto, incentiva à violência destilando ódio gratuito, sem cosnciência, maturidade ou a mínima compreensão.

 

Segundo caso:

o vídeo chocante dos maus tratos aos galgos de um toureiro (ou cavaleiro ou seja o que for)

Depois da notícia e do desmentido, a Polícia sentiu a necessidade de mostrar o que encontrou para que não restassem dúvidas. Um individuo (cujo profissão é "cavaleiro") deixou à fome 18 cães inocentes. Disse que não lhes tratava mal (tratar mal um cão não é só bater no animal, é também não cuidard eles ou deixá-los morrer à fome como foi o caso). A polícia levou-o ao posto, tirou-lhe os cães e mandou-o para a casa como se nada fosse.

Sobre os maus tratos a cães, no espaço de um mês, já é segundo caso chocante de maus tratos de "criadores" de cães. Chegou a hora da ASAE e Governo criarem regras que visem essa atividade económica.

Na rede social, novamente o incentivo à violência de outro perfil sem rosto:" espanquem-no".

 

Assim e em 2020, perante a indiferença da justiça/autoridades, surgem estes vultos na rede com incentivos à violência e ao ódio. Pelo meio, os partidos populistas vêm reforçar a sua mensagem. E o Twitter que deixa estas mensagens ficar abertas aos utilizadores.

 

PS:

i) Sobre a Eutanásia, enquanto não houver mais informação não me pronuncio. Defendo a liberdade individual de escolha, mas devem haver condições estabelecidas para isso.

ii) Discute-se a eutanásia, mas as mortes nas urgências por atrasos no atendimento dos doentes, não se discute (excepto se for a família Amaral Dias)

iii) Sobre as suspeitas de corrupção da Quercus e de António Vitorino, bem como da viciação da atribuição dos processos a juízes vamos aguardar pela Justiça, mas abafar os casos deve ser o mais provável. Este senhor já tinha alertado sobre as associações ambientais...

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publicado às 13:31

Conselhos sábios e algumas notas do fim de semana

27.01.20

Nestes últimos dias virou moda o quadrado das redes sociais. Vi este da GNR que achei o mais relevante.

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Notas rápidas:

- No fim de semana, graves coisas aconteceram como o ataque barbaro ao motorista que denunciou a passageira que incumpriu as regras e não ouvi ninguém do SOS Racismo a reclamar.

 

- Igualmente muito grave, mais mulheres mortas por maridos em contexto de violência doméstica.

Mais velhas, sinónimo de uma vida inteira de terror.

Fecha-se os olhos, preferindo-se andar atrás das mordidelas de uma cidadã à polícia.

 

- Sobre o caso de Isabel dos Santos, prefiro deixar a Justiça atuar antes de opinar. Faz-me confusão que o Rui Pinto e os jornalistas se substituam às entidades que deviam investigar. Como alguém já disse, eram situações que se suspeitava mas todos fechavam os olhos porque o dinheiro dela dava jeito.

 

 -Sobre as eleições no CDS não valem muito, mas fico triste pelo afastamento das mulheres da liderança de um partido. Ao nível ideológico parece também um passo atrás. Parece estar a concorrer com o André Ventura. Caberá aos eleitores dar-lhes a importância devida.

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publicado às 22:41

Mais um alerta de quanto vale um like

23.01.20

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Volta e meia recebemos notícias que parecem mentira pelo motivo que são.

Uma jovem da Argentina resolveu meter a sua cara dentro da boca de um cão para uma "sessão de fotos". Ficou com a cara desfigurada.

 

Saiu-lhe bem cara a sessão para o Instagram. Mais um exemplo da inconsciência das pessoas que perdem da noção da realidade para caçar um like. Mais um alerta e já nem vou falar da estupidez que muito se escreve nos perfis anónimos ...

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publicado às 18:43

Segunda vida para caixas

07.12.19

Estes dias têm sido muito trabalhosos e por isso tenho andado mais ausente. Espero esta semana voltar a estar mais ativo.

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Recebi esta semana uma encomenda online, cuja caixa em cartão era grande. Resolvi reaproveitá-la.

O Instagram também dá ideias. Vi esta sugestão lá e dei uma segunda vida à caixa. Retirei da gaveta algumas t-shirts de corridas que não uso habitualmente e "arquivei-as" na caixa.

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publicado às 12:19

As votações online

27.10.19

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Quando há uma votação ou um ranking, existem sempre os xicos espertos que gostam de ficar à frente dos outros, fazendo batota. É intrínseco à natureza humana.

 

Os organizadores dos Sapos do Ano denunciaram este problema e tiveram que tomar medidas corretivas este ano. Nas eleições autárquicas, também já se tinha falado do elevado número de seguidores da página de Facebook de Isaltino Morais e o seu perfil. Esta semana, foi denunciada mais uma batotice num concurso da Momondo no Instragarm.

 

No Instragram do blog, sigo por interesse algumas páginas de viagens. Gosto de ver e conhecer novos locais, obter dicas e partilhar conhecimentos e impressões de cidades que já fui.

 

Nos últimos dias, apercebi-me que havia esse concurso desta agência de viagens (que usa muito instagrammers de viagens para se dar a conhecer) com a normal caça ao voto. Um dos perfis que sigo, dia sim, dia sim, implorava ao voto no seu perfil. Que queria muito ganhar e tal, pedindo para partilhar o seu "apelo".

Pelo meio, apenas postava conteúdos patrocinados de mochilas e não postava nada de viagens/locais. Este exagero suou-me estranho. Pedir o voto é normal, mas já ultrapassava o bom senso e percebi que havia ali alguma coisa que não batia. Depois de ler que houve uma descoberta de fraude, não sei se foi a pessoa em causa, mas não me surpreendeu.

 

A verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Honestidade e integridade acima de tudo!

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publicado às 14:48


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