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Multitasking

15.09.21

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O termo Multitasking é a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Há quem diga que as mulheres estão muito mais aptas a fazÊ-lo que os homens. Da minha experiência social, concordo.

 

Falando de mim, eu sou o clássico "homem" para quem fazer duas coisas ao mesmo tempo me gera stress e desconcentração. Não resulto.

 

Com a pandemia e o teletrabalho, comecei a ser confrontado com uma realidade que não tinha experimentado com tanta intensidade até então: reuniões online a toda a hora para tudo e mais qualquer coisa. A consequência acaba por ser inevitável. Atrás do ecrã começamos a fazer várias coisas ao mesmo tempo: ouvir e participar nas reuniões e ao mesmo tempo fazer as nossas tarefas, responder a email e a mensagens.

Como tenha essa dificuldade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, já me aconteceu nem fazer uma coisa bem nem outra.

 

Na vida doméstica, a mesma coisa.

Quando estou a cozinhar não gosto de estar a falar ao telemovel porque ou a comida sai mal, ou não oiço a chamada com atenção.

 

No vida social, uma coisa que me faz impressão é quando estamos a falar com alguém e essa pessoa está a ver o telemóvel e a passar as fotografias das redes sociais. Apesar das pessoas dizerem que estão a ouvir e em multitasking, acho um pouco falta de respeito para com os outros. Ainda estes dias chamei a minha irmã a atenção.

Sentem essa dificuldade?

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publicado às 12:16

A roda de um avião em Cabul

22.08.21

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Nestes últimos dias, temos assistido a imagens chocantes vindas do Afeganistão.

Em pleno ano de 2021, as gerações mais novas (onde eu me incluo) estão a ser confrontadas com uma realidade que não costumamos ver. As televisões têm dado um amplo destaque à tomada do poder dos Talibãs no país.

Um cenário de desespero e medo de um povo que já sabe o que o espera e que muitos de nós até aqui preferia fazer zapping quando notícias breves chegam de África ou do Oriente. Nestes dias, têm-nos impingido esta realidade com muitas questões éticas e de direito humanos.

Vemos e sabemos de um regime extremista, muito violento, militar, sem sensibilidade e sem humanidade.

 

Ouvia ontem um relato hediondo e perturbador de uma prática medieval que os Talibãs fizeram aos seus opositores nesta perseguição. Quando lemos as regras para as mulheres e crianças e a "caça às bruxas" perguntamo-nos como é possível em 2021. Que sorte temos estar em Portugal.

 

Enquanto Joe Binden se acobarda na decisão de Donald Trump (será que dar margens a inimigos sem escrúpulos é ter uma missão concluída?), a China recolhe imagens de calma em Cabul (porque será? ...), vemos uma imagem impensável. Pessoas agarradas à roda de um avião a fugir dos seus novos lideres. Numa tentativa de sobreviver, escolheram a morte menos dolorosa.

 

É chocante! Houve quem dissesse que viemos melhor da pandemia. Eu só vejo pior!

 

E há outra coisa: as razões para invadir o Afeganistão estiveram relacionadas com o ataque terrorista do 11 de Setembro e para desmembrar a AlQaeda. A pergunta é: quando será o próximo ataque terrorista? Com Joe Binden não deverá ser, mas daqui a uns anos ...

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publicado às 15:56

Para Odemira não houve manifestações

09.05.21

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Sabem aquelas coisas que toda a gente sabe que existem? Onde os direitos fundamentais são violados e se assobia para o lado? Onde se ameaçam os jornalistas que ousam denunciar? 

 

Mais uma "bomba" que estourou a semana passada, mas a surpresa será só para o poder central e local. Refiro-me à escravatura existente nas estufas agrícolas do Sul do país.

 

Assim de repente lembro-me no último ano do abrigo ilegal de cães de Santo Tirso, lembro-me dos maus tratos nos lares,  do (des)ordenamento do território e os incêndios, ... São elefantes na sala para os quais fechamos os olhos seja por inércia, seja por incapacidade, seja pelos poderes instalados, seja por não nos afetar diretamente.

 

No caso dos imigrantes ilegais nas explorações agrícolas, é assustador a passividade das autoridades quando se ouve falar em escravatura, mercado de negreiros e ilegalidade. Onde anda a ACT? E depois do COVID, vai mudar alguma coisa? Andamos sempre tão preocupados em alinhar nas manifestações (sem máscara) por causas antiracismo dos Estados Unidos (critiquei aqui) e depois com o que se passa em Portugal estamos quietinhos que nem uns ratos.

