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Obrigações (pouco) verdes

por O ultimo fecha a porta, em 08.05.18

Nos último dias, têm-nos chegado notícias de vários crimes ambientais nos nossos rios, relacionados com descargas ilegais.

   - as descargas ilegais no Rio Tejo proveniente de uma Empresa cotada em Bolsa e muito lucrativa

   - as descargas ilegais de vinho tinto estragado na Póvoa de Varzim

   - as descargas ilegais no Rio Tâmega

    - ...

Não vale enunciar mais.

 

Estes atos cobardes são das coisas que mais pode envergonhar o ser humano e os empresários.

Preferem enviar lixo para o rio, à sucapa, do que investir no tratamento de águas residuais. Fica mais barato e os peixinhos que se lixem!

 

Li este fim de semana que se está a pensar emitir "obrigações verdes", que são títulos de dívida que visam financiar projetos sustentáveis. Creio que mais uma vez, vai pagar o justo pelo pecador e seja o Estado a pagar os juros desta dívida que os privados não querem fazer. A propósito, foi publicada esta notícia na CNN - disto ninguém fala por cá. O futebol rende mais.

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publicado às 19:16

Num dia, 4 olhares sobre o Trabalhador

por O ultimo fecha a porta, em 02.05.18

Ontem celebrou-se o dia do trabalhador.

À tarde, fui dar uma volta à beira mar e chamou-me a atenção um homem que se encontrava a trabalhar na construção de um prédio em frente ao mar. Enquanto isso, muitos andavam a correr, a passear e a apanhar sol. Nas televisões, outros manifestavam-se pelos seus direitos nas principais praças. Curioso, três perspectivas sobre o feriado do trabalhador.

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 - O operário da construção civil

O que mais esforço físico despende, o que menos ganha e o que menos reclama.

Não percebi porque estava a trabalhar no feriado, dado que era a construção de um prédio. Haverá pressa para o acabar a tempo do Verão?

Porém, uma coisa é certa, a ilegalidade na construção é mais do que muita. Seja na legalização dos trabalhadores (muitos deles vindos dos países de Leste ou de África), seja no incumprimento de direitos legais, seja nos baixos salários praticados. Geralmente com pouca escolaridade, sujeitam-se ao que já, faça chuva, faça sol e sem reclamações.

 

- Os reivindicativos - funcionários públicos

Legitimamente reclamam os seus direitos. Não correm o risco de serem despedidos e têm condições muitos benéficas face à maioria dos trabalhadores privados - ADSE, cumprimento de horários, per si, já reduzidos e sem necessidade de apresentar grandes resultados. Com desvantagem, estão sujeitos a serem ultrapasados pelo Sr./Sra "Cunha"

Agora que as eleições se aproximam e o PCP perdeu muitas Câmaras Municipais, voltaram as manifestações.

 

- Os trabalhadores por conta de outrem com filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar e descansar. Fazer greve? Não dá, porque senão são encostados e convidados a sair. Reclamar? Nos corredores ou de forma muito polite porque senão são encostados e convidados a sair. 

 

- Os trabalhadores por conta de outrem sem filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar, descansar e ir  ao Linkedin. Com a perfeita noção que não empregos para a vida, não estão com muita paciência para se sujeitar a abusos do empregador.

Outros, viciados em trabalho, aproveitam o dia para ... trabalhar.

 

Depois há os desempregados que têm de sujeitar ao que aparece e aos que se aproveitam dessa situação.

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publicado às 22:25

Cuidar da democracia

por O ultimo fecha a porta, em 27.04.18

 "Não o minimizemos. Os vazios que venham a ser deixados pelos protagonistas institucionais alimentarão tentações perigosas de apelos populistas e até de ilusões sebastianistas, messiânicas ou providencialistas."

 

 

Retive esta frase do PR nas comemorações do 25 de Abril. A classe política desgasta-se a si própria. Pior, ouvir Calos César a comentar estas declarações é ainda pior, depois da polémica dos subsídios às viagens insulares e de este ter toda a família em cargos públicos, sem "concurso".

 

Somos constantemente bombardeados por abusos da classe política, seja de poder, seja na apropriação de rendimentos, seja nos ajustes diretos ao amigo ou ex-patrão. Tudo isto são facadas na democracia.

 

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publicado às 12:14

A aplicação dos fundos europeus

por O ultimo fecha a porta, em 23.04.18

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 Um estudo do Eurostat demonstrou que apesar dos rios de dinheiro que a União Europeia enviou para Portugal, o país não os conseguiu capitalizar e em vez de convergir, divergiu. Ou seja, as regiões mais pobres em vez de se aproximarem das mais ricas, ficaram mais distantes.

