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Mais uma xico espertice

16.11.19

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Esta semana uma notícia chamou-me a atenção. Ao clicar, constatei que era exclusiva para assinantes.

Procurei no Google News a notícia e o site do jornal concorrente tinha a conteúdo da notícia resumido numa notícia aberta.

Fiquei a pensar nisso.

 

O modelo de negócio dos jornais digitais depende muito das assinaturas e dos cliques.

Se no caso das assinaturas existe esta espécie de concorrência desleal, põe em causa o negócio de cada um e da industria como um todo. Não me parece nada ética, ainda que refira a fonte e que é um "conteúdo pago". Ora bolas, se um coloca o acesso pago para passado uma hora já ter o concorrente a pôr aberto a resumir a notícia, não faz sentido.

Quanto aos cliques, já critiquei várias vezes a estratégia do clickbait: títulos imprecisos ou inconclusivos para levar o leitor a clicar, muitas vezes saindo as suas expetativas defraudadas. Tudo para mostrar o nº de visitas e pageviews aos anunciantes.

 

Porém, não é só nos medias que esta "xico espertice" acontece. Em muitas outras coisas, uns tentam ficar com o mérito e destruir o outro.

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publicado às 17:31

Desafio de ser professor

08.10.19

escolaa.jpg

 

Quem ouviu e quem ouve a situação dos professores fica admirado com a mudança de paradigma.

 

Nos anos 2000 quando andava na escola, um dos grandes desafios dos professores era a colocação. Muitos desempregados. Uns porque não tinham escola, outros eram colocados muito longe de casa, tendo que pagar para trabalhar. Quantos desistiram do seu sonho? O sonho de ensinar?

 

Hoje lê-se que a classe está envelhecida. Pudera ... Aos olhos da sociedade, os sindicatos apenas reclamam direitos e mais direitos, não se focando naquilo que os pais, alunos e os próprios professores sentem dificuldades. 

 

Já o disse e repito. Nunca equacionei optar pela via do ensino e as razões são várias:

-  agressões contra docentes de alunos e pais

-  faltas de respeito na relação com os alunos,

[diariamente há relatos e queixas, fora o que não se sabe]

- luta hercúlea contra os telemóveis

- nas escolas os programas continuam desajustados à carga letiva,

- o bullying de alunos sem educação em casa contra colegas e docentes,

- um sindicato que apenas reclama direitos e não olha para mais nada,

- o risco de colocações longínquas e ser passado por "cunhas"

- objetivos de carreira: quais são?

 

Quando só há um empregador, é muito mais complicado. Ser professor é algo que não considero e como eu muitos jovens.

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publicado às 20:42

O que vale um click?

02.09.19

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A busca pela beleza não é inédito nos tempos atuais. Desde sempre que o Homem busca o corpo perfeito e os cuidados de beleza. 

 

Hoje em dia há a pressão das redes sociais, onde por um click se vende a alma ao diabo e o rabo a injeções de testoterona.

Já muito foi e vai ser dito.

 

Mas para a essa (muita) malta que vai pelo caminho mais fácil, sugiro um caminho com mais trabalho. No pain no gain. Nada de esteroides, suplementos nem nada dessas coisas.

 

Uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e um exercício físico regrado resolve o problema!

 

Claro que calçar umas sapatilhas e ir correr/zumbar/ginásio, cansa e custa.

Pesa nas pernas, implica no Inverno sair de casa ao frio e se não alongar, dói no dia seguinte. Ir a eventos de zumba e corridas, além de ser muito mais saudável, é muito mais barato. Os resultados aparecem na mesma, mas são naturais. Riscos de lesões há sempre obviamente, mas necessidade de "cenas" é zero.

 

E quando se está cansado, para-se, descansa-se, bebe-se água. Se não der no dia seguinte, vai-se no próximo.

O que vale um click? O que vale vender o corpo ao "diabo" para ter um tanque no abdominal?

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publicado às 18:12

Vale a pena comprar livros?

20.08.19

Já me coloquei a mim mesmo esta pergunta.

 

Atualmente estou a ler os contos incoporados nos "Serões da Província" de Júlio Dinis num livro perdido aqui em casa. Ainda é do tempo de solteira da ... minha mãe. Enquanto o lia na praia, dei por mim a pensar: há quanto tempo não compro um ,livro?

 

A verdade é que já não compro um livro há muito tempo. Nos últimos dois/três anos, os livros que li ou foram emprestados ou aluguei-os na biblioteca. A razão é simples: muitas vezes gastamos 10 a 20 euros num livro e depois de o lermos, deixamo-los na prateleira a ganhar a pó. Não pegamos mais neles! Uns anos mais tarde pomo-nos a pensar o que fazer com eles ...