 

Pior, em Lisboa há um ano atrás até se andou a vandalizar estátuas de figuras históricas (critiquei aqui).

Acho a nossa sociedade de uma hipocrisia elevada. Para os maus tratos e mortes negligentes de idosos em lares, com funcionários mal formados, mal educados e negligentes, está tudo bem. Temos cada vez mais acesso à informação, mas somos cada vez mais carneiros atrás de modas.

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publicado às 13:49

2020: um ano inesquecível

30.12.20

2020 foi o ano que prometeu: inesquecível!

Só que pelos piores motivos.

 

O que aconteceu parece um cenário digno de um filme: um vírus desconhecido atinge todo o planeta no espaço de semanas. Sem vacina, as pessoas são obrigadas a ficar em casa com medo de serem infetadas. As empresas param de trabalhar, as lojas fecham e os hospitais lotados.

Se alguém há um ano atrás dissesse que isto ia acontecer, seria apelidado de louco!

Quem foram os protagonistas? Todos nós!

 

Cada um à sua maneira e na sua realidade, todos nós sentimos os efeitos do covid. Seja na nossa saúde, seja no nossa trabalho, seja nas relações amorosas, pessoais ou sociais.

O que aconteceu e está a acontecer é inédito para todas as gerações. 

 

Não esqueceremos mais o ano 2020. Ficará cravado nas nossas memórias para sempre como um ano de mudanças, de restrições de liberdade, de afetos e de medo. Alguém legendava estes dias num post sobre uma morte: "2020 a ser 2020".

Muito se vai escrever sobre esta crise que estamos a viver por dentro.

 

Não sei como ser 2021, mas deixo estas fotos. Foram tirada no 1º banho do ano, dia de 1 de Janeiro de 2020, na praia de Espinho. Estavamos longe de imaginar o que aí vinha! Eramos felizes e livres sem saber.

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publicado às 16:27

Haverá cada vez menos blogs?

19.11.20

P7091120 - blog.JPG

Foto do AgitÁgueda - da minha autoria

Neste recolher obrigatório, fiz um exercício para confirmar as minhas impressões. Fui analisar a data do último post de alguns blogs dos "Sapos de ano" de 2019. Confirmei a minha suspeita. Cerca de metade não têm um único post nos últimos três meses, havendo até alguns inacessíveis (marcados como "privados").

 

Há vários meses que noto que há cada vez menos blogs ativos em comparação com 2015 quando criei o meu. É normal haver um vai-vem entre novos e desistentes, mas sinto mais "vai" do que "vem". 

Da comunidade Sapo, noto que os blogs mais ativos já foram criados há algum tempo. 

 

Ter um blog é um hobby mas dá trabalho.

Nem sempre há tema ou ideias para escrever uma coisa de jeito.  Temos de refletir no que vamos publicar. O próximo processo de edição implica vários links e etapas até ao "Publicar". Por outro lado, o feedback não é muito mensurável.

 

No lado oposto, crescem como cogumelos as páginas de Instagram (o facebook já é old school porque também implica escrever). É muito mais fácil e trend postar uma fotografia, contabilizar os seguidores, ver quantos e quem viu a story e sobretudo é mais fácil de comentar e reagir.

 

É com pena que vejo cada vez menos pessoas a escrever, a dedicar-se a textos, a exprimir ideias e a perpetuar nos motores de pesquisa os seus posts. Privilegia-se o fácil e o imediato. Os blogs são um espaço gratuito de livre exposição de pensamentos, troca de comentários, sem pressão de "likes" ou "seguidores". 

A Andreia disse há uns tempos que um blog e uma rede social não são substituíveis. Podem ser complementares, mas com objetivos diferentes, sobretudo para quem é um hobby. Continuo a concordar 100%.

 

Para concluir insisto na ideia para a equipa SAPO: podia haver nos nossos blogs, como existe no blogspot, a possibilidade de um feed dos nossos favoritos no blog e que inclua as várias plataformas (sapo, blogspot, wordpress...). Ajudaria a criar mais dinâmica do que as "leituras" que são exclusivas para o sapo e implicam carregar em mais um link. Fica a ideia!

