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O Claudio e o oportunismo

04.10.20

Vou falar do Cláudio França, ou melhor do que falaram dele.

Quem é o Cláudio França? Um pivot de noticiário, de cor negra com rastas, que foi "viral" nas redes sociais. 

Competente? Isento? Isso não interessa nada pelos vistos. Interessa sim o seu penteado.

 

A SIC Notícias, no seu boticário da manhã de fim de semana (muito visto, portanto!) resolveu apresentar o seu primeiro pivot de cor "negra". Houve coragem para colocar em horário nobre? Claro que não!

Não teria nada de anormal se não fosse a chuva de elogios não ao seu talento, mas sim à sua cor. A SIC foi a última estação a fazê-lo. A TVI por exemplo já há muito que tem a pivot Conceição Queiroz e em horários bem mais expressivos em termos de audiências. A RTP tem João Rosário.

 

Ora bem, nesta guerra de audiências que existe nos últimos meses, não sei até que ponto esta discriminação positiva (porque também é discriminação) é mais oportunismo para ser elogiado mais que mérito. 

Mais incrível, é ser a própria SIC a fazer notícia disso. Está aqui o print screen que não deixa mentir. Aqui o link 

 

Claudio França.PNG

 

E é isto que critico: olha-se para aparência, por o "parecer bem", para pôr as redes sociais a elogiar em vez do mérito e da competência. Mais os próprios elogios são difundidos pela própria estação.

Este post não tem nada a ver com racismo, mas sim com o facto de olharmos para acessório em vez do essencial que tantas vezes reclamamos.

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publicado às 12:08

TVI portuguesa

24.09.20

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Os últimos tempos foram de mexidas na TV portuguesa e é importante falar sobre elas. Por vários motivos: pelo poder que tem, pela influência que tem nosso entretenimento, em particular nos mais velhos e nestes tempos de maior confinamento, e pelo impacto social.

 

Fiquei contente por saber que a TVI passou para accionistas portugueses.

Esta estação foi um mau exemplo do investimento estrangeiro. Enquanto deu dinheiro (dividendos e audiências), havia interesse. Quando perdeu, passou a ser um ativo descartável. Pior, tinha uma direção de informação muito próxima do ex PM José Sócrates e houve polémicas em cima de polémicas, com toda a gravidade que isso significa.

 

A TVI continua em mãos nacionais. Por pessoas interessadas em ter sucesso. Entrou também Cristina Ferreira com uma enorme vontade de levar o barco para a frente. 

 

Admiro Cristina Ferreira. É das poucas mulheres em Portugal bem sucedidas e que não esconde as suas ambições.

 

Desejo-lhe sucesso e condeno a forma execrável como alguns media a diabilizam, escolhendo títulos muito maldosos, ofensivos e colocando nas notícias os comentários depreciativos (serão de perfis verdadeiros?). Um grupo de media em particular faz isso. O mesmo que promoveu André Ventura e que perdeu a TVI para Mário Ferreira. Muito vingativo. Condenável.

A perseguição a Cristina Ferreira deve-se a ressabianço. Alguma inveja também.

 

Os que criticam a sua mudança, sugiro analisar o currículo dos presidentes do Bancos portugueses! Vão ter uma surpresa nos ziguezages entre bancos. Os mesmos que cobram comissões muito similares entre eles...

 

PS: Não vi o "Dia de Cristina", mas vi a estreia do Big Brother e aí a Cristina errou na escolha dos concorrentes. Um vazio de conteúdo a lembrar a Casa dos Segredos. A originalidade da 1ª edição foi por água abaixo.

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publicado às 21:57

Da homofobia ao sensacionalismo

13.05.20

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Hesito em escrever sobre o tema, mas cá vai.

 

Uma frase infeliz, sem ofensa direta, com interpretação dúbia e sensacionalista está a relançar a polémica (mais até que o debate) sobre o preconceito contra a homossexualidade.

Fiz questão de ver o vídeo antes de escrever.

Mais que umas frases fora do contexto, insultos, termos pejorativos e acções violentas não houve no caso dos participantes do programa.

 

Acho que as três situações acima que referi são, sim, as mais críticas. Os caça-likes e sobretudo uma estação ávida por audiências estão a fazer um exagero. A mesma estação em que uma avençada que chamou "paneleirotes" a outros concorrentes e ela por lá continua. Ah, mas nessa altura era líder de audiências. Agora, há que gerar buzz, bater na mesma tecla a semana toda para ver se chove algumas décimas e bolo publicitário.

Não gosto de hipocrisias, nem quero levar este texto para aí, caindo também eu no acessório.

