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Mais um alerta vindo de Espanha

03.12.18

Nas eleições da Andaluzia, mais um crescimento da extrema direita. Desta vez em Espanha, aqui ao lado.

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França, Itália, Polónia e Hungria foram os países que inauguraram a viragem à extrema direita.

 

 

As aulas de História mostraram como é que ela subiu ao poder na década de 30, como acabaram e as atrocidades cometidas.

 

Em Portugal, só este ano fomos surpreendidos por facadas nas instituições democráticas portuguesas:

 

- uma deputada a pintar as unhas no Parlamento

(não pediu desculpa nem justificou o contexto)

 

- um deputado com assinaturas falsas no parlamento

(a infractora acusou quem lhe questionou de virgem ofendida)

 

- um presidente de um partido promete uma "banhada de ética" mas tem como vice presidente alguém que foi acusado de comprar votos

(e mesmo assim mantém-se como seu braço direito)

 

- a líder da extrema esquerda perante uma notícia verdadeira do "Caso Robles" atacou o jornal que publicou a notícia

(a liberdade é só quando convém)

 

- um presidente da Câmara na localidade mais afetada pelos incêndios é suspeito de compadrio e encobrimento na atribuição de subsídios e tudo continua como se nada fosse.

 

É triste o caminho para onde a democracia portuguesa caminha.

E, ou muito me engano, se aparecer alguém com pose, imagem e retórica com ideias à Bolsonaro e à Trump, argumentos não lhe faltam. E é triste escrever este post. Porque o risco existe e há culpados. É triste pensar nisto.

[Excluo deste perfil o André Ventura - um adulto que parece uma criança mimada sem credibilidade]

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publicado às 23:40

Coletes amarelos ou hooliganismo

02.12.18

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A iniciativa era muito apelativa. Os franceses iriam sair para a rua vestidos com um colete amarelo protestar contra os impostos no combustível decretados pelo governo francês.

 

Uma manifestação pacífica que contou com a adesão e simpatia de muitos automobilistas. Chamou-me logo a atenção não ter havido confrontos dado o país em questão na primeira vez.

Esta semana, vimos que foi uma exceção e um grande sinal de alarme.

 

Uma causa meritória de pessoas bem intencionadas e livres, mas que viram as suas intenções defraudadas por anarquistas e verdadeiros hooligans que apenas tiveram intenção de armar confusão, pondo em cheque o motivo e demonstrando o barril de pólvora que é a sociedade parisiense.

 

Desde quando incendiar carros é uma forma de manifestação?

Desde quando pilhar lojas  é uma forma de manifestação?

Desde quando apropriar-se de uma causa de insatisfação serve para semear o pânico?

 

As atitudes anarquistas e medonhas que vimos em Paris funciona como uma espécie de alerta terrorista e onde os manifestantes não se revêm. As pessoas podem discordar, mas isso não valida o que vimos nas TV's.

 

 

Por cá, vi uma foto partilhada do Facebook que comparava os preços de uma gasolineira em França com uma portuguesa, mas não esclarecia:

- qual a data da fotografia nem em Portugal nem em França;

- se  a bomba francesa é low cost ou é da média;

Além disso a marca portuguesa escolhida foi a BP - uma insígnia caríssima em Portugal. Vi muita gente revoltada nas redes sociais pela pacatez do povo portugês em aceitar tudo dos seus governantes, mas não a questionar a comparabilidade dos preços.

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publicado às 17:02

O que Borba diz do país real em 2018

28.11.18

Só agora vou escrever sobre Borba. Já fui comentando por aí, mas deixei a poeira assentar.

Nas minhas resoluções para 2019 tinha pensado ir em Junho ao distrito de Évora conhecê-lo. Do que já tinha lido, Vila Viçosa estava (e estará) no meu roteiro. A capital do mármore.

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Na semana passada jantamos em choque. Uma estrada ruiu, num dia chuvoso, desabando numa pedreira de mármore em Borba. Seis mortos. 

 

Há dezassete anos atrás foi em Entre os Rios. Perderam-se 57 vidas, caiu um ministro e o país acordou para a manutenção das pontes e para o Interior esquecido. Foi numa noite chuvosa, ventosa e de Inverno. 

 

No ano passado foram os incêndios. Dezenas de mortos em Pedrogão e nas aldeias serranas do Centro do país. Não há culpados. Foi um poste, o calor, as matas por limpar...

 

Existem umas acusações inconclusivas, fraudes nos acessos aos subsidios, compadrios de terceiro mundo nalgumas Câmaras Municipais afetadas e assobia-se para o lado. Afinal não há mais nada para arder e os interesses políticos, pessoais e empresariais falam mais alto. Pesa pouco nos votos!