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publicado às 14:40

A fechar portas por aí #6 - Sardinha Sem Lata

08.11.20

caldeirada.jpeg

O Filipe convidou-me para uma caldeirada, a quem agradeço o covite.

 

Pertenço à geração catalogada como “Millenials”, nos sub 30. Cresci com o Game Boy e Dragon Ball. Na adolescência a massificação dos telemoveis e os Morangos com Açúcar. Na entrada da idade adulta as redes sociais. Posteriormente a massificação do “e-“ ecommerce, efatura,... e as fakes news.

A minha geração tem mais formação, mais acesso à informação e à conexão com os outros, muito por força das redes sociais. Porém será que é mais crítica? Será que ...

 

Continua aqui

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publicado às 18:02

A crueldade de Reguengos e a (ausência n) as redes sociais

16.08.20

Estou cada vez mais chocado com antes e o depois do surto no lar Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.

A crueldade foi tanta, que a acusação idónea da Ordem dos Médicos fala em desidratação e abandono dos cuidados de medicação dos idosos que lá vivem.

É demasiado horrível! Será que se pode falar em tortura? Violação dos direitos humanos?

Tanto criticamos um lar espanhol em plena pandemia, que no pós pandemia fizemos o mesmo. No nosso país foi em Reguengos de Monsaraz, no Portugal profundo, marginalizado e onde não rende votos.

APAV.jpg

 

Lemos que 40% das mortes de COVID oficiais ocorreram de idosos em lares. Sublinho oficiais. Hora de chamar a Justiça e punir quem permitiu que isso acontecesse.

 

Como se não fosse mau, a Ministra responsável pelo licenciamento e financiamento deste espaços, não sabe de nada, desvaloriza, não leu o relatório, etc. Então pergunto eu o que anda lá a fazer? Se não tem tempo, que dê o lugar a outro.

Mais, o que vai ser feito para outros casos se evitem?

Marcelo criticou-a e bem, mas o mesmo PR que foi tão exímio a criticar e a sugerir em público a demissão da Ministra da AI nos incêndios de Pedrógão, agora não faz o mesmo?

 

E as redes sociais tão ativas na causa animal, na causa do racismo e do anti racismo, na novela Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, nada dizem sobre isto? Não rende likes? Nem manif's? Nem fotos para mostrar que se tem uma causa.

 

Estou mais do que triste, envergonhado pelos valores que o nosso país (não) cultivo, como o respeito da dignidade humana dos mais velhos.

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publicado às 15:42

Faz agora 3 meses

11.06.20

Faz agora três meses em ficamos sem chão.

Algo que nunca tínhamos vivido ou presenciado. Um vírus que punha em causa a nossa existência, sem cura ou vacina, e para o qual todo o Mundo foi apanhado desprevenido, obrigava-nos a ficar trancados em casa.

Parece de um filme, mas foi o que nos aconteceu. Foi a nossa realidade.

 

Ficamos sem tapete, sem chão.

O futuro passou a ser uma incógnita.

A ansiedade e sobretudo o medo tomou conta de nós.

 

De repente, toda a nossa rotina mudou. Deixamos de "não ter tempo" para ter todo o tempo do mundo. Todos os planos saíram furados. Os noticários foram invadidos pelo vírus, não só pelos apelos para ficar em casa, bem como mensagens dos pivots:

Este apelo resume o primeiro semestre de 2020.: "aos nossos avôs foi-lhes pedido para irem à guerra, a nós para ficar em casa". 

 

Aqui ao lado, em Ovar, houve uma cerca sanitária, algo que nem sabíamos o que era.

Passamos a valorizar os profissionais de saúde e a valorizar o Serviço Nacional de Saúde. Os nossos encontros sociais deixaram de existir. Passamos a trabalhar a partir de casa (algo impensável para patrão tradicional português), outros ficaram em lay-off, outros despedidos, passou a haver telescola e passamos a servirmo-nos muito mais de internet para praticamente tudo. Inclusivé para conhecermos e cuscarmos as casas de cada um.

 

Três meses depois, a recuperação é lenta, estamos ainda a viver a novidade e a aprender o novo "normal". 

Aos poucos, as atividades económicas e consequente emprego vão sendo retomados. Quem já estava mal, seja emprego ou condições de vida, bateu no fundo. Haverá coisas que vão mudar, outras não. Uns andam com demasiada pressa em voltar ao normal, outros com demasiado receio.  Para já andamos de máscara, sempre com a ameaça do vírus anda por aí.

