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A crueldade de Reguengos e a (ausência n) as redes sociais

16.08.20

Estou cada vez mais chocado com antes e o depois do surto no lar Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz.

A crueldade foi tanta, que a acusação idónea da Ordem dos Médicos fala em desidratação e abandono dos cuidados de medicação dos idosos que lá vivem.

É demasiado horrível! Será que se pode falar em tortura? Violação dos direitos humanos?

Tanto criticamos um lar espanhol em plena pandemia, que no pós pandemia fizemos o mesmo. No nosso país foi em Reguengos de Monsaraz, no Portugal profundo, marginalizado e onde não rende votos.

APAV.jpg

 

Lemos que 40% das mortes de COVID oficiais ocorreram de idosos em lares. Sublinho oficiais. Hora de chamar a Justiça e punir quem permitiu que isso acontecesse.

 

Como se não fosse mau, a Ministra responsável pelo licenciamento e financiamento deste espaços, não sabe de nada, desvaloriza, não leu o relatório, etc. Então pergunto eu o que anda lá a fazer? Se não tem tempo, que dê o lugar a outro.

Mais, o que vai ser feito para outros casos se evitem?

Marcelo criticou-a e bem, mas o mesmo PR que foi tão exímio a criticar e a sugerir em público a demissão da Ministra da AI nos incêndios de Pedrógão, agora não faz o mesmo?

 

E as redes sociais tão ativas na causa animal, na causa do racismo e do anti racismo, na novela Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, nada dizem sobre isto? Não rende likes? Nem manif's? Nem fotos para mostrar que se tem uma causa.

 

Estou mais do que triste, envergonhado pelos valores que o nosso país (não) cultivo, como o respeito da dignidade humana dos mais velhos.

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publicado às 15:42

Faz agora 3 meses

11.06.20

Faz agora três meses em ficamos sem chão.

Algo que nunca tínhamos vivido ou presenciado. Um vírus que punha em causa a nossa existência, sem cura ou vacina, e para o qual todo o Mundo foi apanhado desprevenido, obrigava-nos a ficar trancados em casa.

Parece de um filme, mas foi o que nos aconteceu. Foi a nossa realidade.

 

Ficamos sem tapete, sem chão.

O futuro passou a ser uma incógnita.

A ansiedade e sobretudo o medo tomou conta de nós.

 

De repente, toda a nossa rotina mudou. Deixamos de "não ter tempo" para ter todo o tempo do mundo. Todos os planos saíram furados. Os noticários foram invadidos pelo vírus, não só pelos apelos para ficar em casa, bem como mensagens dos pivots:

Este apelo resume o primeiro semestre de 2020.: "aos nossos avôs foi-lhes pedido para irem à guerra, a nós para ficar em casa". 

 

Aqui ao lado, em Ovar, houve uma cerca sanitária, algo que nem sabíamos o que era.

Passamos a valorizar os profissionais de saúde e a valorizar o Serviço Nacional de Saúde. Os nossos encontros sociais deixaram de existir. Passamos a trabalhar a partir de casa (algo impensável para patrão tradicional português), outros ficaram em lay-off, outros despedidos, passou a haver telescola e passamos a servirmo-nos muito mais de internet para praticamente tudo. Inclusivé para conhecermos e cuscarmos as casas de cada um.

 

Três meses depois, a recuperação é lenta, estamos ainda a viver a novidade e a aprender o novo "normal". 

Aos poucos, as atividades económicas e consequente emprego vão sendo retomados. Quem já estava mal, seja emprego ou condições de vida, bateu no fundo. Haverá coisas que vão mudar, outras não. Uns andam com demasiada pressa em voltar ao normal, outros com demasiado receio.  Para já andamos de máscara, sempre com a ameaça do vírus anda por aí.

 

Se tivesse que escolher uma foto, escolhia esta. Trata-se da escova e pasta dos dentes que tive que comprar neste regresso a casa dos pais, em teletrabalho, mas a trabalhar pelo menos até agora. É uma foto simbólica.

IMG_20200601_230556.jpg

Reparei agora na fotografia na mensagem "Save water"! 

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publicado às 18:46

A postura dos líderes mundiais e a essência revelada

01.05.20

mapcoronavirus.jpg

À medida que o tempo vai passando e com este cenário de crise, consegue-se perceber a natureza de cada governante e quão perigosos podem ser. Perigosos porque as suas medidas e discursos influenciam muito milhões de pessoas e ordem mundial.

