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O INEM

19.01.20

Felizmente nunca precisei de chamar o INEM. 

 

Esta semana, assisti o INEM a fazer o seu ato de contrição público, a reconhecer falhas e erros, anunciando aos quatro ventos contraordenações e processos disciplinares.

 

Olhando para a vítima, quem foi? Um ilustre português, cuja filha é ex-política e comentadora no canal de TV Cabo mais visto no país!!

A questão que coloco é: se fosse um anónimo vítima da negligência do INEM haveria o mesmo cuidado e anúncio?

Será que falhas humanas não existem todos os dias sem culpados porque a vítima foi o "Zé" ou a "Maria" e não o "Doutor"?

 

Lembrei-me deste vídeo...

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publicado às 12:46

Palavra do ano: violência

06.01.20

Várias vezes falo neste tema e no flagelo que existe na sociedade portuguesa.

Os votante elegeram a palavra "violência" como a palavra do ano de 2019.

Uma espécie de memória para as dezenas de mortes vítimas de violência (doméstica).

Fica sobretudo a ideia de uma justiça demasiado benevolente com os agressores. Acordões judiciais que não lembram a ninguém. Tratamento diferenciado por "Doutor" ao agressor e "Bárbara" à vítima não são razoáveis.

 

E insisto que violência não é só um homem bater na mulher.

É também a mulher bater no homem, as agressões contra idosos, de pais para crianças e não é só física. Também é psicológica.

Pode inclusivamente ser extensível aos animais de companhia.

Espero que o código penal reflita as preocupações da sociedade e torne este crime mais punido.

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publicado às 22:56

Balanço de 2019

28.12.19

Seguindo a tradição dos últimos anos, vamos lá fazer o balanço de 2019.

Em geral, foi um bom ano. Mais calmo que o anterior.

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- Saúde

Tudo ótimo felizmente. Sem incidentes.

 

- Família

Dentro da normalidade, felizmente. Tudo ótimo de saúde e energia.

 

- Mudança de carro

Adiei bastante esta troca. Quis evitar o recurso ao crédito bancário, por isso adiei, esperando pelo momento e oportunidade certa.

 

- Bélgica, uma boa surpresa

Maio foi o mês escolhido para fazer uma pausa e ir à Bélgica. Um mês sem grandes confusões e um destino com voos baratos. A base foi Bruxelas, sem grande azafama devido às eleições europeias que se realizaram nos dias seguintes. Com uma excelente rede de comboios, visitei Antuérpia, Ghent e Brugges.

 

- Itália, uma tour

Em Setembro optei por Itália. Um destino planeado com alguns meses de antecedência. Comecei em Roma e terminei em Milão, visitando um total de 6 cidades. Uma altura sem confusões e com bilhetes de comboio comprados com 2 meses de antecedência.

 

 

- Coimbra, um regresso

Visitei Coimbra em Maio, num fim de semana. Já não ia lá há mais de dez anos. A cidade pareceu-me parada na "tradição" o que não é necessariamente bom. No mesmo fim de semana, visitei a Quinta das Lágrimas e a Serra da Lousã.

 

- Piodão em família

No primeiro semestre, fomos a Piodão e no regresso passamos pela Mata do Bussaco e a sua fantástica escadaria.

 

- Exercício físico

Depois da cirurgia de 2017, continuei as boas práticas desportivas. Comecei a correr certinho semanalmente com um grupo e fui a algumas "provas". Prefiro chamar eventos. Corro para comer . Tudo na desportiva.

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- Peregrinação ao S. Bento

Agosto, véspera de feriado. Com uma malta, fomos em peregrinação desde a estação de Braga até ao São Bento da Porta Aberta. 8 horas a caminhar durante a noite. A experiência mais exigente e inédita do ano.

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- Alimentação

Dei continuidade ao compromisso de reduzir as carnes vermelhas, comer mais vegetais e carnes branca. Procurei também optar por alimentos biológicos e mantive a minha determinação em fugir aos alimentos mais processados.

 

- Redução de consumo e andar mais a pé

Mais consciência ecológica e financeira, fizeram-me ser mais criterioso no consumo. Optei por reduzir os resíduos, reciclar mais e andar mais a pé. 

 

Se 2020 for igual a 2019 já será muito bom!