 

Se tivesse que escolher uma foto, escolhia esta. Trata-se da escova e pasta dos dentes que tive que comprar neste regresso a casa dos pais, em teletrabalho, mas a trabalhar pelo menos até agora. É uma foto simbólica.

IMG_20200601_230556.jpg

Reparei agora na fotografia na mensagem "Save water"! 

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publicado às 18:46

A postura dos líderes mundiais e a essência revelada

01.05.20

mapcoronavirus.jpg

À medida que o tempo vai passando e com este cenário de crise, consegue-se perceber a natureza de cada governante e quão perigosos podem ser. Perigosos porque as suas medidas e discursos influenciam muito milhões de pessoas e ordem mundial.

 

Nesta crise, na China, EUA e América Latina, tem sido uma verdadeira desgraça, mas com contornos diferentes.

- China

Claramente quer ser o dominar o mundo. Vai dando passos para lá chegar. Este vírus começou na China e teorias gravíssimas da conspiração não faltam. Porém, nota-se o esforço em: i) não ser claro na informação que passa percebendo-se um filtro na comunicação no sentido de subvalorizar o nº de chineses afetado; ii) estender a mão com máscaras e equipamentos aos restantes países.

- EUA

São dirigidos por um dirigente vaidoso, com o coração perto da boca que não reflete no que diz, mas Trump defende o seu país e a sua economia. Age muito mal ao desvalorizar a pandemia em nome da economia e para não perder pujança e força para a China. A sua reeleição vai depender muito do desemprego e de conseguir encontrar o medicamento ou vacina. .

Sobre o corte ao financiamento da OMS, é censurável, óbvio, mas algo de muito grave deve ter descoberto para decisão tão radical e que lhe custa a incompreensão dos nativos.

 

- Brasil e outros países da América Latina

A liderança é diferente de Trump. Não é económica. É militar. São países dirigidos por pessoas que querem o poder a qualquer custo. Com a polícia na rua. Sabem que ao fechar a economia, vai trazer pobreza e motins para as ruas e não conseguiram impôr o seu poder e controlar o povo. Assim, a funcionar vai havendo dinheiro e com a sua força, a população vai-se calando.

Chegam-nos imagens perigosas e surreais de valas comuns, cadáveres infetados atirados para a rua dignas de "quarto" ou quinto mundo.

No Brasil, o líder segue cada vez mais isolado. Primeiro saiu o Ministro da Saúde, agora o da Justiça por exigir separação de poderes. 

 

- Europa

Muito fragmentada politicamente, os países com mais dificuldades em conter foram os mais populosos e os mediterrânicos. Com sistemas de saúde mais débeis e muito alicerçados no turismo, Portugal escapou, por enquanto.

 

Acho que esta pandemia veio revelar a essência de cada um dos grandes governantes e quem descobrir a vacina e medicamento será o rei neste planeta de cegos.

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publicado às 16:40

Lares e o vírus

23.04.20

Hoje soubemos que um familiar num lar em Gaia acusou COVID-19.

Estamos preocupados naturalmente.

Dámos por nós a pensar se estes testes, que a CM Gaia, proativamente efetuou, não deveriam ter ocorrido há mais tempo. Há muitas críticas de responsáveis de lares (legais) portugueses quanto ao timing dos testes. Se tivessem sido feito há mais tempo, não se teria conseguido salvar o seu bem estar físico, já para não falar de vidas?

Como já referi aqui e aqui, acho a geração mais velha muito negligenciada pela mais nova, a menos que interesse o dinheiro da reforma e de quem tem a opção e vontade de ser cuidador informal (seja por missão, pena, bondade - sim ela também existe!).

 

Falando nos lares ilegais, quantos idosos já não poderão ter sido afetados e escondidos pelos seus proprietários com medo que a sua ilegalidade e falta de condições seja descoberta?

A situação nos lares clandestinos é comparável à corrupção nas cartas de condução: toda a gente sabe da ilegalidade mas fecha-se os olhos.

A gravidade é maior quando mete violência e maus tratos. Pessoas sem escrúpulas que agridem os mais velhos que lhes pagam os salários como aconteceu nas "legais" Santas Casa da Misericódia de Ponta Delgada e Valpaços.

Questões que nos fazem refletir.

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publicado às 20:46


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