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Crise dos 25

25.05.19

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Na 5ª, num programa da RTP, alguém referiu a "crise dos 25" como sendo aquela idade em que analisamos, já com conhecimento de causa, o que queremos fazer e ser profissional e pessoalmente. 

 

Revi-me e não chamar-lhe-ia crise dos 25, mas reflexão dos 25.

Foi com essa idade, que há 5 anos atrás, resolvi que queria sair de Auditoria financeira, mudar de emprego e ter outra qualidade de vida.

 

O facto de trabalhar numa profissão interessante, numa empresa conceituada, ter bons clientes do escritório do Porto e as perspectivas de crescimento profissional e salarial serem muito acima da média para outras pessoas, não foi suficiente para compensar a terrível qualidade de vida que tinha. Muitas horas de trabalho, muita pressão e um ambiente muito competitivo de colegas levaram-me a refletir o que queria para a minha vida.

 

A decisão que tomei, semelhante a muitas outros ex-colegas foi começar à procura de melhor. A altura de crise não ajudou muito. Eram muitos cães a um osso com currículos e background semelhantes ao meu. Ao fim de um ano consegui uma boa oportunidade, mas "sol na eira e chuva no nabal" nem sempre é possível.

 

Esta mudança obrigou-me a sair de casa dos pais, viver sozinho, mudar de cidade, ter de conhecer novas pessoas, mundos e experiências. 

 

Hoje, olhando para trás, foi a melhor coisa que fiz. Tenho a certeza que se aos 25 não tivesse feito esta reflexão e não tivesse mudado, teria uma vida bem mais infeliz.

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publicado às 18:15

A violência doméstica depois do circo

05.03.19

Hoje, felizmente, muitos condenam os termos do acordão do juíz de Neto de Moura.

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Várias breves notas me ocorrem:

 

- trazer o tema da violência doméstica para ordem do dia é bom, mas o assunto é muito sério! Muito grave! Demasiado presente!

Utilizar o humor para falar destes flagelos é bom, mas não confundir com leviandade nem estupidez.

Já agora, muitos dos que riram no domingo com o "jogo" será que também não maltratam as suas parceiras?

 

- durante este circo, houve algum incentivo às denúncias ? Ou incentivo a que algum agressor pare de maltratar uma vítima? Não. E isso deixa-me triste. Está a dar circo, mas medidas práticas dissuasoras: zero!

 

- o estatuto de intocáveis dos juízes ficou muito beliscado. O seu trabalho deve ser julgado como o de qualquer outro profissional e a Justiça deve ser cega e laica.

 

- a violência doméstica não é só homem contra mulher. 

Pode ser mulher contra homem.

Pode ser filhos a bater em pais

Poder ser entre casais homossexuais

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publicado às 21:43

Quanto menos sabemos

20.02.19

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Seja na nossa vida particular, seja no nosso trabalho, quantas e quantas vezes, sentimos que quanto menos sabemos, mais felizes somos?

 

Este pensamento vem a propósito de umas cusquices que ouvi que preferia não ter sabido. Coisas que sabemos que nos afetam ou nos fazem sentir injustiçados. Ou nem é preciso ir tão longe, factos da vida de outros que só a eles dizem respeito, i.e., ninguém tem nada que saber e muito menos partilhar.

 

Mas até que ponto, estarmos ignorantes, não nos deixa um sentimento de estarmos a ser comidos por parvos? Ou, como diz o povo, o corno é sempre o último a saber...

 

É um pau de dois bicos!

 

Por outro lado, existem aquelas pessoas que fazem questão de nos contar histórias "não oficiais" para testar a nossa reação e nos picar. Por essa razão, recentemente afastei-me de uma pessoa que funciona como um rádio e que mina o meu equilíbrio.

 

É mais forte que eu porque depois fico a cismar naquilo. Por vezes, quanto  menos sabemos, mais liberta a nossa cabeça fica.

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publicado às 18:53

Rádio

13.02.19

Felizmente conseguiu contrariar a crítica que os Queen lhes deu.

 

A rádio tem sido dos meios de comunicação que tem sobrevivido ao avanço tecnológico, sendo em grande parte devido à companhia que faz às pessoas nas viagens de carro. Mas... cada vez mais monopolizada.

 

Soube-se se adaptar à internet, às redes sociais e cada vez mais a produtos/parcerias adicionais. Lembro-me das parcerias com festivais de músicas, os diretos e os espectáculos da Comercial com os seus próprios animadores.

Para tal tem contribuído a concentração nos grandes grupos  como Media Capital, a Igreja, Estado e a Global Notícias (TSF), que conseguem outra robustez financeira, mas também menos diversidade.