 

Oferecer no Natal é sempre uma boa opção. Quantos de nós já releu um livro? Ou é algum que nos marca mesmo muito, ou nunca mais pegamos nele.

 

Daí que ultimamente alugue na biblioteca municipal. Claro que nos temos que sujeitar às limitações de escolha e aos tempos de devolução, mas a reutilização do livros fica garantida. Além de que é gratuito. Quando ficar muito marcado por algum, há sempre a opção de o comprarmos.

 

Claro que esta opção levanta questões como a sobrevivência da industria livreira, mas sobre isso respondo com o preço elevado de um livro que mais que paga o autor, o papel e os custos de distribuição.

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publicado às 18:32

Crise dos 25

25.05.19

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Na 5ª, num programa da RTP, alguém referiu a "crise dos 25" como sendo aquela idade em que analisamos, já com conhecimento de causa, o que queremos fazer e ser profissional e pessoalmente. 

 

Revi-me e não chamar-lhe-ia crise dos 25, mas reflexão dos 25.

Foi com essa idade, que há 5 anos atrás, resolvi que queria sair de Auditoria financeira, mudar de emprego e ter outra qualidade de vida.

 

O facto de trabalhar numa profissão interessante, numa empresa conceituada, ter bons clientes do escritório do Porto e as perspectivas de crescimento profissional e salarial serem muito acima da média para outras pessoas, não foi suficiente para compensar a terrível qualidade de vida que tinha. Muitas horas de trabalho, muita pressão e um ambiente muito competitivo de colegas levaram-me a refletir o que queria para a minha vida.

 

A decisão que tomei, semelhante a muitas outros ex-colegas foi começar à procura de melhor. A altura de crise não ajudou muito. Eram muitos cães a um osso com currículos e background semelhantes ao meu. Ao fim de um ano consegui uma boa oportunidade, mas "sol na eira e chuva no nabal" nem sempre é possível.

 

Esta mudança obrigou-me a sair de casa dos pais, viver sozinho, mudar de cidade, ter de conhecer novas pessoas, mundos e experiências. 

 

Hoje, olhando para trás, foi a melhor coisa que fiz. Tenho a certeza que se aos 25 não tivesse feito esta reflexão e não tivesse mudado, teria uma vida bem mais infeliz.

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publicado às 18:15

A violência doméstica depois do circo

05.03.19

Hoje, felizmente, muitos condenam os termos do acordão do juíz de Neto de Moura.

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Várias breves notas me ocorrem:

 

- trazer o tema da violência doméstica para ordem do dia é bom, mas o assunto é muito sério! Muito grave! Demasiado presente!

Utilizar o humor para falar destes flagelos é bom, mas não confundir com leviandade nem estupidez.

Já agora, muitos dos que riram no domingo com o "jogo" será que também não maltratam as suas parceiras?

 

- durante este circo, houve algum incentivo às denúncias ? Ou incentivo a que algum agressor pare de maltratar uma vítima? Não. E isso deixa-me triste. Está a dar circo, mas medidas práticas dissuasoras: zero!

 

- o estatuto de intocáveis dos juízes ficou muito beliscado. O seu trabalho deve ser julgado como o de qualquer outro profissional e a Justiça deve ser cega e laica.

 

- a violência doméstica não é só homem contra mulher. 

Pode ser mulher contra homem.

Pode ser filhos a bater em pais

Poder ser entre casais homossexuais

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publicado às 21:43

Quanto menos sabemos

20.02.19

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Seja na nossa vida particular, seja no nosso trabalho, quantas e quantas vezes, sentimos que quanto menos sabemos, mais felizes somos?

 

Este pensamento vem a propósito de umas cusquices que ouvi que preferia não ter sabido. Coisas que sabemos que nos afetam ou nos fazem sentir injustiçados. Ou nem é preciso ir tão longe, factos da vida de outros que só a eles dizem respeito, i.e., ninguém tem nada que saber e muito menos partilhar.

 

Mas até que ponto, estarmos ignorantes, não nos deixa um sentimento de estarmos a ser comidos por parvos? Ou, como diz o povo, o corno é sempre o último a saber...

 

É um pau de dois bicos!

 

Por outro lado, existem aquelas pessoas que fazem questão de nos contar histórias "não oficiais" para testar a nossa reação e nos picar. Por essa razão, recentemente afastei-me de uma pessoa que funciona como um rádio e que mina o meu equilíbrio.

 

É mais forte que eu porque depois fico a cismar naquilo. Por vezes, quanto  menos sabemos, mais liberta a nossa cabeça fica.