 

Nesta crise, na China, EUA e América Latina, tem sido uma verdadeira desgraça, mas com contornos diferentes.

- China

Claramente quer ser o dominar o mundo. Vai dando passos para lá chegar. Este vírus começou na China e teorias gravíssimas da conspiração não faltam. Porém, nota-se o esforço em: i) não ser claro na informação que passa percebendo-se um filtro na comunicação no sentido de subvalorizar o nº de chineses afetado; ii) estender a mão com máscaras e equipamentos aos restantes países.

- EUA

São dirigidos por um dirigente vaidoso, com o coração perto da boca que não reflete no que diz, mas Trump defende o seu país e a sua economia. Age muito mal ao desvalorizar a pandemia em nome da economia e para não perder pujança e força para a China. A sua reeleição vai depender muito do desemprego e de conseguir encontrar o medicamento ou vacina. .

Sobre o corte ao financiamento da OMS, é censurável, óbvio, mas algo de muito grave deve ter descoberto para decisão tão radical e que lhe custa a incompreensão dos nativos.

 

- Brasil e outros países da América Latina

A liderança é diferente de Trump. Não é económica. É militar. São países dirigidos por pessoas que querem o poder a qualquer custo. Com a polícia na rua. Sabem que ao fechar a economia, vai trazer pobreza e motins para as ruas e não conseguiram impôr o seu poder e controlar o povo. Assim, a funcionar vai havendo dinheiro e com a sua força, a população vai-se calando.

Chegam-nos imagens perigosas e surreais de valas comuns, cadáveres infetados atirados para a rua dignas de "quarto" ou quinto mundo.

No Brasil, o líder segue cada vez mais isolado. Primeiro saiu o Ministro da Saúde, agora o da Justiça por exigir separação de poderes. 

 

- Europa

Muito fragmentada politicamente, os países com mais dificuldades em conter foram os mais populosos e os mediterrânicos. Com sistemas de saúde mais débeis e muito alicerçados no turismo, Portugal escapou, por enquanto.

 

Acho que esta pandemia veio revelar a essência de cada um dos grandes governantes e quem descobrir a vacina e medicamento será o rei neste planeta de cegos.

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publicado às 16:40

Lares e o vírus

23.04.20

Hoje soubemos que um familiar num lar em Gaia acusou COVID-19.

Estamos preocupados naturalmente.

Dámos por nós a pensar se estes testes, que a CM Gaia, proativamente efetuou, não deveriam ter ocorrido há mais tempo. Há muitas críticas de responsáveis de lares (legais) portugueses quanto ao timing dos testes. Se tivessem sido feito há mais tempo, não se teria conseguido salvar o seu bem estar físico, já para não falar de vidas?

Como já referi aqui e aqui, acho a geração mais velha muito negligenciada pela mais nova, a menos que interesse o dinheiro da reforma e de quem tem a opção e vontade de ser cuidador informal (seja por missão, pena, bondade - sim ela também existe!).

 

Falando nos lares ilegais, quantos idosos já não poderão ter sido afetados e escondidos pelos seus proprietários com medo que a sua ilegalidade e falta de condições seja descoberta?

A situação nos lares clandestinos é comparável à corrupção nas cartas de condução: toda a gente sabe da ilegalidade mas fecha-se os olhos.

A gravidade é maior quando mete violência e maus tratos. Pessoas sem escrúpulas que agridem os mais velhos que lhes pagam os salários como aconteceu nas "legais" Santas Casa da Misericódia de Ponta Delgada e Valpaços.

Questões que nos fazem refletir.

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publicado às 20:46

Casa

18.03.20

casa.PNG

Regressar a casa, entrar em casa, desfrutar da casa é como estar num refúgio.

 

Nunca trabalhei a partir de casa, exceto situações pontuais à noite em que tive que acabar alguma coisa.

Só nesta última empresa é que se dava a possibilidade de teletrabalho. Era dos poucos colaboradores que nunca tinha usufruído até esta semana. Sempre vi que o escritório é para trabalhar e não queria misturar os sítios. Casa para descanso e work-out, trabalho para obrigação. É psicológico.

 

Desde 2ª feira, o sítio onde costumo escrever no aqui no blog e onde costumo estar em "tempo livre" virou o escritório por tempo indeterminado. Não gosto. Vai-me custar a habituar. É estranho ter esta sensação de continuidade. Porém nos próximso tempos, ter trabalho será uma sorte.

 

E vocês como se estão adaptar?

