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Caminhos de Fátima

09.10.18

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No feriado, 5 de Outubro, na EN 109 Figueira da Foz - Aveiro, vinham muitos peregrinos que estavam a fazer o percurso para Fátima a pé.

 

Ao passar por eles, apercebi-me do perigo que correm. 

Uma insegurança gritante a todos os níveis!

Na berma da estrada, sem passeios, a levarem com o CO2, pó e provocações de camiões e automóveis.Além do risco de serem atropelados.

Já que querem criar uma taxa turística em Fátima, porque não criar melhor condições para os caminhantes? 

 

E isso não exclusivo de Ourém, mas sim de todos os concelhos do país. Pensar-se como um todo e um das maiores pontos de atração em Portugal que é Fátima. Quando vamos a Espanha e vemos os caminhos de Santiago, porque não criar os "Caminhos de Fátima". Nunca fiz essa peregrinação, mas como está, não está bem.

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publicado às 18:10

As violações são todas iguais?

08.10.18

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Uma violação é um crime hediondo.

 

Nestes últimos dias dois casos públicos:

i) o de Cristiano Ronaldo

Famoso, rico, vem ser acusado 9 anos depois de violação, silenciamento ... Sublinho 9 anos depois.

 

ii) o da rapariga da noite do Porto

Estava embriagada, foi violada assumidamente por dois seguranças. O tribunal desculpou-os e classificação de "sedução mútua".

 

Não conheço nenhum dos casos. Não estava lá para ver e julgar. Isso cabe à Justiça e à Polícia.


Mas critico uma coisa: meio mundo fala deste caso do Cristiano Ronaldo que já foi há imensos anos (será inocente vir agora à berlinda?), mas não vejo muita revolta com a decisão absurda do tribunal do porto em desculpabilizar os violadores de uma rapariga embriagada.

Como diz o AndyBlog - o mundo está louco? Só pode. Porque há tantos posts sobre uma coisa e quase nada sobre a outra? 


Questões que nos deviam fazer refletir sobre a importância que damos às coisas ... 

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publicado às 18:01

A estupidez das praxes académicas

02.10.18

Todos os anos é a mesma coisa e nada muda.

 

Todos os anos vêm as queixas em que adultos coagem outros adultos a fazer figuras humilhantes com sequelas físicas e psicológicas. É um bullying que toda a gente sabe que existe mas todos parecem querer ignorar.

A história que é "consentido" não é totalmente verdade, porque as ameaças, o tom inquisitório e as represálias seguem-se.

Não percebo o que motiva uma pessoa a perder o seu tempo, a vestir um traje negro e a descarregar as suas frustrações e tiques autoritários perante os mais novos. Quando assim é, é estupidez.

 

Nem depois da tragédia do Meco, as praxes acabam. 

Não se pode confundir praxe com integração académica, nem praxe com violência!

 

Pormenores da UBI: "os alunos foram levados em bagageiras de carros, de cara tapada, e alvos de perguntas por parte dos praxantes. Se não acertassem nas respostas, tinham de baixar as calças para serem agredidos"

 

Pessoalmente nunca tive nenhuma má experiência, mas acho também que vivia bem sem ela.

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publicado às 17:34

As mudanças no trabalho pós crise

13.09.18

Li uma notícia muito interessante sobre o retrato do mercado de trabalho antes e depois da crise.

Genericamente:

- Maior peso das mulheres

- Mais peso dos trabalhadores qualificados

- Envelhecimento dos trabalhadores

- Mais trabalhadores por conta de outrem

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Se me surpreende? Nada

 

Com a crise, sobretudo em Lisboa, Porto, Braga e Fundão, houve um fenómeno invulgar.

Chegaram muitas empresas internacionais que trouxeram para Portugal os seus centros tecnológicos e de serviços partilhados, procurando pessoas licenciadas (sobretudo nas áreas da engenharia e da economia). Vêm atraídas pela versatilidade em línguas dos portugueses, pela qualidade da formação académica e salários mais baixos face a outros países. O meu atual emprego insere-se neste lote.

 

Com o aumento da independência, igualdade de oportunidades e haver menos homens na área financeira, o peso das mulheres aumenta, ainda que não em posição de  chefias.

 

Por outro lado, estas empresas procuram trabalhadores já com alguma experiência de modo a que, na fase de implementação de projeto, seja mais eficiente e existe uma geração mais velha de licenciados que não houve no passado

 

Outra razão que na minha opinião justifica este envelhecimento do trabalhador é outra, que já ouvi de várias pessoas: a geração de licenciados pós crise, que já foi educado no mundo da Playstation, Facebook e Youtubbers, não é (geralmente) muito comprometida com o trabalho.