 

As rádios locais, por sua vez, são cada vez menos. Apesar do seu papel importantíssimo na descentralização, nas notícias e protagonistas regionais, até na publicidade à mercearia e ao talho local, têm vindo a perder influência e capacidade de geração de receitas. Têm sido engolidas pelas rádios nacionais. Penso que as exceções são a rádio Festival (que tem um festival de fado que lhe dá projecção) e a Nova Era (tem parceria com a EDP/Galp nas festas de Verão). 

 

Sempre que vou no carro costumo ligar a rádio. Gosto de ouvir as notícias, a música, a companhia, mas dispensava a publicidade.

 

As 6 que tenho gravadas são: 1- M80; 2- Antena 1; 3- Jornal FM; 4- RFM; 5- Comercial e 6- TSF

 

Geralmente oiço a Jornal FM, precisamente por ter mais música que publicidade.

 

A segunda opção  Rádio Comercial, mas não tenho paciência para o excesso de publicidade, rubricas e alguma vaidade dos animadores da manhã.

 

Por isso, faço zapping para a RFM, que tem uma animadora a quem já ouvi falhas muito graves de cultural geral e as músicas são sempre as mesmas, ou para a Antena 1 (costumo ouvi a rubrica Um dia no Mundo). Quanto aos relatos, gosto muito do estilo do narrador nortenho da TSF. Humor, gosto da Susana Romana (M80) mas muitas vezes esqueço-me de sintonizar :)

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publicado às 19:53

Uma história sobre arrendamento

24.01.19

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Uma família de mãe, filho e filha adultos foi a escolhida pela senhoria para alugar uma casa T2.

 

Uma semana depois, quando a filha foi a casa da senhoria entregar cópia do cartão do cidadão para assinar o contrato de arrendamento, perguntou-lhe se podia fazer uma parede em pladur na sala criando um quarto adicional.

A senhoria recusa porque não quer mexer na estrutura da casa. A filha responde "ok".

 

Passado 30 minutos, a senhoria liga à filha a dizer que não afinal não lhe ia alugar a casa por quebra de confiança. Especificando que as dúvidas eram na capacidade da família manter o imóvel tal como lhe seria entregue.

 

O que pensar disto?

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publicado às 18:07

Mais um alerta vindo de Espanha

03.12.18

Nas eleições da Andaluzia, mais um crescimento da extrema direita. Desta vez em Espanha, aqui ao lado.

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França, Itália, Polónia e Hungria foram os países que inauguraram a viragem à extrema direita.

 

 

As aulas de História mostraram como é que ela subiu ao poder na década de 30, como acabaram e as atrocidades cometidas.

 

Em Portugal, só este ano fomos surpreendidos por facadas nas instituições democráticas portuguesas:

 

- uma deputada a pintar as unhas no Parlamento

(não pediu desculpa nem justificou o contexto)

 

- um deputado com assinaturas falsas no parlamento

(a infractora acusou quem lhe questionou de virgem ofendida)

 

- um presidente de um partido promete uma "banhada de ética" mas tem como vice presidente alguém que foi acusado de comprar votos

(e mesmo assim mantém-se como seu braço direito)

 

- a líder da extrema esquerda perante uma notícia verdadeira do "Caso Robles" atacou o jornal que publicou a notícia

(a liberdade é só quando convém)

 

- um presidente da Câmara na localidade mais afetada pelos incêndios é suspeito de compadrio e encobrimento na atribuição de subsídios e tudo continua como se nada fosse.

 

É triste o caminho para onde a democracia portuguesa caminha.

E, ou muito me engano, se aparecer alguém com pose, imagem e retórica com ideias à Bolsonaro e à Trump, argumentos não lhe faltam. E é triste escrever este post. Porque o risco existe e há culpados. É triste pensar nisto.

[Excluo deste perfil o André Ventura - um adulto que parece uma criança mimada sem credibilidade]

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publicado às 23:40

Coletes amarelos ou hooliganismo

02.12.18

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A iniciativa era muito apelativa. Os franceses iriam sair para a rua vestidos com um colete amarelo protestar contra os impostos no combustível decretados pelo governo francês.

 

Uma manifestação pacífica que contou com a adesão e simpatia de muitos automobilistas. Chamou-me logo a atenção não ter havido confrontos dado o país em questão na primeira vez.

Esta semana, vimos que foi uma exceção e um grande sinal de alarme.

 

Uma causa meritória de pessoas bem intencionadas e livres, mas que viram as suas intenções defraudadas por anarquistas e verdadeiros hooligans que apenas tiveram intenção de armar confusão, pondo em cheque o motivo e demonstrando o barril de pólvora que é a sociedade parisiense.

 

Desde quando incendiar carros é uma forma de manifestação?

Desde quando pilhar lojas  é uma forma de manifestação?