 

PS: O Coronavirus não escolhe ricos nem pobres, nem brancos nem pretos. A segunda vítima mortal é um dos grandes banqueiros portugueses.

PS II: Não deixa de ser absurdo que haja pessoas que nesta crise andem a vandalizar caixotes do lixo. Já não bastava as autoridades andarem a controlar a população, ainda aparecem estes criminosos.

PS III: Haver pessoas a aproveitarem-se desta situação para burlas com falsos peditórios é inacreditável.

PSIV: Já tinha falado nos riscos para a violência doméstica e para o perigo que esta clausura pode ter. Vejam este artigo.

PS V: A única boa notícia desta crise é a redução da poluição. Lêm-se notícias que as águas de Veneza estão mais limpas.

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publicado às 20:34

Pára tudo!

11.03.20

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Pela primeira vez na minha vida e acho que na maioria das pessoas, assistimos a um cenário mundial em que "pára tudo!".

 

A população é mandada para casa sem saber até quando e com tudo suspenso.

 

Ponho-me a refletir em quão frágil é o ser humano. Após tanto inovação, automatismos e tecnologia, como é que um vírus faz parar o mundo, lança o pânico e não há solução.

Acho que agora, muitos de nós vamos dar valor a pequenas coisas como a liberdade (porque não?), a importância de ter uma horta em casa e dos defeitos da globalização.

 

Não dramatizo e vou continuar a ir para o trabalho com normalidade (enquanto não houver ordens superiores em contrário). Naturalmente os cuidados vão ser redobrados.

 

A propósito, há uma boa notícia: os níveis de poluição baixaram muito no último mês. A paragem de muitas fábricas na China e a redução de voos tornaram o planeta mais limpo. É isto é estranho e paradoxal.

 

PS: Nem vou comentar o pessoal universitário (!!!) que foi para a praia!

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publicado às 21:47

Hoje é o dia da mulher

08.03.20

mulher.jpg

 

Hoje é o dia da Mulher.

Um dia que deve servir de reflexão para o caminho que a sociedade portuguesa, europeia e mundial quer seguir.

Haver dias dedicados e oferecer rosas não chega. De todo. Há um longo caminho a percorrer. Alguns passos felizmente já estão a ser dados. 

 

Se olharmos para os cargos mais influentes em Portugal, vemos poucas mulheres. É melhor que nada, mas não chega.

 

Nas empresas, as mulheres que lideram grandes empresas, estão lá por descendência familiar, nomeadamente Cláudia Azevedo e Paula Amorim. Mérito ou dinastia?

Na Banca nem uma mulher presidente.

Nos accionistas, Isabel dos Santos e a dona do Santander mais uma vez ascenderam pela família. 

Isabel Vaz, Manuela Medeiros e Manuela Tavares de Sousa são algumas exceções.

Nas chefias há poucas mulheres, mas aí sou sincero, o perfil de liderança depende muito da pessoa. Já teve reportes femininos muito complicados e prefiro a liderança masculina. É mais simples e objetiva.

 

Na política, o melhor que houve foram 3 dirigentes partidárias mulheres nos últimos 10/20/30 anos: Manuela Ferreira Leite, Catarina Martins e Assunção Cristas. Apenas uma resiste.

Primeira Ministra nenhuma recentemente, Presidente da República nenhuma e apenas uma na AR:  Assunção Esteves.

Uma ministra, a dos incêndios, disse que se sentiu discriminada quando foi criticada por chorar num funeral e o seu sucessor homem tem feito trinta por uma linha e assobia-se para o lado.

 

Na Justiça, Maria José Morgado, Joana Marques Vidal e Lucília Gago tentam se impôr.

Porém juízes e juízas com acórdãos ridículos como o de Neto de Moura e a discriminação da juíza que tratou carrilho por "Doutor" e a vítima mulher por "Bárbara" envergonham-nos enquanto sociedade.

 

No Desporto, estamos a anos-luz de uma sociedade igualitária. Uma outra atleta se destaca a nível individual (Telma Monteiro, Vanessa Fernandes), mas nos desportos coletivos só agora e apenas o futebol começa a dar os primeiros passos. Mesmo assim, o FC Porto nem essa modalidade abraça.

Na vertente amadora, onde participo, quem anda à mais tempo e as organizações das provas destaca que hoje há muito mais mulheres a correr e a participar em corridas. Ótimo!

 

No mundo milionário da televisão, Cristina Ferreira tem feito a diferença. Muito porque as revistas cor de rosa, também dirigidas por mulheres como na Cofina, lhe dão projeção e polémicas.