Como não passou pelo crise, dizem que não dá valor às oportunidades e não querem saber. Já tinha escrito sobre isso há dias.

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publicado às 18:51

"Se acha a educação cara experimente a ignorância"

12.09.18

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Li esta frase no blog da Maribel e fiquei a pensar nela.

 

A educação é fundamental para uma sociedade crítica, informada e para se desenvolver.

É com pessoas cultas e com formação académica, que:

- se é valorizado no exterior (e por isso melhor remunerado e reputado)

- se consegue atrair investimento estrangeiro (veja-se a quantidade enorme de empresas com serviços partilhados e centros tecnológicos que vêm para Portugal)

- progredir socialmente 

- questionar quem nos governa e dirige os nossos destinos enquanto povo.

 

A questão da educação ser "cara" surge deixa o investimento passa a desperdício. Em que situações isso pode acontecer? Quando por exemplo:

- por razões políticas se cede a exigências de sindicatos de professores que são injustas perante outros trabalhadores

- quando a discussão deixa de ser os programas, as colocações longe de casa e a indisciplina nas escolas para ser a progressão na carreira

(isto vai ser falado novamente quando surgir outro vídeo de agressão a professores na net)

- se compram artigos de luxo e paga-se de cofres públicos valores inflacionados para salvar o construtor amigo que está em dificuldades.

- se fazem parcerias público privadas com colégios com contornos  pouco claros

 

Portanto, tudo isto para dizer que a educação é extremamente importante e merece a concentração de esforços no investimento de um país, mas as questões laterais e fraude podem levantar as questões dos mais pessimistas.

 

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publicado às 18:11

O olhar e o assédio

03.09.18

Quando fui a Lisboa, no shopping Vasco da Gama circulava uma rapariga de calças brancas e push-up, maquilhada, jovem e bonita. Bastante atraente, em suma.

Era quase inevitável não reparar.

 

Passou por mim em frente a uma loja de telemoveis onde os três funcionários rapazes ficaram, tal como eu, a olhar para ela. Na brincadeira, juntou-se uma outra colega que lhes disse na brincadeira "Podiam ser mais discretos não?"

 

O que é que isso teve de mal?

Nenhum!

 

Niguém falou ou insultou a rapariga. Apenas olhou-se. Ela continuou na vida dela, eu a minha e os moços na loja a trabalhar.

 

Porém, depois fiquei a pensar na rapariga situação e lembrei-me que num programa recente da SIC "E se fosse consigo", equivaleram a assédio numa das situações filmadas, os homens olharem para o rabo da rapariga (minuto 26).

 

Ora a situação foi identica à que se passou no centro comercial e não houve maldade nenhuma! (nem minha nem dos outros três funcionários da loja) 

Daqui a pouco as pessoas não podem olhar umas para outras, que é logo assédio.

Um homem olha para o rabo de uma rapariga, é assédio.

Uma mulher olha para as calças de um homem, é assédio.

Um homem olha para o peito de uma mulher é assédio.

Uma mulher olha para os musculos de um homem é assédio.

 

Diciopédia diz que assédio sexual é "conjunto de atos ou comportamentos, por parte de alguém em posiçãoprivilegiada, que ameaçam sexualmente outra pessoa". Isso aconteceu? Claro que não.

Depende da situação, mas não podemos cair no exagero e ser mais papistas que o papa.

 

PS: Ao ouvir a reportagem da TVI sobre a possível fraude nos serviços municipais da ex-mulher, do presidente da Junta e desde e daquele ocorrem-me duas coisas:

i) fiz bem em não contribuir pois aconteceu o que temia
ii) no mínimo uma investigação criminal.

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publicado às 18:21

A juventude e a tropa

16.08.18

Este post vem na continuidade do post de ontem, onde descreveram as pessoas mais novas do grupo de corrida como "a última geração que brincou na rua".  No fim de semana da juventude, fala-se da reencarnação do serviço militar obrigatório (SMO).

Um tema (muito) polémico.

 

Se me perguntarem como descrevo a juventude de 2018, a primeira palavra que me surge é redes sociais. Enquanto uns se isolam atrás dos computadores, a ver séries, youtubbers, facebooks e Instagrams, outros aproveitam a vida, querendo viver as coisas antes do tempo.

 

No entanto, acho que há uma coisa que se tem vindo a perder ao longo dos anos: o respeito pelos outros e pelo próximo. Penso que os mais novos, não vêm autoridade nos pais, professores e nos mais velhos. Até que ponto não se está no extremo oposto ao de há uns anos atrás? Fará falta uma ida ao serviço militar para incutir valores que podem estar perdidos?

 

Até que ponto o SMO é necessário para formar melhores cidadãos? Olhando para a geração que agora está na faixa 30-40, são piores pessoas por não terem ido à tropa? Que impactos tem numa pessoa sem perfil "militar" ser chamada?