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publicado às 14:44

Desistência da profissão

27.12.19

Ontem veio a público o salário que um banco privado pagava à esposa do seu presidente apesar de ela não fazer nada de produtivo da empresa. Inicialmente era mentira, agora já é verdade mas descontado do salário do marido. Quando não se é claro é porque há algo a esconder? 

 

Não é caso único, bem como as mesadas dadas a filhos fazendo parte da folha salarial (e tributadas).

 

Vou abordar a questão de um lado mais humano, o lado das pessoas (99,9% mulheres) que desistem de uma vida profissional, mas que não auferem remuneração. Fala das mulheres domésticas. Algo promovido pelo Estado Novo e que ainda existe muito na sociedade portuguesa. Tem tendido a diminuir fruto da emancipação da mulher no pós 25 de Abril.  Hoje em dia, ainda existe por ex. no caso das esposas de jogadores de futebol que também andam de um lado para o outro.

 

A maioria destas mulheres vivem na dependência dos maridos. Dependência económica e emocional. Cuidam da casa e dos filhos, sendo o seu trabalho não remunerado nem sequer valorizado. Uns casos é opção e acomodação. Outros fruto da cultura portuguesa. Acho que a maioria mais cedo ou mais tarde se arrependem sobretudo depois dos filhos saírem de casa.

 

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publicado às 09:04

Zona de conforto

22.11.19

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"Sair da zona de conforto" é uma expressão muitas vezes usada para uma mudança.

A questão é até que ponto esta saída deve ser radical e ficarmos sem rede.

 

Em tempos, um ex-primeiro ministro português acusou o povo que o elegeu de ser piegas por não querer emigrar e estar sempre a queixar-se. Acho que a atitude perante uma mudança depende de várias coisas.

Uma é personalidade da pessoa, outra é a situação familiar, profissional ou emocional da pessoa e por fim a rede que a pessoa vai ter nessa mudança. Essa rede no trapézio que a vida e as situações inesperadas deve ser sempre o meio termo. Ter alguma segurança nunca fez mal a ninguém, mas estar protegido (pelos pais ou "padrinhos") também não leva a lado ninguém.

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publicado às 18:41

A emigração dos licenciados

20.11.19

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Mais uma vez se fala da emigração de portugueses diplomados que aumentou em 2018. Continua com uma % muito elevada e numa altura em que fala se se deve ou não chumbar os alunos até ao 9º ano.

 

Nos últimos dois/três anos têm chegado a Portugal várias multinacionais com "serviços partilhados", "centros de competências" e outros nomes bonitos, que têm contratado pessoas licenciadas (maioritariamente pessoas de economia/gestão/engenharia e informática). Com isto, tem-se verificado um maior dinamismo do mercado de trabalho, levando até a um aumento dos salários nestas áreas. O problema é o resto.

 

Se a população está mais letrada, essa percentagem faz sentido aumentar. Mas há áreas onde os salários continuam muito baixos, em que a remuneração por hora é muito baixa e onde há muita precariedade. Naturalmente que não há respostas nem alternativas senão procurar melhor lá fora. 

O caso da saúde é mais paradigmático, mas existem outros ainda piores.

 

E com isto, vamos aos chumbos dos alunos. Será esse um dos problemas da educação em Portugal? Se os profissionais portugueses são reconhecidos lá fora, será que a qualidade é assim tão má? Serão os chumbos um dos principais problemas da educação portuguesa?

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publicado às 18:13

Mais uma xico espertice

16.11.19

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Esta semana uma notícia chamou-me a atenção. Ao clicar, constatei que era exclusiva para assinantes.

Procurei no Google News a notícia e o site do jornal concorrente tinha a conteúdo da notícia resumido numa notícia aberta.

Fiquei a pensar nisso.

 

O modelo de negócio dos jornais digitais depende muito das assinaturas e dos cliques.

Se no caso das assinaturas existe esta espécie de concorrência desleal, põe em causa o negócio de cada um e da industria como um todo. Não me parece nada ética, ainda que refira a fonte e que é um "conteúdo pago". Ora bolas, se um coloca o acesso pago para passado uma hora já ter o concorrente a pôr aberto a resumir a notícia, não faz sentido.

Quanto aos cliques, já critiquei várias vezes a estratégia do clickbait: títulos imprecisos ou inconclusivos para levar o leitor a clicar, muitas vezes saindo as suas expetativas defraudadas. Tudo para mostrar o nº de visitas e pageviews aos anunciantes.