 

É inegável que tem havido progressos no país mas várias razões o explicam:

- investimentos centralizados nos grandes centros urbanos

- investimentos desenhados em gabinetes e por pessoas pouco conhecedoras da realidade

- falta de controlo (muitas vezes por conveniência) da aplicação dos fundos,

- gastos que vão apenas para os bolsos de alguns (incluindo os restaurantes com lagosta e os stands da Porsche)

- cultura de corrupção e más práticas (em que alguém lucra) na gestão autárquica e na troca de favores

- No caso das auto estradas, elas até foram feitas, mas são tão caras que as pessoas não as conseguem usar. Diga-se que as grandes construtoras dominam os dividendos distribuídos pelas concessionárias em regime de PPP.

 

O país que está tão preocupado em antecipar dois anos, a mudança de sexo para os 16 anos, é o mesmo país que acha normal a má utilização das viagens pagas a deputados insulares ou aos ajustes diretos a empresas de deputados e vereadores municipais.

Ainda hoje o JN traz vários exemplos disso, mas a prioridade é a vitória do Benfica.

Com tão pouco espírito crítico, como podemos viver melhor?

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publicado às 17:56

Três meses de mudança

por O ultimo fecha a porta, em 03.04.18

Triptofano perguntou como estavam a correr as mudanças de 2018 e cá vai um resumo do primeiro trimestre

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Trabalho

Uma mudança custa sempre porque corresponde à saída da zona de conforto, com a nuance de que ainda não estava desgastado na empresa de onde saí.

 

Temos que aprender coisas novas, integrarmo-nos num novo espaço, criar novas rotinas, fazer novas tarefas e sobretudo conquistar novas pessoas.

Até agora, acho que está a correr bem e gosto das funções. Nas primeiras semanas sentia-me perdido e muito inseguro no que fazia. Gosto de fazer bem as coisas e mostrar que a contratação não foi um erro de casting. Hoje sinto-me mais sabedor e integrado, sei que isso vem com o tempo e sinto essa pressão.

Olhando para o sitio que deixei, pelo feedback de antigos colegas, as coisas que me estavam a desmotivar estão cada vez piores, pelo que acho que tomei a decisão certa.

 

Marmita

Não tenho cantina e na zona é muito caro o "prato do dia". Tive que reforçar os conhecimentos culinários e render-me à solução da marmita. É algo que dá trabalho, mas sinto a economia na carteira e a consciência mais leve por comer coisas mais saudáveis. Como me faz confusão o uso excessivo do micro ondas, continuo a alternar.

 

Casa

Como mudei de emprego para outra cidade em Janeiro, queria mudar de casa. Apesar de não ser longe, pela Nacional ainda são 35 minutos para lá e 35 minutos para cá. As pesquisas que tenho feito têm demonstrado um mercado sem oferta e muito inflacionado. Ainda não mudei e acho que é uma má altura, pois encontro T1's muito caros (e não sei se passam recibo).

 

Desporto

Tenho-me esforçado para continuar a praticar algum desporto. Mantenho-me inscrito no ginásio e tenho conseguido ir. Estou a seguir a moda das corridas e caminhadas e já me inscrevi em provas nas redondezas.

 

Bolo

Foi resolução de 2018 aqui no blogosfera fazer um bolo. Não está esquecida, mas ainda não foi concretizada 

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publicado às 18:31

Dos Morangos com Açucar ao da kizomba e do funk brasileiro

por O ultimo fecha a porta, em 01.04.18

Domingo de Páscoa, dia das mentiras. Fui correr com o grupo de manhãzinha, não comi iogurte, não fosse o "Diabo tecê-las", cheguei a casa, tomei banho, detei-me no sofá, liguei a TV e o que estava a dar: os Morangos com Açúcar!!!

A terceira edição e senti-me a fazer uma retrospetiva temporal.

 

Hoje, ir a um bar ou a uma discoteca, é notório que o que está a dar é kizomba e funk brasileiro. Ainda esta semana, foi uma loucura para assisitir a um concerto desses cantores da moda em Aveiro (com o preço 4 xs  superior à venda no mercado negro). A industria do Facebook, youtube e até a insuspeita rádio RFM promovem essas músicas.

 

Há 10 anos atrás, na minha adolescência era o tempo da New Wave (passava na SIC) e dos Morangos com Açúcar (na TVI), de ouvir os Coldplay, vibrar com os U2 (recordo-me do êxito do lançamento do Vertigo), saber quem são os UHF, os Expensive Soul... Recordo-me de em 2010, ter ido à Queima no dia do Franz Ferdinand e dos Buraka. 

Quando encontrei o meu MP4 há uns tempos, recordo-me da "pirataria" bem menos sofisticada que a atual. Comprei-o em 2009, ainda funciona. Hoje os phones estão conectados ao telemovel, às apps e ao Spotify.