No entanto, ainda esta semana, uma jovem youtubber foi humilhada pelo namorado num vídeo em que participou voluntariamente para se vender a uns likes.

 

Já defendi mais as quotas que defendo agora.

O que temos visto são escolhas de mulheres para fazer número. Algumas seleções são apenas para cumprir a lei, mas que não chateiem. Escolhe-se a sogra (como na presidência atual do CDS), a mulheres da família (como no PS de Barcelos) e a primeira que aparecer mesmo que não conheça nem perceba nada do programa que representa (como no PAN Setúbal e que foi eleita deputada).

 

Defendi as quotas como um mal necessário para trazer mais a mulher para os cargos relevantes. Mas o lado negativo desta opção está-se a evidenciar cada vez mais. Li este artigo de opinião e hoje concordo com a conclusão: "a presença quantitativa de mulheres em listas não é, por si só, sinónimo de coisa nenhuma. Na escolha para cargos de responsabilidade, fica à vista a falta de preocupação com o perfil ético e o rigor demonstrado no percurso político. Ou para isso também é preciso criar quotas?"

 

Deixa-me triste estas escolhas e as sobretudo as mulheres que se prestam a este papel!

 

Defendo a igualdade entre homens e mulheres. Hoje, o caminho a percorrer já encurtou mas tem muitas pedras, muitas colocadas pelas mulheres que se prestam a papeis.

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publicado às 11:31

A violência num país que só se foca no acessório

31.01.20

violencia.PNG

 

Os meus temas começam a ser repetitivos, porque há situações que me deixam agastado.

 

Hoje num programa de TV vão ser divulgados vídeos chocantes a denunciar maus tratos a idosos. Não é caso único. Todos sabemos disso. Nalguns não há provas, noutros prefere-se ignorar. São os outros, os indefesos, não somos nós.

No blog falo repetidas vezes sobre a violência doméstica que não é exclusiva de homens para mulheres.

 

Pouco ou nada se faz. A lei demasiado branda, uns media que apenas procuram click bait e show off de circunstância levam a um status quo que agastam. A própria população só se foca no seu umbigo.

 

Esta semana as redes sociais e os noticiários andaram atrás de dois indivíduos que vêm para as redes sociais (André V. e Joacine KM - não escrevo o nome completo propositadamente para não contar para as estatísticas de popularidade) apenas para ganharem protagonismo.

Os temas importantes ficam de lado, porque dá trabalho, não dá audiências nem likes.

 

Enquanto, nós, enquanto sociedade, continuarmos neste show de aparências nada vai mudar, nada se melhora.

Hoje são aqueles velhinhos, coitados, amanhã podemos ser nós.

Espero que após esta reportagem, a justiça apure a verdade e haja consequências exemplares (e que sejam noticiadas!)

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publicado às 19:18

O INEM

19.01.20

Felizmente nunca precisei de chamar o INEM. 

 

Esta semana, assisti o INEM a fazer o seu ato de contrição público, a reconhecer falhas e erros, anunciando aos quatro ventos contraordenações e processos disciplinares.

 

Olhando para a vítima, quem foi? Um ilustre português, cuja filha é ex-política e comentadora no canal de TV Cabo mais visto no país!!

A questão que coloco é: se fosse um anónimo vítima da negligência do INEM haveria o mesmo cuidado e anúncio?

Será que falhas humanas não existem todos os dias sem culpados porque a vítima foi o "Zé" ou a "Maria" e não o "Doutor"?

 

Lembrei-me deste vídeo...

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publicado às 12:46

Palavra do ano: violência

06.01.20

Várias vezes falo neste tema e no flagelo que existe na sociedade portuguesa.

Os votante elegeram a palavra "violência" como a palavra do ano de 2019.

Uma espécie de memória para as dezenas de mortes vítimas de violência (doméstica).

Fica sobretudo a ideia de uma justiça demasiado benevolente com os agressores. Acordões judiciais que não lembram a ninguém. Tratamento diferenciado por "Doutor" ao agressor e "Bárbara" à vítima não são razoáveis.

 

E insisto que violência não é só um homem bater na mulher.

É também a mulher bater no homem, as agressões contra idosos, de pais para crianças e não é só física. Também é psicológica.

Pode inclusivamente ser extensível aos animais de companhia.

Espero que o código penal reflita as preocupações da sociedade e torne este crime mais punido.

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publicado às 22:56


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