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publicado às 18:53

Rádio

13.02.19

Felizmente conseguiu contrariar a crítica que os Queen lhes deu.

 

A rádio tem sido dos meios de comunicação que tem sobrevivido ao avanço tecnológico, sendo em grande parte devido à companhia que faz às pessoas nas viagens de carro. Mas... cada vez mais monopolizada.

 

Soube-se se adaptar à internet, às redes sociais e cada vez mais a produtos/parcerias adicionais. Lembro-me das parcerias com festivais de músicas, os diretos e os espectáculos da Comercial com os seus próprios animadores.

Para tal tem contribuído a concentração nos grandes grupos  como Media Capital, a Igreja, Estado e a Global Notícias (TSF), que conseguem outra robustez financeira, mas também menos diversidade.

 

As rádios locais, por sua vez, são cada vez menos. Apesar do seu papel importantíssimo na descentralização, nas notícias e protagonistas regionais, até na publicidade à mercearia e ao talho local, têm vindo a perder influência e capacidade de geração de receitas. Têm sido engolidas pelas rádios nacionais. Penso que as exceções são a rádio Festival (que tem um festival de fado que lhe dá projecção) e a Nova Era (tem parceria com a EDP/Galp nas festas de Verão). 

 

Sempre que vou no carro costumo ligar a rádio. Gosto de ouvir as notícias, a música, a companhia, mas dispensava a publicidade.

 

As 6 que tenho gravadas são: 1- M80; 2- Antena 1; 3- Jornal FM; 4- RFM; 5- Comercial e 6- TSF

 

Geralmente oiço a Jornal FM, precisamente por ter mais música que publicidade.

 

A segunda opção  Rádio Comercial, mas não tenho paciência para o excesso de publicidade, rubricas e alguma vaidade dos animadores da manhã.

 

Por isso, faço zapping para a RFM, que tem uma animadora a quem já ouvi falhas muito graves de cultural geral e as músicas são sempre as mesmas, ou para a Antena 1 (costumo ouvi a rubrica Um dia no Mundo). Quanto aos relatos, gosto muito do estilo do narrador nortenho da TSF. Humor, gosto da Susana Romana (M80) mas muitas vezes esqueço-me de sintonizar :)

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publicado às 19:53

Uma história sobre arrendamento

24.01.19

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Uma família de mãe, filho e filha adultos foi a escolhida pela senhoria para alugar uma casa T2.

 

Uma semana depois, quando a filha foi a casa da senhoria entregar cópia do cartão do cidadão para assinar o contrato de arrendamento, perguntou-lhe se podia fazer uma parede em pladur na sala criando um quarto adicional.

A senhoria recusa porque não quer mexer na estrutura da casa. A filha responde "ok".

 

Passado 30 minutos, a senhoria liga à filha a dizer que não afinal não lhe ia alugar a casa por quebra de confiança. Especificando que as dúvidas eram na capacidade da família manter o imóvel tal como lhe seria entregue.

 

O que pensar disto?

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publicado às 18:07

Mais um alerta vindo de Espanha

03.12.18

Nas eleições da Andaluzia, mais um crescimento da extrema direita. Desta vez em Espanha, aqui ao lado.

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França, Itália, Polónia e Hungria foram os países que inauguraram a viragem à extrema direita.

 

 

As aulas de História mostraram como é que ela subiu ao poder na década de 30, como acabaram e as atrocidades cometidas.

 

Em Portugal, só este ano fomos surpreendidos por facadas nas instituições democráticas portuguesas:

 

- uma deputada a pintar as unhas no Parlamento

(não pediu desculpa nem justificou o contexto)

 

- um deputado com assinaturas falsas no parlamento

(a infractora acusou quem lhe questionou de virgem ofendida)

 

- um presidente de um partido promete uma "banhada de ética" mas tem como vice presidente alguém que foi acusado de comprar votos

(e mesmo assim mantém-se como seu braço direito)

 

- a líder da extrema esquerda perante uma notícia verdadeira do "Caso Robles" atacou o jornal que publicou a notícia

(a liberdade é só quando convém)

 

- um presidente da Câmara na localidade mais afetada pelos incêndios é suspeito de compadrio e encobrimento na atribuição de subsídios e tudo continua como se nada fosse.

 

É triste o caminho para onde a democracia portuguesa caminha.

E, ou muito me engano, se aparecer alguém com pose, imagem e retórica com ideias à Bolsonaro e à Trump, argumentos não lhe faltam. E é triste escrever este post. Porque o risco existe e há culpados. É triste pensar nisto.

[Excluo deste perfil o André Ventura - um adulto que parece uma criança mimada sem credibilidade]

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publicado às 23:40


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