 

O que têm em comum estas tragédias em Portugal?  Todos no Interior, sem condenações. A culpa é sempre do mau tempo.

 

As pessoas saem das suas aldeias para o Litoral, outras emigram e o Interior fica deserto. Os serviços públicos fecham e as empresas são inexistentes. Lá não há Websummit, não há start-ups, não a Uber, a Glovo, nem shared services. As cidades de Bragança, Guarda e Fundão tentam remar contra a maré, mas não é suficiente.

 

Voltando a Borba. A malta dos gabinetes e dos "Jotas" perguntam-se onde é que isso fica? Conhecem Lisboa, Porto, Oeiras, Cascais e pouco mais (talvez Castelo de Vide devido à "Universidade de Verão"). No país real, fora dos gabinetes, existem muitos problemas, mas só são conhecidos quando há uma tragédia. 


Responsáveis presos? Nem vê-los. A culpa é da chuva, do calor, do vento....

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publicado às 17:49

Prematuridade

22.11.18

No dia 17 de Novembro foi o dia da prematuridade.

Confesso só soube depois de ver o post da Gorduchita.

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Não tenho filhos, muito menos prematuros, mas é uma situação para a qual ganhei sensibilidade depois de conhecer e ouvir o relato de um colega de trabalho.

 

No caso dele, foram os dois filhos gémeos que nasceram muito prematuros ( penso 7 meses). Relatava o pai que as idas à maternidade eram a pior sensação que uma pessoa pode ter. Sem saber se os filhos estão vivos, se estão mortos, se quando não estão no mesmo sítio da última vez o que lhes aconteceu.

A somar, a frieza do pessoal médico, que não querem alimentar expetativas juntos pais.

A mulher, mãe das crianças, entrou em depressão nesse período devido à angustia que sentiu e demorou muito a recuperar, celebrando cada dia de vida uma vitória.

 

Hoje, ambos são autistas.

Penso que é daquelas coisas que só depois de passarmos por elas ou ouvirmos um relato de um pai/mãe que passaram por isso, é que damos valor.

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publicado às 18:35

A robotização assustadora

13.11.18

 Confesso que fico assustado coma evolução da robotização. Aquilo que poderia ser bom, tornar os processos mais eficientes, pode tornar-se o inverso: destrutivo, totalitário e sem sentimentos.

Será que é esse o futuro que queremos?

Será que queremos robots a fazer tudo e mais alguma coisa?

 

E o mercado de trabalho? Qual o seu futuro?

A tecnologia está a avançar muito rápido. Conseguiremos ir a tempo e teremos a capacidade de nos adaptar?

 

 

 

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publicado às 18:42

Caminhos de Fátima

09.10.18

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No feriado, 5 de Outubro, na EN 109 Figueira da Foz - Aveiro, vinham muitos peregrinos que estavam a fazer o percurso para Fátima a pé.

 

Ao passar por eles, apercebi-me do perigo que correm. 

Uma insegurança gritante a todos os níveis!

Na berma da estrada, sem passeios, a levarem com o CO2, pó e provocações de camiões e automóveis.Além do risco de serem atropelados.

Já que querem criar uma taxa turística em Fátima, porque não criar melhor condições para os caminhantes? 

 

E isso não exclusivo de Ourém, mas sim de todos os concelhos do país. Pensar-se como um todo e um das maiores pontos de atração em Portugal que é Fátima. Quando vamos a Espanha e vemos os caminhos de Santiago, porque não criar os "Caminhos de Fátima". Nunca fiz essa peregrinação, mas como está, não está bem.

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publicado às 18:10

As violações são todas iguais?

08.10.18

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Uma violação é um crime hediondo.

 

Nestes últimos dias dois casos públicos:

i) o de Cristiano Ronaldo

Famoso, rico, vem ser acusado 9 anos depois de violação, silenciamento ... Sublinho 9 anos depois.

 

ii) o da rapariga da noite do Porto

Estava embriagada, foi violada assumidamente por dois seguranças. O tribunal desculpou-os e classificação de "sedução mútua".

 

Não conheço nenhum dos casos. Não estava lá para ver e julgar. Isso cabe à Justiça e à Polícia.


Mas critico uma coisa: meio mundo fala deste caso do Cristiano Ronaldo que já foi há imensos anos (será inocente vir agora à berlinda?), mas não vejo muita revolta com a decisão absurda do tribunal do porto em desculpabilizar os violadores de uma rapariga embriagada.