Pior, a palavra "militar" faz-me logo lembrar bullying, agressões verbais, psicológicas e físicas, coação e praxes violentas (nomeadamente no Colégio Militar)...

 

Enquanto escrevo este texto lembro-me deste vídeo:

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publicado às 19:40

Ser descartável

14.07.18

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Há coisas que não nos deixam indiferentes e uma delas foi o facto de ser tornado público esta semana um idoso abandonado pela família nas urgências de um hospital público.

 

Não é de certeza absoluta caso único.

 

Este foi notícia, mas quantos mais haverá nesta situação?

Este é um problema social e que nos deixa refletir. Não sei se a família tem tempo e condições para o acolher e tratar dele, mas poderá haver pior sentimento do que nos sentirmos um empecilho que ninguém quer?

Secalhar a mesma família, mal a pessoa morra, salta logo para a herança.

 

Mas há o reverso da medalha: quantos idosos estão em casa dos filhos e são explorados financeiramente (usurpam-lhes a reforma) e quantos são mal tratados e espancados pelas famílias estúpidas e intolerantes. Não são denunciadas, mas existem. Por isso, no "deve e haver" nem sei o que será pior...

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publicado às 10:10

Obrigações (pouco) verdes

08.05.18

Nos último dias, têm-nos chegado notícias de vários crimes ambientais nos nossos rios, relacionados com descargas ilegais.

   - as descargas ilegais no Rio Tejo proveniente de uma Empresa cotada em Bolsa e muito lucrativa

   - as descargas ilegais de vinho tinto estragado na Póvoa de Varzim

   - as descargas ilegais no Rio Tâmega

    - ...

Não vale enunciar mais.

 

Estes atos cobardes são das coisas que mais pode envergonhar o ser humano e os empresários.

Preferem enviar lixo para o rio, à sucapa, do que investir no tratamento de águas residuais. Fica mais barato e os peixinhos que se lixem!

 

Li este fim de semana que se está a pensar emitir "obrigações verdes", que são títulos de dívida que visam financiar projetos sustentáveis. Creio que mais uma vez, vai pagar o justo pelo pecador e seja o Estado a pagar os juros desta dívida que os privados não querem fazer. A propósito, foi publicada esta notícia na CNN - disto ninguém fala por cá. O futebol rende mais.

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publicado às 19:16

Num dia, 4 olhares sobre o Trabalhador

02.05.18

Ontem celebrou-se o dia do trabalhador.

À tarde, fui dar uma volta à beira mar e chamou-me a atenção um homem que se encontrava a trabalhar na construção de um prédio em frente ao mar. Enquanto isso, muitos andavam a correr, a passear e a apanhar sol. Nas televisões, outros manifestavam-se pelos seus direitos nas principais praças. Curioso, três perspectivas sobre o feriado do trabalhador.

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 - O operário da construção civil

O que mais esforço físico despende, o que menos ganha e o que menos reclama.

Não percebi porque estava a trabalhar no feriado, dado que era a construção de um prédio. Haverá pressa para o acabar a tempo do Verão?

Porém, uma coisa é certa, a ilegalidade na construção é mais do que muita. Seja na legalização dos trabalhadores (muitos deles vindos dos países de Leste ou de África), seja no incumprimento de direitos legais, seja nos baixos salários praticados. Geralmente com pouca escolaridade, sujeitam-se ao que já, faça chuva, faça sol e sem reclamações.

 

- Os reivindicativos - funcionários públicos

Legitimamente reclamam os seus direitos. Não correm o risco de serem despedidos e têm condições muitos benéficas face à maioria dos trabalhadores privados - ADSE, cumprimento de horários, per si, já reduzidos e sem necessidade de apresentar grandes resultados. Com desvantagem, estão sujeitos a serem ultrapasados pelo Sr./Sra "Cunha"

Agora que as eleições se aproximam e o PCP perdeu muitas Câmaras Municipais, voltaram as manifestações.

 

- Os trabalhadores por conta de outrem com filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar e descansar. Fazer greve? Não dá, porque senão são encostados e convidados a sair. Reclamar? Nos corredores ou de forma muito polite porque senão são encostados e convidados a sair. 

 

- Os trabalhadores por conta de outrem sem filhos

Aproveitam o dia para passear, turistar, descansar e ir  ao Linkedin. Com a perfeita noção que não empregos para a vida, não estão com muita paciência para se sujeitar a abusos do empregador.

Outros, viciados em trabalho, aproveitam o dia para ... trabalhar.

 

Depois há os desempregados que têm de sujeitar ao que aparece e aos que se aproveitam dessa situação.

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publicado às 22:25


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