 

Hoje os miúdos estão dependentes do telemovel, cuscando-se tudo e mais alguma coisa nos Instastories e até se fala em Youtubbers. Há 10 anos atrás, falava-se no Hi5, mas não havia dependência (nem o negócio) das redes sociais.Cuscava-se q.b. até porque ficava o registo das visitas.  Quem tinha telemovel, usava-o com cartões pré pagos para avisar os pais dos horários e mais tarde surgiram os pacotes com sms's e chamadas grátis dentro da rede. Ao nível musical, parece que só há espaço para kizomba, Ansemo Ralph, Matias Damásio, Kevinho, Anitta, etc,etc,etc.

Não estou a dizer que é bom ou mau, mas sinto um certo afunilamento nas preferências. Será só impressão minha?

 

Não sei se a geração da Kizomba e das músicas brasileiras está melhor preparada para o futuro, mas a dos Morangos com Açúcar consegue ver essa passagem.

 

 

 

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publicado às 18:25

Discussão do papel do Interior

por O ultimo fecha a porta, em 19.03.18

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Na 6ª feira à noite, chamou-me a atenção um programa da SIC Noticias, enquanto fazia zapping deitado no sofá.

 

Estava a decorrer um debate transmitido a partir de Penalva do Castelo onde se discutia o papel do Interior, a sua realidade, o seu futuro e a coesão territorial.

 

Foi preciso morrer dezenas de pessoas e uns incêndios crueis e devastadores para colocar as Beiras na ordem do dia. Felizmente, o PR insiste em colocar o assunto da ordem do dia e fazer a corte pensar mais além do burgo lisboeta e do seu umbigo.

 

Naquele debate, uma das pessoas dizia e com muita razão a título da exemplo da educação: as necessidades de uma escola de Lisboa ou do Porto são muito diferentes das necessidades de escola da Beira. Chamou-me a atenção ver dois políticos influentes a darem a cara pelo Interior e falaram de uma estratégia que já está idealizada. 

 A questão: quando é que será montada?

 

Fotos de Linhares da Beira - UFP

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publicado às 10:34

Viver um dia de cada vez

por O ultimo fecha a porta, em 30.01.18

Não estou a segui o desafio das 52 semanas que alguns parceiros do Sapo estão a cumprir, mas ocorreu-me sobre a citação preferida que foi o da semana passada.

Não é uma citação, mas é um lema:

"Viver um dia de cada vez"

 

Digo recorrentemente esta expressão quer para mim, quer para os meusamigos e família, sobretudo nos momentos maus. Não sabemos o dia de amanhã e ao dia já bastam as preocupações do mesmo.

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publicado às 18:50

O silêncio sobre a poluição do Tejo

por O ultimo fecha a porta, em 25.01.18

 

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Sobre a Super Nanny toda a gente fala, toda a gente critica, os caça likes e pseudo-humoristas fazem ruído, mas sobre o atentado ambiental do Tejo esta manhã, nem uma noticia (basta ver as home page dos jornais), nem um comentário. 

Até nos blogs se vê a diferença no nº de posts.

Tudo muito silencioso. Excessivamente silencioso.

 

Isto faz-me pensar... até que pontos as redes sociais tornam-nos menos críticos e nuns followers de trends com todos os interesses inerentes.

Esta crítica aplica-se a todos nós cidadãos, bastonários disto e daquilo, ordens profissionais, comissões de proteção, etc etc.

 

 

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publicado às 19:32

A SuperNanny e a sua (não) importância

por O ultimo fecha a porta, em 24.01.18

Já muito se falou da SuperNannymw-860.jpg, e também vou contribuir para o buzz em torno do programa.

 

Mais uma vez, como em muitos outros, vemos as autoridades portuguesas a irem atrás do folclore mediático, em vez de se focarem em coisas importantes.

 

No domingo vi por curiosidade um pouco do programa e acho um exagero as notícias e intervenções de comissões, comissários e bastonários, embora não concorde com a exposição das crianças. 


Sou completamente contra e assumo os daddy/mummy blogs, que usam os filhos para se promover socialmente e obter ofertas alienando a sua privacidade. Neste caso, é diferente.

Existem problemas reais, que qualquer pai ou mãe pode ter e o programa tem uma certa vertente pedagógica (o caso de ontem acontece com uma ex colega de trabalho, em que o pai a desautoriza em frente à filha). Porém, tenho de ser coerente e criticar a exposição destas crianças. A sua privacidade não fica protegida. 

 

Será que ao se discutir este programa (porque fica bem e se marca a agenda) não está a esconder falhas na discussão e vigilância de coisas mais importantes e úteis?

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publicado às 18:57


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