 

Porém, não é só nos medias que esta "xico espertice" acontece. Em muitas outras coisas, uns tentam ficar com o mérito e destruir o outro.

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publicado às 17:31

Desafio de ser professor

08.10.19

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Quem ouviu e quem ouve a situação dos professores fica admirado com a mudança de paradigma.

 

Nos anos 2000 quando andava na escola, um dos grandes desafios dos professores era a colocação. Muitos desempregados. Uns porque não tinham escola, outros eram colocados muito longe de casa, tendo que pagar para trabalhar. Quantos desistiram do seu sonho? O sonho de ensinar?

 

Hoje lê-se que a classe está envelhecida. Pudera ... Aos olhos da sociedade, os sindicatos apenas reclamam direitos e mais direitos, não se focando naquilo que os pais, alunos e os próprios professores sentem dificuldades. 

 

Já o disse e repito. Nunca equacionei optar pela via do ensino e as razões são várias:

-  agressões contra docentes de alunos e pais

-  faltas de respeito na relação com os alunos,

[diariamente há relatos e queixas, fora o que não se sabe]

- luta hercúlea contra os telemóveis

- nas escolas os programas continuam desajustados à carga letiva,

- o bullying de alunos sem educação em casa contra colegas e docentes,

- um sindicato que apenas reclama direitos e não olha para mais nada,

- o risco de colocações longínquas e ser passado por "cunhas"

- objetivos de carreira: quais são?

 

Quando só há um empregador, é muito mais complicado. Ser professor é algo que não considero e como eu muitos jovens.

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publicado às 20:42

O que vale um click?

02.09.19

caminho.jpg

 

A busca pela beleza não é inédito nos tempos atuais. Desde sempre que o Homem busca o corpo perfeito e os cuidados de beleza. 

 

Hoje em dia há a pressão das redes sociais, onde por um click se vende a alma ao diabo e o rabo a injeções de testoterona.

Já muito foi e vai ser dito.

 

Mas para a essa (muita) malta que vai pelo caminho mais fácil, sugiro um caminho com mais trabalho. No pain no gain. Nada de esteroides, suplementos nem nada dessas coisas.

 

Uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e um exercício físico regrado resolve o problema!

 

Claro que calçar umas sapatilhas e ir correr/zumbar/ginásio, cansa e custa.

Pesa nas pernas, implica no Inverno sair de casa ao frio e se não alongar, dói no dia seguinte. Ir a eventos de zumba e corridas, além de ser muito mais saudável, é muito mais barato. Os resultados aparecem na mesma, mas são naturais. Riscos de lesões há sempre obviamente, mas necessidade de "cenas" é zero.

 

E quando se está cansado, para-se, descansa-se, bebe-se água. Se não der no dia seguinte, vai-se no próximo.

O que vale um click? O que vale vender o corpo ao "diabo" para ter um tanque no abdominal?

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publicado às 18:12

Vale a pena comprar livros?

20.08.19

Já me coloquei a mim mesmo esta pergunta.

 

Atualmente estou a ler os contos incoporados nos "Serões da Província" de Júlio Dinis num livro perdido aqui em casa. Ainda é do tempo de solteira da ... minha mãe. Enquanto o lia na praia, dei por mim a pensar: há quanto tempo não compro um ,livro?

 

A verdade é que já não compro um livro há muito tempo. Nos últimos dois/três anos, os livros que li ou foram emprestados ou aluguei-os na biblioteca. A razão é simples: muitas vezes gastamos 10 a 20 euros num livro e depois de o lermos, deixamo-los na prateleira a ganhar a pó. Não pegamos mais neles! Uns anos mais tarde pomo-nos a pensar o que fazer com eles ...

 

Oferecer no Natal é sempre uma boa opção. Quantos de nós já releu um livro? Ou é algum que nos marca mesmo muito, ou nunca mais pegamos nele.

 

Daí que ultimamente alugue na biblioteca municipal. Claro que nos temos que sujeitar às limitações de escolha e aos tempos de devolução, mas a reutilização do livros fica garantida. Além de que é gratuito. Quando ficar muito marcado por algum, há sempre a opção de o comprarmos.

 

Claro que esta opção levanta questões como a sobrevivência da industria livreira, mas sobre isso respondo com o preço elevado de um livro que mais que paga o autor, o papel e os custos de distribuição.

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publicado às 18:32


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