 

Será que uma pessoa que diz que gosta mais de mulheres do que homens tem de ser tão crucificada em praça pública como a caso? Houve discriminação? Houve insulto? Houve rebaixamento?

Lembro-me de um outro blogger que escreveu um sábio texto e que vale a pena ler: LGBTIJKLMNOPQRSTUVWXYZ.... Deixem-me ser Heterossexual.

 

A minha visão: respeito, liberdade e felicidade. Cada um é livre de ter as suas opções e quero é que sejam felizes. Sem violência doméstica. Sem discriminação e sem imposição das nossas escolhas aos outros.

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publicado às 20:05

Telescola

29.04.20

Não conhecia este conceito até o ver em prática na RTP Memória. Para grandes problemas, grandes medidas.

Acho que é daquelas decisões que podem não ser perfeitas, mas são melhores que nada.

 

Vi só um bocadinho numa pausa de trabalho, mas o que vi pareceu-me bem.

Acho mesmo que para quem não é aluno, é uma enorme fonte de cultura geral e raciocínio, gratuita.

Críticas haverá sempre. Os caça likes das redes sociais andam mortinhos por apanhar situações caricatas. É daquelas coisas que rende likes e comentários.

Vi este vídeo hilariante. Alegrou o meu dia xD

PS: Enquanto pesquisava relíquias no Youtube vi vídeos da RTP Madeira do ensino secundário com professoras a explicar Matemática e o Memorial do Convento. Tiro o chapéu a essas professores porque se já é bem complicado na sala de aula, então com um quadro improvisado ainda é pior!

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publicado às 16:54

Quando se dá mais importância ao que realmente vale

19.11.19

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Por vezes damos mais importância às coisas do que aquilo que elas têm, permitindo-lhes ganhar um peso não tem.

 

Foi o caso do bebé abandonado, é no futebol e é com André Ventura, por exemplo. Até na nossa vida pessoal, quantas vezes damos importância a pessoas que não o merecem?

 

Os nossos media, as redes sociais e os influencers, na falta de melhor, vão pelo caminho mais fácil e acessível para atingir os seus objetivos, seja ego ou audiências. Muito se fala do André Ventura. Nem que seja para dizer que se negoceia com todos, menos com ele. Acho até demais e ele agradece a notoriedade. Nem precisa de se esforçar muito. Basta dizer umas bacoradas com uns microfones à frente, que logo toda a gente comenta, critica e dá-lhe (demasiado) palco. É isso que ele quer. Até ao Brasil já chegou a sua presença.

 

Enquanto toda a gente anda a discutir o que Andrézinho disse, ou escreveu na tese, ou protestou, ou que nem sequer quer contacto com ele, outros assuntos vão ficando para trás na agenda, como a corrupção, a deficiente resposta nos transportes públicos ou o caos da saúde.

 

P.S.: A propósito dos partidos, uma deputada foi ao Parlamento protestar com o Primeiro Ministro que "não se pode falar de amor", sugerindo passar de 635 € para 900 €. É com amor que se fazer o empregador aumentar 50% os seus custos? Nem todos os que pagam o salário mínimo são egoístas, como lagostas e andam de Porsche. Uns sim, mas a maioria não. Não sei se ria não sei se chore... 

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publicado às 17:41

O excesso de mediatismo dada ao WebSummit e ao bebé abandonado

10.11.19

Nos últimos dias não tenho andado muito presente, mas vou partilhar como vejo as coisas.

 

Um bebé vivo foi encontrado no lixo. Um crime hediondo, sim, mas não foi concerteza o único nos últimos meses.

Porém este ganhou um protagonismo excessivo, pelo menos para mim.

Longo tempo de antena, com o presidente da república (o mesmo que ligou para o Programa da Cristina) a meter-se ao barulho a dar ainda mais holofotes ao tema.

 

Não muito longe, decorria o WebSummit, um evento importante para o país, onde a excitação dos primeiros anos se começa a desmorecer. Afinal, não há assim tantas novidades todos os anos. Apesar das principais rádios e TV's terem todas as condições e mais algumas para os diretos e emissões especiais e apesar do merchandising mais caro ter esgotado, já se fala que esta edição foi um flop e que os custos financeiros da sua organização estão muito exagerados.

 

Enquanto decorre o artifício dos nossos media, temas importantes vão sendo esquecidos como a corrupção, a indisciplina nas escolas, as vítimas de violência doméstica, os contratos manhosos do negócio do lixo com a Mota Engil, mais uma injeção de dinheiros públicos no Novo Banco e a falta de recursos na Saúde.

 

Porque não se fala também destes temas? Não dá audiência? Vai contra interesses instalados?