Desde quando apropriar-se de uma causa de insatisfação serve para semear o pânico?

 

As atitudes anarquistas e medonhas que vimos em Paris funciona como uma espécie de alerta terrorista e onde os manifestantes não se revêm. As pessoas podem discordar, mas isso não valida o que vimos nas TV's.

 

 

Por cá, vi uma foto partilhada do Facebook que comparava os preços de uma gasolineira em França com uma portuguesa, mas não esclarecia:

- qual a data da fotografia nem em Portugal nem em França;

- se  a bomba francesa é low cost ou é da média;

Além disso a marca portuguesa escolhida foi a BP - uma insígnia caríssima em Portugal. Vi muita gente revoltada nas redes sociais pela pacatez do povo portugês em aceitar tudo dos seus governantes, mas não a questionar a comparabilidade dos preços.

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publicado às 17:02

O que Borba diz do país real em 2018

28.11.18

Só agora vou escrever sobre Borba. Já fui comentando por aí, mas deixei a poeira assentar.

Nas minhas resoluções para 2019 tinha pensado ir em Junho ao distrito de Évora conhecê-lo. Do que já tinha lido, Vila Viçosa estava (e estará) no meu roteiro. A capital do mármore.

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Na semana passada jantamos em choque. Uma estrada ruiu, num dia chuvoso, desabando numa pedreira de mármore em Borba. Seis mortos. 

 

Há dezassete anos atrás foi em Entre os Rios. Perderam-se 57 vidas, caiu um ministro e o país acordou para a manutenção das pontes e para o Interior esquecido. Foi numa noite chuvosa, ventosa e de Inverno. 

 

No ano passado foram os incêndios. Dezenas de mortos em Pedrogão e nas aldeias serranas do Centro do país. Não há culpados. Foi um poste, o calor, as matas por limpar...

 

Existem umas acusações inconclusivas, fraudes nos acessos aos subsidios, compadrios de terceiro mundo nalgumas Câmaras Municipais afetadas e assobia-se para o lado. Afinal não há mais nada para arder e os interesses políticos, pessoais e empresariais falam mais alto. Pesa pouco nos votos!

 

O que têm em comum estas tragédias em Portugal?  Todos no Interior, sem condenações. A culpa é sempre do mau tempo.

 

As pessoas saem das suas aldeias para o Litoral, outras emigram e o Interior fica deserto. Os serviços públicos fecham e as empresas são inexistentes. Lá não há Websummit, não há start-ups, não a Uber, a Glovo, nem shared services. As cidades de Bragança, Guarda e Fundão tentam remar contra a maré, mas não é suficiente.

 

Voltando a Borba. A malta dos gabinetes e dos "Jotas" perguntam-se onde é que isso fica? Conhecem Lisboa, Porto, Oeiras, Cascais e pouco mais (talvez Castelo de Vide devido à "Universidade de Verão"). No país real, fora dos gabinetes, existem muitos problemas, mas só são conhecidos quando há uma tragédia. 


Responsáveis presos? Nem vê-los. A culpa é da chuva, do calor, do vento....

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publicado às 17:49

Prematuridade

22.11.18

No dia 17 de Novembro foi o dia da prematuridade.

Confesso só soube depois de ver o post da Gorduchita.

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Não tenho filhos, muito menos prematuros, mas é uma situação para a qual ganhei sensibilidade depois de conhecer e ouvir o relato de um colega de trabalho.

 

No caso dele, foram os dois filhos gémeos que nasceram muito prematuros ( penso 7 meses). Relatava o pai que as idas à maternidade eram a pior sensação que uma pessoa pode ter. Sem saber se os filhos estão vivos, se estão mortos, se quando não estão no mesmo sítio da última vez o que lhes aconteceu.

A somar, a frieza do pessoal médico, que não querem alimentar expetativas juntos pais.

A mulher, mãe das crianças, entrou em depressão nesse período devido à angustia que sentiu e demorou muito a recuperar, celebrando cada dia de vida uma vitória.

 

Hoje, ambos são autistas.

Penso que é daquelas coisas que só depois de passarmos por elas ou ouvirmos um relato de um pai/mãe que passaram por isso, é que damos valor.

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publicado às 18:35

A robotização assustadora

13.11.18

 Confesso que fico assustado coma evolução da robotização. Aquilo que poderia ser bom, tornar os processos mais eficientes, pode tornar-se o inverso: destrutivo, totalitário e sem sentimentos.

Será que é esse o futuro que queremos?

Será que queremos robots a fazer tudo e mais alguma coisa?

 

E o mercado de trabalho? Qual o seu futuro?

A tecnologia está a avançar muito rápido. Conseguiremos ir a tempo e teremos a capacidade de nos adaptar?

 

 

 

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publicado às 18:42


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