Como diz o AndyBlog - o mundo está louco? Só pode. Porque há tantos posts sobre uma coisa e quase nada sobre a outra? 


Questões que nos deviam fazer refletir sobre a importância que damos às coisas ... 

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publicado às 18:01

A estupidez das praxes académicas

02.10.18

Todos os anos é a mesma coisa e nada muda.

 

Todos os anos vêm as queixas em que adultos coagem outros adultos a fazer figuras humilhantes com sequelas físicas e psicológicas. É um bullying que toda a gente sabe que existe mas todos parecem querer ignorar.

A história que é "consentido" não é totalmente verdade, porque as ameaças, o tom inquisitório e as represálias seguem-se.

Não percebo o que motiva uma pessoa a perder o seu tempo, a vestir um traje negro e a descarregar as suas frustrações e tiques autoritários perante os mais novos. Quando assim é, é estupidez.

 

Nem depois da tragédia do Meco, as praxes acabam. 

Não se pode confundir praxe com integração académica, nem praxe com violência!

 

Pormenores da UBI: "os alunos foram levados em bagageiras de carros, de cara tapada, e alvos de perguntas por parte dos praxantes. Se não acertassem nas respostas, tinham de baixar as calças para serem agredidos"

 

Pessoalmente nunca tive nenhuma má experiência, mas acho também que vivia bem sem ela.

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publicado às 17:34

As mudanças no trabalho pós crise

13.09.18

Li uma notícia muito interessante sobre o retrato do mercado de trabalho antes e depois da crise.

Genericamente:

- Maior peso das mulheres

- Mais peso dos trabalhadores qualificados

- Envelhecimento dos trabalhadores

- Mais trabalhadores por conta de outrem

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Se me surpreende? Nada

 

Com a crise, sobretudo em Lisboa, Porto, Braga e Fundão, houve um fenómeno invulgar.

Chegaram muitas empresas internacionais que trouxeram para Portugal os seus centros tecnológicos e de serviços partilhados, procurando pessoas licenciadas (sobretudo nas áreas da engenharia e da economia). Vêm atraídas pela versatilidade em línguas dos portugueses, pela qualidade da formação académica e salários mais baixos face a outros países. O meu atual emprego insere-se neste lote.

 

Com o aumento da independência, igualdade de oportunidades e haver menos homens na área financeira, o peso das mulheres aumenta, ainda que não em posição de  chefias.

 

Por outro lado, estas empresas procuram trabalhadores já com alguma experiência de modo a que, na fase de implementação de projeto, seja mais eficiente e existe uma geração mais velha de licenciados que não houve no passado

 

Outra razão que na minha opinião justifica este envelhecimento do trabalhador é outra, que já ouvi de várias pessoas: a geração de licenciados pós crise, que já foi educado no mundo da Playstation, Facebook e Youtubbers, não é (geralmente) muito comprometida com o trabalho.

Como não passou pelo crise, dizem que não dá valor às oportunidades e não querem saber. Já tinha escrito sobre isso há dias.

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publicado às 18:51

"Se acha a educação cara experimente a ignorância"

12.09.18

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Li esta frase no blog da Maribel e fiquei a pensar nela.

 

A educação é fundamental para uma sociedade crítica, informada e para se desenvolver.

É com pessoas cultas e com formação académica, que:

- se é valorizado no exterior (e por isso melhor remunerado e reputado)

- se consegue atrair investimento estrangeiro (veja-se a quantidade enorme de empresas com serviços partilhados e centros tecnológicos que vêm para Portugal)

- progredir socialmente 

- questionar quem nos governa e dirige os nossos destinos enquanto povo.

 

A questão da educação ser "cara" surge deixa o investimento passa a desperdício. Em que situações isso pode acontecer? Quando por exemplo:

- por razões políticas se cede a exigências de sindicatos de professores que são injustas perante outros trabalhadores

- quando a discussão deixa de ser os programas, as colocações longe de casa e a indisciplina nas escolas para ser a progressão na carreira

(isto vai ser falado novamente quando surgir outro vídeo de agressão a professores na net)

- se compram artigos de luxo e paga-se de cofres públicos valores inflacionados para salvar o construtor amigo que está em dificuldades.

- se fazem parcerias público privadas com colégios com contornos  pouco claros

 

Portanto, tudo isto para dizer que a educação é extremamente importante e merece a concentração de esforços no investimento de um país, mas as questões laterais e fraude podem levantar as questões dos mais pessimistas.

 

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publicado às 18:11


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