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publicado às 17:51

Roast e o humor negro

03.09.19

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Cometi o erro de parar em zapping de parar num programa chamado "Roast" na TVI. Já tinha ouvido falar e tive curiosidade. Podia ser anedotas, podia ser cómico, mas não!

 

Não aguentei mais que 15 minutos de um programa gravado (e editado), em que espetadores pagaram para assistir. A mim dever-me-iam ter pago para aquele suplício.

 

Tanto disparate, insulto gratuito, racismo, sem ponta por onde lhe pegue. Um verdadeiro retrocesso civilizacional. 

 

Já o disse várias vezes. Não percebo o humor negro. Acho que é confundir piada com estupidez. Não sei se este programa é de humor negro, mas é prejudicial à nossa sanidade mental.

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publicado às 17:57

Os programas matinais da TV

25.04.19

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A minha avó é uma consumidora de programas matutinos e vespertinos. Nos últimos meses, tem feito bastante zapping entre a TVI, a SIC e esta semana também pôs na RTP com a estreia do programa da Tânia. Nota-se a curiosidade em avaliar cada um dos novos formatos e apresentadores.

 

Em Janeiro, escrevi nos comentários de alguns blogs que apenas ia opinar quando tivesse férias, que calharia precisamente uns quatro meses após a estreia, depois do ímpeto inicial. 

 

Neste feriado chuvoso, vi um bocadinho de televisão de manhã. 

 

Vamos ao da SIC:

Pela primeira vez, vi o Programa da Cristina. Muito barulho, pouco conteúdo. Uma receita de favas que sinceramente não percebi muito e o tema foi uma entrevista ao ex-ator e atual médico José Carlos Pereira, a protagonista da sua revista e uma crónica criminal (ótima para alegrar este dia chuvoso ). Não percebi ainda qual o papel do Cláudio Ramos no programa. Se é verdade que já li muitos elogios, penso que com o tempo, vai cair na palhaçada e desinteresse (nesta parte estou-me a deixar influenciar pela minha avó).

 

Na TVI

Já tinha escrito aqui que não tinha gostado do que estavam a fazer à Maria Cerqueira Gomes na TVI. Colegas apresentadoras não facilitam estavam a criar entrosamento e a rapariga estava com um ar cansado, pressionado e triste.

Esta semana, sem o Goucha, diz a minha avó, que está a gostar muito da Maria. Hoje vi uma apresentadora confiante, simpática, revigorada, empática, sem histerismos. Estava humilde, sem ninguém a atropelá-la e a interrompê-la. Força Maria!

 

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publicado às 18:15

Ainda sobre os programas de TV do amor

16.03.19

A semana que acabou foi preechida, daí também ter andado desaparecido aqui do blogosfera.

Da semana, retive a polémica exagerada sobre os programas de domingo à noite.

 

Vi o da TVI e no intervalo vi o SIC. Honestamente, o da TVI é mau de mais. O stripper tinha ar de tudo, menos de encalhado. Bem, adiante, muitas pessoas revoltaram-se pela mercantilização da mulher.

 

Concordo com essa perspetiva, mas também assinalo que as senhoras que sujeitam a esse escrutínio sabem ao que vão. A fama, o dinheiro e o ego falam mais alto que o bom senso. Não me vou alongar mais sobre isso, pois não pretendo tornar a ver e pelo que sei já foi mudado o horário do da TVI. Valeu a pena o pressing de algumas femininistas, entre as quais a Capazes.

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publicado às 20:35

Do fim de semana

11.02.19

Este fim de semana,  o sábado trouxe vento e frio.

Domingo de manhã, um pé de água que meteu medo. Deixei-me ficar a dormir.

À tarde fui dar uma caminhada curta à beira mar, já que estava solarenga.

 

Em Lisboa, houve uma marcha silenciosa contra a violência doméstica e o programa humorístico da TVI ridicularizou a decisão do juíz Neto de Moura, que continua impune e protegido parecendo que nada de grave se passou.  A violência doméstica deve ser uma causa nacional, apesar dos maus e tristes exemplos que vêm da Justiça. Este ano já morreram 9 mulheres. E se a união dos enfermeiros fosse a mesma união das mulheres contra este flagelo?

 

À noite, ao fazer zapping, deparei-me com um programa muito interessante na RTP Memória. Chama-se "Portugueses pelo Mundo" e faz uma visita guiada por capitais ou cidades do mundo, sendo portugueses que lá vivem emigrados a fazê-lo. Muito bem produzido e sem lamechices irritantes. Mostram as principais atrações e carateristicas das cidades numa espécie de roteiro comentado em vídeo. Esta semana foi Madrid.

 

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publicado às 22:37


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